O transporte de alimentos no mundo vem se tornando um dos maiores emissores de gases que contribuem para o aquecimento global. A globalização e a eficiência dos meios de transporte globais tem tornado o mercado mundial de alimentos num grande absurdo.
Tomemos por exemplo o bacalhau pescado na Noruega. Após a pesca, o bacalhau é enviado para a China para ser transformado em filés e então enviado de volta para a Noruega para ser vendido. Tudo isso em busca de mão-de-obra mais barata. Este é apenas um dos muitos exemplos dessa prática que tem se tornado comum no mundo todo.
Mas essa prática mundial pode ter um preço muito maior que o taxado nas prateleiras dos supermercados. A poluição causada por esse transporte é o principal causador dos efeitos do aquecimento global.
Segundo antigos acordos comerciais ainda vigentes hoje, o combustível para carga internacional transportada por mar ou ar não é taxado. Agora, muitos economistas, ambientalistas e políticos dizem que é hora de fazer com que as transportadoras e consumidores paguem pela poluição, por meio de impostos e outras medidas.
Algumas grandes empresas de alimentos já estudam colocar nos rótulos, ao lado da quantidade calórica dos produtos, o rastro de carbono que o produto produziu até ser colocado nas prateleiras.
Não sejamos ingênuos para achar que podemos frear a globalização ou estancar por completo essas práticas, mas será que um pouco de bom senso nos faria mal?
Cada vez consumistas, temos a tendência de ter cada vez mais aparelhos de todo o tipo, a maioria alimentado por baterias. Já sabemos que uma vez jogados no lixo comum, esses produtos podem poluir o solo e a água com seus componentes químicos e tóxicos.
Porém, uma equipe brasileira, vencedora da FEBRACE e que está representando o Brasil na ISEF 2008, pesquisou e descobriu uma maneira muito singular de dar outra destinação a esses componentes.
Os 3 estudantes - Camila da Silva Bruzadelli, Alan Juliano de Andrade e Deborah Asbahr - de Limeira, descobriram uma maneira de reciclar pilhas e baterias e aproveitar a pasta eletrolítica, um dos materiais existentes nesses produtos e que contém metais pesados, tais como: zinco, manganês e ferro. Com a pasta eletrolítica foi produzida uma mistura de óxidos metálicos que pode ser utilizada na pigmentação de cerâmica. O pigmento de coloração salmão pode ser usado tanto misturado com outros pigmentos quanto inteiramente na sua pigmentação original.
Só no Estado de São Paulo, 192 milhões de baterias são utilizadas a cada ano, sendo reciclada apenas uma pequena fração disso. O “desmonte” da pilha ainda proporciona a reciclagem de outros produtos, como o papelão, plástico, aço e grafite.
Parabéns aos 3 estudantes. Nós e o meio ambiente agradecemos!
Para resolver o crônico problema de abastecimento de água no país, a China investiu 125 bilhões de dólares em serviços de tratamento e purificação de água. Por uma infeliz combinação de desperdício, falta de planejamento, educação ambiental e um vertiginoso aumento na demanda de água, a China é um dos países que mais sofrem com a escassez de água. Quase 70% dos rios e lagos estão poluídos e o sistema de distribuição é extremamente defasado.
Com a economia crescendo em níveis astronômicos, a China percebeu que algo precisava ser feito. O investimento dessa fortuna deverá sanar os atuais problemas nos próximos três anos. Uma das grandes obras do pacote envolve o fornecimento de tecnologia a uma fábrica capaz de reciclar e filtrar mais de 80 mil metros cúbicos de água por dia.
Se a água vem se tornando mais valiosa no mundo inteiro, na China a situação é ainda mais grave. Os chineses detêm 7% dos recursos hídricos do mundo e 21% dos habitantes do planeta! Só para exemplificar, o nível de água per capita na China é de 2.127 metros cúbicos por ano contra 45.039 metros cúbicos do Brasil.
A China sofre também com a falta de estrutura de fornecimento adequada, razão pela qual menos de 15% de sua população tem água potável em suas torneiras. Dois terços das 600 maiores cidades chinesas não têm sequer abastecimento regular. Para completar o quadro de problemas, há carência de uma boa rede de serviços de tratamento de resíduos agrícolas, domésticos e industriais, o que contribuiu para a poluição que vem destruindo as fontes limpas e tornando o país um campeão absoluto em maltratar o ambiente.
“Lago na China”
Com o ritmo de crescimento econômico chinês, o consumo de água aumentou em 20% nos últimos 25 anos. Mudou também o perfil de utilização. Se antes o setor industrial consumia apenas 7% da água disponível, agora já chega a 25% de participação. A demanda é tão grande que as fontes de água já não conseguem mais suprir as necessidades internas e muitas das fontes já dão sinais de esgotamento.
Em 2006, o governo começou a fazer uma seriíssima campanha para economizar água. A preocupação, ainda que tardia, é essencial para a economia da China e principalmente para o meio ambiente. Se não foi por consciência ecológica que os chineses tomaram providências a esse respeito, que seja pela pressão da economia. Uma coisa é fato: A natureza cobra todo o mal que fizermos a ela. A pergunta que sempre fica é: Até quando vamos pagar?
Mais um genial vídeo da WWF que, em poucos segundos, consegue dar a dimensão exata que nossos atos têm sobre o meio ambiente.
“Se você acha que a poluição não afeta você, pense novamente”.
