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Um continente de Lixo!

Quinta-feira, Agosto 6th, 2009

Chamada de “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico” (The Great Pacific Garbage Patch), a ilha de plástico se localiza a 1600 km a oeste da Califórnia, em uma área de  ciclones criados pela alta pressão das correntes de ar, que produzem uma espécie de redemoinho que atrai e aprisiona o material plástico flutuante.

Não se sabe exatamente como o fenômeno do Grande Depósito de Lixo teve origem, mas estima-se que desde a década de 1950 a quantidade de material aprisionado vem crescendo à razão de 10 vezes a cada década e hoje está estimado em cerca de 5 milhões de toneladas de plástico. Segundo os especialistas, a maior parte do lixo ali presente é proveniente de países altamente industrializados, especialmente Japão e áreas da costa oeste americana.

Com o objetivo de entender um pouco mais sobre o fenômeno, um grupo de pesquisadores partiu nesta terça-feira rumo à montanha de lixo plástico, com o objetivo de estudar mais de perto as características da ilha.

“Esse é o tipo de problema que não está ao alcance dos olhos, mas tem impactos devastadores sobre o oceano”, disse Mary Crowley, co-fundadora do projeto Kaisei, uma expedição feita em parceria com o Instituto de Oceanografia Scripps, ligado à Universidade da Califórnia. Quase todos sabem que o plástico não é totalmente decomposto e que a cada dia se acumula mais na natureza. Grande parte desse material descartado tem como destino certo os mares e oceanos e sua concentração é tão alta que formou uma verdadeira ilha flutuante do tamanho da Inglaterra e que se encontra à deriva no oceano Pacífico.

Crowley navega no Pacífico há mais de 40 anos e diz que a cada dia que passa mais e mais detritos plásticos são vistos. “Sejam garrafas plásticas, barris, brinquedos, material de pesca, todo o tipo de material plástico é observado até mesmo nas ilhas e praias mais remotas”, disse.

Além da expedição Kaisei, outro navio com 20 pesquisadores a bordo partiu no último domingo em direção à ilha. Chamada New Horizon, a expedição é financiada pela Universidade da Califórnia e deverá permanecer na região por tempo indeterminado. Os cientistas farão os primeiros levantamentos de como o plástico acumulado afeta a fauna e a flora marinha, além de realizarem estudos preliminares sobre a viabilidade de limpeza da ilha de lixo.

“Vamos tentar mapear as áreas com maior concentração de material e começar a compreender um pouco mais sobre o problema”, disse Miriam Goldstein, cientista chefe da expedição Scripps. “A equipe de pesquisadores estudarão principalmente o efeito do plástico sobre os fitoplânctons e o possível impacto sobre a alimentação dos cardumes de pequenos peixes.

No entender de Holly Bamford, cientista ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, NOAA, a limpeza do oceano pode ser praticamente impossível. Segundo Bamford, a maior parte dos plásticos é formada por pedaços muito pequenos, que se quebram ainda mais devido à incidência dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, produzindo minúsculos fragmentos similares a confetes.

De acordo com Bamford, esses micro-fragmentos se espalham muito rapidamente e bilhões deles flutuam abaixo da superfície em uma esteira de lixo que já atinge o norte do Havaí, mas podem se espalhar ainda mais devido às correntes e época do ano.

“A localização dos fragmentos é muito difícil de ser determinada. Até entendermos melhor a extensão do dano, o tamanho dos fragmentos e como se movimentam, não seremos capazes de afirmar como esse lixo será removido”.

Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, estima-se que no Pacífico Central existem até 6 quilos de lixo plástico para cada quilo de plâncton e cerca de 46 mil peças de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

Leia a matéria publicada aqui em fevereiro de 2008.

E a natureza se vinga…

Sexta-feira, Março 20th, 2009

Ler notícias como essa, na Folha Online, me deixa com a nítida impressão de que a culpa é nossa. Pode até ser um evento natural, como tantos que ocorreram durante toda a história, mas ainda acho que temos muito a ver com isso. Destaque para o sangue frio dos cientistas que filmaram o ocorrido. Vocês teriam coragem?

Leia a matéria e veja o vídeo!

A ilha de Tonga, no oceano Pacífico, foi sacudida por um forte terremoto de 7,9 graus na escala Richter na manhã desta sexta feira, o que levou as autoridades a dispararem um alerta de tsunami na região. Ninguém foi ferido e nenhum dano foi localizado.

“Não houve danos ou aumento do nível do mar. As crianças foram avisadas para voltar para casa, e os pais estão agora pegando seus filhos”, disse um jornalista à radio FM96, de Fiji.

O tremor de terra aconteceu a cerca de 200 km a sudeste da capital de Tonga, Nukualofa, a uma profundidade de 10 km, informou o Instituto de Geologia dos Estados Unidos.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, com sede no Havaí, emitiu um alerta de tsunami para Tonga e ilhas vizinhas, tendo relatado que dados sobre o nível do mar confirmaram que uma onda potencialmente destruidora foi gerada pelo terremoto.

Estações de rádio de Tonga transmitiram avisos de que era possível que um tsunami atingisse a ilha, e que as pessoas deviam afastar-se das vilas costeiras, mas a polícia e moradores informaram que nenhuma onda gigante foi vista.

O Centro de Tsunamis também advertiu que o nível do mar poderia subir em algumas zonas costeiras do Havaí, com fortes correntes durante várias horas. Craig Miller, sismólogo da Nova Zelândia, disse que “um tremor leve” foi relatado por moradores, na costa leste da Ilha Norte da Nova Zelândia –a mais de 3.000 km do epicentro do terremoto.

Em dezembro de 2004, um grande terremoto na costa da ilha de Sumatra provocou um tsunami que matou mais de 230 mil pessoas, atingindo toda a costa do oceano Índico.