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Eficiência energética vende!

Segunda-feira, Agosto 11th, 2008

Uma mudança significativa na atitude dos consumidores vem ocorrendo nos últimos anos. Ao invés de entrar nas lojas procurando o mais novo modelo de aparelho doméstico, o consumidor tem procurado produtos de menor consumo. A boa notícia foi constatada por uma pesquisa americana nas grande lojas de eletrodomésticos.

Com o preço do barril de petróleo crescendo vertiginosamente, as pessoas vêm se preocupando cada vez mais em diminuir o valor da conta de eletricidade no final do mês.

De acordo com a pesquisa, cerca de 9 em cada 10 pessoas perguntam se o produto que querem comprar vai ajudá-las a economizar dinheiro. Eletrônicos “ecologicamente mais corretos” ganham cada vez mais espaço no mercado.

Apesar do preço um pouco mais caro dos produtos “verdes”, o argumento usado no mercado é unânime: o dinheiro poupado na conta de luz no final do mês compensa o que foi gasto a mais na compra do produto energeticamente mais eficiente.

A pergunta que fica é: E você, procura produtos mais eficientes?

Chuveiros elétricos - Instituto Akatu

Quarta-feira, Agosto 6th, 2008

Quando se pensa em consumo de energia elétrica, imediatamente vem à mente o uso de eletricidade na TV, computador, lâmpadas, ou o consumo da geladeira, por exemplo. Mas não é todo mundo que lembra que um dos principais consumidores de energia de uma casa é o chuveiro elétrico. Especialmente se os moradores daquela residência têm o hábito de esquecer da vida quando entram embaixo da ducha.

De acordo com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), um chuveiro elétrico é responsável por 25% a 35% do gasto de eletricidade de uma casa e apresenta um consumo médio mensal de 120 kwh, considerando um chuveiro de 3500 W, com 40 minutos de uso por dia (quatro banhos diários de 10 minutos cada). Esse volume de energia elétrica, para ser produzido, lança cerca de 31 quilos de dióxido de carbono (CO2) na a atmosfera. Em um ano, essa emissão sobe para mais de 11 mil quilos, o equivalente à emissão de um carro movido a gasolina, com motor até 1.4 de potência, ao andar 72 mil quilômetros, ou seja, percorrendo oito vezes todo o litoral brasileiro.

Para contribuir com a redução da demanda por energia elétrica, o consumidor pode optar por utilizar energia renovável, como a solar gerada por meio de painéis de aquecimento. Essa tecnologia é uma alternativa ambientalmente positiva para o consumidor, que pode tomar banho com o mesmo conforto e com menor emissão de gases de efeito estufa.

Segundo cálculos do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol) e da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, a instalação de painéis solares no Brasil evitou, em 2006, a emissão de mais de 200 mil toneladas de CO2 na atmosfera. Esse volume é o equivalente à absorção de CO2 em uma área igual a 3,5 Parques do Ibirapuera, em São Paulo, plantados com árvores nativas da Mata Atlântica e que levariam 37 anos de crescimento para concluir a tarefa.

Ainda segundo o Dasol, a tecnologia solar para aquecimento da água economizou 1,7 bilhão de reais referente ao investimento que seria necessário em uma usina hidrelétrica de mais de 550 MW  para atender a demanda no horário de pico se não houvesse o uso dos painéis solares. Esse dinheiro público ficou disponível para uso em aplicações fundamentais ao bem estar da população, como a educação e a saúde.

Para quem usa aquecimento elétrico no chuveiro e não tem a possibilidade de fazer a substituição por painéis solares, o Procel dá algumas dicas de economia de energia no banho:

  • Nos dias quentes, coloque o chuveiro na posição “Verão”; nesta posição o consumo será cerca de 30% menor do que na posição “inverno”
  • Compre um chuveiro menos potente (até 80% mais barato) e reduza a sua conta de luz entre 30% e 40%, segundo cálculos da Secretaria de Habitação de São Paulo.
  • Nunca reaproveite uma resistência queimada, pois isso provoca o aumento do consumo e coloca em risco a sua segurança

É claro que as tecnologias podem ajudar a conter o desperdício, mas lembre-se que é vital procurar mudar algumas atitudes quando se está utilizando os recursos do planeta. Ou seja, deixe o chuveiro ligado somente o tempo necessário para o banho, fechando a torneira para se ensaboar, por exemplo. Banhos demorados contribuem para o aquecimento do planeta, pois utilizam mais energia e mais água, além de custar mais caro no seu bolso.

