Posts Tagged ‘arquitetura’

Transporte alternativo

Sexta-feira, Junho 4th, 2010

A mudança foi drástica: de antigo estacionamento para um centro de facilidades para ciclistas.

Essa foi a proposta vencedora do prêmio de Design Sustentável 2010, nos EUA. A ideia foi da arquiteta Annie Scheel.

O projeto oferece serviços específicos para ciclistas. Lá estão restaurantes, vestiários com duchas, oficina de reparo, lojas para venda e aluguel de bicicletas e, óbvio, um estacionamento para as bikes.

O estacionamento tem um sistema vertical de armazenagem com muitos andares e capacidade para 690 bicicletas. Um pátio central verde oferece luz e ventilação naturais ao edifício. O local é estratégico, pois está localizado próximo ao distrito comercial, atrações turísticas e a linhas de transporte público.

Nem é preciso dizer que isso é um incentivo muito grande ao uso da bicicleta. O problema é isso é apenas uma ideia. O que você precisaria para trocar seu meio de transporte por uma bicicleta? Um lugar como esse resolveria seu problema?

Responda, nos queremos e precisamos saber!

Colheita Feliz!

Terça-feira, Janeiro 26th, 2010

Seria o sonho poder comprar frutas e legumes diretamente dos produtores, não? Além do menor preço e da diminuição do impacto ambiental, essa prática aumenta muito a qualidade dos produtos. Levando em conta estes princípios, a dupla de arquitetos americanos Joseph Grima e Jeffrey Johnson criaram a “LandGrabCity”, um enorme “pomar” no meio da cidade de Shenzen, na China.

“Não há motivo para segregar o meio rural e a cidade. É preciso haver uma maior conexão entre o campo e a cidade”. LandGrabCity é um dos muitos projetos que têm como príncipio esta integração. Na primeira colheita do projeto, as famílias ajudaram e batizaram os alimentos de “happy vegetables”.

“Pense globalmente, aja localmente”.

Fonte: www.szhkbiennale.org

Como deixar sua casa mais ecológica!

Terça-feira, Outubro 27th, 2009

Você já ouviu falar na arquitetura verde? O conceito é uma alternativa para economizar energia e água e preservar o meio ambiente. Eis algumas soluções para tornar o mundo melhor!

Garagem e quintal

Lajes e chão cimentado são o cenário padrão nesses ambientes. O processo produtivo do cimento gera gás carbônico (CO2), um dos gases do efeito estufa. Cada tonelada de clínquer (cimento na forma básica) produz cerca de 600 quilos de gás carbônico. Outro ponto importante: o concreto não absorve a água da chuva, que pode escorrer pelas ruas e contribuir para enchentes e alagamentos.

Alternativa: crie um jardim. Comece plantando uma trepadeira - a planta se ergue nos muros e deixa o ambiente aconchegante. No chão, uma dica é plantar grama onde o carro é estacionado. Para economizar luz na garagem, instale um telhado de policarbonato. O material permite maior entrada de luz.

Cozinha

Nesse ambiente, os principais pecados são desperdício e falta de reciclagem. Uma família brasileira joga fora, em média, meio quilo de comida por dia. Dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) apontam que no Brasil são desperdiçados 26 milhões de toneladas de alimentos por ano, volume suficiente para alimentar bem 35 milhões de pessoas. De 100 caixas de produtos alimentares colhidas no campo, 39 não chegam à mesa do consumidor.

Alternativa: compre apenas o que for consumir e, sempre que puder, reaproveite a sobra da refeição para fazer algo diferente na próxima. Recicle: arrume dois baldes diferentes, um para jogar o lixo orgânico e outro para colocar os recicláveis. Se na sua rua não existir coleta seletiva de lixo, converse com catadores de lixo e combine com eles a retirada periódica do material reciclável.

Banheiro

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, 2006, no Reino Unido, um cidadão de classe média gasta mais de 50 litros de água por dia dando a descarga - mais de dez vezes o volume disponível para as pessoas que não têm acesso a uma fonte de água potável na maior parte da zona rural da África subsaariana. Com o banho, a história é parecida: 15 minutos de ducha consomem 135 litros de água.

