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Japão: o mundo fala. Reflexão.

Segunda-feira, Março 14th, 2011

Credits: Rori Rori

O mundo com seus encantos mil. Beleza em toda parte, natureza em todo canto. Desenvolvimento, educação, tecnologia, entretenimento, amor e satisfação.

Em todos os continentes as pessoas lutam pra viver cada vez melhor, muitas vezes sem ouvir ou respeitar os limites que a natureza insiste - com razão - em impor aos habitantes deste planeta divino chamado Terra.

Por vezes a natureza reage. E essa reação tem tanta força e é tão cruel que deixa o mundo todo perplexo com o resultado.

O terremoto no Japão, com o posterior tsunami, pode não ter nada a ver com isso, mas nos mostra que lutar contra algo tão magnânimo quanto as forças da natureza é muita burrice. A gente não tem nenhuma chance.

Fome, desamparo, desrespeito, ambição sem precedentes, limites extrapolados, poluição e soluções paliativas.

O que escolher? Qual caminho seguir?

Pense.

#prayforJapan (reze pelo Japão).

Zilda Arns: um mundo melhor é possível

Segunda-feira, Janeiro 18th, 2010

 Zilda Arns foi a embaixadora de tudo que sempre procuramos postar aqui. Um exemplo de pessoa que zela pelo bem-estar do próximo e garante um futuro digno e promissor a incontáveis pessoas ao redor do mundo. Nossa singela homenagem a essa mulher:

Já se fizeram todos os elogios devidos à médica brasileira, Zilda Arns, irmã do Cardeal dos direitos humanos, Paulo Evaristo Arns, que sucumbiu sob as ruinas do terremoto no Haiti.

Talvez a opinião pública mundial não se tenha dado conta da importância desta mulher que em 2006 foi apontada como candidata ao prêmio Nobel da Paz. E bem que o merecia, pois dedicou toda sua vida à saúde das pessoas mais vulneráveis.

Por 25 anos coordenou a Pastoral da Criança acompanhando mais um milhão e 800 mil menores de cinco anos e mais de um milhão e 400 famílias pobres. A partir de 2004 iniciou a Pastoral da Pessoa Idosa com mais de cem mil idosos envolvidos.

Com meios simples como o soro caseiro, o alimento à base da multimistura e outros recursos mínimos, salvou milhares de crianças que antes fatalmente morriam.

Seria longo historiar seu extraordinário trabalho difundido já em mais de 20 paises pobres do mundo. O que pretendo é enfatizar os valores do capital espiritual que sustentaram a sua prática. Nisso ela ia contra o sistema dominante e serve de inspiração para hoje.

É convicção crescente que não sairemos da crise de civilização atual se continuarmos com os mesmos hábitos e os mesmos valores consumistas e individualistas que temos. Ela mostrou como pode ser diferente e melhor.

A Dr. Zilda honrou o cristianismo, vivendo uma mística de amor à humanidade sofredora, de esperança de que sempre se pode fazer alguma coisa para salvar vidas, de fé na força dos fracos que se organizam e na escuta de todos até das crianças que ainda não falam.

Ela tinha clara consciência de que a solução vem de baixo, da sociedade que se mobiliza, sem com isso dispensar o que o Estado deve fazer. Problemas sociais se resolvem a partir da sociedade. Para isso, ela suscitou a sensibilidade humanitária que se esconde em cada pessoa e inaugurou a política da boa vontade. Mais de 250 mil voluntários, sem nenhum ônus financeiro, se propuseram assumir os trabalhos junto com ela.

Uma idéia-geradora movia sua ação, copiada da prática de Jesus: multiplicar. Não apenas pães e peixes como Ele fez mas, nas condições de hoje, multiplicar o saber, a solidariedade e os esforços.

Multiplicar o saber implica repassar às pessoas simples os rudimentos de higiene, o cuidado pela água, a medição do peso e a alimentação adequada às crianças. Esse saber reforça a auto-estima das pessoas e confere autonomia à sociedade civil.

Multiplicar a solidariedade que, para ser universal, deve partir dos últimos, buscando atingir as pessoas que vivem nos rincões onde ninguém vai, tentar salvar a criança mais desnutrida e quase agonizante. Essa solidariedade é a que menos existe no mundo atual.

Multiplicar esforços, envolvendo as políticas públicas, as ONGs, os grupos de base, as empresas em sua responsabilidade social, enfim, todos os que colocam a vida e o amor acima do lucro e da vantagem. Mas antes de tudo multiplicar a boa-vontade generosa.

Ora, são estes conteúdos do capital espiritual que devem estar na base da nova sociedade mundial que importa gestar. O século XXI será o século do cuidado pela vida e pela Terra ou será o século de nossa auto-destruição. Até agora globalizamos a economia e as comunicações. Temos que globalizar a consciência planetária e multiplicar o saber útil à vida, a solidariedade universal, os esforços que visam construir aquilo que ainda não foi ensaiado. Amor e solidariedade não entram nas estatísticas nem nos cálculos econômicos Mas são eles que mais buscamos e que nos podem salvar.

A médica Zilda Arns seguramente sem o saber, mas profeticamente, nos mostrou em miniatura que esse mundo não é só possível, mas é realizável já agora.

Texto: Leonardo Boff

E a natureza se vinga…

Sexta-feira, Março 20th, 2009

Ler notícias como essa, na Folha Online, me deixa com a nítida impressão de que a culpa é nossa. Pode até ser um evento natural, como tantos que ocorreram durante toda a história, mas ainda acho que temos muito a ver com isso. Destaque para o sangue frio dos cientistas que filmaram o ocorrido. Vocês teriam coragem?

Leia a matéria e veja o vídeo!

A ilha de Tonga, no oceano Pacífico, foi sacudida por um forte terremoto de 7,9 graus na escala Richter na manhã desta sexta feira, o que levou as autoridades a dispararem um alerta de tsunami na região. Ninguém foi ferido e nenhum dano foi localizado.

“Não houve danos ou aumento do nível do mar. As crianças foram avisadas para voltar para casa, e os pais estão agora pegando seus filhos”, disse um jornalista à radio FM96, de Fiji.

O tremor de terra aconteceu a cerca de 200 km a sudeste da capital de Tonga, Nukualofa, a uma profundidade de 10 km, informou o Instituto de Geologia dos Estados Unidos.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, com sede no Havaí, emitiu um alerta de tsunami para Tonga e ilhas vizinhas, tendo relatado que dados sobre o nível do mar confirmaram que uma onda potencialmente destruidora foi gerada pelo terremoto.

Estações de rádio de Tonga transmitiram avisos de que era possível que um tsunami atingisse a ilha, e que as pessoas deviam afastar-se das vilas costeiras, mas a polícia e moradores informaram que nenhuma onda gigante foi vista.

O Centro de Tsunamis também advertiu que o nível do mar poderia subir em algumas zonas costeiras do Havaí, com fortes correntes durante várias horas. Craig Miller, sismólogo da Nova Zelândia, disse que “um tremor leve” foi relatado por moradores, na costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia –a mais de 3.000 km do epicentro do terremoto.

Em dezembro de 2004, um grande terremoto na costa da ilha de Sumatra provocou um tsunami que matou mais de 230 mil pessoas, atingindo toda a costa do oceano Índico.