Pense de novo
Quarta-feira, Agosto 4th, 2010É mais fácil do que parece tornar o mundo mais verde.
Já pensou?
Então pense de novo e veja o que você faz para ajudar.
É mais fácil do que parece tornar o mundo mais verde.
Já pensou?
Então pense de novo e veja o que você faz para ajudar.
Pode não parecer, mas é possível viver uma vida ecologicamente correta vivendo nas grandes cidades. Tudo isso depende da vontade da população e de políticas públicas sólidas e bem pensadas. Um post recente do blog TreeHugger mostra bem isso. Foram listadas 6 ações que deveriam ser praticadas em todas as grandes cidades do mundo. Mesmo que isso não salvasse o mundo, com certeza melhoraria consideravelmente a nossa qualidade de vida.
1. Mais áreas livres para pedestres
É dificil achar uma pessoa que não goste de andar ao ar livre, sem carros, poluição e todas as outras coisas que atrapalham a nossa tranquilidade. Uma das políticas públicas de grande sucesso implantada nos EUA nos mostra isso. Já pensou na badaladíssima Times Square sem carros e aquela loucura toda? Pois então pode começar a pensar. A criação de zonas só para pedestres tem se mostrado cada vez mais comum em todos os cantos do país. Ótimo exemplo ao mundo!
2. Criação de zonas sem carro.

Muitos países têm restringido o acesso de carros a certos locais. Lembra o exemplo de Vauban, na Alemanha? Pois é, essa política tem rendido bons resultados, tanto na diminuição da poluição quanto na qualidade de vida dos habitantes. Muitos países têm dificultado o acesso de automóveis para incentivar o uso de transportes públicos. Esperamos que isso seja uma realidade aqui no Brasil em pouco tempo.
3. Mais linhas de metrô e opções de transporte.
Essa é uma medida básica. Se a sua cidade tem um transporte público eficiente, já é meio caminho andado para melhorar a qualidade de vida dos habitantes e estimular a população a deixar o carro em casa. Infelizmente são poucos os bons exemplos que temos no Brasil. Talvez com os investimentos que a Copa do Mundo de 2014 vai trazer essa realidade mude de forma benéfica. Nos resta esperar e torcer para serem também ecologicamente corretos.
4. Incentivo ao uso de energia solar.
Existem muitas maneiras de obter energia verde em sua casa, mas o incentivo ao uso de painéis solares é indispensável hoje em dia. O Brasil é potencialmente um grande candidato a ter o maior parque solar do mundo. Em diversos países já é comum vermos painéis solares em todos os lados: nas casas, prédios, fazendas e até nos carros e baterias pessoais. Falta incentivo ao uso desse tipo de energia aqui no Brasil, bem como indústrias dispostas a comercializar de modo claro a forma de obtenção dessa energia.
5. Mercados locais de produtos agrícolas

Nesse quesito até que o Brasil não vai tão mal. Talvez sejamos o país que mais tem o costume de fazer feiras locais de produtos agrícolas. Ainda falta um pouco de infra-estrutura para os comerciantes e consumidores, mas pelo menos estamos acostumados a consumir produtos naturais - mesmo que com agrotóxicos! - de comerciantes que não precisam se deslocar tanto para chegar ao consumidor final. Essa pequena distância faz com que as emissões de carbono sejam menores do que em países acostumados a comer produtos industrializados.
Nesse quesito também não estamos tão mal. Espaços verdes dentro das grandes cidades são quase uma obrigação nas cidades brasileiras, apesar de ter diminuido bastante a incidência dessas áreas. Nas grandes capitais ainda é possível se deparar com grandes jardins e áreas de convivência cercadas pela natureza, mesmo que ainda se ouça a buzina dos carros e se sinta um pouco do cheiro do monóxido de carbono. É costume nosso também ter as ruas arborizadas e uma grande quantidade de flores por todos os lados. Pode melhorar, mas ainda é possível ver isso com certa frequência.
Em quais desses quesitos você acha que a sua cidade precisa evoluir? Em qual ela pode ser citada como exemplo?
Comente e deixe também o nome da sua cidade!
Ainda neste mês começará a circular em São Paulo o primeiro ônibus brasileiro com célula a combustível de hidrogênio. Em testes feitos em Caxias do Sul (RS), os testes indicaram que o ônibus tem capacidade para rodar 300km sem precisar reabastecer, já que carrega nove tanques de combustível com 5 kg de hidrogênio em cada tanque. O novo ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d´água, além de não fazer nenhum barulho.
Carlos Zundt, gerente de planejamento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), afirma que o hidrogênio é obtido por meio da eletrólise, que possui um “ciclo fechado e limpo”. Não é a forma mais barata de obter o hidrogênio, mas ela não deixa nenhum subproduto para ser tratado - diferente do que acontece se for usado gás natural para extrair o hidrogênio.
O preço final do ônibus é sigiloso, porém Zundt ressalta que “é bastante competitivo”. E o desempenho do protótipo é igual ao de um trólebus e superior à tecnologia diesel - são mais rápidos e apresentam maior torque do que a tecnologia convencional.
Agora, diz ele, o país juntou-se a outros três capazes de fazer ônibus a hidrogênio: Estados Unidos, China e Alemanha.
O veículo circulará durante quatro anos no Corredor Metropolitano ABCD (São Mateus-Jabaquara), que tem 33 km de extensão. A estação de abastecimento ficará na garagem da concessionária Metra, em São Bernardo do Campo.
A previsão é que sejam construídos mais quatro ônibus dentro do projeto, que é do Ministério de Minas e Energia e coordenado pela EMTU. Os recursos para sua realização somam US$ 16 milhões vindos do GEF (Global Environment Facility), Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e do MME/Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)
Jogos de Inverno
Assim como aconteceu nas Olimpíadas de Pequim no ano passado, as Olimpíadas de Inverno também terão ônibus movidos a hidrogênio para levar atletas e espectadores para a estação de esqui em Whistler, Canadá. O esporte sempre dando o bom exemplo. Basta aos governantes aderirem a essa boa e essencial causa.
Você acha que estamos no caminho certo?
Olha a novidade no transporte público alternativo. Um ônibus que na verdade é um bicicleta para 14 passageiros - mais o motorista, é lógico -, movido apenas pelos pedais. Criado por Heather Clark e Matthew Mazzotta (Boston - EUA), o projeto visa promover o ativismo e conscientizar as pessoas para a economia de energia. Foi construída com materiais recicláveis, como cadeiras de escritório e retalhos de ferro. Mais de 50 pessoas participaram da concepção e construção do veículo com uma impressionante diversidade de experiências e conhecimentos que contribuiram para a realização do projeto.
Você trocaria seu meio de transporte diário, seja ele qual for, por um alternativo? Estaria disposto a deixar seu carro em casa se lhe fosse oferecido um transporte ecologicamente correto?