Petróleo: herói ou vilão?
Quarta-feira, Setembro 22nd, 2010Quer entender um pouco da história do petróleo e pra onde estamos indo?
Olha que bacana esta explicação neste vídeo do Greenpeace:
Quer entender um pouco da história do petróleo e pra onde estamos indo?
Olha que bacana esta explicação neste vídeo do Greenpeace:
Impossível não comentar o recente vazamento de óleo no Golfo do México. Que coisa absurda!
Um vazamento de óleo não é algo que se limpe. Na maior parte dos casos, os remanescentes desses desastres ambientais se dispersam, diluem, são queimados ou afundam e ficam à espera de, em algum momento, voltar à tona e causar seus estragos. O caso da recente explosão seguida de vazamento da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, ocorrida no último dia 20, expõe as sérias deficiências do modelo petrolífero do qual somos dependentes.
Na explosão, onze funcionários morreram. Dois dias depois, a plataforma naufragou e, lá do fundo, começou a soltar mais de cem mil litros de óleo diariamente. Só ontem (9 dias depois), o presidente americano Barack Obama assumiu as rédeas do desastre.
A corrida agora é para evitar que o óleo continue a vazar e alcance a costa da Lousianna, 80 quilômetros de distância. A previsão é de que a mancha, dependendo da condição dos ventos, alcance a região do delta do Rio Mississipi ainda hoje!
Caso isto ocorra, as ricas regiões onde 40% da área de manguezais da costa dos Estados Unidos se concentram, podem ficar manchadas de óleo pelas próximas décadas.
“As empresas de petróleo dizem que já existem as mais variadas tecnologias para a contenção de vazamentos de petróleo, mas, como foi visto, na prática, isso não é bem verdade. O impacto que um vazamento de óleo pode trazer é gigantesco e não há uma forma justa de reparar o dano”, diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace.
Nem um ano se passou desde que as empresas responsáveis pela plataforma, a britânica BP e a TransOcean, se opuseram agressivamente contra um novo regulamento de segurança estabelecido pela Empresa de Manejo Mineral, a agência federal que fiscaliza a exploração de petróleo em alto mar. A base do novo regulamento foi um estudo que concluía que o número de acidentes no setor era muito alto.
Gráfico divulgado pelo jornal The NY Times traz o perfil das espécies que estão na mira do líquido negro. Aves costeiras e animais marinhos são as mais afetadas. Entre elas, a baleia cachalote, tartarugas marinhas e o atum azul, espécie em alto risco de extinção, cujo único local de reprodução da população do Atlântico é o Golfo do México.
“Espécies como o atum azul e as tartarugas marinhas, ameaçadas de extinção, estão sendo submetidas a um nível de contaminação inestimável. Que tecnologia é capaz de reparar este impacto?”, questiona Leandra.
Fonte: Greenpeace Brasil
Uma propaganda de 1962 previu o destino das camadas polares. A gigante petrolífera Humble Oil - que viria a se tornar a Exxon - lançou naquele ano uma propaganda curiosa, pra não dizer infeliz. Na foto está uma grande geleira e a legenda diz:
“Todos os dias a Humble produz energia suficiente para derreter 7 milhões de toneladas de gelo dos glaciares”.
E o texto abaixo continua:
“Os glaciares tem permanecido intactos por séculos. Mas a Humble poderia derreter tudo numa velocidade de 80 toneladas de gelo por segundo…”. Acho que realmente eles podiam…
Se quiser ver a matéria ampliada, veja no livro do Google, fonte desse texto.
Pegando um pouco emprestado o conceito do excelente site Lista 10, do amigo Thales, segue abaixo uma lista com 10 matérias interessantíssimas sobre meio ambiente.
Robô - Morcego - Blog do Planeta
Edificio em Nova York - It’s Green Design
Mais Gelo, menos petróleo - EcoBlogs
A Cerca - Idealismo de Buteco
Calvin e a sustentabilidade - EcoDesenvolvimento
Vigie a amazônia pelo Orkut - Meu Mundo Sustentável
Distribua sementes com a sua bicicleta - It’s Green Design
A História das Coisas - Folha Verde
A Horta suspensa da escola esquecida - O Eco
Bonsai carregador - Dr. Chicletinho
A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conserva a qualidade do produto.
Várias reservas de petróleo foram encontradas nessa camada, o que dá ao Brasil a capacidade de se tornar um grande exportador do produto. Apenas uma das reservas tem a capacidade de extração avaliada entre 5 a 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerada uma das maiores descobertas do mundo. Essa quantidade é suficiente para colocar o Brasil na seleta lista dos 10 maiores produtores de petróleo do mundo. Atualmente o país ocupa o 24º. lugar.
Além do desafio tecnológico para começar a produção do petróleo, o Brasil vem discutindo as formas e os direitos dessa exploração. O presidente Luis Inácio Lula da Silva não esconde o sonho de transformar a exploração dos novos campos em investimentos efetivos em educação, ciência e tecnologia, defendendo que as reservas pertencem ao “povo brasileiro” e devem ser usadas em benefício do país.
