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Overshoot Day 2009!

Terça-feira, Outubro 13th, 2009

Como já se tornou costume aqui no Energia Eficiente, mais um ano de OverShoot Day!

A notícia passou quase despercebida e não foi manchete em nenhum jornal. Mas, em 25 de setembro a humanidade entrou no “cheque especial” da natureza. A data marcou o Earth Overshoot Day, que pode ser traduzido como o Dia da Ultrapassagem do Limite da Terra - quando os seres humanos passaram a consumir mais recursos naturais e serviços ecológicos do que o planeta poderia oferecer neste ano. Entre esses recursos e serviços estão, por exemplo, absorver o CO2 emitido pela queima de combustíveis ou proporcionar solo e água suficientes para garantir plantações de alimentos.


O cálculo foi feito pela Global Footprint Network, instituição que desenvolve e aplica a ferramenta da pegada ecológica. Pegada ecológica é uma medida que calcula a área produtiva necessária, de terra e de mar, para produzir tudo o que consumimos (como alimentos, roupa e energia) e também para absorver os resíduos que geramos (incluindo a emissão de gases de efeito estufa). Quando a pegada ecológica da humanidade é comparada à disponibilidade de recursos oferecidos pelos ecossistemas, sabemos se consumimos mais ou menos do que deveríamos. E estamos há muito tempo nos empanturrando do que já é escasso.

Se alguém fica devendo no cheque especial, o banco cobra juros. A natureza não pode fazer isso, mas nos manda a conta à sua maneira: se pescamos mais peixes do que a capacidade dos cardumes de se recomporem, aquela população decresce e pode até mesmo desaparecer, como vem ocorrendo em várias partes do oceano. A capacidade do planeta de absorver a quantidade de CO2 que emitimos há muito foi superada, resultando no aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, o que tem provocado o aquecimento global e pode levar a mudanças climáticas irreversíveis.

“É um simples caso de renda versus gasto”, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network, ao anunciar o Earth Overshoot Day deste ano. “Durante vários anos, nossa demanda sobre a natureza tem superado, por uma margem cada vez mais crescente, o orçamento do que a natureza pode produzir. As ameaças urgentes que estamos vendo agora - principalmente as mudanças climáticas, mas também a perda de biodiversidade, a redução de florestas, o declínio da pesca, a erosão do solo e o stress hídrico - são todos sinais claros: a natureza está ficando sem crédito para continuar emprestando.”

Consumo desigual entre os países

Atualmente, de acordo com a pegada ecológica, cada habitante do planeta tem 2,1 hectares disponíveis em recursos naturais para atender suas necessidades de casa, comida, roupas e energia. A pegada ecológica global, entretanto, é de 2,7 hectares por habitante. Esse sobreconsumo não é distribuído igualmente entre os países, pois enquanto alguns se empanzinam, outros passam fome. Veja a pegada ecológica de alguns países (em hectares/habitante):

  • Emirados Árabes Unidos - 9,5
  • Estados Unidos - 9,4
  • Kuait - 8,9
  • Dinamarca - 8,0
  • Austrália - 7,8
  • Nova Zelândia - 7,7
  • Brasil - 2,4
  • Índia - 0,9
  • Bangladesh - 0,6
  • Afeganistão - 0,5
  • Haiti - 0,5
  • Congo - 0,5

A primeira vez que a humanidade exigiu da Terra mais recursos do que ela pode prover foi em 1986. Dez anos mais tarde, já usávamos 15% a mais do que havia disponível, e o Earth Overshoot Day acontecia em novembro. Atualmente, usamos os recursos naturais a uma velocidade 40% maior do que o planeta é capaz de recompor. Nem mesmo a crise econômica que começou em meados de 2008 e se estendeu por 2009 foi capaz de alterar o quadro.

É certo que, a cada ano, graças à nossa crescente voracidade, o Earth Overshoot Day acontecia entre quatro e seis dias mais cedo do que o ano anterior. Em 2009, ele ocorreu um dia mais tarde do que em 2008, o que não significa grande alívio. “O fato é que, apesar de uma situação econômica mundial muito grave, nós ainda estamos muito além do orçamento em nosso uso da natureza”, disse Wackernagel. “O desafio é encontrar um jeito de reduzir a ultrapassagem do limite em tempos de fartura assim como em anos de vacas magras. Como podemos manter economias saudáveis e prover o necessário ao bem estar dos seres humanos de um jeito que não dependa da liquidação dos recursos e do acúmulo de CO2? Essa será a questão crucial do século XXI.”

Fonte: Instituto Akatu

Dicas de Consumo Consciente - Instituto Akatu

Quarta-feira, Março 18th, 2009

 

Promover a sustentabilidade é a garantia da nossa permanência no planeta.

Hoje, já consumimos 30% a mais de recursos naturais do que a Terra é capaz de renovar. Esse excesso de consumo gera uma dívida ambiental para a humanidade que, a cada ano, fica mais difícil de pagar.

Se continuarmos a consumir do mesmo modo, em 2030 precisaremos de DOIS planetas Terra para atender à demanda de consumo que não pára de crescer. E, é claro que continuaremos a ter apenas um planeta.

Foi só em 1804 que atingimos 1 bilhão de pessoas na Terra. Hoje, cerca de 240 anos depois, já passamos dos 6,6 bilhões. Em 2020, a previsão é que a população mundial seja de 7,7 bilhões de pessoas, que continuarão a consumir e precisam ter seus direitos garantidos. Entre 1960 e 2000, em apenas 40 anos, a população do planeta dobrou e, no mesmo período, o consumo de bens e serviços domésticos quadruplicou!

Conseqüências graves desse consumo exagerado para a natureza já podem ser percebidas no aumento das doenças causadas pela poluição nas grandes cidades e, principalmente, nas mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global.

Mas não basta saber que existe um problema, é preciso agir para reduzir a pressão sobre a natureza e os ecossistemas por meio de novas escolhas de consumo, no dia a dia.

É possível transformar o ato de consumo em uma atitude de solidariedade com as pessoas e o planeta.  Para isso, é fundamental que cada um esteja sempre bem informado sobre as conseqüências de suas escolhas de consumo, diminuindo os impactos negativos e ampliando os positivos, sempre que puder.

Que tal começar repensando o seu estilo de vida?

Pense se você precisa mesmo de tudo o que você compra e consome?

A partir dessa reflexão se pode chegar a algumas atitudes que ajudam na construção da sustentabilidade da vida no Planeta:

  • Usar os produtos até o final de sua vida útil e comprar novos apenas quando os antigos precisarem mesmo ser substituídos. Essa atitude pode trazer grandes benefícios para o bolso e para o futuro de toda a humanidade.
  • Reinventar, transformar e até doar os produtos que estão parados nas prateleiras dos armários, jogando fora o que realmente não pode ser reaproveitado. É importante lembrar que tudo o que consumimos usou energia elétrica, água e matéria-prima, retirados da natureza, para ser fabricado. Ao jogar um produto fora, todo esse esforço vai junto no caminhão de lixo.
  • Levar em conta que a geração da energia elétrica usada tanto na fabricação de cada produto eletroeletrônico, como para fazê-los funcionar. Ao economizar energia elétrica no dia a dia, em casa, no trabalho, apagando a luz ao sair dos ambientes, reduzindo o tempo de banho, desligando os aparelhos quando não estão sendo usados, contribuímos para reduzir os investimentos necessários na geração adicional de energia elétrica.
  • Na hora de comprar, levar em consideração o consumo de energia elétrica dos equipamentos como um dos critérios de escolha, orientando-se, por exemplo, pelo selo Procel.
  • Separar o material reciclável e pensar em formas de diminuir a quantidade de lixo são ações positivas que contribuem diretamente para diminuir as 140 mil toneladas de lixo que nós, brasileiros, jogamos fora todos os dias e que, colocado em caminhões de lixo, ocupam mais de 10 mil veículos.
  • Substituir produtos descartáveis por duráveis levam a diminuir o volume de lixo, pelo uso do mesmo produto várias vezes ao invés de comprar um novo.
  • Muitas vezes a gente nem se dá conta… Mas a coleta, o transporte, o tratamento e a decomposição do lixo são processos que geram gases de efeito estufa e, conseqüentemente, aquecimento global, seja pelo uso de combustíveis no processo de coleta e transporte dos resíduos, seja no consumo de energia quando há tratamento do lixo, ou pela emissão de metano na sua decomposição. Assim, quanto menos lixo houver para ser coletado, transportado e processado, menor será o volume de emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para combater o aquecimento da Terra e seus efeitos.
  • Planejar o seu cardápio da semana e comprar alimentos de acordo com este planejamento. Cerca de 30% dos alimentos comprados pelos brasileiros acabam na lata de lixo: prestar atenção aos prazos de validade, de modo a ter tempo suficiente para usar os produtos comprados e usar integralmente os alimentos, aproveitando talos, cascas, sementes, folhas com aparência pior, são atitudes que podem mudar essa situação de desperdício.
  • Consumir água com sabedoria é outra atitude de quem quer ajudar a construir a sustentabilidade da vida no planeta. Apesar de existir água em abundância no planeta, nem toda essa água está disponível para o nosso consumo: 97,5% da água é salgada; dos 2,5% restantes, apenas 0,007% é doce e, ao mesmo tempo encontra-se em locais de fácil acesso, como rios e lagos. Assim, não apenas é um recurso precioso mas também muito escasso: se toda a água do mundo coubesse em um balde de 10 litros, toda a água doce existente seria de 243 mililitros e só daria para encher um pouco mais da metade de uma garrafa de meio litro e a água doce disponível para consumo seria de apenas meras oito gotinhas!!! Diante desse quadro, é fundamental fechar a torneira enquanto se escova os dentes, se ensaboa no banho, ou passa o creme de barba. Se uma única pessoa fechar sempre a torneira ao escovar os dentes, depois de um ano terá economizado mais de 11 mil litros de água, mais de 11 caminhões pipa somente com esta ação.
  • Levar em consideração as ações de responsabilidade social das empresas (RSE) ao escolher produtos é uma outra ação que cada um de nós pode fazer: ao preferir os produtos fabricados ou comercializados por empresas que se preocupam com os impactos sociais e ambientais de suas ações deixamos claro qual é a linha de atuação que valorizamos nas empresas.

Que tal reservar um tempo para analisar o que motiva suas escolhas de consumo? Que tal pensar no poder de suas escolhas de consumo e ajudar a construir uma sociedade sustentável do futuro? Um poder de todos nós, consumidores.

Seu consumo Transforma o mundo.

Instituto Akatu - www.akatu.org.br

Casas energeticamente eficientes

Segunda-feira, Agosto 4th, 2008

“Eficiência energética” se tornou uma expressão comum, tendo como significado buscar conservar recursos naturais e economizar dinheiro. Mas, o que significa “eficiência energética” ao comprar uma nova casa? O que deveriam considerar durante a compra de uma casa?

O termo “eficiência energética” é uma indicação com múltiplos significados, que pode se referir tanto a um eletrodoméstico que consome menos energia quanto a uma casa inteira que, construída de acordo com padrões de eficiência energética, são entre 20% e 30% mais eficientes que as casas convencionais.

A tendência das empresas de eletrodomésticos buscarem maior eficiência energética já chegou aos materiais da construção civil. Hoje é possível buscar eficiência energética desde os dutos e janelas até o isolamento. Além disso, existem pequenas mudanças na construção que, quando combinadas, contribuem para dar eficiência energética a casa, utilizando, por exemplo, isolamento correto e janelas com vidros de baixa emissividade, além de usar cores claras na pintura. Estas pequenas mudanças podem proporcionar economias significantes em energia. A forma como a casa está posicionada no lote também pode afetar na sua eficiência energética. A casa pode ser construída em uma posição que favoreça as condições de iluminação solar e evitar ventos.

No Brasil já há projetos inovadores nessa área. Em Santa Catarina foi criado um projeto chamado “Casa Eficiente“. Uma casa inteiramente construída com propostas ecologicamente corretas. Vale a pena visitar site e conhecer o projeto.

(Fonte: Chicago Tribune)