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Etiqueta nos prédios

Segunda-feira, Agosto 10th, 2009

Como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem, o Inmetro e a Eletrobrás lançaram a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicos. É um sistema semelhante ao que avalia aparelhos domésticos, como chuveiros elétricos e geladeiras. O objetivo da etiqueta é incentivar projetos que levem em conta características de construções sustentáveis, aproveitando, por exemplo, iluminação e ventilação naturais. Isso reduz a necessidade do uso de iluminação artificial e de sistemas de ar condicionado.

A etiqueta avalia três aspectos dos edifícios: envoltório (a fachada e o entorno), sistema de iluminação e condicionamento de ar. Cada aspecto recebe uma classificação entre A (o melhor nível de eficiência) e E (o pior nível). Os prédios que receberem classificação A nos três sistemas ganharão o selo Procel Edifica. Por enquanto, a etiqueta só está disponível para prédios comerciais, de serviços e públicos, e a previsão do Inmetro é que em 2010 sejam incluídos também os edifícios residenciais. A adesão ao programa por parte de construtores e incorporadores é voluntária, mas, dentro de alguns anos, o cumprimento dos requisitos de eficiência energética deverá ser obrigatório.

Atualmente, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, os edifícios são responsáveis por 42% da energia consumida no país - 23% vai para o setor residencial, 11% para o comercial e 8%, para o setor público. Somente o sistema de ar condicionado devora 48% da energia, e a iluminação, 24%.

De acordo com João Jornada, presidente do Inmetro, a etiqueta é um instrumento de fácil compreensão sobre a eficiência energética das construções, “para que o consumidor possa escolher o melhor prédio de acordo com seus interesses de ter uma conta de energia menor e de poder contribuir para resolver o problema da sustentabilidade do mundo”.

Calcula-se que, em novos projetos, adequar um prédio aos melhores padrões de eficiência energética torne o custo da construção 5% mais alto. Entretanto, no longo prazo, um edifício com características de construção sustentável traz ganhos não só para o meio ambiente, mas também para o bolso de quem mora ou trabalha nele. A economia de energia na ocupação do prédio pode chegar a 50% do que seria consumido sem esses padrões de eficiência. Em prédios antigos, a economia de energia pode chegar a 30%.

Sustentabilidade em casa

Mesmo antes que o Inmetro apresente a etiqueta de eficiência energética para prédios residenciais, qualquer pessoa pode levar em conta alguns princípios da construção sustentável na hora de comprar ou reformar uma casa ou apartamento. Veja alguns deles:

  • Projeto sustentável: o ideal é incorporar as características da construção sustentável desde a fase de projeto. Durante a obra, a escolha dos materiais pode privilegiar os que atendem requisitos de sustentabilidade, como tubulações feitas de plástico reciclado, madeira certificada ou de reflorestamento (com garantia de que não é proveniente de desmatamento ilegal), fibras naturais e materiais reaproveitados de demolição.
  • Eficiência energética: a definição da localização e da dimensão das portas e janelas pode favorecer a ventilação natural, evitando assim o uso do ar-condicionado, um dos aparelhos que mais consome energia elétrica. Janelas que permitam uma boa luminosidade também tornam desnecessário deixar as lâmpadas acesas durante o dia.
  • Medições individuais: nos condomínios, é importante que haja uma medição individualizada de água e gás para cada apartamento, pois isso reduz o consumo em até 30%.
  • Equipamentos eficientes: dentro de casa, é possível optar pela instalação de equipamentos que facilitam a economia de energia elétrica e água, como lâmpadas de baixo consumo, torneiras ou válvulas de descarga com fluxo reduzido e até mesmo um aquecedor solar - uma fonte de energia limpa e renovável - para o chuveiro ou para a piscina.
  • Uso consciente: mesmo que uma casa ou apartamento tenha várias características das construções sustentáveis, é nos gestos cotidianos de seus moradores que o consumo consciente será praticado. Isso é feito com atitudes simples do dia-a-dia, como reduzir o tempo do banho, apagar as luzes de ambiente vazios, desligar os aparelhos eletrônicos quando não estão em uso e separar o lixo para reciclagem.