Visite e conheça o Instituto Akatu.

Perigo Submerso - Post Especial AKATU!

Sábado, Abril 12th, 2008

Publicação da SBPC informa que usinas hidrelétricas podem emitir até 10 vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.

Além disso, nosso relevo e nossos rios caudalosos nos permitem produzir eletricidade por meio do movimento das águas, libertando-nos das terríveis e poluentes termelétricas que abastecem as nações mais desenvolvidas. E ainda contamos com Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo. Melhor ainda! Temos muitos e muitos trechos de rios disponíveis para construção de novas usinas para produzir a nossa “bendita” energia hidrelétrica, que é renovável e limpa. Será?

Uma reportagem publicada no último número da revista CiênciaHoje, editada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), dá um banho de água fria em nosso entusiasmo hidrelétrico. A matéria apresenta um comparativo entre as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas termelétricas e pelas hidrelétricas instaladas em regiões tropicais e conclui que as hidrelétricas podem emitir até dez vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.

O problema das usinas hidrelétricas, especialmente as maiores, é que elas exigem a inundação de imensas áreas. Com o alagamento, a vegetação fica submersa, morre e se decompõe. Nesse processo, libera metano, um gás 23 vezes mais poderoso em seu efeito sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, emitido pela queima de combustíveis fósseis pelas termelétricas.

Tudo isso já era conhecido dos cientistas, constando inclusive dos inventários brasileiros de emissões de gases de efeito estufa. O que os autores da reportagem, os pesquisadores Alexandre Kemenes, Bruce Forsberg e John Melack, descobriram é que os valores apresentados nos documentos dizem respeito somente às emissões que acontecem na represa, não contabilizando as liberações que ocorrem quando a água passa pelas turbinas nem posteriormente, ao longo do rio.

Essa informação serve para alertar ainda mais o consumidor a respeito da necessidade de usar a eletricidade com parcimônia. Mesmo em um país com uma matriz energética considerada limpa, a produção de eletricidade contribui, e muito, com o aquecimento global.

Por isso, lembre-se de fazer sua parte. Além de apagar as luzes ao sair dos ambientes e desligar todos os aparelhos elétricos e eletrônicos quando não estiverem sendo usados, busque sempre optar por equipamentos que consumam menos energia. O selo Procel é um bom indicador. E aproveite para trocar as lâmpadas convencionais pelas fluorescentes mais econômicas, que além de gastar menos eletricidade, duram muito mais. Você economizará o seu dinheiro e dará uma grande contribuição para a sociedade e o planeta.

O preço do Second Life

Segunda-feira, Janeiro 28th, 2008

O mundo virtual têm sido também um dos grandes responsáveis pelo alto consumo de eletricidade. Essa é a conclusão a que chegou Nicholas Carr, responsável pelo blog Rough Type. Em uma interessantíssima matéria, Carr sugere e comprova que os avatares (personagens criados pelos usuários) do Second Life consomem tanta eletricidade quanto um brasileiro do mundo real.

Carr diz que, na média, há cerca de 12,5 mil avatares ativos no Second Life em qualquer hora do dia. Isso representa aproximadamente 4000 servidores e sistemas de resfriamento em funcionamento para suportar essa demanda do mundo virtual. Isso seria, mais ou menos, 12,5 computadores ligados apenas no jogo e consumiria o montante de 1.752 kWh de eletricidade usada por um único avatar ao longo de um ano.

“A média de consumo dos brasileiros é de 1.884 kWh”, escreve Carr. “Considerando que minha estimativa para o avatar é aproximada e bem conservadora, isso significa que a média de consumo de eletricidade dos avatares do Second Life é semelhante à média dos habitantes do Brasil.”

E toda essa conta só diz respeito ao Second Life. Imagina se contássemos quanto tempo um usuário passa navegando no mundo virtual.

Esse consumo equivale à emissão de 1,17 toneladas de dióxido de carbono por ano! Quem diria que seres virtuais poderiam afetar tanto a ecologia do mundo real!
Por quanto tempo você fica em frente ao computador?