
Impossível não achar graça de uma dúzia de patos de borracha “nadando” em pleno oceano. Mas, infelizmente, esta notícia é só um exemplo de uma questão sistêmica e preocupante.
De acordo com pesquisadores, há, no Oceano Pacífico, dois novos continentes sendo formados. A quantidade de produtos de plástico jogados ao mar já supera duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo. Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de plástico.
Isso está acontecendo, entre outros tantos – e mais sérios! - motivos, pelo naufrágio de um navio que vinha da China com destino a Seattle carregado de brinquedos. O Naufrágio foi em 1992 e os destroços (patos!) já deram a volta ao mundo e ainda vagam pelos oceanos.

Tartaruga deformada por causa de um “anel” de plástico!
Mas, infelizmente, esse novo “continente de plástico” não é só fruto desse acidente. Entre os produtos mais achados no mar estão embalagens de salgados e biscoitos, sacos de supermercado e garrafas pets.
Duas pequenas ações podem frear drasticamente o crescimento desse tipo de lixo:
1) Evite o plástico quando for possível.
2) Quando não puder evitar, recicle!

Alguns fatos interessantes sobre o plástico:
- É feito de petróleo.
- Apenas 20% do plástico encontrado nos oceanos caiu de embarcações ou foram jogados diretamente no mar. O restante foi jogado em terra.
- 30 resíduos de plástico é a média encontrada em estômagos de aves-marinhas.
- Foram encontrados milhares de copos de plástico nos destroços do Titanic.
- Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do oceano pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton.
- Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de pessoas indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.
- No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país.
- Não é biodegradável, mas é 100% reciclável e leva mais de 100 anos para se decompor. O plástico reciclado transforma-se em matéria prima.