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Energia eólica excedente vai ser usada em carros elétricos

Quarta-feira, Agosto 12th, 2009

As baterias dos carros elétricos vão servir para armazenar a energia eólica excedente na Dinamarca, acabando com o desperdício. Em 2020, a Dinamarca espera produzir mais da metade de sua energia através dos ventos. Os carros elétricos, cujo potencial o país também pretende explorar, é outra medida adotada para diminuir as emissões de CO2.

O que a energia eólica e os carros elétricos têm a ver?

Toda a energia excedente advinda dos ventos será canalizada para as baterias dos carros, armazenando o excesso de energia produzida. Para isso o país está construindo uma estrutura operacional que deve estar vigente em 2011.

“O ideal seria armazenar o excesso para usar para quando não há vento, mas como não conseguimos fazê-lo, vamos usá-lo nas baterias dos carros e nas bombas de calor (equipamentos que transformam a eletricidade em calor)”, afirmou Peter Jorgensen, da Energinet, a empresa dinamarquesa que gerencia os sistemas de eletricidade e gás natural

Os carros vão ter um sistema de navegação avançado que mostrará a rede de estações de troca e postos de carregamento e indicará quando é necessário carregar a bateria.

No entanto, o preço destes serviços ainda está por definir. “Ainda estamos a trabalhar nisso, mas será muito mais barato do que guiar um carro a gasolina. Daqui a seis ou doze meses já teremos novidades”, garantiu o responsável da Better Place dinamarquesa, Jens Moberg.

Os carros elétricos vão também potenciar energias alternativas, como a eólica, que pode ser usada para carregar os carros durante a noite quando o consumo de eletricidade é menor.

A Better Place estima que, se os 2,2 milhões de automóveis dinamarqueses movidos a combustíveis fósseis forem substituídos por veículos elétricos serão necessárias 700 turbinas eólicas para os alimentar.

Nos postos de carregamento das baterias, que vão estar instalados nas cidades, junto das habitações e dos empregos, será necessário esperar cerca de duas horas para voltar a usar o carro, mas se o automobilista optar pelas estações de troca de baterias, o processo não vai demorar mais do que 40 segundos.

Os veículos elétricos e o aumento do potencial eólico permitirão reduzir fortemente as emissões de gases com efeito de estufa na Dinamarca.

Um carro a gasolina ou a diesel emite pelo menos quatro toneladas de dióxido de carbono num ano, por cada 20 mil quilômetros.

BlueCar: elétrico e solar!

Quinta-feira, Março 19th, 2009

Fabricado pela italiana Pininfarina e pela francesa Bolloré, o carro em questão não é mais só um protótipo. O BlueCar é um carro elétrico e terá as suas primeiras unidades entregues em cerca de um ano em seis países europeus. Além de poder ser carregado em qualquer tomada tradicional, o carro também possui painéis solares que podem reabastecer o carro mesmo em movimento.


Só pra se ter uma idéia, com a bateria carregada completamente, o carro tem uma autonomia de 250km. Porém, com os painéis solares essa autonomia aumentaria significativamente: De acordo com testes, o carro ganharia 30km de autonomia a cada 7 minutos de exposição aos raios solares, além de alimentar os instrumentos internos do carro.

Sua velocidade máxima é limitada em 130km/h e possui uma aceleração de 0 a 60km/h em 6,3 segundos.
Um belo carro, energicamente eficiente e ecologicamente correto. O preço ainda não foi divulgado, mas a empresa italiana já aceita pedidos.
E aí, você trocaria o seu carro por um desses?

Fonte: TreeHugger

Um carro ou uma bateria?

Terça-feira, Janeiro 27th, 2009

Cientistas da Universidade de Delaware, EUA, desenvolveram um projeto que utiliza o carro como um gerador de energia. O carro elétrico foi transformado e consegue abastecer cerca de US4.000,00 por ano em forma de energia elétrica. O carro, batizado de V2G é apenas um protótipo, mas o responsável pelo projeto, Willet Kempton, já trabalha para construir mais carros até o final de 2009.

Kempton acredita que essa possibilidade de armazenamento de energia possa ser um grande incentivo ao uso das energias renováveis. “O carro funciona como uma grande bateria, que pode ser alimentado por qualquer tipo de energia, como a solar e a eólica. Após carregado, ele pode ser usado como automóvel, para abastecer uma residência ou ainda para vender essa energia

Os veículos vão ser usados na cidade de Newark e é um experimento único no mundo.

Especificações do projeto

  • Feito com materiais leves, o carro não emite dióxido de carbono (CO2) e otimiza toda a energia.
  • Aceleração: 0 a 100km/h em 7 segundos.
  • Velocidade máxima: 150km/h
  • Duração da bateria: 5 anos ou 80.000 km (ainda em fase de teste)
  • Manutenção: Não há troca de óleo; os freios tem duração três vezes maior que um carro normal, pois o carro tem um mecanismo que diminui a velocidade com a redução de energia da bateria.

Apesar dos EUA ser o país que mais polui no mundo, vem de lá as maiores soluções para o uso de energias renováveis.

