Essa ideia um tanto radical pode ser uma saída. Pelo menos para as pessoas que não tenham sadismo no currículo. =)
Se a vida de um peixinho dependesse do seu bom senso na hora de lavar as mãos você usaria menos água? Acho que a maioria das pessoas pensaria mais…
Enquanto a água escorre, o peixinho fica com cada vez menos água no aquário. A sorte é que o designer Yan Lu não é tão malvado quanto parece - assim que a torneira é fechada, um sistema bombeia água novamente para o aquário, salvando o peixinho.
Essa é pra fazer pensar sobre um consumo mais consciente.
Não comprar nenhuma peça de roupa durante um ano inteiro ou usar apenas seis itens, ou menos, dos que já fazem parte do seu armário durante um mês. É o desafio “Seis peças ou menos”, lançada na internet por duas amigas americanas e que já tem aderência de cerca de cem pessoas espalhadas por diversos países.
Segundo Heidi Hackemer, uma das idealizadoras do projeto, o objetivo é “aguçar a criatividade das pessoas, para que invistam em acessórios e em outras maneiras de usar a mesma peça e, ao mesmo tempo, economizar dinheiro”.
“O importante é que as pessoas que aderiram à iniciativa levantaram a questão de como elas se relacionam com o que tem no armário e o que se ganha com isso”, afirma Eric Wilson, jornalista que entrevistou os participantes. “Elas destacaram que há uma preocupação com o que se gasta com roupas e o que se ganha com isso. O resultado dessa ‘dieta’ é que as pessoas vão ficar mais conscientes a respeito da forma com que se compram roupas”.
E você? Consegue escolher apenas seis peças do seu armário para usar durante 30 dias? Acesse o site, faça seu cadastro e conte sua experiência para consumidores do todo o mundo.
Clique aqui para assistir à reportagem feita pelo jornal americano New York Times sobre esta iniciativa e ver como Heidi conseguiu vencer esse desafio.
“Mais é menos” é o nome da campanha, que visa disseminar o conceito do consumo consciente. Vale a pena visitar o site e divulgar. É por uma ótima causa!
Como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem, o Inmetro e a Eletrobrás lançaram a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações Comerciais, de Serviços e Públicos. É um sistema semelhante ao que avalia aparelhos domésticos, como chuveiros elétricos e geladeiras. O objetivo da etiqueta é incentivar projetos que levem em conta características de construções sustentáveis, aproveitando, por exemplo, iluminação e ventilação naturais. Isso reduz a necessidade do uso de iluminação artificial e de sistemas de ar condicionado.
A etiqueta avalia três aspectos dos edifícios: envoltório (a fachada e o entorno), sistema de iluminação e condicionamento de ar. Cada aspecto recebe uma classificação entre A (o melhor nível de eficiência) e E (o pior nível). Os prédios que receberem classificação A nos três sistemas ganharão o selo Procel Edifica. Por enquanto, a etiqueta só está disponível para prédios comerciais, de serviços e públicos, e a previsão do Inmetro é que em 2010 sejam incluídos também os edifícios residenciais. A adesão ao programa por parte de construtores e incorporadores é voluntária, mas, dentro de alguns anos, o cumprimento dos requisitos de eficiência energética deverá ser obrigatório.
Atualmente, de acordo com o Ministério de Minas e Energia, os edifícios são responsáveis por 42% da energia consumida no país - 23% vai para o setor residencial, 11% para o comercial e 8%, para o setor público. Somente o sistema de ar condicionado devora 48% da energia, e a iluminação, 24%.
De acordo com João Jornada, presidente do Inmetro, a etiqueta é um instrumento de fácil compreensão sobre a eficiência energética das construções, “para que o consumidor possa escolher o melhor prédio de acordo com seus interesses de ter uma conta de energia menor e de poder contribuir para resolver o problema da sustentabilidade do mundo”.
Calcula-se que, em novos projetos, adequar um prédio aos melhores padrões de eficiência energética torne o custo da construção 5% mais alto. Entretanto, no longo prazo, um edifício com características de construção sustentável traz ganhos não só para o meio ambiente, mas também para o bolso de quem mora ou trabalha nele. A economia de energia na ocupação do prédio pode chegar a 50% do que seria consumido sem esses padrões de eficiência. Em prédios antigos, a economia de energia pode chegar a 30%.
Sustentabilidade em casa
Mesmo antes que o Inmetro apresente a etiqueta de eficiência energética para prédios residenciais, qualquer pessoa pode levar em conta alguns princípios da construção sustentável na hora de comprar ou reformar uma casa ou apartamento. Veja alguns deles:
Projeto sustentável: o ideal é incorporar as características da construção sustentável desde a fase de projeto. Durante a obra, a escolha dos materiais pode privilegiar os que atendem requisitos de sustentabilidade, como tubulações feitas de plástico reciclado, madeira certificada ou de reflorestamento (com garantia de que não é proveniente de desmatamento ilegal), fibras naturais e materiais reaproveitados de demolição.
