Posts Tagged ‘energia renovável’

Pedalar e ganhar dinheiro

Terça-feira, Setembro 14th, 2010

Pedalar para gerar energia e ainda ganhar dinheiro. Bom, não?

O que muita gente faz de graça - e por prazer - está rendendo dinheiro. O Crown Plaza Hotel, em Copenhague, Dinamarca , dá chance para quem quer fazer uma boa refeição sem deixar de cuidar do planeta.

O hotel disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de eletricidade para os hóspedes voluntários. Cada um deles deve produzir pelo menos 10 Watts/hora de eletricidade. São aproximadamente 15 minutos de pedalada para um adulto saudável.

Após o exercício, o hóspede recebe um generoso vale-refeição: 26 euros, aproximadamente 60 reais.

Se essa moda pega no Brasil ia ter gente pedalando em tudo que é restaurante da cidade. =)

Aproveitamento dos desertos

Quarta-feira, Fevereiro 3rd, 2010

Um centro de pesquisa e complexo de reaproveitamento verde chamado projeto Sahara Forest está previsto para começar em 2010 e pode servir como uma fonte de novas tecnologias planejadas para ambientes desérticos.

O projeto “utiliza recursos abundantes como terreno árido, luz do Sol e água do mar para produzir recursos-chave que estão em alta demanda, como, por exemplo, buscar converter água do mar em água fresca.

O projeto lembra que as florestas estão desaparecendo, enquanto os desertos aumentam em área.

Trata-se de um “oásis” de energia renovável, nas palavras da revista “National Geographic”, cujo site divulgou o projeto no fim de janeiro.

O nome do projeto não significa que será realizado na África; Saara significa “deserto” em árabe, e o centro almeja ser uma versão em pequena escala de complexos verdes que os gerentes do projeto esperam construir em desertos por todo o planeta.

O site do projeto afirma que passava por seu cronograma apresentá-lo na conferência do clima de Copenhague, de dezembro; e em alguns anos obter múltiplos locais para funcionamento.

Os especialistas responsáveis, da Bellona Foundation, Noruega, agora examinam locais áridos na Austrália, Estados Unidos, Oriente Médio e África para iniciar os testes.

Fonte: UOL

Blecaute: bom, ruim ou uma oportunidade?

Quarta-feira, Novembro 11th, 2009

Quando as luzes se apagaram em grande parte do Brasil na noite desta terça-feira (10), coube ao rádio, único meio de comunicação disponível à maior parte das pessoas em meio ao blecaute, alertar para os riscos de se ficar nas ruas. O rádio chegou a transmitir recomendações do governo para que as pessoas não saíssem de casa para evitar a possível violência. 

Blecautes paralisam a maior parte dos alarmes contra roubo, causam caos no trânsito, permitem que criminosos atuem de forma mais fácil, mas, segundo o pesquisador norte-americano David Nye, também podem ter efeitos positivos para a sociedade. “A segurança é baseada na energia, mas um blecaute também revela como pessoas se tornaram isoladas por conta dos sistemas elétricos. Quando a TV, o som e o computador não funcionam, elas descobrem que têm vizinhos”.

Nye vem estudando os apagões registrados nos Estados Unidos desde 1935 em uma pesquisa a ser lançada no próximo ano no livro “When the lights went out” (Quando as luzes se apagaram, em tradução livre). Professor na Universidade do Sul da Dinamarca, ele tem mais de uma dezena de livros publicados sobre tecnologia e energia elétrica. 

Segundo Nye, apagões funcionam como uma “porta de entrada” que é empurrada pela sociedade e leva a uma situação completamente nova. “As pessoas podem ajudar umas às outras, podem decidir saquear lojas, podem começar uma festa nas ruas, ou apenas ficar em casa pacientemente esperando que ele termine. Muitas vezes vemos que as pessoas passam a conhecer seus vizinhos enquanto lutam para resolver os problemas advindos do blecaute, criando uma solidariedade surpreendente. No caso de um grande blecaute em Nova York em 1965, a maior parte das pessoas lembra dele como uma experiência positiva. A criminalidade foi mais baixa do que o normal, e milhões de pessoas foram às ruas e se divertiram.”

