Posts Tagged ‘desperdício’

18 segundos - Post Especial Akatu

Quinta-feira, Abril 24th, 2008

No começo de 2007, foi lançado nos Estados Unidos um movimento chamado 18 seconds. De acordo com os organizadores, esse é o tempo que se gasta para trocar uma lâmpada convencional por uma econômica. Com a mensagem “Troque a lâmpada. Troque tudo”, e apoiado e divulgado pelo mega-portal Yahoo, o movimento já contabiliza, desde seu lançamento, mais de 161 milhões de lâmpadas trocadas. De acordo o site, essa mudança evitou a queima de mais de 7,2 milhões de toneladas de carvão e a emissão de 32 milhões de toneladas de CO2.

Essa quantidade é bastante significativa. Para dar uma idéia, durante um vôo de São Paulo a Nova York, o jato emite cerca de 3 toneladas de CO2. Isto significa que para emitir a mesma quantidade de CO2 economizada pela troca das lâmpadas nos EUA, um avião teria que fazer mais de 10 milhões de vezes esse percurso.
Para convencer os internautas, o site elenca uma série de vantagens das lâmpadas de modelo econômico. Muitas delas bem interessantes.
• Em média, as lâmpadas respondem por 20% do gasto com a conta de luz
• As lâmpadas convencionais usam apenas 10% da energia consumida para iluminar. Os 90% restantes são desperdiçados com a geração de calor.
• As lâmpadas econômicas produzem 70% menos calor do que as convencionais. Isso quer dizer que elas propiciam economia com ar condicionado e ventiladores.
• Durante a sua vida útil, uma lâmpada de modelo econômico, com selo de eficiência energética emite cerca de 4 a 5 vezes menos CO2 que uma lâmpada convencional. Uma economia média de 80%.
• Em média, as casas têm entre 10 e 20 lâmpadas.
• Diminuir a quantidade de energia que se usa para manter uma casa e um carro é a melhor forma que existe para ajudar a combater o aquecimento global.

Talvez você gaste um pouco mais de 18 segundos para trocar a lâmpada, mas diante dos argumentos acima, vale a pena gastar esse tempo e ajudar a conter o aquecimento global. Além do valor da conta de luz, é claro.

Perigo Submerso - Post Especial AKATU!

Sábado, Abril 12th, 2008

Publicação da SBPC informa que usinas hidrelétricas podem emitir até 10 vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.

Além disso, nosso relevo e nossos rios caudalosos nos permitem produzir eletricidade por meio do movimento das águas, libertando-nos das terríveis e poluentes termelétricas que abastecem as nações mais desenvolvidas. E ainda contamos com Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo. Melhor ainda! Temos muitos e muitos trechos de rios disponíveis para construção de novas usinas para produzir a nossa “bendita” energia hidrelétrica, que é renovável e limpa. Será?

Uma reportagem publicada no último número da revista CiênciaHoje, editada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), dá um banho de água fria em nosso entusiasmo hidrelétrico. A matéria apresenta um comparativo entre as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas termelétricas e pelas hidrelétricas instaladas em regiões tropicais e conclui que as hidrelétricas podem emitir até dez vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.

O problema das usinas hidrelétricas, especialmente as maiores, é que elas exigem a inundação de imensas áreas. Com o alagamento, a vegetação fica submersa, morre e se decompõe. Nesse processo, libera metano, um gás 23 vezes mais poderoso em seu efeito sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, emitido pela queima de combustíveis fósseis pelas termelétricas.

Tudo isso já era conhecido dos cientistas, constando inclusive dos inventários brasileiros de emissões de gases de efeito estufa. O que os autores da reportagem, os pesquisadores Alexandre Kemenes, Bruce Forsberg e John Melack, descobriram é que os valores apresentados nos documentos dizem respeito somente às emissões que acontecem na represa, não contabilizando as liberações que ocorrem quando a água passa pelas turbinas nem posteriormente, ao longo do rio.

Essa informação serve para alertar ainda mais o consumidor a respeito da necessidade de usar a eletricidade com parcimônia. Mesmo em um país com uma matriz energética considerada limpa, a produção de eletricidade contribui, e muito, com o aquecimento global.