Recado dado!
Há algumas semanas o Vaticano publicou uma nova listagem com sete pecados do mundo moderno, assim como aconteceu com as novas sete maravilhas do mundo. Graças a Deus, a poluição ao meio ambiente é um deles, ao lado do tráfico de drogas, experimentos com humanos, pedofilia, ser excessivamente rico, aborto e causar injustiça social.
Portanto, não é brincadeira o título desse post. Esses pecados são agora classificados como pecados mortais!
Já era de se esperar que o Vaticano entrasse nessa guerra contra a poluição e a degradação do planeta. Alertam os especialistas que o Vaticano deve dar mais ênfase à proteção do meio ambiente nos próximos anos e a inclusão como pecado é apenas um pequeno passo em direção a isso. Ainda bem que a Igreja começou a se preocupar mais com a maior obra do criador.
Que chegue o dia em que o meio ambiente seja discutido amplamente nas igrejas – em todas as religiões – e realmente faça parte do nosso cotidiano.
De acordo com um relatório recém publicado pela UCSB’s, mais de 40% dos oceanos do mundo estão fortemente impactados. Apenas algumas áreas ainda estão intactas.
O relatório levou 4 anos pra ficar pronto e resultou em 17 modelos da terra. Cada um dos diferentes modelos mostra os danos causados por atividades humanas, como a poluição e a pesca. Os diferentes modelos têm sido fundidos num só mostrando o efeito global. O resultado é assustador!
Um dos autores do relatório, o ecologista e biólogo marinho Benjamin Halpern, explica que foram levados em conta todos os tipos de atividades humanas que direta ou indiretamente causem impacto nos ecossistemas do oceano. Podemos comparar as diferentes localizações para determinar as regiões mais e menos afetadas.
As regiões mais afetadas (em vermelho e laranja no mapa) estão no Mar do Norte, do Sul e do Leste da China Marítima, bem como o Mar Bering. Grande parte da zona costeira da Europa, América do Norte, Caribe e Sudeste da Ásia.
As áreas menos afetadas são os pólos ( em azul e verde no mapa), a costa norte da Austrália, e algumas pequenas porções de mar na costa da América do Sul, África, Indonésia e no Pacífico tropical.
Tire as suas próprias as conclusões do que estamos fazendo com o planeta! Leia mais.
Uma série de medidas – infelizmente paliativas - estão sendo tomadas para evitar uma grande vergonha durante as Olimpíadas da China. Reconhecidamente uma nação com alto grau de poluição e pouca atenção com o meio ambiente, a China mostra claros sinais de preocupação com a repercussão negativa que isso pode dar ao país.
Pequim - foto do mesmo lugar. A primeira (mais clara) após chover; a segunda em um dia de “sol”.
O ar da capital chinesa tem quase cinco vezes mais poluentes do que é considerado seguro pelos padrões da Organização Mundial de Saúde. A China abriga 16 das 20 cidades mais poluidoras do mundo. Segundo correspondente da BBC James Reynolds, é possível passar vários dias sem ver o sol em Pequim. Em nível olímpico, esse aspecto pode afetar muito o desempenho dos atletas durante as provas.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) já anunciou que pode adiar algumas provas caso os nível de poluição ameace a saúde dos atletas.
Entre as medidas urgentes que estão sendo tomadas, está a proibição do uso de carros por um dia para minimizar a poluição e a divulgação de uma lista negra com as 30 empresas mais poluidoras.
Infelizmente, na China ainda não há políticas mais comprometidas para conservar o meio ambiente. O que nos resta é esperar que a Olimpíada, além de trazer muitas medalhas para o Brasil, traga também um pouco mais de consciência ambiental aos chineses.
Mais um bom exemplo ambiental vem da Europa. A partir do começo desse ano, os carros que não tiverem um adesivo de identificação não poderão trafegar em alguns trechos específicos de algumas cidades da Alemanha. São as “zonas verdes”.
Esse adesivo identificará os veículos que estão com os seus níveis de emissão de gases em estado normal, sem agredir em demasia o meio ambiente. A multa pra quem desrespeitar essa nova lei é de cerca de 120 reais (40 €). Ainda em uma fase experimental, o projeto visa incentivar outras formas de transporte menos poluentes e o transporte público.
As zonas verdes já estão implementadas em três cidades: Berlim, Colônia e Hannover. A política visa incluir mais 21 cidades até o final de 2008 e tem o objetivo de ter pelo menos 15% de seu trafego composto por bicicletas até o ano de 2010. Para os veículos registrados em países da Comunidade Européia o preço do adesivo será de 29,80 €. Já para veículos de outros países o preço sobe para 39,80 €.
No mundo todo as políticas de transporte público e limitações ao tráfego de veículos aumentam. Surgem soluções inovadoras que agradam e desagradam ao mesmo tempo, mas, sem dúvida, fazem bem ao meio ambiente. O curioso é saber que o Brasil vem batendo recorde de venda de automóveis, ano após ano, e nenhuma política ambiental é implementada. Curioso, não?
O que você acha disso? Você acha possível esse tipo de política no Brasil?
60 segundos para salvar a Terra. Parece pouco, mas muitos candidatos se aventuraram, fizeram vídeos – bastante criativos – e o vencedor foi anunciado: Dave Schlafman fez um vídeo de animação onde elefantes caem do céu.
Não entendeu? Assista!