Energia alternativa

Nye explicou que as cidades industriais são dependentes demais de eletricidade, e que a tendência é de radicalização desse cenário. “Não há alternativa rápida, para o curto prazo. É tecnicamente possível, no entanto, criar um sistema energético menos centralizado, para encorajar as pessoas a produzirem parte da sua própria energia com matrizes eólicas e solares, além de ter sistemas de reserva para serviços essenciais, se tornando menos dependente de um único fornecedor”.

Se tivéssemos uma grande rede, ainda que secundária, de energias renováveis e alternativas - eólica, solar, etc. - não teríamos sofrido tanto com esse tipo de acontecimento. Esse blecaute só nos leva à certeza de que a energia como ela é hoje é insustentável, politicamente falando. Casos como esse tendem a acontecer mais vezes e é uma boa oportunidade de começar a se pensar seriamente numa política de massificação de energia alternativas, com subsídios para implementação de uma rede interligada de energia renováveis.

Nye continua: “Um blecaute de até duas horas como este deveria ser esperado periodicamente. Não importa o quão bem o sistema de transmissão seja desenhado e construído, ele é apenas uma máquina num mundo de falhas técnicas, acidentes e erros humanos ocasionais. Normalmente, quando um blecaute termina, todos começam uma ‘caça às bruxas’ para identificar o responsável. A ideia parece ser a de que ter este sistema elétrico gigantesco funcionando é perfeitamente normal e que qualquer defeito é um erro inaceitável. Mas nada vai funcionar 24 horas por dia para sempre. Quanto mais eu estudo isso, mais me impressiono com o fato de que a maioria desses sistemas funcionem bem quase todo o tempo.”

Para pensar: quantos de vocês têm acesso a algum tipo de energia renovável?

Fonte: G1

Oásis de energia!

Terça-feira, Novembro 10th, 2009

Uma disputa pelo maior parque de energia solar do mundo já começou! A disputa - muito boa para todos nós! - tem um novo líder: o deserto do Saara. Já tivemos projetos ousados no mundo (Portugal, Espanha, Chile, etc), mas acho que esse vai ser dificil de superar.

12 empresas assinaram um acordo para construir o maior projeto de energia renovável do mundo que custará cerca de US$555 bilhões.

Serão colocados milhares de painéis solares no norte da África, formando uma extensa faixa com o objetivo de fornecer cerca de 15% da demanda de energia da europa com energia limpa. Até agora as empresas que assinaram o acordo são: ABB, ABENGOA Solar, Cevital, DESERTEC Foundation, Deutsche Bank, E.ON, HSH Nordbank, MAN Solar Millennium, Munich Re, M+W Zander, RWE, SCHOTT Solar, and Siemens. O projeto irá ligar várias instalações de energia solar pela costa do norte da África e transmitir grande parte da energia para a Europa. Além disso, usinas de dessalinização serão associadas as instalações solares para levar água fresca às pessoas na África.

Apesar de faltarem muitos anos para completar o projeto, o acordo assinado irá unificar forças para o objetivo final. Muito trabalho precisa ser feito, e as empresas e governos precisam trabalhar juntos para superar questões como segurança energética, equidade, justiça social, direitos sobre a água e energia solar e compensação.

Energia limpa vai gerar 8 milhões de empregos!

Quarta-feira, Setembro 16th, 2009

Até 2030, a indústria de energias renováveis e o aumento da eficiência energética podem promover 8 milhões de novos empregos no mundo. O cálculo foi feito pelo Greenpeace, em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis, e divulgado ontem, na Austrália, com o relatório “Trabalhando para o clima: energias renováveis e a revolução dos empregos verdes“.

Só no Brasil seriam cerca de 600 mil empregos, especialmente nos setores de biomassa e energia eólica. A substituição do carvão por fontes renováveis de energia pode gerar o triplo de ocupações - seriam 2,7 milhões de postos de trabalho a mais - isso sem falar na não-emissão de 10 bilhões de toneladas de gás carbônico.