Por isso, lembre-se de fazer sua parte. Além de apagar as luzes ao sair dos ambientes e desligar todos os aparelhos elétricos e eletrônicos quando não estiverem sendo usados, busque sempre optar por equipamentos que consumam menos energia. O selo Procel é um bom indicador. E aproveite para trocar as lâmpadas convencionais pelas fluorescentes mais econômicas, que além de gastar menos eletricidade, duram muito mais. Você economizará o seu dinheiro e dará uma grande contribuição para a sociedade e o planeta.

Etiqueta energética!

Sexta-feira, Março 7th, 2008

Você sabe o que significa aquela etiqueta presente em todos os aparelhos elétricos à venda? Isso é importante para que você efetue a compra?

Essa etiqueta, ignorada por muitos, é uma poderosa arma que temos ao nosso dispor contra o desperdício de energia. Ela descreve o nível de eficiência energética de um produto e outras características dos equipamentos. Possuem o selo do InMetro e do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica).

As classes de eficiência energética são uma preciosa ajuda quando se pretende adquirir um novo eletrodoméstico. Basta olhar para a etiqueta energética para saber quais são os aparelhos mais eficientes. Por isso os aparelhos estão subdivididos em classes, que variam de acordo com o produto. Os aparelhos com consumos mais baixos estão classificados com as categorias A e B.
A etiqueta a seguir é um exemplo para refrigeradores.


Cada linha de eletrodoméstico possui sua própria etiqueta, só mudando as características técnicas de cada produto.
Antes de comprar um eletrodoméstico verifique a letra que indica a sua eficiência energética. E um lembrete, nenhum lojista pode tirar as etiquetas dos produtos antes da venda!

Corrida energética, literalmente!

Sexta-feira, Fevereiro 15th, 2008

Sem bateria no celular, no laptop ou no GPS? Que tal uma corridinha?

A novidade está descrita na revista Science (08/02/08). Um grupo de cientistas americanos e canadenses desenvolveu um dispositivo para ser instalado nas pernas e que gera eletricidade enquanto o usuário caminha.

Da mesma forma que os automóveis híbridos acumulam energia dissipada ao pisar nos freios - e a “reciclam” para uso no deslocamento do veículo -, o dispositivo armazena parte da energia cinética dos movimentos das pernas.

Instalados nas duas pernas, os equipamentos geram 5 watts de eletricidade durante caminhadas leves. Ao correr, a energia produzida chegou a 54 watts.

“O fato é que há muita energia disponível em vários locais do corpo humano e que pode ser convertida em eletricidade. O joelho, por exemplo, é um dos melhores pontos”, disse Arthur Kuo, da Universidade de Michigan, um dos autores do estudo.
Os pesquisadores testaram dispositivos em seis voluntários. Cada aparelho era composto por um pequeno motor montado em um chassi de alumínio, com gerador, correias, potenciômetros e conectores. Somados às bandas de borracha para fixar na perna, resultaram em um peso de 1,6 quilo cada um.

“O objetivo era apenas demonstrar o conceito. O protótipo ainda é desajeitado, pesado e afeta o modo de andar, mas esperamos melhorá-lo para que seja mais fácil de usar e mais eficiente na geração de energia”, disse Kuo.

Talvez o futuro da energia esteja em nós mesmos, literalmente! Talvez se as pessoas tivessem que correr para gerar a sua própria energia o desperdício fosse bem menor. Infelizmente, é só uma hipótese!

Água que vale ouro

Quarta-feira, Dezembro 12th, 2007

Apesar da quantidade gigantesca de água existente no planeta, apenas 3% desse volume constitui uma fonte de água potável. De acordo com a ONU, são precisos 110 litros/dia para cada pessoa para atender suas necessidades de consumo e higiene. No Brasil a média gira em torno de 200 litros/dia com enormes variações de acordo com a região do país. O padrão americano é de 300 litros/dia. Isso sem contar o gasto de água das indústrias de bens e serviços.
Com base nesses números, uma pesquisa mostra que em 2050, quase a metade da população já não terá a quantidade mínima necessária para suas necessidades básicas.


Como quase tudo nesse mundo, a água também é muito mal distribuída e, num futuro bem próximo, pode vir a ser um dos grandes pilares para conflitos internacionais. Apesar de sermos privilegiados nesse quesito – 13,7% da água doce do mundo estão no Brasil -, temos também uma grande parcela no desperdício.
Sem entrar muito nos méritos educacionais e culturais, há pequenas e amplamente divulgadas ações que contribuiriam muito para a diminuição desse desperdício.

Você já parou para pensar nas suas ações diárias? Aonde você desperdiça mais água?