Posts Tagged ‘aquecimento global’

Seu bife e as mudanças climáticas!

Quinta-feira, Outubro 29th, 2009

O mundo deveria se tornar vegetariano para combater com sucesso a mudança climática, já que o efeito estufa do gás metano liberado por vacas e porcos é 23 vezes mais potente que o do dióxido de carbono, segundo uma das maiores autoridades britânicas no assunto.

Em declarações ao jornal “The Times”, lorde Stern, autor de um relatório sobre a economia da mudança climática encomendado pelo Governo do Reino Unido, disse que a pecuária destinada ao consumo de carne representa “um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa”.

Segundo números da ONU, a produção de carne é responsável por pelo menos 18% das emissões globais de CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a destruição de florestas para a pecuária extensiva como a produção de ração para animais.

A ONU também já disse que, caso a tendência atual se mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até 2050.

Com base nessas informações, Stern propõe que a cúpula sobre mudança climática de Copenhague (Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da carne e de outros alimentos que, durante seu processo de produção, são responsáveis pela liberação de uma quantidade significativa de gases estufa.

O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos gêneros alimentícios mudará até que comer carne se tornará algo inaceitável.

“Acho que é importante as pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a ver com o que se come”, diz lorde Stern, ex-economista do Banco Mundial e atual professor da London School of Economics.

Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é extremamente necessária para alcance de um acordo significativo.

“Minha mensagem ao presidente Obama seria a seguinte: ‘Vá a Copenhague, participe com um espírito de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano’”, declarou o cientista ao “The Times”.

Fonte: UOL

Blog Action Day

Quinta-feira, Outubro 15th, 2009

Hoje, 15 de outubro, é o tão esperado Blog Action Day. Um dia para todos os blogs falarem sobre um só assunto: mudanças climáticas!

Como todos nós sabemos - e estamos sofrendo -, o planeta Terra já não é mais o mesmo. Muitas coisas vêm mudando, e, na maioria das vezes, pra pior, ecologicamente falando. As estações já não são mais tão bem definidas, muitos fenômenos naturais vêm acontecendo fora de época e a população sofre mais a cada dia. E o que estamos fazendo pra mudar isso?

Falar que nada está acontecendo seria uma blasfêmia, mas também não podemos ser assim tão otimistas. O que podemos dizer com certeza é que as pessoas (países, empresas, governantes e cidadãos) estão se tornando mais conscientes, mas ainda não se pode sentir essa efetividade na prática.  O dinheiro ainda está muito a frente dessa “ideologia” verde, infelizmente.

Nos resta proclamar, reivindicar e lutar pra que políticas surjam e nos afetem de maneira positiva. Falta um pouco de imediatismo também.

CDs ou MP3 - o que é melhor para o planeta?

Quarta-feira, Outubro 14th, 2009

Um estudo de quatro grandes institutos de pesquisa dos Estados Unidos mostrou que as emissões de carbono, um dos principais gases de efeito estufa, podem ser reduzidas em até consideráveis 80% quando o modelo de distribuição de música é via internet.

De acordo com o documento, elaborado pela Universidade Carnegie Mellon, o Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e a Universidade de Stanford, quando são considerados fatores como o processo de encarte dos discos, combustível gasto pelo transporte até as lojas e a maneira como os clientes se deslocam até os locais de compra, a redução das emissões podem girar entre 40% e 80%.

O relatório considera, ainda, a energia gasta pelo computador do cliente para baixar uma música e para manter os servidores da loja rodando. É preciso contabilizar esse fator caso a geração de energia seja feita a partir de fontes sujas, como a queima do carvão em usinas térmicas. Mesmo assim, o estudo conclui que a economia na emissão de carbono do processo de distribuição de música online em relação ao modelo tradicional compensa.

Agora só precisamos achar um modo justo dos artistas não serem pirateados e nem prejudicados com isso.

Fonte: Vírgula

Overshoot Day 2009!

Terça-feira, Outubro 13th, 2009

Como já se tornou costume aqui no Energia Eficiente, mais um ano de OverShoot Day!

A notícia passou quase despercebida e não foi manchete em nenhum jornal. Mas, em 25 de setembro a humanidade entrou no “cheque especial” da natureza. A data marcou o Earth Overshoot Day, que pode ser traduzido como o Dia da Ultrapassagem do Limite da Terra - quando os seres humanos passaram a consumir mais recursos naturais e serviços ecológicos do que o planeta poderia oferecer neste ano. Entre esses recursos e serviços estão, por exemplo, absorver o CO2 emitido pela queima de combustíveis ou proporcionar solo e água suficientes para garantir plantações de alimentos.