Já foi dito aqui antes, mas não vejo esse tipo de projetos aqui no Brasil. Alguém conhece?

Selos com pegada de carbono!

Quinta-feira, Setembro 11th, 2008


Depois de redes de supermercados britânicas e revendedoras de carros francesas criarem selos com informações sobre a pegada de carbono para serem exibidos nos produtos que vendem, o Japão decidiu que esta seria uma boa tática para motivar a população a colaborar com os planos ambiciosos do governo no combate ao aquecimento global.

O anúncio foi feito nesta semana pelo ministro de comércio, Takuma Inamura, segundo o qual os selos trarão detalhes sobre o quanto de dióxido de carbono (CO2) é emitido durante a vida útil do produto, que inclui produção, distribuição e descarte. As emissões resultantes desse processo formam a chamada pegada de carbono. O Japão tem como meta cortar as emissões de gases do efeito estufa em 80% em 2050.

Apesar de todos os avanços tecnológicos e boa eficiência energética, o Japão está tendo dificuldades para alcançar a meta de cortar em 6% as emissões de 2012 em relação aos níveis de 1990. Em julho, o primeiro-ministro Yasuo Fukuda pediu aos consumidores japoneses que liderassem uma “revolução na redução de CO2″ global, ajudando o país a chegar a ambiciosa meta do governo.

Porém, ainda não se sabe ao certo até que ponto os consumidores estão dispostos a gastar para reduzir as emissões. Uma pesquisa de opinião feita recentemente no país mostrou que quase 80% dos entrevistados não pagaria mais que 2 mil yen (20 dólares) por mês para adquirir eco-produtos ou promover economias de combustível.

“Muitas pessoas não sabem o que o termo pegada de carbono realmente significa. Mas eu espero que isto abra caminhos para outras empresas fazerem a sua parte para chamar a atenção do público”, disse Inamura

Você sabe o que significa “pegada de carbono”?

Visite o site do Idec e descubra o quanto você faz para salvar o planeta!

Zonas Verdes

Domingo, Fevereiro 10th, 2008

Mais um bom exemplo ambiental vem da Europa. A partir do começo desse ano, os carros que não tiverem um adesivo de identificação não poderão trafegar em alguns trechos específicos de algumas cidades da Alemanha. São as “zonas verdes”.

Esse adesivo identificará os veículos que estão com os seus níveis de emissão de gases em estado normal, sem agredir em demasia o meio ambiente. A multa pra quem desrespeitar essa nova lei é de cerca de 120 reais (40 €). Ainda em uma fase experimental, o projeto visa incentivar outras formas de transporte menos poluentes e o transporte público.

As zonas verdes já estão implementadas em três cidades: Berlim, Colônia e Hannover. A política visa incluir mais 21 cidades até o final de 2008 e tem o objetivo de ter pelo menos 15% de seu trafego composto por bicicletas até o ano de 2010. Para os veículos registrados em países da Comunidade Européia o preço do adesivo será de 29,80 €. Já para veículos de outros países o preço sobe para 39,80 €.

No mundo todo as políticas de transporte público e limitações ao tráfego de veículos aumentam. Surgem soluções inovadoras que agradam e desagradam ao mesmo tempo, mas, sem dúvida, fazem bem ao meio ambiente. O curioso é saber que o Brasil vem batendo recorde de venda de automóveis, ano após ano, e nenhuma política ambiental é implementada. Curioso, não?

O que você acha disso? Você acha possível esse tipo de política no Brasil?

Novas tecnologias

Segunda-feira, Dezembro 10th, 2007

Em busca de novas tecnologias.

Provavelmente todas as pessoas acreditem que a indústria automobilística já utiliza a mais alta tecnologia na construção e fabricação de seus produtos. Uma excelente iniciativa junto a universitários brasileiros mostra que as grandes indústrias ainda têm muito que aprimorar.

Realizada entre os dias 1 e 3 de novembro no kartódromo de Interlagos, em São Paulo, a Maratona de Eficiência Energética contou com palestras e uma competição em duas categorias: carros movidos a eletricidade e à gasolina.
O resultado não poderia ser mais animador: 22 equipes de doze universidades brasileiras criaram protótipos de veículos automotores de acordo com as exigentes regras da competição.

Usando de bastante criatividade – carros feitos de bambu e folhas de bananeira - e trabalho em seus protótipos, as equipes colocaram em prática muitos conceitos que buscamos em todos os níveis da sociedade: o uso eficiente da energia e das matérias-primas disponíveis. O vencedor da categoria gasolina (UNICAMP) conseguiu percorrer 367,05 quilômetros por litro de gasolina. Na categoria de carros elétricos, o vencedor foi a Equipe da Universidade Federal de Santa Maria, com 24.349m/Wh.

Apesar do clima de festa e confraternização ser uma das características da maratona, há muitas lições que podem ser retiradas de iniciativas como essa. É uma grande oportunidade de trocar experiências e melhorar o desempenho energético não só dos protótipos, mas de carros de passeio que, cada vez mais, enchem as ruas das grandes cidades e poluem o precioso ar que respiramos.

Você pagaria um pouco mais caro em um carro ecologicamente correto?