Posts Tagged ‘reuso de água’

Off the Grid!

Terça-feira, Junho 9th, 2009

Hoje o nosso habitat é muito dependente da rede de energia e água. As constantes crises - não só de água e energia - e os problemas como aquecimento global e poluição ambiental são problemas enfrentados por todos os países.

Compreender as cidades com dinamismo e pensando na evolução dos ecossistemas pode nos ajudar a formular estratégias para um futuro urbano sustentável. A Philips criou o projeto “Off the Grid” baseado no projeto de desenvolvimento sustentável para uma megalópole na China em 2020.

O objetivo do projeto busca otimizar as funcionalidades bioquímicas e eletrônicas para alterar as construções - edifícios e fábricas -, deixando-as mais orgânicas e sustentáveis. Basicamente o projeto visa criar estruturas que sustentem as necessidades dessas construções.

O conceito é usar materiais inteligentes para construção das estruturas, como, por exemplo, criar funcionalidades inteligentes que reajam às diferentes ações da natureza, permitindo uma melhoria considerável na conservação de energia. Outras ações que o projeto visa viabilizar:

  • Fazer a parte exterior das construções refletirem a luz para dentro do prédio;
  • Capturar água da chuva para tarefas domésticas;
  • Aproveitar a incidência de ventos para refrigerar apartamentos, escritórios e máquinas;
  • Transformar luz solar em elétrica;

Em resumo, o potencial desse projeto visa tornar as obras perfeitamente sustentáveis, sem precisar de nenhum elemento externo, como a água ou à energia como a conhecemos hoje.

Veja esse impressionante vídeo e entenda mais sobre o que se trata:

É a Philips criando e conceituando o nosso futuro!

Lojas Verdes!

Quarta-feira, Maio 20th, 2009

Muita gente vem aqui e pergunta onde e como comprar os produtos que muitas vezes estampam os posts desse blog.  Alguns até duvidam que eles existam. Segue abaixo uma matéria publicada na Revista Arquitetura e Construção que provavelmente vai ajudar você a se tornar mais consciente e a economizar dinheiro. É uma relação de lojas que comercializam produtos ecologicamente corretos. Aproveite!

Por Giuliana Capello
Revista Arquitetura e Construção - 09/2008

SUPERGREEN
Boa para: soluções sustentáveis de hidráulica e energia.
Por que escolhemos: oferece sistemas de água e energia solar de acordo com a demanda do cliente. Entre os mais vendidos estão tubos e conexões de PPR, captação e reúso de água de chuva, painéis fotovoltaicos, aquecimento solar de água a vácuo e sistemas de tratamento biológico de esgoto.
Fator extra: promove cursos de capacitação de mão-de-obra para instalações hidráulicas.
Como trabalha: soluções e produtos sob encomenda, com garantia dos fabricantes e profissionais indicados para a instalação.
Informações: www.supergreen.com.br; tel. (11) 3744-3051, São Paulo.

PRIMAMATÉRIA
Boa para:
todas as etapas da obra, da estrutura aos acabamentos.
Por que escolhemos: o show room incorpora alguns produtos oferecidos pela loja, como tintas à base de terra e piso de marmoleum.
Outras opções: pisos de madeira de reflorestamento, equipamentos para captação de água de chuva e painéis fotovoltaicos.
Fator extra: para quem vai construir, a loja conta com profissionais para a elaboração do projeto.
Como trabalha: produtos sob encomenda, com entrega em uma semana. A instalação feita por profissionais indicados pela loja.
Informações: www.primamateria.com.br; tel. (11) 3814-8443, São Paulo.

ECOPRODUTOS
Boa para:
todas as etapas da obra, do projeto à decoração.
Por que escolhemos: Ela é apoiada pelo Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica, que presta serviço de consultoria de projetos e desenvolvimento de produtos sustentáveis.
A loja comercializa cerca de 5 mil itens - argamassas, tintas, telhas, peças artesanais e produtos de limpeza.
Fator extra: organiza cursos de capacitação em ecoprodutos para profissionais da construção.
Como trabalha: produtos e soluções sob encomenda, garantia dos fabricantes e indicação de mão-de-obra.
Informações: www.idhea.com.br; tel. (11) 3227-4742, São Paulo.