O cálculo foi feito pela Global Footprint Network, instituição que desenvolve e aplica a ferramenta da pegada ecológica. Pegada ecológica é uma medida que calcula a área produtiva necessária, de terra e de mar, para produzir tudo o que consumimos (como alimentos, roupa e energia) e também para absorver os resíduos que geramos (incluindo a emissão de gases de efeito estufa). Quando a pegada ecológica da humanidade é comparada à disponibilidade de recursos oferecidos pelos ecossistemas, sabemos se consumimos mais ou menos do que deveríamos. E estamos há muito tempo nos empanturrando do que já é escasso.

Se alguém fica devendo no cheque especial, o banco cobra juros. A natureza não pode fazer isso, mas nos manda a conta à sua maneira: se pescamos mais peixes do que a capacidade dos cardumes de se recomporem, aquela população decresce e pode até mesmo desaparecer, como vem ocorrendo em várias partes do oceano. A capacidade do planeta de absorver a quantidade de CO2 que emitimos há muito foi superada, resultando no aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, o que tem provocado o aquecimento global e pode levar a mudanças climáticas irreversíveis.

“É um simples caso de renda versus gasto”, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network, ao anunciar o Earth Overshoot Day deste ano. “Durante vários anos, nossa demanda sobre a natureza tem superado, por uma margem cada vez mais crescente, o orçamento do que a natureza pode produzir. As ameaças urgentes que estamos vendo agora - principalmente as mudanças climáticas, mas também a perda de biodiversidade, a redução de florestas, o declínio da pesca, a erosão do solo e o stress hídrico - são todos sinais claros: a natureza está ficando sem crédito para continuar emprestando.”

Consumo desigual entre os países

Atualmente, de acordo com a pegada ecológica, cada habitante do planeta tem 2,1 hectares disponíveis em recursos naturais para atender suas necessidades de casa, comida, roupas e energia. A pegada ecológica global, entretanto, é de 2,7 hectares por habitante. Esse sobreconsumo não é distribuído igualmente entre os países, pois enquanto alguns se empanzinam, outros passam fome. Veja a pegada ecológica de alguns países (em hectares/habitante):

  • Emirados Árabes Unidos - 9,5
  • Estados Unidos - 9,4
  • Kuait - 8,9
  • Dinamarca - 8,0
  • Austrália - 7,8
  • Nova Zelândia - 7,7
  • Brasil - 2,4
  • Índia - 0,9
  • Bangladesh - 0,6
  • Afeganistão - 0,5
  • Haiti - 0,5
  • Congo - 0,5

A primeira vez que a humanidade exigiu da Terra mais recursos do que ela pode prover foi em 1986. Dez anos mais tarde, já usávamos 15% a mais do que havia disponível, e o Earth Overshoot Day acontecia em novembro. Atualmente, usamos os recursos naturais a uma velocidade 40% maior do que o planeta é capaz de recompor. Nem mesmo a crise econômica que começou em meados de 2008 e se estendeu por 2009 foi capaz de alterar o quadro.

É certo que, a cada ano, graças à nossa crescente voracidade, o Earth Overshoot Day acontecia entre quatro e seis dias mais cedo do que o ano anterior. Em 2009, ele ocorreu um dia mais tarde do que em 2008, o que não significa grande alívio. “O fato é que, apesar de uma situação econômica mundial muito grave, nós ainda estamos muito além do orçamento em nosso uso da natureza”, disse Wackernagel. “O desafio é encontrar um jeito de reduzir a ultrapassagem do limite em tempos de fartura assim como em anos de vacas magras. Como podemos manter economias saudáveis e prover o necessário ao bem estar dos seres humanos de um jeito que não dependa da liquidação dos recursos e do acúmulo de CO2? Essa será a questão crucial do século XXI.”

Fonte: Instituto Akatu

Um exemplo para o mundo

Quarta-feira, Setembro 23rd, 2009

Independentemente da sua posição política ou da visão que você possa ter do comunismo de Cuba, esse texto é apenas uma sequência de fatos que nos mostram que o consumo é altamente perverso para o planeta. Se você ler o texto sem julgamentos e apenas analisando um modo de viver em sociedade, verá que a sustentabilidade está muito mais perto de Cuba do que no resto do mundo. Não queremos aqui deixar nenhum juízo de valor sobre o comunismo.

