Quando nos deparamos com erupções de vulcões, pensamos logo em calamidade, em problemas ou algo que, se pudéssemos, evitaríamos a todo custo.
A Scientif American publicou recentemente a notícia que a famosa erupção do Monte Santa Helena pode ter sido o início de muitas coisas. Para se ter uma ideia, com a erupção do vulcão, a costa noroeste do Pacífico baixou cerca de 400 metros em questão de segundos, levando consigo árvores suficientes para a construção de 300 mil casas de dois dormitórios. Também foram aniquiladas 200 residências, 57 vidas humanas e a maior parte da vida selvagem visível num raio de 596 quilômetros quadrados. Uma tragédia?
Sim e não.
Óbvio é que de se lamentar as perdas imediatas de muitas vidas e a tragédia que isso trouxe para milhares de pessoas. Porém, cientistas descobriram que as perdas devastadoras haviam dado espaço a ganhos memoráveis, tanto em termos de produtividade do ecossistema quanto de avanço científico.
Plantas e animais que nunca puderam sobreviver sob as fechadas copas das árvores ou aos predadores dominantes, acharam um ecossistema perfeito - ainda melhor que antes - para dar início a novas formas de vida.
Com os anos, as áreas intocadas pelo homem após a erupção geraram maior biodiversidade do que os lugares onde procuraram acelerar a revitalização tentando salvar árvores mortas ou plantando novas.
Incrível, não? É a natureza renovando o que o homem destrói…
Qual a última vez que você pegou ou deu carona com um desconhecido?
Talvez essa seja apenas uma lembrança longínqua da sua adolescência…
O que importa é que isso pode ser uma ótima solução para o caos das grandes cidades. Não só para diminuir o trânsito, mas também para evitar a emissão de milhões de toneladas de CO2. Está no ar o TipCar.
A ideia é simples: Você se cadastra rapidamente no site e oferece ou pede carona. Outras pessoas que têm o mesmo trajeto que você vão ver. Aí você localiza sua carona de forma rápida e inteligente. E pode usar todas as redes sociais - Comunidades TipCar, Orkut, Twitter, etc - para identificar o parceiro ideal ao seu perfil. Não se preocupe: você é quem decide como e com quem vai. E você ainda pode dividir os gastos.
E aí, queremos saber: o que te impede de dar ou pegar uma carona?
Comercial da WWF que mostra a ‘contribuição’ que grandes marcas deram ao meio ambiente e ao planeta. Mesmo que tenham sumido economicamente do mapa, continuarão a assombrar durante muito tempo…
A criação é da DM9DDB.
O anúncio abaixo, como no filme, refere-se a uma empresa falida também. No caso, a Enron, que foi a protagonista de uma dos maiores escandalos da história americana.
A mudança foi drástica: de antigo estacionamento para um centro de facilidades para ciclistas.
Essa foi a proposta vencedora do prêmio de Design Sustentável 2010, nos EUA. A ideia foi da arquiteta Annie Scheel.
O projeto oferece serviços específicos para ciclistas. Lá estão restaurantes, vestiários com duchas, oficina de reparo, lojas para venda e aluguel de bicicletas e, óbvio, um estacionamento para as bikes.
O estacionamento tem um sistema vertical de armazenagem com muitos andares e capacidade para 690 bicicletas. Um pátio central verde oferece luz e ventilação naturais ao edifício. O local é estratégico, pois está localizado próximo ao distrito comercial, atrações turísticas e a linhas de transporte público.
Nem é preciso dizer que isso é um incentivo muito grande ao uso da bicicleta. O problema é isso é apenas uma ideia. O que você precisaria para trocar seu meio de transporte por uma bicicleta? Um lugar como esse resolveria seu problema?
Olha que bacana a ação digital criada pela Loche Roche para o zoológico de Toronto.
Cada vez que uma pessoa fizer um tweet relacionado ao meio ambiente, o iceberg que sustenta o urso cresce de tamanho. Quando as pessoas param de comentar, o iceberg volta a diminuir e ameaçar o urso polar.
A campanha chama atenção para o desaparecimento do gelo no Oceano Ártico. 25% já se foi e se isso continuar acontecendo, os ursos entrarão em extinção.
Um jeito simples e simpático de mobilizar pessoas em torno do tema e chamar atenção para a causa.
Saiu ontem o ranking trimestral do Greenpeace, que mostra as marcas de eletrônicos que prezam pela saúde ambiental e humana. A queda vertiginosa da Samsung, Toshiba e Dell, deve-se ao não cumprimento de eliminar substâncias tóxicas de seus produtos. Na liderança estão Nokia, Sony Ericsson e Philips, que além de continuarem o processo de eliminação de produtos químicos tóxicos, continuam estruturando políticas ambientais e vêm investindo nos quesitos energéticos.
