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Papel do plástico

Segunda-feira, Fevereiro 9th, 2009

 

Cientistas brasileiros conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco.

Depois de 6 anos de estudos, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos chegaram ao resultado: Uma folha de papel.

Mas a invenção não é apenas uma simples folha de papel. É o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima ao invés da celulose. A fabricação consome menos água e energia do que a produção do papel que usamos hoje. A matéria-prima para produzir esse tipo de papel pode vir de qualquer embalagem plástica jogada no lixo, por exemplo. O plástico é triturado e misturado a outras substância, além de submetido a vários processos.

Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens.

“É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta”, afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.

A idéia já foi testada em larga escala e patenteada. “Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros”, disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor.

Oitocentos e cinqüenta quilos de plástico reciclado são necessários para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

Fonte: VivaGreen

Energia Solar desperdiçada

Quinta-feira, Janeiro 29th, 2009

Muito antes de descobrir as reservas de óleo do pré-sal, o Brasil já era uma das nações mais ricas do mundo em energia. É o país com a maior área territorial dos trópicos e, consequentemente, recebe uma quantidade gigantesca de radiação solar. O grau de aproveitamento dessa energia para produção de eletricidade, porém, é quase nenhum. Nações de clima temperado e com territórios muito menores, que passam vários meses cobertos de neve, como Alemanha e Espanha, produzem mais energia solar do que o Brasil.

“O lugar menos ensolarado do Brasil (Florianópolis) recebe 40% mais energia solar do que o lugar mais ensolarado da Alemanha”, compara o especialista Ricardo Rüther, do Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Segundo ele, só em 2007, os alemães instalaram em seus telhados, na forma de painéis solares, o equivalente ao que produz a usina nuclear de Angra 2 (1.200 megawatts). O país europeu é o pioneiro no incentivo ao uso da energia solar, com um programa federal que subsidia a produção.

No Brasil, o uso da energia solar ainda se resume a aquecedores para água de chuveiro. O uso de sistemas fotovoltaicos para produção de eletricidade é bastante limitado. Mas o potencial é enorme. “Se a área do lago de Itaipu fosse coberta com painéis solares, isso produziria mais do que o dobro da energia que é produzida pela via hidrelétrica“, afirma Rüther. No lugar dos atuais 25%, a usina produziria 50% da eletricidade consumida no Brasil.

Um problema é o preço: a energia elétrica solar ainda custa cerca de dez vezes mais do que a energia elétrica convencional, segundo o pesquisador Enio Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Outra é a escala: “O que teria de ser instalado em Itaipu corresponde a cerca de dez vezes o que já se instalou de painéis fotovoltaicos até hoje no mundo”, afirma Rüther.

Fonte: O Estado de São Paulo