Leia, reflita e deixe seu comentário!

O relato foi publicado por John Bachtell, People’s Weekly World Newspaper, 09/03/09. (a tradução é minha, feita de forma livre.)

Durante recente visita a Cuba, paramos por uma cooperativa agrícola na periferia de Havana. Seus agricultores e as cooperativas de todo o país fazem parte do que é amplamente reconhecido como o maior experimento do mundo da agricultura biológica. Centenas de milhares de agricultores orgulhosamente se proclamam parte do movimento de Cuba “ambiental”.

Em 2008, Cuba foi devastada por três grandes furacões que causaram cerca de US$10 bilhões em danos, incluindo 400.000 casas destruídas e danos à agricultura. Os cubanos culpam, provavelmente de maneira certa, o crescente poder destrutivo e frequência dos furacões à mudança climática global. Compreensivelmente, a consciência ambiental ea necessidade de medidas radicais para reduzir o aquecimento global estão em alta.

Notavelmente, em 2006, o World Wildlife Federation avaliou Cuba como o único país que combina elevados padrões de desenvolvimento humano, tendo como parâmetros a alfabetização, os índices de saúde e a baixa “pegada ecológica”, onde se avalia a quantidade de dióxido de carbono emitido por habitante.

Fica a pergunta: como pode um país subdesenvolvido com tão poucos recursos económicos têm um desempenho ambiental melhor do que seu vizinho ricos? A história dá uma grande esperança de que o planeta Terra pode ser salvo.

O esforço para reverter a destruição ambiental e seguir um caminho de desenvolvimento sustentável é ainda mais notável considerando a história de Cuba, o bloqueio econômico imposto pelos EUA e os contínuos esforços para derrubar seu governo.

Assim como na maioria dos países, a história é marcada por inúmeras agressões ao meio ambiente na busca de se obter crescimento econômico em nível internacional e não foram poucas as degradações que a ilha sofreu. Mas o que mudou na Ilha?

Quando a Revolução Cubana ocorreu em 1959, a proteção ambiental se tornou uma prioridade, pois líderes revolucionários já eram ecologicamente comprometidos. A primeira Reforma Agrária, em 1959, nacionalizou o latifúndio e continha uma cláusula sobre “A conservação das florestas e solos”, deixando de lado grandes reservas de alguns dos maiores tesouros naturais de Cuba.

Nos anos subseqüentes a legislação ambiental foi aprovada e consagrada na Constituição, embora a legislação tenha sido bastante descumprida. A educação ajudou a criar um senso de responsabilidade ambiental, que tinham como maiores entusiastas professores e estudantes.

Os cubanos cometeram erros graves durante os anos sob a imensa pressão do desenvolvimento econômico e da escassez. Mas eles também aprenderam com seus erros e as políticas. Não é de surpreender que eles começaram a construir o socialismo imitando o modelo soviético, que deu ênfase a industrialização sem levar em conta o impacto ambiental, mas os cubanos logo perceberam o prejuízo resultante desse modelo e adequaram a sua situação ao que era necessário.

Em 1992, sob o impacto do crescente movimento ambientalista mundial, a ECO-92 foi realizada. Castro participou e fez um discurso para  enfrentar o subdesenvolvimento econômico e da pobreza com a sustentabilidade. Ele observou,

“Se queremos salvar a humanidade da destruição de si mesmo, temos que distribuir mais equitativamente as riquezas e tecnologias disponíveis no planeta. Menos luxo em alguns países seria a solução para a redução da pobreza e da fome na Terra. Precisamos parar de influenciar o Terceiro Mundo com esse estilo de vida e hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente “.

Com o declínio do socialismo mundial, Cuba se viu obrigada a tomar novos rumos. A mudança mais drástica foi no domínio agrícola. Os cubanos se virou para a agricultura e meios naturais de controle de pragas. OS Agricultores enfaticamente nos disseram que mesmo que o bloqueio acabe eles vão continuar a agricultura biológica porque é melhor para o ambiente, tanto para as condições de trabalho dos agricultores quanto para produzir alimentos mais saudáveis para o povo.

Além disso, os cubanos descentralizaram a produção agrícola e encontraram a responsabilidade local. Mais de um milhão de bicicletas foram importadas da China e cinco fábricas de produção de bicicletas foram construídos. Mais de 500.000 motos foram colocadas em operação em Havana.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (EPA como o nosso) foi criada para supervisionar a política ambiental e sua aplicação.

