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O que é lixo?

Segunda-feira, Abril 19th, 2010

Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado. A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.

O projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.

O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que “o novo processo sustentável” tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.

E a gente ainda insiste em chamar plástico de lixo. Lixo só é lixo quando é jogado na natureza de forma irregular!

Reduza, Reuse e Recicle!

Reciclando fraldas…

Segunda-feira, Novembro 16th, 2009

Todas as vezes que pensamos em fraldas é dificil de não associar com um bebê lindo sorrindo pra você. Porém, vocês não imaginam o impacto ambiental que essas “pessoinhas” - na verdade não são eles, e sim nós! - podem causar no meio ambiente.

Só nos Estados Unidos são jogadas fora cerca de 27 bilhões de fraldas todos os anos, que vão parar nos aterros e poluem a terra com materiais como papel e plástico.

Pensando nisso, duas empresas britânicas, a Versus Energy e a Knowaste, se juntaram para construir a primeira usina de reciclagem de fraldas do mundo. Além de evitar que as fraldas continuem a poluir os aterros, a usina irá funcionar com energia criada da matéria orgânica que vem junto com as fraldas.

As fraldas serão trituradas, lavadas, higienizadas e separadas em material orgânico, papel e plástico que encontrarão nova utilidade como telhas, solas de sapato, papel de parede e muitas outras finalidades. A água utilizada no processo será tratada e reutilizada.

A primeira usina, das cinco programadas, começará a funcionar em maio de 2010 em Birmingham na Inglaterra. As fraldas serão recolhidas em creches, asilos e hospitais.

Conhece algum serviço similar a esse aqui no Brasil?

Um continente de Lixo!

Quinta-feira, Agosto 6th, 2009

Chamada de “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico” (The Great Pacific Garbage Patch), a ilha de plástico se localiza a 1600 km a oeste da Califórnia, em uma área de  ciclones criados pela alta pressão das correntes de ar, que produzem uma espécie de redemoinho que atrai e aprisiona o material plástico flutuante.

Não se sabe exatamente como o fenômeno do Grande Depósito de Lixo teve origem, mas estima-se que desde a década de 1950 a quantidade de material aprisionado vem crescendo à razão de 10 vezes a cada década e hoje está estimado em cerca de 5 milhões de toneladas de plástico. Segundo os especialistas, a maior parte do lixo ali presente é proveniente de países altamente industrializados, especialmente Japão e áreas da costa oeste americana.

Com o objetivo de entender um pouco mais sobre o fenômeno, um grupo de pesquisadores partiu nesta terça-feira rumo à montanha de lixo plástico, com o objetivo de estudar mais de perto as características da ilha.

“Esse é o tipo de problema que não está ao alcance dos olhos, mas tem impactos devastadores sobre o oceano”, disse Mary Crowley, co-fundadora do projeto Kaisei, uma expedição feita em parceria com o Instituto de Oceanografia Scripps, ligado à Universidade da Califórnia. Quase todos sabem que o plástico não é totalmente decomposto e que a cada dia se acumula mais na natureza. Grande parte desse material descartado tem como destino certo os mares e oceanos e sua concentração é tão alta que formou uma verdadeira ilha flutuante do tamanho da Inglaterra e que se encontra à deriva no oceano Pacífico.

Crowley navega no Pacífico há mais de 40 anos e diz que a cada dia que passa mais e mais detritos plásticos são vistos. “Sejam garrafas plásticas, barris, brinquedos, material de pesca, todo o tipo de material plástico é observado até mesmo nas ilhas e praias mais remotas”, disse.

Além da expedição Kaisei, outro navio com 20 pesquisadores a bordo partiu no último domingo em direção à ilha. Chamada New Horizon, a expedição é financiada pela Universidade da Califórnia e deverá permanecer na região por tempo indeterminado. Os cientistas farão os primeiros levantamentos de como o plástico acumulado afeta a fauna e a flora marinha, além de realizarem estudos preliminares sobre a viabilidade de limpeza da ilha de lixo.

“Vamos tentar mapear as áreas com maior concentração de material e começar a compreender um pouco mais sobre o problema”, disse Miriam Goldstein, cientista chefe da expedição Scripps. “A equipe de pesquisadores estudarão principalmente o efeito do plástico sobre os fitoplânctons e o possível impacto sobre a alimentação dos cardumes de pequenos peixes.

No entender de Holly Bamford, cientista ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, NOAA, a limpeza do oceano pode ser praticamente impossível. Segundo Bamford, a maior parte dos plásticos é formada por pedaços muito pequenos, que se quebram ainda mais devido à incidência dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, produzindo minúsculos fragmentos similares a confetes.

De acordo com Bamford, esses micro-fragmentos se espalham muito rapidamente e bilhões deles flutuam abaixo da superfície em uma esteira de lixo que já atinge o norte do Havaí, mas podem se espalhar ainda mais devido às correntes e época do ano.

“A localização dos fragmentos é muito difícil de ser determinada. Até entendermos melhor a extensão do dano, o tamanho dos fragmentos e como se movimentam, não seremos capazes de afirmar como esse lixo será removido”.

Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, estima-se que no Pacífico Central existem até 6 quilos de lixo plástico para cada quilo de plâncton e cerca de 46 mil peças de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

Leia a matéria publicada aqui em fevereiro de 2008.

Sacolas Plásticas: vamos evitá-las!

Quarta-feira, Janeiro 14th, 2009

Acho que a maioria de vocês sabe que o plástico é um dos grandes vilões da poluição. Anteriormente foi publicado aqui que por causa do plástico, dois novos continentes estão sendo formado nos oceanos da Terra (veja). Já é possível ver algum esforço da indústria para frear o excessivo uso de materiais plásticos, mas estamos longe do que poderia ser considerado ideal.
O vídeo abaixo é uma aula de como podemos reduzir nosso consumo de plástico e ajudar o meio ambiente.
Não deixe de ver e siga as instruções.
O planeta agradece.

“Homem do impacto zero”

Quinta-feira, Junho 26th, 2008

Já faz algum tempo que queria escrever sobre o No Impact Man, ou “Homem do impacto zero“. Colin Beavan é um americano que vive na Carolina do Norte com sua mulher - ambos escritores -, uma filha e um cachorro. Seria uma família completamente normal se eles não tivessem aceitado o desafio de viver sob regras extremamente rígidas para zerar seu impacto sobre meio ambiente. O projeto, que teve duração de 1 ano, começou em dezembro de 2006, quando a família foi morar em Nova York.

A fórmula básica usada pela família é “impacto negativo + impacto positivo = impacto zero”.

A iniciativa é formada por três etapas para limitar o consumo de produtos e diminuir a produção de lixo. Na primeira etapa, a família tem que aprender a viver sem produzir lixo. São proibidos produtos descartáveis ou qualquer tipo de embrulho. No banheiro, nada de papel higiênico. Usa-se água.

Na segunda fase, eles precisam diminuir o impacto ambiental causado pelos alimentos escolhidos. É dada preferência à comida produzida localmente. Ficam de fora os produtos importados ou que tenham sido transportados de outras regiões do país.
E, por último, reduzir o consumo para o mínimo necessário e de forma sustentável. Para evitar as emissões de dióxido de carbono, o casal fica longe de carros ou do metrô.

Pode parecer maluco à primeira vista, mas uma breve visita ao seu diário (em inglês), nos dá a dimensão exata de que podemos fazer pequenas coisas que ajudariam muito a diminuir a degradação ao meio ambiente.

Agora que o projeto acabou, Colin está na fase de avaliar suas atitudes, sem causar nenhum dano adicional ao planeta. Para isso, ele procura compensar as atitudes que têm um impacto negativo com outras que tenham um impacto positivo.

Já voltou a viver normalmente, mas ainda vive sob algumas regras. Voltou a usar a máquina de lavar, mas sem água quente. Mantém a temperatura da geladeira no mínimo possível, apaga as luzes que não estão sendo usadas e tira da tomada os aparelhos que não estão sendo utilizados. Decidiu abolir a TV e o ar condicionado, além de usar apenas energia eólica.

E aí, será que você conseguiria viver assim?

Fonte: Faça a sua parte

Patos de Borracha!

Terça-feira, Fevereiro 19th, 2008

Impossível não achar graça de uma dúzia de patos de borracha “nadando” em pleno oceano. Mas, infelizmente, esta notícia é só um exemplo de uma questão sistêmica e preocupante.
De acordo com pesquisadores, há, no Oceano Pacífico, dois novos continentes sendo formados. A quantidade de produtos de plástico jogados ao mar já supera duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo. Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de plástico.
Isso está acontecendo, entre outros tantos – e mais sérios! - motivos, pelo naufrágio de um navio que vinha da China com destino a Seattle carregado de brinquedos. O Naufrágio foi em 1992 e os destroços (patos!) já deram a volta ao mundo e ainda vagam pelos oceanos.


Tartaruga deformada por causa de um “anel” de plástico!

Mas, infelizmente, esse novo “continente de plástico” não é só fruto desse acidente. Entre os produtos mais achados no mar estão embalagens de salgados e biscoitos, sacos de supermercado e garrafas pets.

Duas pequenas ações podem frear drasticamente o crescimento desse tipo de lixo:
1) Evite o plástico quando for possível.
2) Quando não puder evitar, recicle!

Alguns fatos interessantes sobre o plástico:

  • É feito de petróleo.
  • Apenas 20% do plástico encontrado nos oceanos caiu de embarcações ou foram jogados diretamente no mar. O restante foi jogado em terra.
  • 30 resíduos de plástico é a média encontrada em estômagos de aves-marinhas.
  • Foram encontrados milhares de copos de plástico nos destroços do Titanic.
  • Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do oceano pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton.
  • Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de pessoas indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.
  • No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país.
  • Não é biodegradável, mas é 100% reciclável e leva mais de 100 anos para se decompor. O plástico reciclado transforma-se em matéria prima.