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Eficiência energética vende!

Segunda-feira, Agosto 11th, 2008

Uma mudança significativa na atitude dos consumidores vem ocorrendo nos últimos anos. Ao invés de entrar nas lojas procurando o mais novo modelo de aparelho doméstico, o consumidor tem procurado produtos de menor consumo. A boa notícia foi constatada por uma pesquisa americana nas grande lojas de eletrodomésticos.

Com o preço do barril de petróleo crescendo vertiginosamente, as pessoas vêm se preocupando cada vez mais em diminuir o valor da conta de eletricidade no final do mês.

De acordo com a pesquisa, cerca de 9 em cada 10 pessoas perguntam se o produto que querem comprar vai ajudá-las a economizar dinheiro. Eletrônicos “ecologicamente mais corretos” ganham cada vez mais espaço no mercado.

Apesar do preço um pouco mais caro dos produtos “verdes”, o argumento usado no mercado é unânime: o dinheiro poupado na conta de luz no final do mês compensa o que foi gasto a mais na compra do produto energeticamente mais eficiente.

A pergunta que fica é: E você, procura produtos mais eficientes?

Combustível do Lixo!

Sexta-feira, Julho 25th, 2008

A empresa britânica Ineos Bios anunciou ter tecnologia para produzir álcool a partir do lixo em escala industrial dentro de dois anos.

A produção do combustível será feita a partir de lixo biodegradável municipal, lixo orgânico comercial e resíduos de agricultura, entre outros. Segundo a empresa, a tecnologia já foi testada em um projeto piloto nos Estados Unidos.

“Planejamos produzir quantidades comerciais de combustível de álcool de lixo para ser usado como combustível para carros dentro de dois anos”, afirmou Peter Williams, diretor executivo da Ineos Bio. A transformação se opera em três estágios. Primeiro, o lixo é superaquecido para a obtenção de gás. Este gás é usado para alimentar bactérias anaeróbicas (biocatalizadoras) que produzem o álcool. No estágio final, o álcool é purificado para ser usado como combustível puro ou misturado à gasolina.

A empresa alega que esta tecnologia tem a vantagem de não afetar a produção de alimentos. Uma tonelada de lixo seco pode ser transformada em cerca de 400 litros de álcool, informou a empresa.

“O fato de termos conseguido separar a segunda geração de biocombustíveis dos alimentos é um grande passo. Esperamos que a tecnologia garanta combustíveis renováveis e sustentáveis a um custo competitivo”, disse Williams. A empresa, no entanto, precisará da cooperação dos governos locais para ter acesso ao lixo.

Para quem se lembra do filme dirigido por Steven SpielbergDe volta para o Futuro“, isso não é novidade. Em uma das cenas da consagrada trilogia, o herói Marty McFly abastece sua máquina do tempo apenas com lixo. Será que estamos chegando nessa época?
Só por nostalgia, veja o trailer da trilogia. A música da trilha é a empolgante “The Power of Love” da banda Huey Lewis and The News

Carros etiquetados!

Quarta-feira, Julho 23rd, 2008

Ambientalistas e a indústria automobilística juntaram-se para introduzir uma etiqueta energética nos carros novos a partir de outubro desse ano.  A nova etiqueta energética pretende ser nos mesmos moldes das utilizadas em eletrodomésticos, com um código de letras, uma escala de cores e o fator médio de emissão de dióxido de carbono (CO2). Por meio da etiqueta, o consumidor poderá comparar modelos a partir do consumo de combustível, entre outras coisas.

Na Europa a etiqueta energética se tornou comum nas lojas e concessionárias de carros novos. Aqui, ao contrário da tendência mundial, os fabricantes tendem a esconder o real consumo, com medo da reação cada vez mais “verde” dos consumidores.

Essa ótima iniciativa permitirá, por exemplo, a adoção das mesmas etiquetas à disposição dos consumidores europeus, de visualização facílima e um fator importante de compra, especialmente em tempos de combustível fóssil em declínio e aquecimento global em escala ascendente.

Fique atento às etiquetas na hora da compra!

Patos de Borracha!

Terça-feira, Fevereiro 19th, 2008

Impossível não achar graça de uma dúzia de patos de borracha “nadando” em pleno oceano. Mas, infelizmente, esta notícia é só um exemplo de uma questão sistêmica e preocupante.
De acordo com pesquisadores, há, no Oceano Pacífico, dois novos continentes sendo formados. A quantidade de produtos de plástico jogados ao mar já supera duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo. Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de plástico.
Isso está acontecendo, entre outros tantos – e mais sérios! - motivos, pelo naufrágio de um navio que vinha da China com destino a Seattle carregado de brinquedos. O Naufrágio foi em 1992 e os destroços (patos!) já deram a volta ao mundo e ainda vagam pelos oceanos.


Tartaruga deformada por causa de um “anel” de plástico!

Mas, infelizmente, esse novo “continente de plástico” não é só fruto desse acidente. Entre os produtos mais achados no mar estão embalagens de salgados e biscoitos, sacos de supermercado e garrafas pets.

Duas pequenas ações podem frear drasticamente o crescimento desse tipo de lixo:
1) Evite o plástico quando for possível.
2) Quando não puder evitar, recicle!

Alguns fatos interessantes sobre o plástico:

  • É feito de petróleo.
  • Apenas 20% do plástico encontrado nos oceanos caiu de embarcações ou foram jogados diretamente no mar. O restante foi jogado em terra.
  • 30 resíduos de plástico é a média encontrada em estômagos de aves-marinhas.
  • Foram encontrados milhares de copos de plástico nos destroços do Titanic.
  • Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do oceano pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton.
  • Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de pessoas indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.
  • No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país.
  • Não é biodegradável, mas é 100% reciclável e leva mais de 100 anos para se decompor. O plástico reciclado transforma-se em matéria prima.