Seria uma boa forma de promover a diminuição das diferenças sociais e tornar o Brasil um pouco mais justo. O que você acha?
Fontes: UOL, Jornal Zero Hora, Doaranha, Folha Online e O Globo
Uma mudança significativa na atitude dos consumidores vem ocorrendo nos últimos anos. Ao invés de entrar nas lojas procurando o mais novo modelo de aparelho doméstico, o consumidor tem procurado produtos de menor consumo. A boa notícia foi constatada por uma pesquisa americana nas grande lojas de eletrodomésticos.
Com o preço do barril de petróleo crescendo vertiginosamente, as pessoas vêm se preocupando cada vez mais em diminuir o valor da conta de eletricidade no final do mês.
De acordo com a pesquisa, cerca de 9 em cada 10 pessoas perguntam se o produto que querem comprar vai ajudá-las a economizar dinheiro. Eletrônicos “ecologicamente mais corretos” ganham cada vez mais espaço no mercado.
Apesar do preço um pouco mais caro dos produtos “verdes”, o argumento usado no mercado é unânime: o dinheiro poupado na conta de luz no final do mês compensa o que foi gasto a mais na compra do produto energeticamente mais eficiente.
A pergunta que fica é: E você, procura produtos mais eficientes?
A empresa britânica Ineos Bios anunciou ter tecnologia para produzir álcool a partir do lixo em escala industrial dentro de dois anos.
A produção do combustível será feita a partir de lixo biodegradável municipal, lixo orgânico comercial e resíduos de agricultura, entre outros. Segundo a empresa, a tecnologia já foi testada em um projeto piloto nos Estados Unidos.
“Planejamos produzir quantidades comerciais de combustível de álcool de lixo para ser usado como combustível para carros dentro de dois anos”, afirmou Peter Williams, diretor executivo da Ineos Bio. A transformação se opera em três estágios. Primeiro, o lixo é superaquecido para a obtenção de gás. Este gás é usado para alimentar bactérias anaeróbicas (biocatalizadoras) que produzem o álcool. No estágio final, o álcool é purificado para ser usado como combustível puro ou misturado à gasolina.
A empresa alega que esta tecnologia tem a vantagem de não afetar a produção de alimentos. Uma tonelada de lixo seco pode ser transformada em cerca de 400 litros de álcool, informou a empresa.
“O fato de termos conseguido separar a segunda geração de biocombustíveis dos alimentos é um grande passo. Esperamos que a tecnologia garanta combustíveis renováveis e sustentáveis a um custo competitivo”, disse Williams. A empresa, no entanto, precisará da cooperação dos governos locais para ter acesso ao lixo.
Para quem se lembra do filme dirigido por Steven Spielberg “De volta para o Futuro“, isso não é novidade. Em uma das cenas da consagrada trilogia, o herói Marty McFly abastece sua máquina do tempo apenas com lixo. Será que estamos chegando nessa época?
Só por nostalgia, veja o trailer da trilogia. A música da trilha é a empolgante “The Power of Love” da banda Huey Lewis and The News
Ambientalistas e a indústria automobilística juntaram-se para introduzir uma etiqueta energética nos carros novos a partir de outubro desse ano. A nova etiqueta energética pretende ser nos mesmos moldes das utilizadas em eletrodomésticos, com um código de letras, uma escala de cores e o fator médio de emissão de dióxido de carbono (CO2). Por meio da etiqueta, o consumidor poderá comparar modelos a partir do consumo de combustível, entre outras coisas.
Na Europa a etiqueta energética se tornou comum nas lojas e concessionárias de carros novos. Aqui, ao contrário da tendência mundial, os fabricantes tendem a esconder o real consumo, com medo da reação cada vez mais “verde” dos consumidores.
Essa ótima iniciativa permitirá, por exemplo, a adoção das mesmas etiquetas à disposição dos consumidores europeus, de visualização facílima e um fator importante de compra, especialmente em tempos de combustível fóssil em declínio e aquecimento global em escala ascendente.
Fique atento às etiquetas na hora da compra!
Impossível não achar graça de uma dúzia de patos de borracha “nadando” em pleno oceano. Mas, infelizmente, esta notícia é só um exemplo de uma questão sistêmica e preocupante.
De acordo com pesquisadores, há, no Oceano Pacífico, dois novos continentes sendo formados. A quantidade de produtos de plástico jogados ao mar já supera duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo. Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de plástico.
Isso está acontecendo, entre outros tantos – e mais sérios! - motivos, pelo naufrágio de um navio que vinha da China com destino a Seattle carregado de brinquedos. O Naufrágio foi em 1992 e os destroços (patos!) já deram a volta ao mundo e ainda vagam pelos oceanos.

Tartaruga deformada por causa de um “anel” de plástico!
Mas, infelizmente, esse novo “continente de plástico” não é só fruto desse acidente. Entre os produtos mais achados no mar estão embalagens de salgados e biscoitos, sacos de supermercado e garrafas pets.
Duas pequenas ações podem frear drasticamente o crescimento desse tipo de lixo:
1) Evite o plástico quando for possível.
2) Quando não puder evitar, recicle!
Alguns fatos interessantes sobre o plástico: