Posts Tagged ‘reciclagem’

Chicletes e o meio ambiente

Segunda-feira, Abril 5th, 2010

A goma de mascar, ou chiclete, é tido como algo tipicamente norte-americano devido ao sucesso que fez - e faz! - nos Estados Unidos. No entanto, foi copiado dos indíos da Guatemala, que mascavam a resina extraída de uma árvore, o chicle, para estimular a produção de saliva e evitar que a boca ficasse seca durante longas caminhadas.

É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono”, afirma o coordenador do
departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva.

O primeiro chiclete foi patenteado em 1869 pelo dentista americano William Semple. Usando a borracha como matéria-prima, ele produziu gomas para que seus pacientes exercitassem a mandíbula e estimulassem as gengivas.

Mas a notoriedade do chiclete ficou para o fotógrafo Thomas Adams Jr. Ele descobriu que a goma servia como guloseima.

Chiclete e o meio ambiente

Cigarros, chicletes, cascas e bagaços de frutas, latas de refrigerante ou garrafas de plástico. Diante de tudo o que se descarta sem maior preocupação, em qualquer lugar e todos os dias, é surpreendente que a Terra ainda não tenha se transformado num enorme lixão. Isso só não acontece graças ao processo natural de biodegradação. Por meio dele, bactérias, leveduras, fungos e outros micróbios se alimentam da matéria orgânica do lixo, transformando-a em compostos mais simples, que são devolvidos ao meio ambiente.

A matéria orgânica é formada de extensas cadeias de carbono à qual se penduram outros átomos. Os microorganismos quebram a cadeia junto ao carbono e aproveitam a energia encerrada na ligação química. Os micróbios tendem a quebrar o maior número de ligações e arrancar do composto original a maior quantidade de energia possível. No final, restam materiais extremamente simples. Mas isso depende do tipo de degradação: quando ela é aeróbia, que utiliza oxigênio, o processo é muito eficiente. Seus restos são elementos como o nitrogênio e o enxofre, anteriormente pendurados às cadeias de carbono. Na decomposição anaeróbia, sem oxigênio e menos eficiente, os restos são mais complexos, como o gás metano e sulfídrico.

Esse trabalho pode demorar um século ou mais. O tempo depende de vários fatores. O calor e a umidade do solo, por exemplo, estimulam o crescimento e a atividade dos microorganismos aeróbios. Assim, quanto mais quente e úmido for o local, mais rápida será a decomposição. Por outro lado, as águas e terrenos ácidos limitam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos. Os ácidos, metais pesados e substâncias tóxicas prejudicam as bactérias, podendo chegar a matá-las.

Tempo de decomposição

Papel: 03 meses

Palito de fósforo: 6 meses

Ponta de cigarro: 1 a 2 anos

Chiclete: 5 anos

Lata: 10 anos

Garrafa de plástico: mais de 100 anos

Tecido: 100 a 400 anos

Vidro: 4.000 anos

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SOLUÇÕES PARA O DESCARTE DE CHICLETES

Agora me diga, o que você faz quando o chiclete perde o gosto? Joga na rua, cola na mesa, na cadeira ou no cabelo de alguém?

Eis uma ótima solução:

Fonte: YouPix ;

 

 

Ciclo Sustentável Philips

Quarta-feira, Março 31st, 2010

No dia 15 de março de 2010 a Philips começou uma ação em SP que deve mudar a forma como as empresas se relacionam com a responsabilidade ambiental e social perante à sociedade. O lançamento do Programa Ciclo Sustentável (em funcionamento desde 2008 em Manaus) é um marco que nos dá muito orgulho. Depois de muito trabalho e investimento, a Philips, com imenso prazer, lançou oficialmente o Programa Ciclo Sustentável, com a presença do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.

 

A Philips acredita que agir de maneira sustentável é assumir responsabilidade pelas gerações futuras e pensar no ciclo completo dos produtos, desde sua produção até o final de sua vida útil. Por isso, em 2008, a Philips mundial fez uma ampla revisão das suas atividades de reciclagem e anunciou planos para ajudar seus consumidores a destinar seus produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos sem uso.

O programa coleta todos os tipos de aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos Philips, como TVs, aparelhos de áudio e vídeo, cafeteiras, entre outros, que você não utiliza e/ou não pretende mais utilizar e os encaminha a um destino ambientalmente adequado.

Dessa forma, os produtos completarão seu ciclo de vida de maneira sustentável, minimizando os impactos ao meio ambiente. Já estamos presentes em 40 grandes centros urbanos e a ampliação do projeto deve vir em breve.

Mais informações você acha na página do Ciclo Sustentável.

Impressora sem tinta!

Quarta-feira, Fevereiro 10th, 2010

Mesmo com os recursos que temos hoje em dia (e-readers,smartphones, internet móvel, etc), ainda é bem difícil viver sem o papel.  Mesmo que se reciclem estes papéis, há um gasto enorme na produção e logística: o papel precisa ser recolhido, processado, transportado…

E se a própria impressora reciclasse o papel? Essa é a ideia da PrePeat, lançada no Japão. Ela não usa tinta e necessita de folhas de papel especial, que contêm pigmentos ativados pelo calor - e, por isso, pode ser apagado e reutilizado mais de 1000 vezes. Assista ao vídeo.

A PrePeat é bem cara (sai por US$ 5500 a máquina e cada folha por US$ 3).

No futuro, quem sabe todo mundo não adere a esta tecnologia. Muito bom!

Fonte: SuperInteresante

Mas no futuro, quem sabe, todas as impressoras adotem essa tecnologia. Cool.

Reutilize!

Terça-feira, Fevereiro 9th, 2010

Não é de hoje que se fala nos problemas causados pelas garrafas plásticas. Para minimizar o uso desses produtos, uma empresa americana criou uma garrafa reutilizável que, quando vazia, pode ser dobrada e levada até no bolso. Já quando está cheia, ela volta ao seu formato normal e pode ser usada como qualquer outra garrafa.

A Vapur tem uma capacidade de 473 ml e é feita com um polímero ultra-resistente livre de Bisphenol-A. Ela ainda pode ser levada ao lava-louças e ao congelador sem nenhum problema, garante o fabricante.

Para tornar sua mobilidade ainda maior, a garrafa flexível vem com um mosquetão para se acoplado a bolsas, mochilas e até bolsos. A ideia é fazer com que o usuário troque de vez as garrafas descartáveis por um modelo reutilizável - poupando dinheiro e preservando o meio ambiente.

A Vapur está disponível em cinco cores e pode ser comprada na internet, pelo site da empresa. Elas custam cerca de R$17,00, mais as despesas com o frete.

E se você gostou da ideia, mas não pensa em comprar uma garrafinha dessas, pode substituí-la por outra que também seja reutilizável, como as de vidro ou de alumínio.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Casa de Garrafa: ambientalmente correto?

Quarta-feira, Janeiro 27th, 2010

Vamos partir do princípio que você é uma pessoa consciente das suas ações em relação meio ambiente.

Você deve reciclar seu lixo, não jogá-lo na rua, nos córregos, etc. Você também deve ter algum cuidado em escolher os aparelhos que compra levando em conta o gasto de energia que eles têm (vide etiqueta Procel). Você deve economizar água e saber a importância que isso tem para o planeta. Possivelmente, você deve ter consciência de todos os seus atos e se considerar um amigo da natureza.

Se todos fossem como você, o mundo não estaria esse caos. Tudo isso pra dizer que há algumas pessoas que vão mais longe.

A casa de garrafa:

Temos certeza que a intenção foi a melhor possível, mas construir uma casa de garrafas é realmente benéfico ao meio ambiente?

Isso nos leva a uma questão maior: reciclagem é qualquer reaproveitamento de material?

No caso em questão, as garrafas não voltarão a ser utilizadas como garrafas. O destino certo delas seria a reciclagem e a posterior utilização delas como… garrafa! É o chamado “ciclo fechado da reciclagem”: vidro volta a ser vidro, plástico volta a ser plástico e assim por diante. É lógico que há casos onde isso é impossível ou ainda não há tecnologia suficiente para tal.

Embutir as garrafas em um muro fará com que mais vidro e plástico tenham de ser extraídos/produzidos, e isso apenas para economizar tijolos, cimento ou areia, produtos cujo processo de extração/produção é muito menos danoso ao meio ambiente se compararmos nas quantidades necessárias para construir a casa e a quantidade de garrafas embutidas nas paredes.

Recado dado. Pesquise muito bem antes de fazer um projeto que demande materiais recicláveis. Nem sempre é o que parece ser…

Vi o projeto no EcoHarmonia

Reciclando fraldas…

Segunda-feira, Novembro 16th, 2009

Todas as vezes que pensamos em fraldas é dificil de não associar com um bebê lindo sorrindo pra você. Porém, vocês não imaginam o impacto ambiental que essas “pessoinhas” - na verdade não são eles, e sim nós! - podem causar no meio ambiente.

Só nos Estados Unidos são jogadas fora cerca de 27 bilhões de fraldas todos os anos, que vão parar nos aterros e poluem a terra com materiais como papel e plástico.

Pensando nisso, duas empresas britânicas, a Versus Energy e a Knowaste, se juntaram para construir a primeira usina de reciclagem de fraldas do mundo. Além de evitar que as fraldas continuem a poluir os aterros, a usina irá funcionar com energia criada da matéria orgânica que vem junto com as fraldas.

As fraldas serão trituradas, lavadas, higienizadas e separadas em material orgânico, papel e plástico que encontrarão nova utilidade como telhas, solas de sapato, papel de parede e muitas outras finalidades. A água utilizada no processo será tratada e reutilizada.

A primeira usina, das cinco programadas, começará a funcionar em maio de 2010 em Birmingham na Inglaterra. As fraldas serão recolhidas em creches, asilos e hospitais.

Conhece algum serviço similar a esse aqui no Brasil?

Saco é um saco!

Quarta-feira, Novembro 4th, 2009

 O Concurso Saco de Ideias é uma iniciativa do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente que pretende sensibilizar e conscientizar a população brasileira para o consumo consciente de embalagens e sacolas plásticas. A ação conta com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e com patrocínio do Carrefour.

Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados, o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas por ano - cerca de 66 sacolas/mês por pessoa! Um dos grandes problemas decorrentes do uso indiscriminado de sacolinhas é o seu descarte incorreto. Além de poluírem rios, lagos e mares, as sacolas descartadas incorretamente entopem bueiros e provocam enchentes.

Ao mesmo tempo, em todo o país, surgem exemplos de uso consciente das sacolas plásticas. Brasileiros que descobriram que repensar o uso das sacolinhas pode ter impactos significativos para a sustentabilidade da vida no Planeta.

Nesse sentido, o concurso pretende compartilhar iniciativas dos brasileiros, para que as reflexões e práticas de uns possam inspirar muitos outros.

Câmera, luz e ação. Mostre em vídeo de até 1 minuto “O que fazer para reciclar, reutilizar, recusar ou reduzir o uso de sacolas plásticas?”

O Concurso Saco de Ideias é parte da campanha do Ministério do Meio Ambiente Saco é um Saco

Em muitos países, os supermercados cobram dos clientes as sacolinhas plásticas descartáveis. Se você já viajou para uma cidade em que isso acontece, como fez para carregar as compras? E você reparou no que os moradores locais faziam para substituir as sacolinhas? Se você morasse em uma cidade assim, como faria? Iria pagar para levar as sacolinhas ou encontraria outras alternativas? Quais?

Vamos fazer?

Terça-feira, Agosto 18th, 2009

Quem disse que as coisas não são possíveis de se melhorar ou consertar?

Eis um ótimo exemplo de boa vontade e determinação de se obter um país melhor. A princípio poderia ser só mais uma idéia maluca que se perderia entre tantas outras. Mas não. O que se viu foi uma manifestação clara e linda de amor ao meio ambiente e ao país.

A iniciativa partiu de Toomas Trapido, membro do Parlamento da Estônia, um dos países bálticos da Europa Setentrional. A intenção era mudar completamente a ‘cara’ do país. Para isso era preciso recolher 10 toneladas de lixo em apenas UM dia e reunir, no mínimo 40 mil voluntários. A campanha foi batizada de “Vamos Fazer!”.

O resultado dessa empreitada quase inacreditável você vê no vídeo abaixo. Um exemplo de organização, consciência, logística e principalmente, uma aula de como agir para frear uma situação desesperadora.

E você, para que gostaria que houvesse uma mobilização desse tipo? Deixe sua opinião!

Um continente de Lixo!

Quinta-feira, Agosto 6th, 2009

Chamada de “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico” (The Great Pacific Garbage Patch), a ilha de plástico se localiza a 1600 km a oeste da Califórnia, em uma área de  ciclones criados pela alta pressão das correntes de ar, que produzem uma espécie de redemoinho que atrai e aprisiona o material plástico flutuante.

Não se sabe exatamente como o fenômeno do Grande Depósito de Lixo teve origem, mas estima-se que desde a década de 1950 a quantidade de material aprisionado vem crescendo à razão de 10 vezes a cada década e hoje está estimado em cerca de 5 milhões de toneladas de plástico. Segundo os especialistas, a maior parte do lixo ali presente é proveniente de países altamente industrializados, especialmente Japão e áreas da costa oeste americana.

Com o objetivo de entender um pouco mais sobre o fenômeno, um grupo de pesquisadores partiu nesta terça-feira rumo à montanha de lixo plástico, com o objetivo de estudar mais de perto as características da ilha.

