Quem não quer uma cozinha assim?

Já imaginou uma cozinha ecológica, que reaproveita todos os resíduos? Pois é, a cozinha “Ekokook“*, como é chamada, tem um sistema que consegue reutilizar os resíduos líquidos, sólidos e orgânicos.

A geringonça funciona em três etapas. Primeiro, os restos sólidos que não têm cheiro, como o vidro, papel, plástico e metal são esmagados até ficarem bem pequenos. Depois, uma bola de aço, parecida com uma bola de uma máquina de fliperama, quebra os vidros, compacta as latas e tritura o papel até transformar tudo em briquete, ou seja, uma fonte concentrada e comprimida de material energético.

O segundo passo é coletar e reciclar a água. O líquido é filtrado e depois pode ser reaproveitado para irrigar plantas domésticas. Já os restos orgânicos são jogados em containers com vermes dentro. Após três meses, vira um excelente adubo para plantas.

E você, acha que essa será a cozinha do futuro?

Vi no Planeta Sustentável

postado em: 05 de Fevereiro de 2010 por Flávio Vieira

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Aproveitamento dos desertos

Um centro de pesquisa e complexo de reaproveitamento verde chamado projeto Sahara Forest está previsto para começar em 2010 e pode servir como uma fonte de novas tecnologias planejadas para ambientes desérticos.

O projeto “utiliza recursos abundantes como terreno árido, luz do Sol e água do mar para produzir recursos-chave que estão em alta demanda, como, por exemplo, buscar converter água do mar em água fresca.

O projeto lembra que as florestas estão desaparecendo, enquanto os desertos aumentam em área.

Trata-se de um “oásis” de energia renovável, nas palavras da revista “National Geographic”, cujo site divulgou o projeto no fim de janeiro.

O nome do projeto não significa que será realizado na África; Saara significa “deserto” em árabe, e o centro almeja ser uma versão em pequena escala de complexos verdes que os gerentes do projeto esperam construir em desertos por todo o planeta.

O site do projeto afirma que passava por seu cronograma apresentá-lo na conferência do clima de Copenhague, de dezembro; e em alguns anos obter múltiplos locais para funcionamento.

Os especialistas responsáveis, da Bellona Foundation, Noruega, agora examinam locais áridos na Austrália, Estados Unidos, Oriente Médio e África para iniciar os testes.

Fonte: UOL

postado em: 03 de Fevereiro de 2010 por Flávio Vieira

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Navios: da poesia ao desastre

Ver a chegada de um navio ao porto é uma coisa poética, bonita de se ver. A gente fica imaginando a vida lá dentro, a dificuldade de ser um marinheiro, além de sempre nos remeter ao pensamento de como é possível aquele gigante ficar boiando no mar…

Mas chega de poesia.

Vamos falar agora de uma assunto sério. Seriíssimo. Água de Lastro.

Wikipédia: água de lastro é a água do mar captada pelo navio para garantir a segurança operacional do navio e sua estabilidade. Em geral, os tanques são preenchidos com maior ou menor quantidade de água para aumentar ou diminuir o calado dos navios durante as operações portuárias.
Resumindo e simplificando: se você já viu um navio chegando ao porto, pode reparar que muitas vezes eles estão “jorrando” água no mar. Quando estão com pouca carga, os navios precisam de mais peso para otimizar e maximizar a potência de seus motores, além de precisar do equilíbrio. O problema está no fato de um navio que sai da Índia, por exemplo, enche seus tanques com água de lá e vai despejar essa água em outro porto do mundo.

Cada lugar do mundo tem um ecossistema próprio, com seus organismos e animais equilibrados. Quando estes organismos se deparam com um novo ecossistema, eles alteram o meio em que passarão a viver. Isso tem causado muitos desastres ambientais.

Um grupo de cientistas fez um estudo sobre estas espécies invasoras de ecossistemas e acaba de prestar um serviço com a publicação de um mapa detalhado das rotas dos navios cargueiros entre os portos do mundo.


O estudo, realizado por ecólogos da Universidade Carl von Ossietzky, da Alemanha, só foi feito após os pesquisadores descobrirem que a Organização Marítima Internacional nunca tinha produzido os dados.

Fonte: Folha OnLine

postado em: 01 de Fevereiro de 2010 por Flávio Vieira

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Casa de Garrafa: ambientalmente correto?

Vamos partir do princípio que você é uma pessoa consciente das suas ações em relação meio ambiente.

Você deve reciclar seu lixo, não jogá-lo na rua, nos córregos, etc. Você também deve ter algum cuidado em escolher os aparelhos que compra levando em conta o gasto de energia que eles têm (vide etiqueta Procel). Você deve economizar água e saber a importância que isso tem para o planeta. Possivelmente, você deve ter consciência de todos os seus atos e se considerar um amigo da natureza.

