Posts Tagged ‘CO2’

Carros etiquetados!

Quarta-feira, Julho 23rd, 2008

Ambientalistas e a indústria automobilística juntaram-se para introduzir uma etiqueta energética nos carros novos a partir de outubro desse ano.  A nova etiqueta energética pretende ser nos mesmos moldes das utilizadas em eletrodomésticos, com um código de letras, uma escala de cores e o fator médio de emissão de dióxido de carbono (CO2). Por meio da etiqueta, o consumidor poderá comparar modelos a partir do consumo de combustível, entre outras coisas.

Na Europa a etiqueta energética se tornou comum nas lojas e concessionárias de carros novos. Aqui, ao contrário da tendência mundial, os fabricantes tendem a esconder o real consumo, com medo da reação cada vez mais “verde” dos consumidores.

Essa ótima iniciativa permitirá, por exemplo, a adoção das mesmas etiquetas à disposição dos consumidores europeus, de visualização facílima e um fator importante de compra, especialmente em tempos de combustível fóssil em declínio e aquecimento global em escala ascendente.

Fique atento às etiquetas na hora da compra!

CO2 em gás natural

Terça-feira, Julho 1st, 2008

Uma equipe de pesquisadores britânicos, dirigida pela cientista espanhola Mercedes Maroto-Valer, desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar o dióxido de carbono (CO2), o principal responsável pela mudança climática, em gás natural.

Isto foi revelado à Agência Efe por Maroto-Valer, chefe do Centro para a Inovação em Captura e Armazenamento de Carbono (CICCS, em inglês), da Universidade de Nottingham (Reino Unido).

Trata-se de um laboratório pioneiro na busca de soluções que permitam capturar e processar o CO2 para reduzir a presença do gás na atmosfera.

O CICCS já projetou vários procedimentos para capturar o CO2 emitido pelas indústrias mais poluentes, como as centrais termelétricas, as companhias de cimento e as petrolíferas, e armazená-los em sedimentos geológicos, como poços de petróleo ou de gás já esgotados, minas de carvão e formações geológicas.

No entanto, esta possível solução para reduzir a presença de CO2 na atmosfera apresenta alguns inconvenientes, já que não se sabe o tempo máximo que o gás poderia permanecer armazenado, e existe o risco, “imprevisível, mas possível”, que haja fuga em grande escala, o que poderia causar graves conseqüências ambientais.

A solução, além de “esconder” o CO2 sob a terra, inclui encontrar um método que permita a reutilização deste gás para conseguir, com segurança e eficácia, a redução de sua presença na atmosfera e diminuir o aquecimento global.

A equipe da Maroto-Valer trabalha atualmente em uma tecnologia capaz de transformar o CO2 em metano graças a um processo similar à fotossíntese.

“As plantas usam CO2, água e luz e os transforma em açúcares. Nós fazemos um processo parecido. Também usamos luz, água e CO2, mas, em vez de gerar carboidratos, produzimos metano”, explicou a pesquisadora.

Maroto-Valer afirmou que a aplicação da tecnologia em escala mundial permitiria obter o “ciclo perfeito da energia”, já que “o CO2 seria passado a gás natural e deste ao CO2 novamente”.

“Seria a solução perfeita”, destacou.

A cientista frisa que o mais importante na luta contra a mudança climática é “não se concentrar em um único processo”, mas desenvolver várias soluções possíveis, aplicáveis segundo as necessidades de cada país.

Fonte: Estadão Online

18 segundos - Post Especial Akatu

Quinta-feira, Abril 24th, 2008

No começo de 2007, foi lançado nos Estados Unidos um movimento chamado 18 seconds. De acordo com os organizadores, esse é o tempo que se gasta para trocar uma lâmpada convencional por uma econômica. Com a mensagem “Troque a lâmpada. Troque tudo”, e apoiado e divulgado pelo mega-portal Yahoo, o movimento já contabiliza, desde seu lançamento, mais de 161 milhões de lâmpadas trocadas. De acordo o site, essa mudança evitou a queima de mais de 7,2 milhões de toneladas de carvão e a emissão de 32 milhões de toneladas de CO2.

Essa quantidade é bastante significativa. Para dar uma idéia, durante um vôo de São Paulo a Nova York, o jato emite cerca de 3 toneladas de CO2. Isto significa que para emitir a mesma quantidade de CO2 economizada pela troca das lâmpadas nos EUA, um avião teria que fazer mais de 10 milhões de vezes esse percurso.
Para convencer os internautas, o site elenca uma série de vantagens das lâmpadas de modelo econômico. Muitas delas bem interessantes.
• Em média, as lâmpadas respondem por 20% do gasto com a conta de luz
• As lâmpadas convencionais usam apenas 10% da energia consumida para iluminar. Os 90% restantes são desperdiçados com a geração de calor.
• As lâmpadas econômicas produzem 70% menos calor do que as convencionais. Isso quer dizer que elas propiciam economia com ar condicionado e ventiladores.
• Durante a sua vida útil, uma lâmpada de modelo econômico, com selo de eficiência energética emite cerca de 4 a 5 vezes menos CO2 que uma lâmpada convencional. Uma economia média de 80%.
• Em média, as casas têm entre 10 e 20 lâmpadas.
• Diminuir a quantidade de energia que se usa para manter uma casa e um carro é a melhor forma que existe para ajudar a combater o aquecimento global.

Talvez você gaste um pouco mais de 18 segundos para trocar a lâmpada, mas diante dos argumentos acima, vale a pena gastar esse tempo e ajudar a conter o aquecimento global. Além do valor da conta de luz, é claro.

Cargueiro à vela!

Terça-feira, Abril 8th, 2008

Energia eólica é a energia obtida pelo movimento do ar (vento). É uma abundante fonte de energia, renovável, limpa e disponível em todos os lugares, apesar de seu alto custo para implantação.

Com a corrida frenética em busca de energia, muitos países e setores da indústria procuram novas formas – mais baratas e limpas – de obter energia. Em todo o mundo a energia eólica vem ganhando espaço. Na Espanha, por exemplo, em um dia de ventos mais fortes, cerca de 40% (cerca de 9.800 megawatts) do país é abastecido exclusivamente por esse tipo de energia. Veja também!

Outro grande exemplo da utilização da energia dos ventos é o MS BELUGA SKYSAILS. Um cargueiro parcialmente movido por um kite (vide foto) que tem como objetivo principal reduzir os custos com combustível. Em sua primeira viagem, da Alemanha à Venezuela, o cargueiro conseguiu uma redução no consumo de combustível de até 35%, dependendo das condições do vento.

O transporte marítimo é um dos principais vilões da emissão de CO2 lançados na atmosfera. Ultimamente, a frota mercante tem sido criticada por não fazer o suficiente para combater o aquecimento global. De todo o CO2 lançado na atmosfera, 4% provém de navios, mais até do que a indústria da aviação.

Será que voltaremos ao tempo em que os grandes navios eram movidos apenas pela força da natureza? Duvido, mas fica aqui a idéia!

Dica do Marcelo via O Velho.