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“Homem do impacto zero”

Quinta-feira, Junho 26th, 2008

Já faz algum tempo que queria escrever sobre o No Impact Man, ou “Homem do impacto zero“. Colin Beavan é um americano que vive na Carolina do Norte com sua mulher - ambos escritores -, uma filha e um cachorro. Seria uma família completamente normal se eles não tivessem aceitado o desafio de viver sob regras extremamente rígidas para zerar seu impacto sobre meio ambiente. O projeto, que teve duração de 1 ano, começou em dezembro de 2006, quando a família foi morar em Nova York.

A fórmula básica usada pela família é “impacto negativo + impacto positivo = impacto zero”.

A iniciativa é formada por três etapas para limitar o consumo de produtos e diminuir a produção de lixo. Na primeira etapa, a família tem que aprender a viver sem produzir lixo. São proibidos produtos descartáveis ou qualquer tipo de embrulho. No banheiro, nada de papel higiênico. Usa-se água.

Na segunda fase, eles precisam diminuir o impacto ambiental causado pelos alimentos escolhidos. É dada preferência à comida produzida localmente. Ficam de fora os produtos importados ou que tenham sido transportados de outras regiões do país.
E, por último, reduzir o consumo para o mínimo necessário e de forma sustentável. Para evitar as emissões de dióxido de carbono, o casal fica longe de carros ou do metrô.

Pode parecer maluco à primeira vista, mas uma breve visita ao seu diário (em inglês), nos dá a dimensão exata de que podemos fazer pequenas coisas que ajudariam muito a diminuir a degradação ao meio ambiente.

Agora que o projeto acabou, Colin está na fase de avaliar suas atitudes, sem causar nenhum dano adicional ao planeta. Para isso, ele procura compensar as atitudes que têm um impacto negativo com outras que tenham um impacto positivo.

Já voltou a viver normalmente, mas ainda vive sob algumas regras. Voltou a usar a máquina de lavar, mas sem água quente. Mantém a temperatura da geladeira no mínimo possível, apaga as luzes que não estão sendo usadas e tira da tomada os aparelhos que não estão sendo utilizados. Decidiu abolir a TV e o ar condicionado, além de usar apenas energia eólica.

E aí, será que você conseguiria viver assim?

Fonte: Faça a sua parte

Patos de Borracha!

Terça-feira, Fevereiro 19th, 2008

Impossível não achar graça de uma dúzia de patos de borracha “nadando” em pleno oceano. Mas, infelizmente, esta notícia é só um exemplo de uma questão sistêmica e preocupante.
De acordo com pesquisadores, há, no Oceano Pacífico, dois novos continentes sendo formados. A quantidade de produtos de plástico jogados ao mar já supera duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo. Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de plástico.
Isso está acontecendo, entre outros tantos – e mais sérios! - motivos, pelo naufrágio de um navio que vinha da China com destino a Seattle carregado de brinquedos. O Naufrágio foi em 1992 e os destroços (patos!) já deram a volta ao mundo e ainda vagam pelos oceanos.


Tartaruga deformada por causa de um “anel” de plástico!

Mas, infelizmente, esse novo “continente de plástico” não é só fruto desse acidente. Entre os produtos mais achados no mar estão embalagens de salgados e biscoitos, sacos de supermercado e garrafas pets.

Duas pequenas ações podem frear drasticamente o crescimento desse tipo de lixo:
1) Evite o plástico quando for possível.
2) Quando não puder evitar, recicle!

Alguns fatos interessantes sobre o plástico:

  • É feito de petróleo.
  • Apenas 20% do plástico encontrado nos oceanos caiu de embarcações ou foram jogados diretamente no mar. O restante foi jogado em terra.
  • 30 resíduos de plástico é a média encontrada em estômagos de aves-marinhas.
  • Foram encontrados milhares de copos de plástico nos destroços do Titanic.
  • Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do oceano pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton.
  • Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de pessoas indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.
  • No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país.
  • Não é biodegradável, mas é 100% reciclável e leva mais de 100 anos para se decompor. O plástico reciclado transforma-se em matéria prima.