A condição para chegarmos a esses números de empregos verdes está diretamente ligada com as decisões que serão tomadas em Copenhague, durante a 15ª COP - Conferência das Partes, da ONU. A expectativa do Greenpeace é que o acordo firmado preveja uma grande redução de emissões de carbono, de modo que o aumento de temperatura no planeta não passe de 1,5º C.

De acordo com a ONG, as emissões devem atingir seu nível máximo até 2015 e serem reduzidas drasticamente até 2050, quando deveriam estar próximas de zero. Para isso, os países desenvolvidos precisam assumir um compromisso de diminuição de carbono de, pelo menos, 40% até 2020, sendo que ¾ disso deveriam ser feitos internamente. Já os países em desenvolvimento devem contribuir com uma redução entre 15 e 30% até a mesma data, contando com o apoio dos países ricos. O desmatamento-zero tem que ser atingido nos próximos dez anos.

Fechado o acordo em Copenhague, cada país deve implementar políticas públicas que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento de energias renováveis e de tecnologias que aumentem a eficiência energética para a geração dos milhões de postos de trabalho.

A conta mostra, mais uma vez, que a crise econômica e a crise ambiental têm solução comum: a sustentabilidade do planeta.

Expedição de plástico!

Sexta-feira, Maio 29th, 2009

David de Rothschild, fundador da Adventure Ecology, está se preparando para uma viagem audaciosa: cruzar 12.000 milhas náuticas através do Oceano Pacífico, partindo de São Francisco, EUA, até Sydney na Austrália em um barco feito inteiramente de garrafas de plástico e outros produtos reciclados do lixo. Quando terminado, o Plastiki será feito com 12.500 garrafas de plástico, pesará 9 toneladas e comportará uma tripulação de 6 pessoas. O barco ainda comportará um banheiro-composta, sistema de energia renovável e um jardim para cultivar alimentos. As preparações e a viagem podem ser acompanhada no website da expedição Plastiki.

Vi no excelente blog It’s green design! Visite!

Fórmula 1 - um carro ou uma salada?

Sexta-feira, Maio 22nd, 2009

Pesquisadores britânicos apresentaram nesta semana o protótipo do primeiro carro de Fórmula 1 feito com materiais renováveis e sustentáveis.

O carro, batizado de “WorldFirst” (O mundo em primeiro lugar, em tradução livre), tem parte do chassi feito a partir de amido de batata, usa biocombustível produzido à base de restos de chocolate e óleo vegetal e um volante feito com cenouras e outros vegetais.

Além disso, o protótipo tem ainda outros itens com o objetivo de reduzir as emissões de poluentes, como lubrificantes de óleos vegetais e um poderoso catalisador.

Segundo os pesquisadores, da Universidade de Warwick, o carro segue todas as especificações dos carros de Fórmula 3, com exceção do combustível, já que a categoria não permite hoje o uso de biocombustíveis.

O carro é capaz de atingir uma velocidade de 200 quilômetros na curva, de acordo com os responsáveis pelo projeto.  Segundo eles, seu objetivo era mostrar a viabilidade de usar tecnologias ambientalmente sustentáveis para os carros de corrida em um momento em que patrocinadores questionam o custo-benefício de seus investimentos no esporte.

“O WorldFirst descarta o mito de que a performance do carro é comprometida com o desenvolvimento de motores do futuro sustentáveis”, afirma o coordenador do projeto, James Meredith.

Fonte: matéria na íntegra BBC Brasil

Com que energia eu vou?

Terça-feira, Abril 7th, 2009

 

Ainda neste mês começará a circular em São Paulo o primeiro ônibus brasileiro com célula a combustível de hidrogênio.  Em testes feitos em Caxias do Sul (RS), os testes indicaram que o ônibus tem capacidade para rodar 300km sem precisar reabastecer, já que carrega nove tanques de combustível com 5 kg de hidrogênio em cada tanque. O novo ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d´água, além de não fazer nenhum barulho.

