Cada vez mais as pessoas estão aderindo à tecnologia wireless. Os fios já são dispensáveis e ninguém aguenta mais tê-los espalhados pela casa juntando poeira.
Pois é, a tecnologia wireless é mesmo ótima, mas tem consumido muita pilha. E a maioria das pessoas ainda usam as pilhas descartáveis. (quer pilhas recarregáveis?)
Que tal um mouse movido a corda? O Sustail é carregado apenas pala força motora. Você poderá usar o aparelho até um sinal sonoro indicar que você precisará novamente fazer o seu trabalho. Interessante, não?
Use a tecnologia, mas sempre pense em reduzir ao máximo o seu impacto no meio ambiente. =)
Rebobinar a fita cassete no dedo não significa nada se você tem menos de 20 anos. Mas, acredite, essa era uma prática comum em meados dos anos 90. E pode voltar a ser utilizada… pelo menos para quem quiser ser consciente ambientalmente.
Song Teaho e Hyejin Lee criaram um modelo de bateria para celular que é recarregado rodando a bateria no dedo. Como se trata de um protótipo, tudo ainda está no campo das especulações. Teaho e Lee acreditam, no entanto, que se a bateria cair nas graças do mercado e passar a ser comercializada, vão ser necessárias aproximadamente 130 rodadas para uma conversa de dois minutos no celular. A tecnologia pode ser aplicada ainda para outros dispositivos, como notebooks, por exemplo.
Pode ser divertido e até plausível de ser aplicada. Mas imagine rodar a bateria do seu laptop no dedo: 130 rodadas para dois minutos de uso do seu PC portátil não parece a coisa mais atraente do mundo.
Mas até então é apenas um protótipo. Se chegar a ser comercializado, esperamos que haja uma melhoria e não precisemos ficar horas a fio rodando a bateria no ar…
As grandes novidades em matéria de tecnologia verde têm vindo dos EUA. A mais recente é uma lata de lixo chamada BigBelly (Barriga grande). As primeiras foram instaladas na Filadélfia. Já são 500 e não vai parar por aí.
Dentro da “lata de lixo” existe um compressor movido à energia solar. Por esse motivo, a máquina aceita de 4 a 8 vezes mais a quantidade de lixo. Ao invés de precisar de constantes esvaziamentos como uma lata de lixo convencional, a BigBelly pode aguentar muito mais tempo sem precisar de coleta.
Isso também reduzirá o número de funcionários envolvidos na ação: de 33 para apenas 8. Ao longo de 10 anos, a prefeitura da Filadélfia espera economizar quase US$ 13 milhões. A Filadélfia não é a única cidade a ser contemplada, ainda bem. Esperemos que isso se espalhe por todos os lados. Só não há nenhuma menção quanto ao preço do brinquedo.
Pesquisadores britânicos apresentaram nesta semana o protótipo do primeiro carro de Fórmula 1 feito com materiais renováveis e sustentáveis.
O carro, batizado de “WorldFirst” (O mundo em primeiro lugar, em tradução livre), tem parte do chassi feito a partir de amido de batata, usa biocombustível produzido à base de restos de chocolate e óleo vegetal e um volante feito com cenouras e outros vegetais.
Além disso, o protótipo tem ainda outros itens com o objetivo de reduzir as emissões de poluentes, como lubrificantes de óleos vegetais e um poderoso catalisador.
Segundo os pesquisadores, da Universidade de Warwick, o carro segue todas as especificações dos carros de Fórmula 3, com exceção do combustível, já que a categoria não permite hoje o uso de biocombustíveis.
O carro é capaz de atingir uma velocidade de 200 quilômetros na curva, de acordo com os responsáveis pelo projeto. Segundo eles, seu objetivo era mostrar a viabilidade de usar tecnologias ambientalmente sustentáveis para os carros de corrida em um momento em que patrocinadores questionam o custo-benefício de seus investimentos no esporte.
“O WorldFirst descarta o mito de que a performance do carro é comprometida com o desenvolvimento de motores do futuro sustentáveis”, afirma o coordenador do projeto, James Meredith.
O designer Sang-Kyun Park criou um guarda-chuva no mínimo diferente. Ele transformou a energia gerada pela queda das gotas de chuva para acoplar um LED que “acende” o acessório. Quanto mais forte a chuva, mais forte é a luminosidade do guarda-chuva, diz Park. O guarda-chuva já é um sucesso. Tudo bem que não contribui nada com o meio ambiente, mas a tecnologia poderá ser aproveitada de outras formas. As possibilidades são infinitas!
