Posts Tagged ‘coleta seletiva’

É só jogar fora?

Segunda-feira, Agosto 3rd, 2009

Quando chega o fim da vida útil de artigos eletrônicos, quem deve se responsabilizar pelo descarte adequado desses produtos? Será a população, os fabricantes ou o poder público?
Na verdade todos devem ter sua parcela de comprometimento: os consumidores precisam fazer uso racional desses equipamentos, empresas têm de orientar sobre o destino final dos produtos e cabe ao governo regulamentar esse processo de descarte.

E é justamente esse entendimento de todos os setores que é dificil de conseguir. É preciso um amplo debate entre todos os segmentos sociais, que devem lidar de modo crítico, atento e responsável. Rodrigo Baggio, empreendedor social, fundador e diretor-executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI) afirma que “em geral, numa sociedade cujos atores e setores ainda não se sentem suficientemente autônomos, uns ficam esperando os outros encontrarem uma solução. Então, ninguém toma a questão para si e dá o primeiro passo”.

Marcus Nakagawa, assessor de Sustentabilidade da Philips afirma que a empresa entende a necessidade de se buscar continuamente o melhor aproveitamento dos equipamentos tecnológicos fora de uso. Por isso, a empresa criou o Ciclo Sustentável Philips, um programa destinado a recolher e reciclar os aparelhos eletrônicos da marca que estejam obsoletos. Por enquanto se trata de um projeto piloto em Manaus, mas em breve será estendido a todo Brasil. “Os equipamentos entregues nos postos credenciados receberão a correta destinação e, sempre que possível, a reciclagem. O programa visa minimizar o impacto ambiental e a produção de lixo, promovendo sustentabilidade e bem-estar”.

A sustentabilidade é a garantia de manutenção de mercados e negócios futuros da empresa, completa Nakagawa.

E você, o que faz com seus produtos eletrônicos? Já pensou no destino que esses aparelhos têm?

Pense nisso e dê você também o primeiro passo para um mundo melhor!

O que fazer com o lixo doméstico?

Segunda-feira, Junho 8th, 2009

Uma cartilha muito bacana foi publicada no UOL com o intuito de conscientizar as pessoas a ter mais responsabilidade com o lixo que produzem.

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo pesquisa do IBGE, em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.

Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejados todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.

Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a “Regra dos Três Erres” - veja o vídeo! - preconizada pelos ambientalistas.

A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Caso não haja coleta seletiva em seu bairro ou condomínio, procure as cooperativas de catadores e os Postos de Entrega Voluntária (PEVs).

O Grupo Pão de Açúcar também possui pontos de coleta nos supermercados em todo o país. A iniciativa está sendo ampliada para outras bandeiras do grupo, como a rede Extra.

Sustentabilidade de condomínios

Domingo, Março 1st, 2009

Todos nós vivemos em comunidade. Mesmo que você more em uma casa, as responsabilidades sociais - e ambientais - não podem ser desprezadas. A sustentabilidade é uma tendência entre administradores de condomínios, sejam eles comerciais ou residenciais . Há várias possibilidades, desde a implantação de medidas relativamente simples, como coleta seletiva de lixo ou reuso de água da chuva, até a instalação de programas completos de sustentabilidade, com a ajuda de profissionais especializados. Para que os gestores possam conhecer o conceito e evitar qualquer problema ou decepção na hora de implantar um projeto desse tipo em seu condomínio, o Blog Tecnisa entrevistou Newton Figueiredo, presidente do Grupo SustentaX , que atua nessa área. Confira abaixo os principais pontos da entrevista:
Quais são as questões mais comuns a serem observadas?
São diversas medidas, e cada condomínio apresenta necessidades específicas. Mas, de uma maneira geral, as principais ações são as seguintes:

  • Racionalização no consumo da água : implantação de medidas de consumo racional, como torneiras e válvulas de descargas eficientes, controle de consumo por área (sanitários, paisagismo etc), reuso da água da chuva, implantação de paisagismo com baixas necessidades hídricas e irrigação controlada, além de medidores individuais.
  • Qualidade do ar no interior do condomínio: proibição do fumo nas áreas internas do empreendimento e nas áreas externas próximas às entradas, utilização de tintas, colas, vernizes e carpetes com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, instalação de sensores de CO2 em áreas de grande concentração de pessoas.
  • Desempenho de energia: medidas de acompanhamento da performance dos sistemas e gerenciamento do consumo, treinamento para a equipe que garanta a otimizada dos sistemas, compra de equipamentos de baixo consumo (em caso de novas aquisições), que tenham selos Procel ou Energy Star . Além disso, também é possível verificar a possibilidade de comprar energias renováveis (eólica, solar fotovoltaica, solar térmica, biomassa, PCH) que causem baixo impacto ambiental, seja por geração local ou através de compra de produtores, e estabelecer um procedimento para documentar as reduções de emissão de CO2.
  • Implantar um Manual de Boas Práticas preditivas, que pode ser distribuído aos condôminos.
  • Implantar uma política de compras e de limpeza sustentável: utilizar produtos de limpeza de baixa toxicidade e adquirir equipamentos eficientes; implantar capachos especiais para contenção da poeira em todas as entradas; estabelecer procedimento para garantia do desempenho acústico mínimo; estabelecer procedimento para a documentação de impacto na produtividade;e, em alguns casos, estabelecer procedimento para a criação sala(s) de alívio e recuperação.
  • Estabelecer procedimento para criação de espaços com acessibilidade universal;
  • Implantar uma política de reciclagem de lixo, com separação, armazenagem e coleta de quaisquer tipos de recicláveis.

Quais são as principais vantagens que o condomínio tira de um programa de sustentabilidade interno?

  • As vantagens são inúmeras. A principal é a redução de custos, graças principalmente à otimização energética e ao melhor aproveitamento da água. Os impactos na vida dos moradores vão desde a saúde, por meio da utilização de materiais com baixos índices de Compostos Orgânicos Voláteis [poluentes atmosféricos nocivos à saúde] e do controle da qualidade do ar, até a conscientização para a preservação dos recursos naturais que podem ser colocados em prática no dia-a-dia, como a coleta seletiva.
  • De acordo com estudos do US Green Building Council (USGBC), entidade dos EUA responsável pela certificação LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, critério mundial mais utilizado atualmente, as construções verdes apresentam ganho em produtividade dos funcionários, que pode chegar a 16%, reduzem em até 30% o consumo de energia, 50% o uso de água, 35% a emissão de gás carbônico, além de diminuir a poluição gerada pela construção e pela operação do empreendimento. No caso dos condomínios, os custos de manutenção e operação são até 40% menores, com vida útil prolongada.

Hoje ouvimos falar bastante de “green buildings “. Há alguma vantagem para o condomínio ser certificado com um selo desse tipo? Há incentivos governamentais, por exemplo?

  • No momento, no Brasil, ainda não há incentivos governamentais para que os edifícios s tornem “verdes” ou recebam a certificação. Entretanto, os próprios projetos sustentáveis se viabilizam, pelos próprios benefícios que eles proporcionam.

Quantos condomínios sustentáveis existem hoje no Brasil?

  • Já existem quatro empreendimentos certificados e da ordem de 100 em processo de certificação, sendo a maioria em São Paulo.

Para acessar o site do Grupo SustentaX, clique aqui.

Para ler a entrevista completa , visite o site Tecnisa.