Posts Tagged ‘decomposição’

Assombração…

Terça-feira, Junho 8th, 2010

Comercial da WWF que mostra a ‘contribuição’ que grandes marcas deram ao meio ambiente e ao planeta. Mesmo que tenham sumido economicamente do mapa, continuarão a assombrar durante muito tempo…

A criação é da DM9DDB.

O anúncio abaixo, como no filme, refere-se a uma empresa falida também. No caso, a Enron, que foi a protagonista de uma dos maiores escandalos da história americana.

Um continente de Lixo!

Quinta-feira, Agosto 6th, 2009

Chamada de “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico” (The Great Pacific Garbage Patch), a ilha de plástico se localiza a 1600 km a oeste da Califórnia, em uma área de  ciclones criados pela alta pressão das correntes de ar, que produzem uma espécie de redemoinho que atrai e aprisiona o material plástico flutuante.

Não se sabe exatamente como o fenômeno do Grande Depósito de Lixo teve origem, mas estima-se que desde a década de 1950 a quantidade de material aprisionado vem crescendo à razão de 10 vezes a cada década e hoje está estimado em cerca de 5 milhões de toneladas de plástico. Segundo os especialistas, a maior parte do lixo ali presente é proveniente de países altamente industrializados, especialmente Japão e áreas da costa oeste americana.

Com o objetivo de entender um pouco mais sobre o fenômeno, um grupo de pesquisadores partiu nesta terça-feira rumo à montanha de lixo plástico, com o objetivo de estudar mais de perto as características da ilha.

“Esse é o tipo de problema que não está ao alcance dos olhos, mas tem impactos devastadores sobre o oceano”, disse Mary Crowley, co-fundadora do projeto Kaisei, uma expedição feita em parceria com o Instituto de Oceanografia Scripps, ligado à Universidade da Califórnia. Quase todos sabem que o plástico não é totalmente decomposto e que a cada dia se acumula mais na natureza. Grande parte desse material descartado tem como destino certo os mares e oceanos e sua concentração é tão alta que formou uma verdadeira ilha flutuante do tamanho da Inglaterra e que se encontra à deriva no oceano Pacífico.

Crowley navega no Pacífico há mais de 40 anos e diz que a cada dia que passa mais e mais detritos plásticos são vistos. “Sejam garrafas plásticas, barris, brinquedos, material de pesca, todo o tipo de material plástico é observado até mesmo nas ilhas e praias mais remotas”, disse.

Além da expedição Kaisei, outro navio com 20 pesquisadores a bordo partiu no último domingo em direção à ilha. Chamada New Horizon, a expedição é financiada pela Universidade da Califórnia e deverá permanecer na região por tempo indeterminado. Os cientistas farão os primeiros levantamentos de como o plástico acumulado afeta a fauna e a flora marinha, além de realizarem estudos preliminares sobre a viabilidade de limpeza da ilha de lixo.

“Vamos tentar mapear as áreas com maior concentração de material e começar a compreender um pouco mais sobre o problema”, disse Miriam Goldstein, cientista chefe da expedição Scripps. “A equipe de pesquisadores estudarão principalmente o efeito do plástico sobre os fitoplânctons e o possível impacto sobre a alimentação dos cardumes de pequenos peixes.

No entender de Holly Bamford, cientista ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA, NOAA, a limpeza do oceano pode ser praticamente impossível. Segundo Bamford, a maior parte dos plásticos é formada por pedaços muito pequenos, que se quebram ainda mais devido à incidência dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, produzindo minúsculos fragmentos similares a confetes.

De acordo com Bamford, esses micro-fragmentos se espalham muito rapidamente e bilhões deles flutuam abaixo da superfície em uma esteira de lixo que já atinge o norte do Havaí, mas podem se espalhar ainda mais devido às correntes e época do ano.

“A localização dos fragmentos é muito difícil de ser determinada. Até entendermos melhor a extensão do dano, o tamanho dos fragmentos e como se movimentam, não seremos capazes de afirmar como esse lixo será removido”.

Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, estima-se que no Pacífico Central existem até 6 quilos de lixo plástico para cada quilo de plâncton e cerca de 46 mil peças de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

Leia a matéria publicada aqui em fevereiro de 2008.

Fraldas descartáveis: solução para o seu bebê?

Quarta-feira, Dezembro 31st, 2008

O que uma fralda descartável pode ter de desagradável?

Acho que a maioria das pessoas não têm idéia do efeito que o uso desse tipo de material pode ter no meio ambiente. Só para efeito de exemplo, deem uma olhada nas estatísticas publicadas no site BabySlings:

- uma criança utiliza 5.500 fraldas durante os primeiros dois anos de vida;
- fraldas levam em média 450 anos em sua decomposição, nos lixões;
- conta-se 5 árvores abatidas para 5.500 fraldas descartáveis;
- em média, 2% do lixo recolhido correspondem à fraldas descartáveis (ex.: o município de SP produz 13.000 toneladas diárias de lixo = 260 toneladas diárias de fraldas descartáveis);
- um bilhão de árvores são usadas, no mundo inteiro, por ano, para suprir a indústria de fraldas. Quanto é mil bilhões de fraldas em termos de volume?
- no processo de branqueamento da polpa de madeira para fabricação do papel, (sendo que este também é utilizado nas fraldas), há liberação de dioxinas nocivas ao meio ambiente.

E aí, será que a troca por fraldas de pano não pode voltar a ser adotada?

Fonte: Planeta Sustentável