Selos de eficiência energética
O Programa Brasileiro de Etiquetagem avalia o consumo de energia de vários equipamentos e eletrodomésticos, como chuveiros, lâmpadas, aparelhos de ar condicionado e fogões a gás.

  • Conheça mais sobre o Programa Brasileiro de Etiquetagem clicando aqui.
  • Veja aqui como são as etiquetas que informam a eficiência energética dos aparelhos.
  • Veja aqui todos os aparelhos avaliados de acordo com seu consumo de energia.
  • Consulte aqui a lista de equipamentos que receberam o selo Procel ou o selo Conpet (para aparelhos domésticos a gás). Só ganham o selo os campeões em eficiência energética em cada categoria.

Fonte: Instituto Akatu

Etiqueta energética nos carros!

Quarta-feira, Novembro 5th, 2008

Na sexta-feira, dia 7 de novembro, será lançado no SALÃO DO AUTOMÓVEL o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE). O evento, organizado pela Anfavea à partir das 14h, terá como convidados o Ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge, assim como os diretores do Inmetro, Petrobrás, Anfavea e Abeiva.

Para ampliar as opções de escolha consciente e promover o aumento da eficiência energética no transporte, o Programa inclui agora os veículos comercializados no Brasil. A partir de 2009, os consumidores poderão escolher, dentre os carros incluídos no Programa, aqueles que melhor atendem sua necessidade, comparando-a quanto à economia de combustível.

O objetivo é criar um selo padronizado que informe o consumidor sobre a eficiência energética de cada modelo de veículo, como já ocorre no PBE para aparelhos a gás. O novo Programa pretende também elevar a quilometragem rodada por litro de combustível.

A medida já é adotada em países da Europa e visa informar ao comprador o consumo de combustível de cada modelo fabricado no país, semelhante ao modelo já utilizado em eletrodomésticos. A aplicação da etiqueta será voluntária. A empresa deve apenas declarar anualmente os dados de consumo de, pelo menos, metade dos modelos que estarão à venda. Caberá ao consumidor exigir que as montadoras optem por declarar essas informações de maneira explícita.

Para o grupo que desenvolveu o programa, o grande beneficiado pela nova etiqueta será o consumidor, que terá acesso fácil à informação de qual veículo é mais eficiente. Com isso será possível escolher um modelo que proporcione melhor custo/benefício.

Já o Brasil ganha com o melhor uso dos combustíveis ao aumentar a eficiência energética.

Faça a sua parte! Exija a etiqueta e preste atenção nos carros mais econômicos e menos poluidores.

Etiqueta energética!

Sexta-feira, Março 7th, 2008

Você sabe o que significa aquela etiqueta presente em todos os aparelhos elétricos à venda? Isso é importante para que você efetue a compra?

Essa etiqueta, ignorada por muitos, é uma poderosa arma que temos ao nosso dispor contra o desperdício de energia. Ela descreve o nível de eficiência energética de um produto e outras características dos equipamentos. Possuem o selo do InMetro e do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica).

As classes de eficiência energética são uma preciosa ajuda quando se pretende adquirir um novo eletrodoméstico. Basta olhar para a etiqueta energética para saber quais são os aparelhos mais eficientes. Por isso os aparelhos estão subdivididos em classes, que variam de acordo com o produto. Os aparelhos com consumos mais baixos estão classificados com as categorias A e B.
A etiqueta a seguir é um exemplo para refrigeradores.


Cada linha de eletrodoméstico possui sua própria etiqueta, só mudando as características técnicas de cada produto.
Antes de comprar um eletrodoméstico verifique a letra que indica a sua eficiência energética. E um lembrete, nenhum lojista pode tirar as etiquetas dos produtos antes da venda!