Carlos Zundt, gerente de planejamento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), afirma que o hidrogênio é obtido por meio da eletrólise, que possui um “ciclo fechado e limpo”. Não é a forma mais barata de obter o hidrogênio, mas ela não deixa nenhum subproduto para ser tratado - diferente do que acontece se for usado gás natural para extrair o hidrogênio.

 O preço final do ônibus é sigiloso, porém Zundt ressalta que “é bastante competitivo”. E o desempenho do protótipo é igual ao de um trólebus e superior à tecnologia diesel - são mais rápidos e apresentam maior torque do que a tecnologia convencional.

Agora, diz ele, o país juntou-se a outros três capazes de fazer ônibus a hidrogênio: Estados Unidos, China e Alemanha.

O veículo circulará durante quatro anos no Corredor Metropolitano ABCD (São Mateus-Jabaquara), que tem 33 km de extensão. A estação de abastecimento ficará na garagem da concessionária Metra, em São Bernardo do Campo.

A previsão é que sejam construídos mais quatro ônibus dentro do projeto, que é do Ministério de Minas e Energia e coordenado pela EMTU. Os recursos para sua realização somam US$ 16 milhões vindos do GEF (Global Environment Facility), Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e do MME/Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)

Jogos de Inverno

Assim como aconteceu nas Olimpíadas de Pequim no ano passado, as Olimpíadas de Inverno também terão ônibus movidos a hidrogênio para levar atletas e espectadores para a estação de esqui em Whistler, Canadá. O esporte sempre dando o bom exemplo. Basta aos governantes aderirem a essa boa e essencial causa.

Você acha que estamos no caminho certo?

Sustentabilidade de condomínios

Domingo, Março 1st, 2009

Todos nós vivemos em comunidade. Mesmo que você more em uma casa, as responsabilidades sociais - e ambientais - não podem ser desprezadas. A sustentabilidade é uma tendência entre administradores de condomínios, sejam eles comerciais ou residenciais . Há várias possibilidades, desde a implantação de medidas relativamente simples, como coleta seletiva de lixo ou reuso de água da chuva, até a instalação de programas completos de sustentabilidade, com a ajuda de profissionais especializados. Para que os gestores possam conhecer o conceito e evitar qualquer problema ou decepção na hora de implantar um projeto desse tipo em seu condomínio, o Blog Tecnisa entrevistou Newton Figueiredo, presidente do Grupo SustentaX , que atua nessa área. Confira abaixo os principais pontos da entrevista:
Quais são as questões mais comuns a serem observadas?
São diversas medidas, e cada condomínio apresenta necessidades específicas. Mas, de uma maneira geral, as principais ações são as seguintes:

  • Racionalização no consumo da água : implantação de medidas de consumo racional, como torneiras e válvulas de descargas eficientes, controle de consumo por área (sanitários, paisagismo etc), reuso da água da chuva, implantação de paisagismo com baixas necessidades hídricas e irrigação controlada, além de medidores individuais.
  • Qualidade do ar no interior do condomínio: proibição do fumo nas áreas internas do empreendimento e nas áreas externas próximas às entradas, utilização de tintas, colas, vernizes e carpetes com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, instalação de sensores de CO2 em áreas de grande concentração de pessoas.
  • Desempenho de energia: medidas de acompanhamento da performance dos sistemas e gerenciamento do consumo, treinamento para a equipe que garanta a otimizada dos sistemas, compra de equipamentos de baixo consumo (em caso de novas aquisições), que tenham selos Procel ou Energy Star . Além disso, também é possível verificar a possibilidade de comprar energias renováveis (eólica, solar fotovoltaica, solar térmica, biomassa, PCH) que causem baixo impacto ambiental, seja por geração local ou através de compra de produtores, e estabelecer um procedimento para documentar as reduções de emissão de CO2.
  • Implantar um Manual de Boas Práticas preditivas, que pode ser distribuído aos condôminos.
  • Implantar uma política de compras e de limpeza sustentável: utilizar produtos de limpeza de baixa toxicidade e adquirir equipamentos eficientes; implantar capachos especiais para contenção da poeira em todas as entradas; estabelecer procedimento para garantia do desempenho acústico mínimo; estabelecer procedimento para a documentação de impacto na produtividade;e, em alguns casos, estabelecer procedimento para a criação sala(s) de alívio e recuperação.
  • Estabelecer procedimento para criação de espaços com acessibilidade universal;
  • Implantar uma política de reciclagem de lixo, com separação, armazenagem e coleta de quaisquer tipos de recicláveis.