ECOLEO
Boa para: acabamentos de madeira e produtos para marcenaria.
Por que escolhemos: aberta em 2003, foi a primeira revenda de madeira certificada da América Latina. Todos os produtos levam o selo do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC): painéis, pranchas, compensados, MDF e madeira serrada bruta de várias espécies.
Fator extra: promove treinamento e consultoria para arquitetos designers e marceneiros. Tem parceria com escolas de marcenaria moderna do Senai. Como trabalha: produtos com pronta entrega e indicação de mão-de-obra.
Informações: www.ecoleo.com.br; tel. (11) 3812-3422, São Paulo; tel. (21) 2221-0777, Rio de Janeiro

ECOCASA
Boa para: soluções hidráulicas e de acabamento.
Por que escolhemos: a loja trabalha exclusivamente com produtos e serviços sustentáveis para construção e reforma.
Destaque para o sistema de captação de água de chuva, coletores solares e madeira plástica (feita de plástico reciclado, é ideal para piso, deck, bancos de jardim e acabamentos).
Fator extra: elabora projetos de acordo com a demanda do cliente.
Como trabalha: produtos sob encomenda, com assistência técnica e instalação feita pela loja ou com indicação de mão-de-obra.
Informações: www.ecocasa.com.br; tel. (19) 3442-8434, Limeira, SP.

CEC.COM.BR
Boa para: etapas de acabamento.
Por que escolhemos: a loja virtual da C&C conta com cerca de 250 produtos com o selo ECO2, que identifica materiais de construção ecológicos e econômicos.
Destaque para luminárias solares, lâmpadas eficientes, tintas à base de água e equipamentos que reduzem o consumo de água em banheiros e cozinha.
Fator extra: inscrição online para diversos cursos gratuitos oferecidos nas lojas.
Como trabalha: compras pelo site, com entrega em todo o Brasil. Garantia dos fabricantes e prazo de troca de até 30 dias.
Informações: www.cec.com.br; SAC (11) 4004-1444, São Paulo.

Fonte: Planeta Sustentável!

Sustentabilidade de condomínios

Domingo, Março 1st, 2009

Todos nós vivemos em comunidade. Mesmo que você more em uma casa, as responsabilidades sociais - e ambientais - não podem ser desprezadas. A sustentabilidade é uma tendência entre administradores de condomínios, sejam eles comerciais ou residenciais . Há várias possibilidades, desde a implantação de medidas relativamente simples, como coleta seletiva de lixo ou reuso de água da chuva, até a instalação de programas completos de sustentabilidade, com a ajuda de profissionais especializados. Para que os gestores possam conhecer o conceito e evitar qualquer problema ou decepção na hora de implantar um projeto desse tipo em seu condomínio, o Blog Tecnisa entrevistou Newton Figueiredo, presidente do Grupo SustentaX , que atua nessa área. Confira abaixo os principais pontos da entrevista:
Quais são as questões mais comuns a serem observadas?
São diversas medidas, e cada condomínio apresenta necessidades específicas. Mas, de uma maneira geral, as principais ações são as seguintes:

  • Racionalização no consumo da água : implantação de medidas de consumo racional, como torneiras e válvulas de descargas eficientes, controle de consumo por área (sanitários, paisagismo etc), reuso da água da chuva, implantação de paisagismo com baixas necessidades hídricas e irrigação controlada, além de medidores individuais.
  • Qualidade do ar no interior do condomínio: proibição do fumo nas áreas internas do empreendimento e nas áreas externas próximas às entradas, utilização de tintas, colas, vernizes e carpetes com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, instalação de sensores de CO2 em áreas de grande concentração de pessoas.
  • Desempenho de energia: medidas de acompanhamento da performance dos sistemas e gerenciamento do consumo, treinamento para a equipe que garanta a otimizada dos sistemas, compra de equipamentos de baixo consumo (em caso de novas aquisições), que tenham selos Procel ou Energy Star . Além disso, também é possível verificar a possibilidade de comprar energias renováveis (eólica, solar fotovoltaica, solar térmica, biomassa, PCH) que causem baixo impacto ambiental, seja por geração local ou através de compra de produtores, e estabelecer um procedimento para documentar as reduções de emissão de CO2.
  • Implantar um Manual de Boas Práticas preditivas, que pode ser distribuído aos condôminos.
  • Implantar uma política de compras e de limpeza sustentável: utilizar produtos de limpeza de baixa toxicidade e adquirir equipamentos eficientes; implantar capachos especiais para contenção da poeira em todas as entradas; estabelecer procedimento para garantia do desempenho acústico mínimo; estabelecer procedimento para a documentação de impacto na produtividade;e, em alguns casos, estabelecer procedimento para a criação sala(s) de alívio e recuperação.
  • Estabelecer procedimento para criação de espaços com acessibilidade universal;
  • Implantar uma política de reciclagem de lixo, com separação, armazenagem e coleta de quaisquer tipos de recicláveis.

