O primeiro voo comercial movido a biocombustível acontecerá em abril de 2011. O avião escolhido é um Airbus A321, da Lufthansa, na rota Hamburgo-Frankfurt. Os aviões da linha serão movidos por uma mistura de 50% de óleo vegetal hidrogenado, diz comunicado da Airbus.
“Os voos continuarão por um período de seis meses”, em uma fase de testes que avaliará “o impacto a longo prazo dos biocumbustíveis sustentáveis na aviação”, acrescenta a nota.
No projeto, a Airbus oferece assistência técnica e controla a propriedade do combustível.
“Acreditamos que há grandes oportunidades de utilizar querosene biossintética, mas primeiro queremos aprender com a experiência diária”, disse o representante da Lufthansa, Wolfgang Mayrhuber.
Na Universidade de Illinois se costuma beber muito.E foi por causa disso que alguns pesquisadores chegaram na produção de um novo tipo de biocombustível extremamente eficiente. Este combustível é a base de levedura de cerveja!
O que sempre foi brincadeira, agora se tornou realidade: a cerveja (modo de dizer!) virou combustível!
O que vai ter de gente fazendo piadinha com isso… =)
Será que as bombas de gasolina vão se parecer com isso?
Entenda:
Caso você ainda não saiba, os biocombustíveis são feitos através do processo de fermentação das culturas e quando a levedura é utilizada para converter a biomassa em açúcares, a fermentação resultante deste processo cria combustíveis como o nosso famoso e velho etanol e novato isobutanol. O problema ocorre quando o fermento morrer se houver uma concentração muito alta dos álcoois nessa sopa explosiva e rica em açúcar.
Assim, para se obter um processo industrial mais eficiente, será necessário produzir lotes mais concentrados para tornar a produção mais eficiente, e é aí que a nova descoberta genética para alavancar o novo processo de produção de biocombustível. O desafio agora é criar as leveduras em grande escala e começar em breve a produção com estes novos genes.
Para citar como exemplo, um dos genes isolados chama-se INO1 e aumentaria a tolerância da levedura de álcool em cerca de 340% o que seria um salto significativo na produção de qualquer combustível. Traduzido em números, essa pequena modificação resultaria em de 70% a mais combustível por lote produzido, tornando esse gene uma mina de ouro para as indústrias de biocombustíveis.
A British Airways fechou um acordo para a construção da primeiro centro europeu para a produção de biocombustível para aviões.
Segundo a BBC, a unidade deverá ser capaz de produzir 60 milhões de litros de combustível para abastecer os jatos da empresa britânica a partir de 500 mil toneladas de lixo.
O centro será construído em Londres e entrará em operação em 2014. Com estes 60 milhões de litros será possível abastecer apenas 2% dos voos que decolam do Heathrow, o principal aeroporto inglês.
Além de menos poluente, o biocombustível é mais benéfico ao meio ambiente por reaproveitar o lixo comum. Normalmente, esse material permanece em aterros sanitários produzindo gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa.
Este não foi a primeira iniciativa neste sentido. Em 2008, a Virgin Atlantic Airways realizou um voo pioneiro entre Londres e Amsterdã apenas com biocombustível. Na época, o combustível foi produzido de óleo de coco de babaçu.
Desde então, diversos voos a partir de outros biocombustíveis experimentais vêm sendo realizados pelo projeto Combustível Sustentável para Aviação, uma iniciativa que inclui companhias aéreas, como a própria Virgin e a Continental Airlines, além de fabricantes de aeronaves como a Boeing.
O resultado divulgado no ano passado, diz que biocombustíveis produzem de 65 a 80% menos gás carbônico que os tradicionais combustíveis fosséis.
O termo “sucata voadora” nunca foi tão propício quanto agora!
No ano em que comemora seus 60 anos, o Grupo Pão de Açúcar inaugura o primeiro supermercado verde do país na cidade de Indaiatuba, no Estado de São Paulo. Com o lançamento da loja verde, o Pão de Açúcar conseguiu reunir, num único espaço, práticas de sustentabilidade já realizadas pela rede e avança ainda mais com uma série de inovações de estímulo ao consumo consciente.
No estacionamento há vagas e benefícios para os carros que utilizam biocombustivel. Além disso, foram instalados um bicicletário, uma estação de reciclagem e paisagismo com preservação da vegetação nativa, além da incorporação de espécies típicas da região.
