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Tragédia Ambiental? Mais uma?

Sexta-feira, Abril 30th, 2010

Impossível não comentar o recente vazamento de óleo no Golfo do México.  Que coisa absurda!

Um vazamento de óleo não é algo que se limpe. Na maior parte dos casos, os remanescentes desses desastres ambientais se dispersam, diluem, são queimados ou afundam e ficam à espera de, em algum momento, voltar à tona e causar seus estragos. O caso da recente explosão seguida de vazamento da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, ocorrida no último dia 20, expõe as sérias deficiências do modelo petrolífero do qual somos dependentes.

Na explosão, onze funcionários morreram. Dois dias depois, a plataforma naufragou e, lá do fundo, começou a soltar mais de cem mil litros de óleo diariamente. Só ontem (9 dias depois), o presidente americano Barack Obama assumiu as rédeas do desastre.

A corrida agora é para evitar que o óleo continue a vazar e alcance a costa da Lousianna,  80 quilômetros de distância. A previsão é de que a mancha, dependendo da condição dos ventos, alcance a região do delta do Rio Mississipi ainda hoje!

Caso isto ocorra, as ricas regiões onde 40% da área de manguezais da costa dos Estados Unidos se concentram, podem ficar manchadas de óleo pelas próximas décadas.

“As empresas de petróleo dizem que já existem as mais variadas tecnologias para a contenção de vazamentos de petróleo, mas, como foi visto, na prática, isso não é bem verdade. O impacto que um vazamento de óleo pode trazer é gigantesco e não há uma forma justa de reparar o dano”, diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace.

Nem um ano se passou desde que as empresas responsáveis pela plataforma, a britânica BP e a TransOcean, se opuseram agressivamente contra um novo regulamento de segurança estabelecido pela Empresa de Manejo Mineral, a agência federal que fiscaliza a exploração de petróleo em alto mar. A base do novo regulamento foi um estudo que concluía que o número de acidentes no setor era muito alto.

Gráfico divulgado pelo jornal The NY Times traz o perfil das espécies que estão na mira do líquido negro. Aves costeiras e animais marinhos são as mais afetadas. Entre elas, a baleia cachalote, tartarugas marinhas e o atum azul, espécie em alto risco de extinção, cujo único local de reprodução da população do Atlântico é o Golfo do México.

“Espécies como o atum azul e as tartarugas marinhas, ameaçadas de extinção, estão sendo submetidas a um nível de contaminação inestimável. Que tecnologia é capaz de reparar este impacto?”, questiona Leandra.

Fonte: Greenpeace Brasil

Como destruir as camadas polares

Quarta-feira, Novembro 25th, 2009

Uma propaganda de 1962 previu o destino das camadas polares. A gigante petrolífera Humble Oil - que viria a se tornar a Exxon - lançou naquele ano uma propaganda curiosa, pra não dizer infeliz. Na foto está uma grande geleira e a legenda diz:

“Todos os dias a Humble produz energia suficiente para derreter 7 milhões de toneladas de gelo dos glaciares”.

E o texto abaixo continua:

“Os glaciares tem permanecido intactos por séculos. Mas a Humble poderia derreter tudo numa velocidade de 80 toneladas de gelo por segundo…”. Acho que realmente eles podiam…

Se quiser ver a matéria ampliada, veja no livro do Google, fonte desse texto.

Cofre do fim do mundo!

Segunda-feira, Março 3rd, 2008

Parece filme de ficção científica, mas é a mais pura realidade. Um projeto da Global Crop Diversity Trust já está sendo chamado de a “nova Arca de Noé”. Localizado na Noruega, bem próximo ao pólo norte, foi construído um cofre a 70 metros de profundidade, com temperaturas que variam de -10ºC a -20ºC.

Encravado no gelo, o cofre vai abrigar sementes com o objetivo de preservar toda a vida vegetal presente no planeta. Essa caverna de alta tecnologia é equipada com portas de aço blindadas, câmeras e detectores de movimentos e será monitorada a distância.

O cofre tem capacidade para armazenar e conservar até 4,5 milhões de amostras de sementes e 2 bilhões de sementes de todas as espécies cultivadas pelo ser humano. Esse patrimônio, mantido em segurança máxima, estará protegido de catástrofes naturais e até mesmo de guerras nucleares. Sementes transgênicas não entrarão nesse santuário vegetal congelado.

O projeto já recebeu cerca de 100 milhões de sementes doadas por cem países e incluirá, obviamente, o Brasil.
A mudança climática no planeta foi o que impulsionou o projeto, mas não foi o único motivo. Nos últimos anos, mais de 40 países tiveram os seus bancos de sementes destruídos em guerras e desastres naturais e ecológicos.

Fonte: Reuters

Entrada da Nova “Arca de Noé”.

E você, o que você mandaria pra lá?