Alternativa: se você mora em um edifício, sugira a instalação de hidrômetros individuais - a expectativa é de que haja redução de 20% a 30% no consumo de água. Uma sugestão para economizar água é utilizar a da chuva para descargas ou limpeza do chão, que pode ser captada com um galão. Ou, uma alternativa mais sofisticada é criar uma cisterna. Em um telhado de casa de classe média, de 100 metros quadrados, em São Paulo, chove por ano cerca de 150 mil litros de água. Isso é metade do que uma família de cinco pessoas utiliza ao longo do ano.

Quartos e sala de estar

Geralmente, a tinta usada nas paredes desses ambientes é à base de solventes, que contêm substâncias tóxicas. Algumas janelas, ainda, são de PVC, material proibido em diversos países pela suspeita de causar câncer quando inalado. Em alguns casos, os cômodos são quentes ou frios demais e com pouca ventilação. Isso aumenta o uso de aquecedores ou ventiladores.

Alternativa: utilize tinta à base de cal ou silicatos. Ambos permitem que a parede “respire” e são naturalmente fungicidas, por isso, não precisam usar produtos químicos para combater micro-organismos. Outra opção é a tinta à base de água. Para as janelas, as de madeira causam 43% menos dejetos do que as de PVC. Nesse caso, é importante verificar a origem do material (para garantir que ele não veio de desmatamento ilegal ou de locais com trabalho escravo). Dica para diminuir o calor do quarto: faça uma manta de Tetra Pak, que absorve a luz solar (confira o passo a passo no site www.ecopratico.com.br).

Fonte: Revista Natural 

Bate estaca ecológico

Quinta-feira, Dezembro 6th, 2007

O avanço tecnológico ao longo das últimas décadas vem produzindo muitas opções de conforto material e gerando enormes problemas no equilíbrio da natureza. A grande novidade são as tecnologias que vêm acelerando o mercado com soluções criativas e sustentáveis que o mundo corporativo e a sociedade exigem cada vez mais.

Em todos os níveis de mercado há produtos e serviços ecologicamente corretos para tentar corrigir o enorme efeito negativo que estamos causando ao nosso planeta. Até um dos grandes inimigos do meio ambiente vêm mostrando preocupação e buscando novas soluções. É o caso da construção civil que sempre foi o maior consumidor de recursos naturais e um dos grandes responsáveis pela emissão de gases do Efeito Estufa.

A engenharia civil ecologicamente correta implica no uso sustentável de energia, na redução dos impactos ambientais causados pelos processos construtivos, pelo uso e demolição dos edifícios e pelo ambiente urbanizado, promovendo alterações conscientes no entorno, de forma a atender as necessidades de habitação preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida.

O que permite que uma obra seja considerada sustentável é a avaliação do local de sua implantação e o planejamento de todas as intervenções, de forma a agredir ao mínimo o meio ambiente antes, durante e depois. No Brasil, ainda não há normas para avaliação e certificação de produtos sustentáveis ou ambientalmente corretos, com exceção da madeira certificada. Mas, aos poucos, algumas práticas na linha da sustentabilidade começam a surgir como diferenciais em empreendimentos imobiliários. Entre os mais populares e disseminados estão as lâmpadas, as ventilações naturais, as torneiras e chuveiros inteligentes, as diferentes formas de captação de energia e o aproveitamento da água da chuva, entre outros.

O que é bastante animador no cenário da construção civil é a popularização desses produtos e das alternativas criadas para os construtores, independentemente do preço final da obra. A democratização desse tipo de tecnologia é imprescindível para o sucesso dessa campanha mundial de excelência em aproveitamento dos recursos naturais disponíveis.

Em escala muito maior e com preços ainda nada acessíveis estão os chamados green buildings (prédios verdes). Estas construções são submetidas a protocolos internacionais de certificação que atestam seu desempenho, inteligência e uso correto dos bens naturais. No Brasil já há alguns prédios certificados.

Você conhece ou já visitou algum?