Por todos os cantos, dentro e fora do novo Pão de Açúcar, há muita informação. Clara, simples e precisa. Soluções criadas especialmente para essa loja ajudam a esclarecer, mobilizar e despertar os clientes para a oportunidade de mudança e melhoria no comportamento de consumo.
Os preceitos que balizaram a implantação da nova loja Pão de Açúcar são: Reduzir, Reutilizar e Reciclar e estão presentes em cada etapa da loja, do projeto à operação. Entre as inovações, destacam-se:
CONSTRUÇÃO BASEADA NO SISTEMA LEED
O sistema construtivo da loja foi adequado aos requisitos do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que prevêem medidas construtivas e procedimentos que aumentam a eficiência no uso de recursos e diminuição do impacto sócio-ambiental no processo da edificação como: aumento da eficiência no uso de energia, no consumo de água potável e na aplicação e utilização dos materiais.
Seguindo os critérios do LEED, vale ressaltar alguns pontos da nova construção:
Localização
A escolha de Indaiatuba mostra a preocupação da empresa com a coerência que deve trabalhar toda sua cadeia de relacionamentos, minimizando substancialmente o impacto do seu negócio. A localização vai permitir avançar no conceito de fornecimento de produtos com baixo impacto ambiental, especialmente no segmento de hortifruti, com produtores localizados próximos à loja.
Projeto
O projeto arquitetônico do Pão de Açúcar Indaiatuba considerou estudos de impacto e o resultado dos levantamentos é um empreendimento que privilegia melhor qualidade ambiental interna, eficiência energética, racionalização do uso de água, sustentabilidade de espaço e materiais, garantindo conforto, qualidade dos produtos e operação com padrão de excelência.
O abastecimento de energia é proveniente 100% de fontes renováveis - energia verde.
Todas as ações vão gerar uma economia mensal de 100.000 litros de água.
Além de oferecer aos clientes sacolas retornáveis como alternativa às embalagens plásticas, a empresa reforça o seu portfólio de opções e lança uma nova ecobag, 100% algodão e com a frase: “eu sou uma sacola verde”. Somadas às versões da SOS Mata Atlântica e as confeccionadas em ráfia, a rede oferece dez opções diferentes de ecobags dimensionadas para diferentes momentos de compra. Desde o lançamento do projeto de sacolas retornáveis, já foram comercializadas mais de 180.000 em todo o Brasil.
Além do incentivo para o uso de meios alternativos de embalagens, os consumidores também têm à sua disposição as sacolas plásticas, mas que terão uma nova versão na loja verde: 100% reciclável, com textura mais grossa que as tradicionais e produzidas em 3 camadas: 25% material virgem - externo -, 50% reprocessado (reciclado), no recheio - e 25% virgem - na área de contato com os alimentos. Mais resistente, o novo modelo de sacola plástica pode ser reutilizada e inibe anda o uso de duas ou mais embalagens no transporte das mercadorias.
Além da facilidade para depósito de materiais pós-consumo (presentes em grande parte das lojas Pão de Açucar), os clientes que quiserem optar pela reciclagem pré-consumo podem deixar as embalagens de papel e plástico adquiridas na loja no próprio caixa, no ato da compra. É o projeto Caixa Verde, lançado pela rede no início deste ano, já disponível em 7 lojas e que em Indaiatuba estará disponível em 04 check-outs.
E não são só os consumidores que estarão envolvidos na cruzada lixo zero. Na loja, entre os treinamentos recebidos pelos colaboradores, está o de separação do lixo, cuja meta é reciclar 90% de todo resíduo gerado no processo operacional, incluindo material orgânico.
Serviços Diferenciados.
Em uma área de 380m², o Pão de Açúcar Indaiatuba reúne rotisserie, sushi bar, pizzaria, frutaria, sorveteria e o espaço café.
Na rotisserie, todo dia uma sugestão verde. O menu conta com um cardápio variado incluindo as linhas orgânica e vegetariana.
Os carrinhos de supermercado são feitos de garrafas pet recicladas.
Todas as bandejas de produtos são feitas com féculas de mandioca ao invés de isopor.
Todas as prateleiras (gôndolas) são feitas com madeira certificada pelo FSC Brasil.
Veja o vídeo de uma matéria feita na loja. O que precisamos fazer é sugerir e exigir dos supermercados de nossas cidades um serviço similar para que tenhamos acesso a esse tipo de estabelecimento e com esse nível de informação. Tomara que seja uma realidade para todos num futuro bem próximo!