Depois da cidade de Masdar, anteriormente publicada aqui, um novo projeto surge nas areias escaldantes do Deserto do Saara, um dos maiores do planeta. O Sahara Forest Project(SeaWater GreenHouse) é uma intervenção de enormes proporções que pretende criar uma cidade sustentável, devolvendo ao deserto a sua capacidade de produção de alimentos, água limpa e potável, energia renovável e reciclagem de todos os resíduos.
Para que esse fenômeno de transformação do deserto seja viável, o sistema de tecnologia previsto para o projeto se valerá da água do mar, do sol e de condições atmosféricas dentro de gigantescas estufas. Na entrada de cada uma delas serão instalados vaporizadores que transformarão a água marinha em puro vapor, reduzindo a temperatura e mantendo o local em condições ideais para o desenvolvimento da agricultura.
A produção e o armazenamento de água é o ponto vital do projeto. Além da geração de energia, essa água será utilizada, por exemplo, no cultivo do pinhão manso, cuja semente pode ser empregada no BioDiesel. O arbusto do pinhão pode atingir até 4 metros de altura e se adapta bem ao clima do deserto.
O Sahara Forest Project já está em fase de testes e algumas estufas já estão em funcionamento. Em Omã, país situado na península arábica, as estufas já estão produtivas. O sucesso dos testes revela que o projeto é uma alternativa racional e viável.
Além de geração de energia, produção de água e estabelecimento de agricultura, o projeto trará também vantagens ambientais indiretas ao funcionar no combate à crescente desertificação do planeta.
Depois de redes de supermercados britânicas e revendedoras de carros francesas criarem selos com informações sobre a pegada de carbono para serem exibidos nos produtos que vendem, o Japão decidiu que esta seria uma boa tática para motivar a população a colaborar com os planos ambiciosos do governo no combate ao aquecimento global.
O anúncio foi feito nesta semana pelo ministro de comércio, Takuma Inamura, segundo o qual os selos trarão detalhes sobre o quanto de dióxido de carbono (CO2) é emitido durante a vida útil do produto, que inclui produção, distribuição e descarte. As emissões resultantes desse processo formam a chamada pegada de carbono. O Japão tem como meta cortar as emissões de gases do efeito estufa em 80% em 2050.
Apesar de todos os avanços tecnológicos e boa eficiência energética, o Japão está tendo dificuldades para alcançar a meta de cortar em 6% as emissões de 2012 em relação aos níveis de 1990. Em julho, o primeiro-ministro Yasuo Fukuda pediu aos consumidores japoneses que liderassem uma “revolução na redução de CO2″ global, ajudando o país a chegar a ambiciosa meta do governo.
Porém, ainda não se sabe ao certo até que ponto os consumidores estão dispostos a gastar para reduzir as emissões. Uma pesquisa de opinião feita recentemente no país mostrou que quase 80% dos entrevistados não pagaria mais que 2 mil yen (20 dólares) por mês para adquirir eco-produtos ou promover economias de combustível.
“Muitas pessoas não sabem o que o termo pegada de carbono realmente significa. Mas eu espero que isto abra caminhos para outras empresas fazerem a sua parte para chamar a atenção do público”, disse Inamura
Você sabe o que significa “pegada de carbono”?
Visite o site do Idec e descubra o quanto você faz para salvar o planeta!
A empresa britânica Ineos Bios anunciou ter tecnologia para produzir álcool a partir do lixo em escala industrial dentro de dois anos.
A produção do combustível será feita a partir de lixo biodegradável municipal, lixo orgânico comercial e resíduos de agricultura, entre outros. Segundo a empresa, a tecnologia já foi testada em um projeto piloto nos Estados Unidos.
“Planejamos produzir quantidades comerciais de combustível de álcool de lixo para ser usado como combustível para carros dentro de dois anos”, afirmou Peter Williams, diretor executivo da Ineos Bio. A transformação se opera em três estágios. Primeiro, o lixo é superaquecido para a obtenção de gás. Este gás é usado para alimentar bactérias anaeróbicas (biocatalizadoras) que produzem o álcool. No estágio final, o álcool é purificado para ser usado como combustível puro ou misturado à gasolina.
