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Energia do Sangue!

Quinta-feira, Dezembro 10th, 2009

 

Já ouviu falar nela? É a “Blood Lamp”, uma invenção do designer inglês Mike Thompson, que mais serve para conscientizar as pessoas a respeito do consumo de energia do que, de fato, para iluminar um ambiente.

Ela funciona da seguinte maneira: no formato de uma lâmpada normal, a Blood Lamp deve ser quebrada e, em seguida, um comprimido - que vem junto com o produto - deve ser jogado dentro dela. Trata-se de uma cápsula com Luminol - aquela substância usada pela polícia para detectar marcas de sangue em cenas de crime!

A partir daí, tudo o que o usuário precisa fazer para acender a Blood Lamp é criar coragem e se cortar nos cacos da própria lâmpada quebrada. Em contato com o sangue humano, o Luminol reagirá e produzirá uma luz azul. Assista ao vídeo abaixo para entender melhor o processo.

Blood Lamp from miket on Vimeo.

O designer não especifica, exatamente, quanto tempo a luz fica acesa, mas adverte: cada Blood Lamp só acende uma vez! A ideia é fazer as pessoas refletirem a respeito do próprio consumo de energia. Afinal, já que a lâmpada só pode ser usada uma vez e o usuário tem que usar o próprio sangue para acendê-la, espera-se que ele pense duas vezes antes de desperdiçar a energia que tem em mãos.

E aí, boa ideia?
Fonte: Planeta Sustentável
Foto via Mike Thompson

Torre de energia solar

Sexta-feira, Janeiro 16th, 2009

 

A empresa espanhola Abengoa vai inaugurar em breve um empreendimento inovador e um marco na história das energias renováveis. Trata-se da maior torre de energia solar do mundo, que será construída no deserto da Andaluzia, nos arredores de Sevilha.

Mais de 1000 espelhos serão usados para refletir a luz solar e superaquecer a água na torre central. Quando completada, a torre, que custará cerca de €80 milhões, gerará 20MW de eletricidade e abastecerá cerca de 11.000 casa espanholas.

“Energia solar concentrada”(CSP) é uma tecnologia vista por especialistas como uma forma barata, simples e eficaz de aproveitar a energia solar. O grande problema é que a tecnologia só funciona em locais de grande concentração de sol durante o ano inteiro. Por isso o local escolhido foi o deserto da Andaluzia, um lugar extremamente propício para o desenvolvimento do projeto.

De acordo com José Domingues Abascal, diretor de tecnologia da Abengoa, “as radiações que atingem a Terra são 10.000 vezes o consumo de energia, o que proporciona um enorme potencial para a energia advinda do sol”.

A nova torre solar, chamada de PS20, faz parte dos esforços da Espanha para cumprir as metas de energia limpa, que estabelece 20% de energias renováveis até 2020. Atualmente a Espanha é um dos países que mais investe em energias renováveis e dá exemplo ao mundo todo.

Fonte: The Guardian

Foto1: Afloresm

Foto2: Denis Doyle / Getty

Prédios energicamente eficientes!

Sexta-feira, Janeiro 9th, 2009

 Uma notícia animadora e que precisa virar tendência no mundo inteiro o mais rápido possível.

O Conselho Mundial de Empresas pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês), uma organização global que representa aproximadamente mil das maiores e mais influentes corporações do mundo, acabou de lançar seu primeiro relatório de eficiência energética nas construções. Algumas das companhias envolvidas no projeto são a Lafarge, Dupont e Philips. As construções e suas funções são responsáveis por 40% do consumo de energia na maioria dos países e essa porcentagem cresce rapidamente devido à urbanização e ao vasto aumento do consumo. Embora pareça haver uma recessão global que pode desacelerar as coisas por um ou dois anos, as expectativas são de que as tendências de crescimento de consumo de energia continuem no futuro.

De acordo com o WBCSD, os prédios deveriam ser “energia zero”, ou seja, neutralizar seu consumo de energia. Em outras palavras, um prédio como um todo deveria gerar energia equivalente à que produz em um ano, o que tem sido visto como viável em alguns projetos ao redor do mundo. Alguns designers e construtoras têm sugerido que os prédios poderiam se tornar geradores de eletricidade, retornando à rede mais do que consomem. Existem muitas práticas e tecnologias diferentes que contribuirão para alcançar esse objetivo. Entre elas, recuperação da ventilação, bombas geotérmicas de calor, trocas de calor com o solo, paredes solares, sistemas solares de aquecimento de água, painéis fotovoltaicos e coleta e reúso de água da chuva. Também se inserem neste contexto as turbinas eólicas, a orientação da construção, tetos verdes e sombreamento solar.

Uma propriedade em Melbourne, Austrália, utiliza várias dessas tecnologias e tem reduzido seu consumo de eletricidade da rede em 82% e seu consumo de gás natural em 87%, resultando em economia anual de 272 mil dólares. No Centro de Ecoeficiência, no Canadá, é possível ver diversas oportunidades de eficiência energética em construções em relatórios de energia e meio ambiente dos últimos dez anos, mas poucos proprietários parecem se beneficiar deles. Talvez o custo da eletricidade e do combustível não esteja alto o suficiente. Infelizmente, atualmente eles estão baixando, embora seja importante lembrar que isto é temporário. Existem, ainda, outras barreiras, como falta de informação sobre performance de equipamentos e contabilidade do custo total. Contudo, a barreira mais significativa é a complexa relação entre a financiadora, a construtora, o proprietário, o gestor e o inquilino.

Deveriam ser criados incentivos, assim as partes interessadas poderiam compartilhar os benefícios derivados da adoção de novas tecnologias e do incentivo à prática de redução do consumo de energia

Fonte: Eletrobrás