“Esse é o tipo de problema que não está ao alcance dos olhos, mas tem impactos devastadores sobre o oceano”, disse Mary Crowley, co-fundadora do projeto Kaisei, uma expedição feita em parceria com o Instituto de Oceanografia Scripps, ligado à Universidade da Califórnia. Quase todos sabem que o plástico não é totalmente decomposto e que a cada dia se acumula mais na natureza. Grande parte desse material descartado tem como destino certo os mares e oceanos e sua concentração é tão alta que formou uma verdadeira ilha flutuante do tamanho da Inglaterra e que se encontra à deriva no oceano Pacífico.

Crowley navega no Pacífico há mais de 40 anos e diz que a cada dia que passa mais e mais detritos plásticos são vistos. “Sejam garrafas plásticas, barris, brinquedos, material de pesca, todo o tipo de material plástico é observado até mesmo nas ilhas e praias mais remotas”, disse.

Além da expedição Kaisei, outro navio com 20 pesquisadores a bordo partiu no último domingo em direção à ilha. Chamada New Horizon, a expedição é financiada pela Universidade da Califórnia e deverá permanecer na região por tempo indeterminado. Os cientistas farão os primeiros levantamentos de como o plástico acumulado afeta a fauna e a flora marinha, além de realizarem estudos preliminares sobre a viabilidade de limpeza da ilha de lixo.

“Vamos tentar mapear as áreas com maior concentração de material e começar a compreender um pouco mais sobre o problema”, disse Miriam Goldstein, cientista chefe da expedição Scripps. “A equipe de pesquisadores estudarão principalmente o efeito do plástico sobre os fitoplânctons e o possível impacto sobre a alimentação dos cardumes de pequenos peixes.

No entender de Holly Bamford, cientista ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, NOAA, a limpeza do oceano pode ser praticamente impossível. Segundo Bamford, a maior parte dos plásticos é formada por pedaços muito pequenos, que se quebram ainda mais devido à incidência dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, produzindo minúsculos fragmentos similares a confetes.

De acordo com Bamford, esses micro-fragmentos se espalham muito rapidamente e bilhões deles flutuam abaixo da superfície em uma esteira de lixo que já atinge o norte do Havaí, mas podem se espalhar ainda mais devido às correntes e época do ano.

“A localização dos fragmentos é muito difícil de ser determinada. Até entendermos melhor a extensão do dano, o tamanho dos fragmentos e como se movimentam, não seremos capazes de afirmar como esse lixo será removido”.

Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, estima-se que no Pacífico Central existem até 6 quilos de lixo plástico para cada quilo de plâncton e cerca de 46 mil peças de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

Leia a matéria publicada aqui em fevereiro de 2008.

É só jogar fora?

Segunda-feira, Agosto 3rd, 2009

Quando chega o fim da vida útil de artigos eletrônicos, quem deve se responsabilizar pelo descarte adequado desses produtos? Será a população, os fabricantes ou o poder público?
Na verdade todos devem ter sua parcela de comprometimento: os consumidores precisam fazer uso racional desses equipamentos, empresas têm de orientar sobre o destino final dos produtos e cabe ao governo regulamentar esse processo de descarte.

E é justamente esse entendimento de todos os setores que é dificil de conseguir. É preciso um amplo debate entre todos os segmentos sociais, que devem lidar de modo crítico, atento e responsável. Rodrigo Baggio, empreendedor social, fundador e diretor-executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI) afirma que “em geral, numa sociedade cujos atores e setores ainda não se sentem suficientemente autônomos, uns ficam esperando os outros encontrarem uma solução. Então, ninguém toma a questão para si e dá o primeiro passo”.

Marcus Nakagawa, assessor de Sustentabilidade da Philips afirma que a empresa entende a necessidade de se buscar continuamente o melhor aproveitamento dos equipamentos tecnológicos fora de uso. Por isso, a empresa criou o Ciclo Sustentável Philips, um programa destinado a recolher e reciclar os aparelhos eletrônicos da marca que estejam obsoletos. Por enquanto se trata de um projeto piloto em Manaus, mas em breve será estendido a todo Brasil. “Os equipamentos entregues nos postos credenciados receberão a correta destinação e, sempre que possível, a reciclagem. O programa visa minimizar o impacto ambiental e a produção de lixo, promovendo sustentabilidade e bem-estar”.

A sustentabilidade é a garantia de manutenção de mercados e negócios futuros da empresa, completa Nakagawa.

E você, o que faz com seus produtos eletrônicos? Já pensou no destino que esses aparelhos têm?

Pense nisso e dê você também o primeiro passo para um mundo melhor!