A empresa alega que esta tecnologia tem a vantagem de não afetar a produção de alimentos. Uma tonelada de lixo seco pode ser transformada em cerca de 400 litros de álcool, informou a empresa.
“O fato de termos conseguido separar a segunda geração de biocombustíveis dos alimentos é um grande passo. Esperamos que a tecnologia garanta combustíveis renováveis e sustentáveis a um custo competitivo”, disse Williams. A empresa, no entanto, precisará da cooperação dos governos locais para ter acesso ao lixo.
Para quem se lembra do filme dirigido por Steven Spielberg “De volta para o Futuro“, isso não é novidade. Em uma das cenas da consagrada trilogia, o herói Marty McFly abastece sua máquina do tempo apenas com lixo. Será que estamos chegando nessa época?
Só por nostalgia, veja o trailer da trilogia. A música da trilha é a empolgante “The Power of Love” da banda Huey Lewis and The News
Para resolver o crônico problema de abastecimento de água no país, a China investiu 125 bilhões de dólares em serviços de tratamento e purificação de água. Por uma infeliz combinação de desperdício, falta de planejamento, educação ambiental e um vertiginoso aumento na demanda de água, a China é um dos países que mais sofrem com a escassez de água. Quase 70% dos rios e lagos estão poluídos e o sistema de distribuição é extremamente defasado.
Com a economia crescendo em níveis astronômicos, a China percebeu que algo precisava ser feito. O investimento dessa fortuna deverá sanar os atuais problemas nos próximos três anos. Uma das grandes obras do pacote envolve o fornecimento de tecnologia a uma fábrica capaz de reciclar e filtrar mais de 80 mil metros cúbicos de água por dia.
Se a água vem se tornando mais valiosa no mundo inteiro, na China a situação é ainda mais grave. Os chineses detêm 7% dos recursos hídricos do mundo e 21% dos habitantes do planeta! Só para exemplificar, o nível de água per capita na China é de 2.127 metros cúbicos por ano contra 45.039 metros cúbicos do Brasil.
A China sofre também com a falta de estrutura de fornecimento adequada, razão pela qual menos de 15% de sua população tem água potável em suas torneiras. Dois terços das 600 maiores cidades chinesas não têm sequer abastecimento regular. Para completar o quadro de problemas, há carência de uma boa rede de serviços de tratamento de resíduos agrícolas, domésticos e industriais, o que contribuiu para a poluição que vem destruindo as fontes limpas e tornando o país um campeão absoluto em maltratar o ambiente.
“Lago na China”
Com o ritmo de crescimento econômico chinês, o consumo de água aumentou em 20% nos últimos 25 anos. Mudou também o perfil de utilização. Se antes o setor industrial consumia apenas 7% da água disponível, agora já chega a 25% de participação. A demanda é tão grande que as fontes de água já não conseguem mais suprir as necessidades internas e muitas das fontes já dão sinais de esgotamento.
Em 2006, o governo começou a fazer uma seriíssima campanha para economizar água. A preocupação, ainda que tardia, é essencial para a economia da China e principalmente para o meio ambiente. Se não foi por consciência ecológica que os chineses tomaram providências a esse respeito, que seja pela pressão da economia. Uma coisa é fato: A natureza cobra todo o mal que fizermos a ela. A pergunta que sempre fica é: Até quando vamos pagar?
Um novo invento pode ser o futuro da captação de energia em casas e prédios comerciais. O professor Jonh Bell, da Universidade de Tecnologia de Queensland, Austrália, vem, há algum tempo, desenvolvendo um vidro que também é um gerador de energia solar. Ele trabalha juntamente com a empresa australiana Dyesol.
A janela, que terá uma tonalidade levemente avermelhada, promete ser a nova sensação na construção de casas, pois, segundo estudos, pode reduzir em quase 50% das emissões de carbono e gerar uma economia significativa nas contas de energia.
O professor afirma ainda que a instalação das janelas poderia até gerar excesso de energia, que poderia ser vendido ou armazenado para uso posterior.
Completamente transparentes, as janelas possuem células solares com dióxido de titânio revestido de um corante que aumenta a absorção de luz.
O vidro capta a energia solar, que pode ser usado para alimentar a casa, mas também pode reduzir o superaquecimento da casa, reduzindo a necessidade de refrigeração.
Em pouco tempo deveremos ter essa novidade no mercado. A pergunta que fica é: Será que essa tecnologia será acessível a todos?