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Aproveitamento dos desertos

Quarta-feira, Fevereiro 3rd, 2010

Um centro de pesquisa e complexo de reaproveitamento verde chamado projeto Sahara Forest está previsto para começar em 2010 e pode servir como uma fonte de novas tecnologias planejadas para ambientes desérticos.

O projeto “utiliza recursos abundantes como terreno árido, luz do Sol e água do mar para produzir recursos-chave que estão em alta demanda, como, por exemplo, buscar converter água do mar em água fresca.

O projeto lembra que as florestas estão desaparecendo, enquanto os desertos aumentam em área.

Trata-se de um “oásis” de energia renovável, nas palavras da revista “National Geographic”, cujo site divulgou o projeto no fim de janeiro.

O nome do projeto não significa que será realizado na África; Saara significa “deserto” em árabe, e o centro almeja ser uma versão em pequena escala de complexos verdes que os gerentes do projeto esperam construir em desertos por todo o planeta.

O site do projeto afirma que passava por seu cronograma apresentá-lo na conferência do clima de Copenhague, de dezembro; e em alguns anos obter múltiplos locais para funcionamento.

Os especialistas responsáveis, da Bellona Foundation, Noruega, agora examinam locais áridos na Austrália, Estados Unidos, Oriente Médio e África para iniciar os testes.

Fonte: UOL

Torre de energia solar

Sexta-feira, Janeiro 16th, 2009

 

A empresa espanhola Abengoa vai inaugurar em breve um empreendimento inovador e um marco na história das energias renováveis. Trata-se da maior torre de energia solar do mundo, que será construída no deserto da Andaluzia, nos arredores de Sevilha.

Mais de 1000 espelhos serão usados para refletir a luz solar e superaquecer a água na torre central. Quando completada, a torre, que custará cerca de €80 milhões, gerará 20MW de eletricidade e abastecerá cerca de 11.000 casa espanholas.

“Energia solar concentrada”(CSP) é uma tecnologia vista por especialistas como uma forma barata, simples e eficaz de aproveitar a energia solar. O grande problema é que a tecnologia só funciona em locais de grande concentração de sol durante o ano inteiro. Por isso o local escolhido foi o deserto da Andaluzia, um lugar extremamente propício para o desenvolvimento do projeto.

De acordo com José Domingues Abascal, diretor de tecnologia da Abengoa, “as radiações que atingem a Terra são 10.000 vezes o consumo de energia, o que proporciona um enorme potencial para a energia advinda do sol”.

A nova torre solar, chamada de PS20, faz parte dos esforços da Espanha para cumprir as metas de energia limpa, que estabelece 20% de energias renováveis até 2020. Atualmente a Espanha é um dos países que mais investe em energias renováveis e dá exemplo ao mundo todo.

Fonte: The Guardian

Foto1: Afloresm

Foto2: Denis Doyle / Getty

Cidade no deserto

Sexta-feira, Outubro 3rd, 2008

Depois da cidade de Masdar, anteriormente publicada aqui, um novo projeto surge nas areias escaldantes do Deserto do Saara, um dos maiores do planeta. O Sahara Forest Project (SeaWater GreenHouse) é uma intervenção de enormes proporções que pretende criar uma cidade sustentável, devolvendo ao deserto a sua capacidade de produção de alimentos, água limpa e potável, energia renovável e reciclagem de todos os resíduos.

Para que esse fenômeno de transformação do deserto seja viável, o sistema de tecnologia previsto para o projeto  se valerá da água do mar, do sol e de condições atmosféricas dentro de gigantescas estufas. Na entrada de cada uma delas serão instalados vaporizadores que transformarão a água marinha em puro vapor, reduzindo a temperatura e mantendo o local em condições ideais para o desenvolvimento da agricultura.

A produção e o armazenamento de água é o ponto vital do projeto. Além da geração de energia, essa água será utilizada, por exemplo, no cultivo do pinhão manso, cuja semente pode ser empregada no BioDiesel. O arbusto do pinhão pode atingir até 4 metros de altura e se adapta bem ao clima do deserto.

O Sahara Forest Project já está em fase de testes e algumas estufas já estão em funcionamento. Em Omã, país situado na península arábica, as estufas já estão produtivas. O sucesso dos testes revela que o projeto é uma alternativa racional e viável.

Além de geração de energia, produção de água e estabelecimento de agricultura, o projeto trará também vantagens ambientais indiretas ao funcionar no combate à crescente desertificação do planeta.