Em 1993, o Fontes do Programa de Desenvolvimento Energético Nacional foi aprovado, cujo objetivo era de conservação e eficiência energética e para começar a utilizar fontes de energia renováveis.

Como Renewable Energy World Magazine observou,

“Todas as escolas rurais, postos de saúde e centros sociais no país foram eletrificados com energia solar e, hoje, 2.364 dos sistemas de energia solar elétrico na ilha estão em escolas rurais. Fazer luzes, computadores e programas de televisão educativos acessíveis a todas as crianças da escola no país deu a Cuba o prêmio Global 500 das Nações Unidas em 2001. ”

A Revolução Energética

No entanto, estas medidas se revelaram insuficientes. Assim, em 2006, Cuba adotou o que foi chamado de Revolução Energética. Essa política consiste em cinco aspectos: conservação, modernização da rede elétrica, maior utilização de recursos renováveis, uma maior exploração do local de gás e petróleo e uma maior cooperação internacional.

Conservação foi considerada o elemento-chave. Castro comentou:

“Não estamos à espera de combustível a cair do céu, porque descobrimos, felizmente, algo muito mais importante - a conservação de energia, que é como encontrar um grande depósito de petróleo”.

O programa revelou-se um grande sucesso em parte porque o país inteiro foi mobilizado a participar através de uma campanha de educação de massa. Um exército de jovens trabalhadores sociais é responsável por ir de porta em porta para espalhar as últimas práticas ambientais.

Cuba se tornou o primeiro país a substituir totalmente as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas. A rede nacional de energia foi modernizada e descentralizada. Centenas de micro sistemas hidrelétricos foram construídas; a agricultura urbana e o uso de hidroponia tem se expandido.

Dois grandes parques eólicos foram construídos no litoral, além de milhares de sistemas que geram energia solar. Reciclagem de resíduos de açúcar é a produção de bio-combustíveis.

Outro resultado importante da ECO-92 foi um convite para preservar a biodiversidade do mundo. Cuba foi um dos primeiros países a abraçar este desafio. Biodiversidade foi visto como uma parte integrante do desenvolvimento sustentável e levou a proteção ambiental à lei. O reflorestamento aumentou para 21% e está crescendo cada vez mais. Florestas e as árvores estão sob proteção rigorosa.

Diferente de quase todos os outros lugares no mundo, Cuba está protegendo suas áreas costeiras, manguezais e recifes de coral. Seu litoral é um dos mais preservados do mundo.

O exemplo de Cuba mostra que uma sociedade voltada para o desenvolvimento socialista, onde os trabalhadores detêm o poder econômico e político, é muito superior ao capitalismo, quando se trata de lidar com a crise ambiental e realmente reverter a destruição ambiental.

Cuba também nos mostra como o socialismo coloca as pessoas em primeiro lugar, como o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade podem ser sinônimos, como um país pode aprender com seus erros e ter flexibilidade para lidar com os problemas e as crises que possam surgir. No momento em que a crise econômica mundial, a desigualdade e a pobreza são vastas e intimamente ligadas à crise ambiental e global - o socialismo oferece o único caminho viável para assegurar o futuro da humanidade. 

Quem precisa se adaptar?

Quinta-feira, Setembro 17th, 2009

A campanha eu já publiquei aqui na semana passada, mas só agora eu vi o vídeo intitulado “Adaptação”. A animação foi desenvolvida em parceria com as produtoras Tribbo Post e Somzera e é a primeira produção brasileira em apoio ao movimento global TCK TCK TCK; O filme será veiculado em TV e salas de cinema

Quando Charles Darwin, naturalista britânico, publicou em 1859 a primeira edição de “A origem das espécies”, livro que teoriza sobre a evolução das espécies e o processo de seleção natural, talvez não imaginasse que o avanço do homem, com o auxílio da tecnologia, pudesse sintetizar quase todo o conteúdo em uma bela animação de apenas dois minutos. Pois foi unindo a clássica teoria com os recursos modernos que a agência Y&R, em parceria com as produtoras Tribbo Post e Somzera, criou um filme para alertar as pessoas sobre o problema do aquecimento global e conscientizá-las sobre a importância de ter uma nova atitude perante o meio ambiente. 
 