Quais são as principais vantagens que o condomínio tira de um programa de sustentabilidade interno?

  • As vantagens são inúmeras. A principal é a redução de custos, graças principalmente à otimização energética e ao melhor aproveitamento da água. Os impactos na vida dos moradores vão desde a saúde, por meio da utilização de materiais com baixos índices de Compostos Orgânicos Voláteis [poluentes atmosféricos nocivos à saúde] e do controle da qualidade do ar, até a conscientização para a preservação dos recursos naturais que podem ser colocados em prática no dia-a-dia, como a coleta seletiva.
  • De acordo com estudos do US Green Building Council (USGBC), entidade dos EUA responsável pela certificação LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, critério mundial mais utilizado atualmente, as construções verdes apresentam ganho em produtividade dos funcionários, que pode chegar a 16%, reduzem em até 30% o consumo de energia, 50% o uso de água, 35% a emissão de gás carbônico, além de diminuir a poluição gerada pela construção e pela operação do empreendimento. No caso dos condomínios, os custos de manutenção e operação são até 40% menores, com vida útil prolongada.

Hoje ouvimos falar bastante de “green buildings “. Há alguma vantagem para o condomínio ser certificado com um selo desse tipo? Há incentivos governamentais, por exemplo?

  • No momento, no Brasil, ainda não há incentivos governamentais para que os edifícios s tornem “verdes” ou recebam a certificação. Entretanto, os próprios projetos sustentáveis se viabilizam, pelos próprios benefícios que eles proporcionam.

Quantos condomínios sustentáveis existem hoje no Brasil?

  • Já existem quatro empreendimentos certificados e da ordem de 100 em processo de certificação, sendo a maioria em São Paulo.

Para acessar o site do Grupo SustentaX, clique aqui.

Para ler a entrevista completa , visite o site Tecnisa.

Prédios energicamente eficientes!

Sexta-feira, Janeiro 9th, 2009

 Uma notícia animadora e que precisa virar tendência no mundo inteiro o mais rápido possível.

O Conselho Mundial de Empresas pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês), uma organização global que representa aproximadamente mil das maiores e mais influentes corporações do mundo, acabou de lançar seu primeiro relatório de eficiência energética nas construções. Algumas das companhias envolvidas no projeto são a Lafarge, Dupont e Philips. As construções e suas funções são responsáveis por 40% do consumo de energia na maioria dos países e essa porcentagem cresce rapidamente devido à urbanização e ao vasto aumento do consumo. Embora pareça haver uma recessão global que pode desacelerar as coisas por um ou dois anos, as expectativas são de que as tendências de crescimento de consumo de energia continuem no futuro.

De acordo com o WBCSD, os prédios deveriam ser “energia zero”, ou seja, neutralizar seu consumo de energia. Em outras palavras, um prédio como um todo deveria gerar energia equivalente à que produz em um ano, o que tem sido visto como viável em alguns projetos ao redor do mundo. Alguns designers e construtoras têm sugerido que os prédios poderiam se tornar geradores de eletricidade, retornando à rede mais do que consomem. Existem muitas práticas e tecnologias diferentes que contribuirão para alcançar esse objetivo. Entre elas, recuperação da ventilação, bombas geotérmicas de calor, trocas de calor com o solo, paredes solares, sistemas solares de aquecimento de água, painéis fotovoltaicos e coleta e reúso de água da chuva. Também se inserem neste contexto as turbinas eólicas, a orientação da construção, tetos verdes e sombreamento solar.

Uma propriedade em Melbourne, Austrália, utiliza várias dessas tecnologias e tem reduzido seu consumo de eletricidade da rede em 82% e seu consumo de gás natural em 87%, resultando em economia anual de 272 mil dólares. No Centro de Ecoeficiência, no Canadá, é possível ver diversas oportunidades de eficiência energética em construções em relatórios de energia e meio ambiente dos últimos dez anos, mas poucos proprietários parecem se beneficiar deles. Talvez o custo da eletricidade e do combustível não esteja alto o suficiente. Infelizmente, atualmente eles estão baixando, embora seja importante lembrar que isto é temporário. Existem, ainda, outras barreiras, como falta de informação sobre performance de equipamentos e contabilidade do custo total. Contudo, a barreira mais significativa é a complexa relação entre a financiadora, a construtora, o proprietário, o gestor e o inquilino.

Deveriam ser criados incentivos, assim as partes interessadas poderiam compartilhar os benefícios derivados da adoção de novas tecnologias e do incentivo à prática de redução do consumo de energia

Fonte: Eletrobrás