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Não é o que parece ser

Segunda-feira, Maio 17th, 2010

Você pode até achar que essas fotos são de alguma exposição de algum artista que gosta de temas abstratos. Porém, acredite, isso é ciência!

O professor de oceaonografia Iakov Afanassiev, da Universidade de Newfoundland, Canadá, conseguiu recriar a dinâmica dos oceanos em laboratório, usando uma plataforma rotatória de fluidos. Um filtro colorido acima da plataforma permite aos pesquisadores codificar a topografia da superfície líquida e os movimentos aparecem em diferentes cores.

A forma e a rotação da Terra são cruciais na dinâmica dos oceanos e a plataforma de Afanassiev reproduz ambas. O centro seria o Polo Norte. Uma câmera registra esse o oceano fluorescente de fluidos.

Os pesquisadores recriaram uma onda de escala planetária conhecida como onda Rossby, que viaja do lado leste para o oeste do oceano. O oceano tem um papel importante sobre o clima. Este experimento permite aos cientistas observar suas dinâmicas e medir com detalhes sua velocidade e direção. Os resultados podem ser usados para melhorar os modelos matemáticos de processos climáticos e criar padrões que ajudarão pesquisas sobre o clima.

Mesmo que não tenhamos entendido nada (eu não entendi!), é incrível, não?

Tem alguém aí pra explicar? Obrigado. :-(

Que coisa feia…

Segunda-feira, Março 1st, 2010

Como já publicado anteriormente aqui, uma enorme quantidade de lixo - em sua maioria lixo plástico - está se formando no meio do Oceano Atlântico.

A descoberta, que lembra a já conhecida “grande mancha de lixo do Pacífico”, foi revelada em um encontro científico em Portland, nos Estados Unidos.”Nós encontramos uma região mais ou menos ao norte do Oceano Atlântico onde estes resíduos parecem estar concentrados e permanecem durante longos períodos”, disse Kara Lavender Law.

Segundo ela, mais de 80% do lixo plástico foram encontrados na região entre 22 e 38 graus norte. “Ou seja,temos uma latitude onde o lixo parece se acumular”, concluiu a pesquisadora. O estudo, o mais longo sobre o tema, foi realizado ao longo de 22 anos.

Para determinarem a presença de resíduos plásticos nos oceanos, uma equipe da SEA coletou os materiais em redes de malha fina. Ao total, foram 6.100 reboques na região do Caribe e do Atlântico Norte - e mais de 64.000 pedaços de plástico coletados.

E o mais incrível é que nós continuamos a jogar esse tipo de lixo no mar, na rua, nos rios, etc. É inacreditável. Veja algumas fotos que mostram bem do que o plástico é capaz.


 Bonito, não?

As espécies mais aterrorizantes do mar!

Terça-feira, Fevereiro 23rd, 2010

E precisa escrever alguma coisa?

Impacto nos oceanos

Quarta-feira, Março 12th, 2008

De acordo com um relatório recém publicado pela UCSB’s, mais de 40% dos oceanos do mundo estão fortemente impactados. Apenas algumas áreas ainda estão intactas.

O relatório levou 4 anos pra ficar pronto e resultou em 17 modelos da terra. Cada um dos diferentes modelos mostra os danos causados por atividades humanas, como a poluição e a pesca. Os diferentes modelos têm sido fundidos num só mostrando o efeito global. O resultado é assustador!


Um dos autores do relatório, o ecologista e biólogo marinho Benjamin Halpern, explica que foram levados em conta todos os tipos de atividades humanas que direta ou indiretamente causem impacto nos ecossistemas do oceano. Podemos comparar as diferentes localizações para determinar as regiões mais e menos afetadas.

As regiões mais afetadas (em vermelho e laranja no mapa) estão no Mar do Norte, do Sul e do Leste da China Marítima, bem como o Mar Bering. Grande parte da zona costeira da Europa, América do Norte, Caribe e Sudeste da Ásia.

As áreas menos afetadas são os pólos ( em azul e verde no mapa), a costa norte da Austrália, e algumas pequenas porções de mar na costa da América do Sul, África, Indonésia e no Pacífico tropical.

Tire as suas próprias as conclusões do que estamos fazendo com o planeta! Leia mais.

Patos de Borracha!

Terça-feira, Fevereiro 19th, 2008

Impossível não achar graça de uma dúzia de patos de borracha “nadando” em pleno oceano. Mas, infelizmente, esta notícia é só um exemplo de uma questão sistêmica e preocupante.
De acordo com pesquisadores, há, no Oceano Pacífico, dois novos continentes sendo formados. A quantidade de produtos de plástico jogados ao mar já supera duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo. Para cada quilo de algas marinhas e plâncton, há pelo menos seis quilos de plástico.
Isso está acontecendo, entre outros tantos – e mais sérios! - motivos, pelo naufrágio de um navio que vinha da China com destino a Seattle carregado de brinquedos. O Naufrágio foi em 1992 e os destroços (patos!) já deram a volta ao mundo e ainda vagam pelos oceanos.


Tartaruga deformada por causa de um “anel” de plástico!

Mas, infelizmente, esse novo “continente de plástico” não é só fruto desse acidente. Entre os produtos mais achados no mar estão embalagens de salgados e biscoitos, sacos de supermercado e garrafas pets.

Duas pequenas ações podem frear drasticamente o crescimento desse tipo de lixo:
1) Evite o plástico quando for possível.
2) Quando não puder evitar, recicle!

Alguns fatos interessantes sobre o plástico:

  • É feito de petróleo.
  • Apenas 20% do plástico encontrado nos oceanos caiu de embarcações ou foram jogados diretamente no mar. O restante foi jogado em terra.
  • 30 resíduos de plástico é a média encontrada em estômagos de aves-marinhas.
  • Foram encontrados milhares de copos de plástico nos destroços do Titanic.
  • Em 2002, o oceanógrafo americano Charles Moore vasculhou uma área de 800 quilômetros quadrados do oceano pacífico e encontrou 4,5 quilos de resíduos plásticos flutuando no mar para cada meio quilo de plâncton.
  • Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de pessoas indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.
  • No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país.
  • Não é biodegradável, mas é 100% reciclável e leva mais de 100 anos para se decompor. O plástico reciclado transforma-se em matéria prima.