Eficiência energética: a definição da localização e da dimensão das portas e janelas pode favorecer a ventilação natural, evitando assim o uso do ar-condicionado, um dos aparelhos que mais consome energia elétrica. Janelas que permitam uma boa luminosidade também tornam desnecessário deixar as lâmpadas acesas durante o dia.
Medições individuais: nos condomínios, é importante que haja uma medição individualizada de água e gás para cada apartamento, pois isso reduz o consumo em até 30%.
Equipamentos eficientes: dentro de casa, é possível optar pela instalação de equipamentos que facilitam a economia de energia elétrica e água, como lâmpadas de baixo consumo, torneiras ou válvulas de descarga com fluxo reduzido e até mesmo um aquecedor solar - uma fonte de energia limpa e renovável - para o chuveiro ou para a piscina.
Uso consciente: mesmo que uma casa ou apartamento tenha várias características das construções sustentáveis, é nos gestos cotidianos de seus moradores que o consumo consciente será praticado. Isso é feito com atitudes simples do dia-a-dia, como reduzir o tempo do banho, apagar as luzes de ambiente vazios, desligar os aparelhos eletrônicos quando não estão em uso e separar o lixo para reciclagem.
Selos de eficiência energética O Programa Brasileiro de Etiquetagem avalia o consumo de energia de vários equipamentos e eletrodomésticos, como chuveiros, lâmpadas, aparelhos de ar condicionado e fogões a gás.
Conheça mais sobre o Programa Brasileiro de Etiquetagem clicando aqui.
Veja aqui como são as etiquetas que informam a eficiência energética dos aparelhos.
Veja aqui todos os aparelhos avaliados de acordo com seu consumo de energia.
Consulte aqui a lista de equipamentos que receberam o selo Procel ou o selo Conpet (para aparelhos domésticos a gás). Só ganham o selo os campeões em eficiência energética em cada categoria.
Com o apoio do Instituto Akatu, estreou no dia 3 de maio, o reality show “Mudança Geral”, no Fantástico, exibido aos domingos à noite pela Rede Globo.
O programa acompanha o cotidiano da família Meneghini. A participação do Akatu vai mostrar como as escolhas de consumo afetam não só a família, mas toda a sociedade. A proposta é listar dicas e conselhos, além de sugerir uma reflexão na família e para os espectadores sobre os enormes desafios e benefícios de mudar o comportamento na direção de uma vida sustentável.
Para quem quiser acompanhar o quadro do Fantástico mais de perto, é só clicar aqui e acessar o espaço que aprofunda informações e dicas de consumo consciente, aberto para a sua participação. Participe e aprenda!
No ano em que comemora seus 60 anos, o Grupo Pão de Açúcar inaugura o primeiro supermercado verde do país na cidade de Indaiatuba, no Estado de São Paulo. Com o lançamento da loja verde, o Pão de Açúcar conseguiu reunir, num único espaço, práticas de sustentabilidade já realizadas pela rede e avança ainda mais com uma série de inovações de estímulo ao consumo consciente.
No estacionamento há vagas e benefícios para os carros que utilizam biocombustivel. Além disso, foram instalados um bicicletário, uma estação de reciclagem e paisagismo com preservação da vegetação nativa, além da incorporação de espécies típicas da região.
Por todos os cantos, dentro e fora do novo Pão de Açúcar, há muita informação. Clara, simples e precisa. Soluções criadas especialmente para essa loja ajudam a esclarecer, mobilizar e despertar os clientes para a oportunidade de mudança e melhoria no comportamento de consumo.
Os preceitos que balizaram a implantação da nova loja Pão de Açúcar são: Reduzir, Reutilizar e Reciclar e estão presentes em cada etapa da loja, do projeto à operação. Entre as inovações, destacam-se:
CONSTRUÇÃO BASEADA NO SISTEMA LEED
O sistema construtivo da loja foi adequado aos requisitos do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que prevêem medidas construtivas e procedimentos que aumentam a eficiência no uso de recursos e diminuição do impacto sócio-ambiental no processo da edificação como: aumento da eficiência no uso de energia, no consumo de água potável e na aplicação e utilização dos materiais.
Seguindo os critérios do LEED, vale ressaltar alguns pontos da nova construção:
Localização
A escolha de Indaiatuba mostra a preocupação da empresa com a coerência que deve trabalhar toda sua cadeia de relacionamentos, minimizando substancialmente o impacto do seu negócio. A localização vai permitir avançar no conceito de fornecimento de produtos com baixo impacto ambiental, especialmente no segmento de hortifruti, com produtores localizados próximos à loja.
Projeto
O projeto arquitetônico do Pão de Açúcar Indaiatuba considerou estudos de impacto e o resultado dos levantamentos é um empreendimento que privilegia melhor qualidade ambiental interna, eficiência energética, racionalização do uso de água, sustentabilidade de espaço e materiais, garantindo conforto, qualidade dos produtos e operação com padrão de excelência.
O abastecimento de energia é proveniente 100% de fontes renováveis - energia verde.
Todas as ações vão gerar uma economia mensal de 100.000 litros de água.