A ação, realizada inicialmente para o projeto “Reclame por um mundo melhor” – no qual agências de propaganda são desafiadas a criar comerciais contra o aquecimento global –, do programa Reclame, exibido pelo canal Multishow, também será o primeiro filme com produção nacional em apoio ao TCK TCK TCK, tique-taque de um relógio em inglês (www.tcktcktck.org e, no Brasil,  www.tictactictac.org.br) .

O movimento internacional foi lançado por Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU, e o pop star Bob Geldof, na última edição do Festival de Cannes. Essa ação global tem como objetivo mobilizar diversos órgãos da sociedade civil na missão de incentivar a assinatura de um novo acordo sobre mudanças climáticas durante a Conferência das Partes em Copenhague (Dinamarca), que ocorrerá de 7 a 18 de dezembro. No Brasil, a campanha já conta com 60 mil assinaturas em apenas uma semana de atividade. Além disso, o site da ação www.tictactictac.org.br já ultrapassou um milhão de visitas.

Além de veiculação no programa Reclame, a animação poderá ser vista em emissoras de TV e salas de cinema que também apoiam a causa. A criação é de Mariana Borga e Claudia Fugita, com direção de criação de Marco Versolato

Energia limpa vai gerar 8 milhões de empregos!

Quarta-feira, Setembro 16th, 2009

Até 2030, a indústria de energias renováveis e o aumento da eficiência energética podem promover 8 milhões de novos empregos no mundo. O cálculo foi feito pelo Greenpeace, em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis, e divulgado ontem, na Austrália, com o relatório “Trabalhando para o clima: energias renováveis e a revolução dos empregos verdes“.

Só no Brasil seriam cerca de 600 mil empregos, especialmente nos setores de biomassa e energia eólica. A substituição do carvão por fontes renováveis de energia pode gerar o triplo de ocupações - seriam 2,7 milhões de postos de trabalho a mais - isso sem falar na não-emissão de 10 bilhões de toneladas de gás carbônico.

A condição para chegarmos a esses números de empregos verdes está diretamente ligada com as decisões que serão tomadas em Copenhague, durante a 15ª COP - Conferência das Partes, da ONU. A expectativa do Greenpeace é que o acordo firmado preveja uma grande redução de emissões de carbono, de modo que o aumento de temperatura no planeta não passe de 1,5º C.

De acordo com a ONG, as emissões devem atingir seu nível máximo até 2015 e serem reduzidas drasticamente até 2050, quando deveriam estar próximas de zero. Para isso, os países desenvolvidos precisam assumir um compromisso de diminuição de carbono de, pelo menos, 40% até 2020, sendo que ¾ disso deveriam ser feitos internamente. Já os países em desenvolvimento devem contribuir com uma redução entre 15 e 30% até a mesma data, contando com o apoio dos países ricos. O desmatamento-zero tem que ser atingido nos próximos dez anos.

Fechado o acordo em Copenhague, cada país deve implementar políticas públicas que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento de energias renováveis e de tecnologias que aumentem a eficiência energética para a geração dos milhões de postos de trabalho.

A conta mostra, mais uma vez, que a crise econômica e a crise ambiental têm solução comum: a sustentabilidade do planeta.

Plantas que nos fazem respirar!

Sexta-feira, Setembro 11th, 2009

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriu que três plantas muito comuns nas casas brasileiras podem ajudar a diminuir os níveis de ozônio em ambientes fechados: espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum). Está aí uma boa dicade plantas para você ter em casa. Além de funcionarem de objeto de decoração, essas plantas nos fazem respirar melhor! Entenda o porquê!

Espada-de-são-jorge

Jibóia

Clorofito
Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio é um gás incolor e altamente reativo formado quando o oxigênio reage com outros elementos químicos. Embora seja associado com mais freqüência ao ar externo, ele também se faz presente em ambientes como casas e escritórios e costuma ser liberado por impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e por alguns sistemas de purificação do ar.

O gás é tóxico para os seres humanos. Uma estimativa de 1998 do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas alertava para a forte toxicidade do ar em ambientes fechados, sendo o ozônio nesses locais a causa de mais de 2 milhões de mortes por ano.

No estudo com as três plantas, os pesquisadores simularam escritórios e ambientes domésticos em uma estufa, que era dividida em câmaras equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio pudessem ser reguladas e medidas.

