Avião movido a energia solar!
Quinta-feira, Julho 2nd, 2009Foi apresentado na semana passada, na Suíça, o Solar Impulse HB-SIA, primeiro avião movido a energia solar programado para planos de voo noturno.
A expectativa é que, no ano que vem, o avião cruze os EUA e, em maio de 2011, dê a volta ao mundo, com escalas em todos os continentes.
O projeto vem sendo considerado a nova aventura de Bertrand Piccard, um psiquiatra franco-suíço de 51 anos, primeiro homem a dar a volta ao mundo num balão, sem escalas, em março de 1999. Ele faz parte de uma família de inovadores (loucos?). Seu avô, Auguste Piccard, o primeiro homem a alcançar a estratosfera em um balão com cabine pressurizada, em 1931. E o pai, Jacques Piccard, atingiu a profundidade recorde de 10.911 metros na fossa filipina das Marianas com o batiscafo “Triest”, em 1960.
O desafio de criar uma aeronave com energia limpa foi dividido, em 2002, com o empresário André Borschberg, engenheiro de 57 anos, formado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e ex-piloto da Força Aérea Suíça.
Ele e Piccard conseguiram atrair cifrões de empresas como Solvay, Omega e Deutsche Bank. Além disso, foi formado um comitê de apoiadores do projeto, que inclui personalidades como Al Gore, Buzz Aldrin (homem que pisou na Lua) e até Paulo Coelho. Eles preferem não divulgar o custo do projeto, embora Piccard tenha comentado, em uma entrevista em 2007, que o investimento total (incluindo dois aviões e operações de voo) fosse de cerca de 100 milhões de francos suíços (cerca de R$ 181 milhões), na época.
A aeronave se movimenta a 70 quilômetros por hora, em média, e o cockpit prevê apenas um piloto, que precisa usar máscara de oxigênio em grandes altitudes. A potência dos motores não passa de 8 HP ou 6kW, mais ou menos o equivalente à da máquina construída pelos irmãos Wright em 1903. O desempenho parece modesto, mas é um feito ao se considerar a capacidade de voar sem sol e nem sequer um litro de combustível.
“Uma bateria de lítio de 400 quilos permite o voo noturno”, explica Le Liepvre. Além disso, o piloto do Solar Impulse terá que seguir uma rotina para manter a aeronave em funcionamento: no fim da noite, a altitude será de cerca de 3.000 metros. Com o nascer do sol, o avião começará a subir, alimentando as baterias. Após algumas horas, alcançará 12.000 metros e, ao entardecer, retomará os 3.000 metros.
Fonte: UOL Ciência e Saúde.