Além de oferecer aos clientes sacolas retornáveis como alternativa às embalagens plásticas, a empresa reforça o seu portfólio de opções e lança uma nova ecobag, 100% algodão e com a frase: “eu sou uma sacola verde”. Somadas às versões da SOS Mata Atlântica e as confeccionadas em ráfia, a rede oferece dez opções diferentes de ecobags dimensionadas para diferentes momentos de compra. Desde o lançamento do projeto de sacolas retornáveis, já foram comercializadas mais de 180.000 em todo o Brasil.
Além do incentivo para o uso de meios alternativos de embalagens, os consumidores também têm à sua disposição as sacolas plásticas, mas que terão uma nova versão na loja verde: 100% reciclável, com textura mais grossa que as tradicionais e produzidas em 3 camadas: 25% material virgem - externo -, 50% reprocessado (reciclado), no recheio - e 25% virgem - na área de contato com os alimentos. Mais resistente, o novo modelo de sacola plástica pode ser reutilizada e inibe anda o uso de duas ou mais embalagens no transporte das mercadorias.
Além da facilidade para depósito de materiais pós-consumo (presentes em grande parte das lojas Pão de Açucar), os clientes que quiserem optar pela reciclagem pré-consumo podem deixar as embalagens de papel e plástico adquiridas na loja no próprio caixa, no ato da compra. É o projeto Caixa Verde, lançado pela rede no início deste ano, já disponível em 7 lojas e que em Indaiatuba estará disponível em 04 check-outs.
E não são só os consumidores que estarão envolvidos na cruzada lixo zero. Na loja, entre os treinamentos recebidos pelos colaboradores, está o de separação do lixo, cuja meta é reciclar 90% de todo resíduo gerado no processo operacional, incluindo material orgânico.
Serviços Diferenciados.
Em uma área de 380m², o Pão de Açúcar Indaiatuba reúne rotisserie, sushi bar, pizzaria, frutaria, sorveteria e o espaço café.
Na rotisserie, todo dia uma sugestão verde. O menu conta com um cardápio variado incluindo as linhas orgânica e vegetariana.
Os carrinhos de supermercado são feitos de garrafas pet recicladas.
Todas as bandejas de produtos são feitas com féculas de mandioca ao invés de isopor.
Todas as prateleiras (gôndolas) são feitas com madeira certificada pelo FSC Brasil.
Veja o vídeo de uma matéria feita na loja. O que precisamos fazer é sugerir e exigir dos supermercados de nossas cidades um serviço similar para que tenhamos acesso a esse tipo de estabelecimento e com esse nível de informação. Tomara que seja uma realidade para todos num futuro bem próximo!
Publicação da SBPC informa que usinas hidrelétricas podem emitir até 10 vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.
Além disso, nosso relevo e nossos rios caudalosos nos permitem produzir eletricidade por meio do movimento das águas, libertando-nos das terríveis e poluentes termelétricas que abastecem as nações mais desenvolvidas. E ainda contamos com Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo. Melhor ainda! Temos muitos e muitos trechos de rios disponíveis para construção de novas usinas para produzir a nossa “bendita” energia hidrelétrica, que é renovável e limpa. Será?
Uma reportagem publicada no último número da revista CiênciaHoje, editada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), dá um banho de água fria em nosso entusiasmo hidrelétrico. A matéria apresenta um comparativo entre as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas termelétricas e pelas hidrelétricas instaladas em regiões tropicais e conclui que as hidrelétricas podem emitir até dez vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.
O problema das usinas hidrelétricas, especialmente as maiores, é que elas exigem a inundação de imensas áreas. Com o alagamento, a vegetação fica submersa, morre e se decompõe. Nesse processo, libera metano, um gás 23 vezes mais poderoso em seu efeito sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, emitido pela queima de combustíveis fósseis pelas termelétricas.
Tudo isso já era conhecido dos cientistas, constando inclusive dos inventários brasileiros de emissões de gases de efeito estufa. O que os autores da reportagem, os pesquisadores Alexandre Kemenes, Bruce Forsberg e John Melack, descobriram é que os valores apresentados nos documentos dizem respeito somente às emissões que acontecem na represa, não contabilizando as liberações que ocorrem quando a água passa pelas turbinas nem posteriormente, ao longo do rio.
Essa informação serve para alertar ainda mais o consumidor a respeito da necessidade de usar a eletricidade com parcimônia. Mesmo em um país com uma matriz energética considerada limpa, a produção de eletricidade contribui, e muito, com o aquecimento global.
Por isso, lembre-se de fazer sua parte. Além de apagar as luzes ao sair dos ambientes e desligar todos os aparelhos elétricos e eletrônicos quando não estiverem sendo usados, busque sempre optar por equipamentos que consumam menos energia. O selo Procel é um bom indicador. E aproveite para trocar as lâmpadas convencionais pelas fluorescentes mais econômicas, que além de gastar menos eletricidade, duram muito mais. Você economizará o seu dinheiro e dará uma grande contribuição para a sociedade e o planeta.