Menino de 2 anos fuma 2 maços de cigarro por dia. Essa foi a notícia estarrecedora que foi divulgada no Daily Mail, jornal inglês.
Normalmente nós relacionamos aqui apenas notícias relacionadas diretamente ao meio ambiente. Essa, aparentemente, não é, certo? Trata-se, basicamente, de um caso de saúde pública, para não dizer que é um total descaso e um absurdo completo.
Ardi Rizal, 2 anos, fuma 40 cigarros por dia na província de Musi Banyuasin, na Indonésia. Segundo sua mãe (?), ele está totalmente viciado e fica agressivo quando não recebe cigarros.
Na Indonésia, 25% das crianças entre 3 e 15 anos já experimentaram um cigarro. O custo da família com o vício da criança é de 3,78 libras por dia (aproximadamente R$ 10).
A reportagem também afirma que o garoto não tem fôlego para correr com outras crianças. No entanto, seu pai, um motorista de meia-idade, acha que não há nada errado com sua saúde.
Mas isso tem muito a ver com meio ambiente. Eis alguns dados:
O cigarro é considerado o maior agente poluente dos ambientes domiciliares.
Em ambientes fechados, o nível de partículas no ar costuma ser bem superior ao limite aceitável (60 mcg/cm3). Em uma festa pode atingir 200 mcg/cm3; em bares e restaurantes, 400 mcg/cm3; sala de jogos, 600 mcg/cm3.
O nível de CO2 pode atingir limites absurdos (até 3x vezes o limite máximo aceitável) quando pessoas fumam em recintos fechados.
Matas são desmatadas para o plantio do fumo e produzir lenha para abastecer os fornos que secam as folhas de tabaco.
Numa estimativa, para cada 300 cigarros produzidos uma árvore é derrubada. Apenas em um ano, a destruição chega a 540 milhões de árvores.
No cultivo do fumo são empregados potentes agrotóxicos que contaminam o solo, o agricultor e os animais.
Estima-se que cerca de 20% dos incêndios no mundo são provocados por pontas de cigarros desprezadas de maneira inadvertida.
Produzido por cientistas, um estudo mostra como um aumento de 4 graus Celsius atingiria o mundo.
O mapa mostra como os rendimentos agrícolas deverão diminuir em todas as principais regiões de produção e como metade de todas as geleiras do Himalaia seriam significativamente reduzidas em 2050.
Os cientistas ajudaram a ilustrar os efeitos catastróficos que irão resultar se o mundo não limitar o aumento da temperatura global a 2 graus, no máximo.
O escritório de arquitetura francês AKA Architerroriste é autor de uma casa-conceito auto-suficiente em energia e água que possui uma linguagem arquitetônica curiosa. A “Casa Ninho”, como é chamada, tem a volumetria parecida com a de um binóculo e é coberta por uma malha de madeira que remete às estruturas construídas pelas aves.
Sob a malha, uma vedação estrutural isolante térmica que dá forma ao edifício de extremidades envidraçadas.
A casa é equipada com painéis solares e uma turbina eólica que, além de gerar eletricidade, consegue captar água da umidade do ar. A piscina, por sua vez, é abastecida com água da chuva. “Este projeto é uma visão abstrata do que poderia ser uma habitação ecológica em alguns anos”, explica o arq francês Stephan Ricci, AKA Architerroriste.
E aí, quem está acompanhando o estrago que o vulcão Eyjafjallajökull (é, é assim mesmo!) está fazendo em toda a Europa?
O prejuízo é, até então, incalculável. Porém, há algo de bom nos vulcões:
Você sabia, por exemplo, que os vulcões são grandes amigos do meio ambiente? É isso mesmo. Eles têm o poder de diminuir a temperatura da Terra, por causa da enorme quantidade de dióxido de enxofre. O dióxido de enxofre atua como um filtro, reduzindo a intensidade de radiação solar que alcança a Terra.
Isso foi amplamente estudado e a erupção do Monte Pinatubo, em 1991, foi a prova que faltava. Durante nove horas de erupção intensa, o Pinatubo lançou na atmosfera mais de 20 milhões de toneladas de dióxido de enxofre. Isso foi suficiente para reduzir, nos 5 anos seguintes, cerca de meio grau centigrado.
Um artigo publicado na revista Science concluiu que uma erupção dessa magnitude, a intervalos de poucos anos, “compensaria boa parte do aquecimento esperado para os próximos 100 anos”.
Seria essa uma defesa natural da Terra? O que você acha? Queremos a sua opinião!
Fonte: SuperFreaknomics - Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner - Ed. Elsevier.
Abaixo, veja um vídeo (via Tharso) lindo do vulcão de nome impronunciável…