Se todos fossem como você, o mundo não estaria esse caos. Tudo isso pra dizer que há algumas pessoas que vão mais longe.

A casa de garrafa:

Temos certeza que a intenção foi a melhor possível, mas construir uma casa de garrafas é realmente benéfico ao meio ambiente?

Isso nos leva a uma questão maior: reciclagem é qualquer reaproveitamento de material?

No caso em questão, as garrafas não voltarão a ser utilizadas como garrafas. O destino certo delas seria a reciclagem e a posterior utilização delas como… garrafa! É o chamado “ciclo fechado da reciclagem”: vidro volta a ser vidro, plástico volta a ser plástico e assim por diante. É lógico que há casos onde isso é impossível ou ainda não há tecnologia suficiente para tal.

Embutir as garrafas em um muro fará com que mais vidro e plástico tenham de ser extraídos/produzidos, e isso apenas para economizar tijolos, cimento ou areia, produtos cujo processo de extração/produção é muito menos danoso ao meio ambiente se compararmos nas quantidades necessárias para construir a casa e a quantidade de garrafas embutidas nas paredes.

Recado dado. Pesquise muito bem antes de fazer um projeto que demande materiais recicláveis. Nem sempre é o que parece ser…

Vi o projeto no EcoHarmonia

postado em: 27 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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Colheita Feliz!

Seria o sonho poder comprar frutas e legumes diretamente dos produtores, não? Além do menor preço e da diminuição do impacto ambiental, essa prática aumenta muito a qualidade dos produtos. Levando em conta estes princípios, a dupla de arquitetos americanos Joseph Grima e Jeffrey Johnson criaram a “LandGrabCity”, um enorme “pomar” no meio da cidade de Shenzen, na China.

“Não há motivo para segregar o meio rural e a cidade. É preciso haver uma maior conexão entre o campo e a cidade”. LandGrabCity é um dos muitos projetos que têm como príncipio esta integração. Na primeira colheita do projeto, as famílias ajudaram e batizaram os alimentos de “happy vegetables”.

“Pense globalmente, aja localmente”.

Fonte: www.szhkbiennale.org

postado em: 26 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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Energia do lixo


O gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, será usado como combustível. Um acordo assinado entre empresas, a prefeitura do Rio e o governo do Estado prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.

A empresa Gás Verde processará o gás que será retirado da montanha de lixo. Ela vai separar o gás carbônico do metano. Um duto de 6 quilômetros levará o combustível até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.

O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.

“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2″, disse Minc.

Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
Por Vitor Abdala - Agência Brasil

Agência Brasil/EcoAgência

postado em: 21 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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Diversidade: cada um no seu quadrado.

Vídeo criado pela agência 72andSunny para o Discovery Channel. O que você mais ama na Terra?
Ainda bem que cada um tem as suas preferências…

Vi no PsyVideos

postado em: 19 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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Zilda Arns: um mundo melhor é possível

 Zilda Arns foi a embaixadora de tudo que sempre procuramos postar aqui. Um exemplo de pessoa que zela pelo bem-estar do próximo e garante um futuro digno e promissor a incontáveis pessoas ao redor do mundo. Nossa singela homenagem a essa mulher:

Já se fizeram todos os elogios devidos à médica brasileira, Zilda Arns, irmã do Cardeal dos direitos humanos, Paulo Evaristo Arns, que sucumbiu sob as ruinas do terremoto no Haiti.

Talvez a opinião pública mundial não se tenha dado conta da importância desta mulher que em 2006 foi apontada como candidata ao prêmio Nobel da Paz. E bem que o merecia, pois dedicou toda sua vida à saúde das pessoas mais vulneráveis.

Por 25 anos coordenou a Pastoral da Criança acompanhando mais um milhão e 800 mil menores de cinco anos e mais de um milhão e 400 famílias pobres. A partir de 2004 iniciou a Pastoral da Pessoa Idosa com mais de cem mil idosos envolvidos.

Com meios simples como o soro caseiro, o alimento à base da multimistura e outros recursos mínimos, salvou milhares de crianças que antes fatalmente morriam.

Seria longo historiar seu extraordinário trabalho difundido já em mais de 20 paises pobres do mundo. O que pretendo é enfatizar os valores do capital espiritual que sustentaram a sua prática. Nisso ela ia contra o sistema dominante e serve de inspiração para hoje.

É convicção crescente que não sairemos da crise de civilização atual se continuarmos com os mesmos hábitos e os mesmos valores consumistas e individualistas que temos. Ela mostrou como pode ser diferente e melhor.

A Dr. Zilda honrou o cristianismo, vivendo uma mística de amor à humanidade sofredora, de esperança de que sempre se pode fazer alguma coisa para salvar vidas, de fé na força dos fracos que se organizam e na escuta de todos até das crianças que ainda não falam.