Quais são as principais vantagens que o condomínio tira de um programa de sustentabilidade interno?

  • As vantagens são inúmeras. A principal é a redução de custos, graças principalmente à otimização energética e ao melhor aproveitamento da água. Os impactos na vida dos moradores vão desde a saúde, por meio da utilização de materiais com baixos índices de Compostos Orgânicos Voláteis [poluentes atmosféricos nocivos à saúde] e do controle da qualidade do ar, até a conscientização para a preservação dos recursos naturais que podem ser colocados em prática no dia-a-dia, como a coleta seletiva.
  • De acordo com estudos do US Green Building Council (USGBC), entidade dos EUA responsável pela certificação LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, critério mundial mais utilizado atualmente, as construções verdes apresentam ganho em produtividade dos funcionários, que pode chegar a 16%, reduzem em até 30% o consumo de energia, 50% o uso de água, 35% a emissão de gás carbônico, além de diminuir a poluição gerada pela construção e pela operação do empreendimento. No caso dos condomínios, os custos de manutenção e operação são até 40% menores, com vida útil prolongada.

Hoje ouvimos falar bastante de “green buildings “. Há alguma vantagem para o condomínio ser certificado com um selo desse tipo? Há incentivos governamentais, por exemplo?

  • No momento, no Brasil, ainda não há incentivos governamentais para que os edifícios s tornem “verdes” ou recebam a certificação. Entretanto, os próprios projetos sustentáveis se viabilizam, pelos próprios benefícios que eles proporcionam.

Quantos condomínios sustentáveis existem hoje no Brasil?

  • Já existem quatro empreendimentos certificados e da ordem de 100 em processo de certificação, sendo a maioria em São Paulo.

Para acessar o site do Grupo SustentaX, clique aqui.

Para ler a entrevista completa , visite o site Tecnisa.

Energia Solar desperdiçada

Quinta-feira, Janeiro 29th, 2009

Muito antes de descobrir as reservas de óleo do pré-sal, o Brasil já era uma das nações mais ricas do mundo em energia. É o país com a maior área territorial dos trópicos e, consequentemente, recebe uma quantidade gigantesca de radiação solar. O grau de aproveitamento dessa energia para produção de eletricidade, porém, é quase nenhum. Nações de clima temperado e com territórios muito menores, que passam vários meses cobertos de neve, como Alemanha e Espanha, produzem mais energia solar do que o Brasil.

“O lugar menos ensolarado do Brasil (Florianópolis) recebe 40% mais energia solar do que o lugar mais ensolarado da Alemanha”, compara o especialista Ricardo Rüther, do Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Segundo ele, só em 2007, os alemães instalaram em seus telhados, na forma de painéis solares, o equivalente ao que produz a usina nuclear de Angra 2 (1.200 megawatts). O país europeu é o pioneiro no incentivo ao uso da energia solar, com um programa federal que subsidia a produção.

No Brasil, o uso da energia solar ainda se resume a aquecedores para água de chuveiro. O uso de sistemas fotovoltaicos para produção de eletricidade é bastante limitado. Mas o potencial é enorme. “Se a área do lago de Itaipu fosse coberta com painéis solares, isso produziria mais do que o dobro da energia que é produzida pela via hidrelétrica“, afirma Rüther. No lugar dos atuais 25%, a usina produziria 50% da eletricidade consumida no Brasil.

Um problema é o preço: a energia elétrica solar ainda custa cerca de dez vezes mais do que a energia elétrica convencional, segundo o pesquisador Enio Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Outra é a escala: “O que teria de ser instalado em Itaipu corresponde a cerca de dez vezes o que já se instalou de painéis fotovoltaicos até hoje no mundo”, afirma Rüther.

Fonte: O Estado de São Paulo