Dados das câmaras foram registrados a cada cinco minutos após a aplicação de ozônio. Os resultados mostraram que as taxas de depleção do ozônio eram maiores nas câmaras que continham plantas do que em outras sem, usadas como controle. Não houve diferença significativa entre as taxas apresentadas pelas três espécies de plantas.

“Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo”, destacaram os autores.

Segundo eles, a alternativa seria ainda mais vantajosa para os países em desenvolvimento, nos quais o uso de tecnologias de controle da qualidade do ar em ambientes fechados são muitas vezes economicamente inviáveis.

O trabalho foi publicado na revista HortTechnology, da Sociedade Norte-Americana de Ciência da Horticultura.

*As informações são da Agência Fapesp

Tic Tac Tic Tac: mais do que uma simples campanha.

Terça-feira, Setembro 8th, 2009

 

A campanha TCK TCK TCK (tique-taque de um relógio em inglês) chegou ao Brasil para conscientizar a população sobre as mudanças climáticas. O movimento já é conhecimento globalmente e tem como objetivo a assinatura de um novo acordo sobre o clima durante a Conferência das Partes (COP-15), entre os dias 7 e 18 de dezembro, em Copenhagen na Dinamarca.

Os conselheiros brasileiros do movimento apresentaram os planos para o país, que engloba vários órgãos da sociedade civil. O mercado publicitário conheceu a ação durante o Festival de Cannes, com a apresentação da Euro RSCG e da ONG Advertising Comunity Together (ACT), que contou com a participação de Bob Geldof e Kofi Annan (ex-secretário geral das Nações Unidas).

Dez capitais brasileiras vão sediar, neste fim de semana, eventos comemorativos aos 100 dias para o começo da conferência. Entre as ações estão a instalação, na Praia de Copacapana (RJ), Parque do Ibirapuera (SP) e Farol da Barra (BA), de relógios de 10m de altura com contagem regressiva, que serão alimentados por energia solar.

No Brasil, a campanha Tictactictac arrecadou US$ 150 mil e pode chegar a US$ 6 milhões no mundo. Além disso, o site da ação está com quase um milhão de assinaturas. O movimento terá anúncios na revista Veja, já negocia com jornais e com a Globo para veicular um comercial de 30 segundos durante duas semanas, de acordo com Sandra Sinicco, CEO do Grupo Casa e voluntária responsável pela comunicação da causa. A peça para a TV foi criada pela EuroRSCG de Paris foi adaptada pela Rebouças & Associados.

Vários países também vão contar com um grande evento no dia 21 de setembro, quando acontece a Assembleia Geral das Nações Unidas. Entre as ações de publicidade estão: as estratégias de marketing pela Agência Salve e as peças de entidades como Greenpeace e WWF.

A campanha também está presente na política, nas áreas sindicais e sociais. Todos os esforços visam pautar a agenda dos participantes da conferência e alertar a população sobre a causa.

Terra preta: seremos salvos pelos índios?

Segunda-feira, Agosto 17th, 2009

É no mínimo irônico pensar que uma técnica ancestral dos índios pode ser uma das chaves contra o aquecimento global. Nós que, historicamente, nunca demos o respeito devido a esse povo, que os maltratamos de forma contínua e destruímos os habitat deles, agora vamos novamente até eles pra aprender um pouco sobre como cuidar do planeta.

O biocarvão, ou biochar e recentemente chamado de biological charcoal (carvão biológico), é feito de resíduos orgânicos, ou biomassa, como a madeira, plantas e até adubo de animais. Esses materiais são queimados através de um processo conhecido como pirólise, em temperaturas acima de 400°, com pouco ou nenhum oxigênio.

Além de aumentar a produtividade agrícola quando usado junto ao solo, o biocarvão pode ajudar a resgatar dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e fornecer energia. Quando morrem, as plantas liberam CO2 que absorveram novamente no ambiente, mas a pirólise retém de 20% a 50% desse carbono. Está sendo considerada uma das grandes armas contra o aquecimento global.

Os gases produzidos durante o processo de queima podem ser usados como combustível. É o ‘ouro negro’ da agricultura, afirmam cientistas ouvidos pela CNN.

Os EUA - e alguns outros países - ‘descobriram’ essa técnica e já vêm desenvolvendo e fazendo estudos para o uso em escala mundial.

Mais uma vez a própria natureza nos dá a solução. Nós só temos que aprender a usar de modo consciente tudo que ela nos dá. E é exatamente esse o problema que vivemos: saberemos dosar isso?