Ela tinha clara consciência de que a solução vem de baixo, da sociedade que se mobiliza, sem com isso dispensar o que o Estado deve fazer. Problemas sociais se resolvem a partir da sociedade. Para isso, ela suscitou a sensibilidade humanitária que se esconde em cada pessoa e inaugurou a política da boa vontade. Mais de 250 mil voluntários, sem nenhum ônus financeiro, se propuseram assumir os trabalhos junto com ela.

Uma idéia-geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar. Não apenas pães e peixes como Ele fez mas, nas condições de hoje, multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.

Multiplicar o saber implica repassar às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a medição do peso e a alimentação adequada às crianças. Esse saber reforça a auto-estima das pessoas e confere autonomia à sociedade civil.

Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve partir dos últimos, buscando atingir as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai, tentar salvar a criança mais desnutrida e quase agonizante. Essa solidariedade é a que menos existe no mundo atual.

Multiplicar esforços, envolvendo as políticas públicas, as ONGs, os grupos de base, as empresas em sua responsabilidade social, enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem. Mas antes de tudo multiplicar a boa-vontade generosa.

Ora, são estes conteúdos do capital espiritual que devem estar na base da nova sociedade mundial que importa gestar. O século XXI será o século do cuidado pela vida e pela Terra ou será o século de nossa auto-destruição. Até agora globalizamos a economia e as comunicações. Temos que globalizar a consciência planetária e multiplicar o saber útil à vida, a solidariedade universal, os esforços que visam construir aquilo que ainda não foi ensaiado. Amor e solidariedade não entram nas estatísticas nem nos cálculos econômicos Mas são eles que mais buscamos e que nos podem salvar.

A médica Zilda Arns seguramente sem o saber, mas profeticamente, nos mostrou em miniatura que esse mundo não é só possível, mas é realizável já agora.

Texto: Leonardo Boff

postado em: 18 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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Bio-filtração: será possível?

Reduzir a poluição da água utilizando bio-filtração. Isso é o que promete esse jardim flutuante com forma de baleia que foi elaborado para navegar nos rios de diversas cidades do mundo purificando água. Desenhado por Vincent Callebaut, Physalia é uma “eco sistema” autossuficiente que gera toda energia que precisa do sol. O telhado do Physalia é coberto por células solares, enquanto turbinas localizadas no casco geram a energia necessária para movimentá-lo pelo rio.

Uma dos recursos do “jardim” é reagir a raios ultravioletas para limpar a água poluída. A água adicional gerada desse processo é utilizada para regar o sistema hidráulico do jardim que biologicamente filtram os poluentes. Dentro do “jardim” existem jardins temáticos chamados “Terra”, “Vento”, “Fogo” e “Água”.

O nome foi inspirado por um tipo de medusa e o projeto foi criado para multiplicar a consciência que existem cerca de um bilhão de pessoas que não possuem acesso a água potável no mundo. Mesmo sem uma data para ser concretizado, o projeto prima pela imaginação e pelo esforço para uma causa nobre.

A humanidade conseguiu avanços inacreditáveis em termos de tecnologia. Você nunca achou estranho que essas tecnologias nunca fossem aplicadas para fins como esse? Demorou, mas até que os projetos estão saindo…

Queria tanto ver uma “baleia” dessas no Rio Tietê, na Lagoa Rodrigo de Freitas, etc, etc, etc.

Fonte: Vincent Callebaut (via Muito Legal)

postado em: 14 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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E vamos rodar a bateria…

 

Rebobinar a fita cassete no dedo não significa nada se você tem menos de 20 anos. Mas, acredite, essa era uma prática comum em meados dos anos 90. E pode voltar a ser utilizada… pelo menos para quem quiser ser consciente ambientalmente.

Song Teaho e Hyejin Lee criaram um modelo de bateria para celular que é recarregado rodando a bateria no dedo. Como se trata de um protótipo, tudo ainda está no campo das especulações. Teaho e Lee acreditam, no entanto, que se a bateria cair nas graças do mercado e passar a ser  comercializada, vão ser necessárias aproximadamente 130 rodadas para uma conversa de dois minutos no celular. A tecnologia pode ser aplicada ainda para outros dispositivos, como notebooks, por exemplo.

Pode ser divertido e até plausível de ser aplicada. Mas imagine rodar a bateria do seu laptop no dedo: 130 rodadas para dois minutos de uso do seu PC portátil não parece a coisa mais atraente do mundo.

Mas até então é apenas um protótipo. Se chegar a ser comercializado, esperamos que haja uma melhoria e não precisemos ficar horas a fio rodando a bateria no ar…

Fonte: MSN Tecnologia

postado em: 12 de Janeiro de 2010 por Flávio Vieira

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