Posts Tagged ‘aquecimento global’

Recordar é viver…

Terça-feira, Dezembro 22nd, 2009

… e aprender com os erros é sinal de sabedoria.

Para as muitas pessoas que não se lembram do maior desastre nuclear da história, um vídeo genial do Greenpeace: Chernobyl - 20 anos.

Em tempos que a humanidade não consegue resolver - ou ao menos amenizar - os efeitos do aquecimento global, eis uma parte da história que devemos relembrar sempre. O homem altera as condições do planeta e depois resolve não fazer nada para a sua recuperação.

Prestem bastante atenção:

Os cavaleiros do Apocalipse

Quarta-feira, Dezembro 16th, 2009

O Greenpeace deixou mais um sinal do que poderá acontecer caso não seja assinado um Acordo climático vinculativo, justo e ambicioso em Copenhagen. Na segunda-feira, dia 14 de Dezembro, a organização juntou à porta do Parlamento dinamarquês, em Copenhagen, os quatro cavaleiros do Apocalipse. Lá estavam eles, caracterizados e simbolizando a morte, a fome, a guerra e a peste. São estas as 4 catástrofes que a humanidade poderá ter de enfrentar no futuro caso não sejam tomadas medidas fortes para conter as alterações climáticas.

Pode parecer engraçado, mas o assunto é sério. Bem sério.

Veja o vídeo:

Previsões ambientalistas

Quinta-feira, Dezembro 3rd, 2009

As ONGs ambientalistas Greenpeace e TicTacTicTac (organização que nos Estados Unidos se chama TckTckTck) criaram outdoors que criticam a falta de ações mais concretas dos líderes mundiais contra o aquecimento global.As fotos mostram diversos líderes mundiais - Barack Obama, Lula, Sarkozi, Zapatero, etc - já velhos e com os cabelos brancos.

O texto que acompanha a fotomontagem diz “Sinto muito! Nós poderíamos ter impedido mudanças catastróficas no clima… mas não fizemos”.Tudo isso para ilustrar e chamar a atenção do mundo para a Conferência do Clima das Nações Unidas. Confira as emissões e propostas de corte de CO2 de vários países.Veja as fotos:

 

Como destruir as camadas polares

Quarta-feira, Novembro 25th, 2009

Uma propaganda de 1962 previu o destino das camadas polares. A gigante petrolífera Humble Oil - que viria a se tornar a Exxon - lançou naquele ano uma propaganda curiosa, pra não dizer infeliz. Na foto está uma grande geleira e a legenda diz:

“Todos os dias a Humble produz energia suficiente para derreter 7 milhões de toneladas de gelo dos glaciares”.

E o texto abaixo continua:

“Os glaciares tem permanecido intactos por séculos. Mas a Humble poderia derreter tudo numa velocidade de 80 toneladas de gelo por segundo…”. Acho que realmente eles podiam…

Se quiser ver a matéria ampliada, veja no livro do Google, fonte desse texto.

Brasil: 2x mais que a média mundial!

Segunda-feira, Novembro 23rd, 2009

 

Cada brasileiro é responsável, em média, pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C). “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.

Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.

“Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um”, defendeu.

O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15. “Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido”, afirmou.

A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020.

Será que conseguiremos ou estamos indo no caminho dos EUA?

Fonte: UOL

Seu bife e as mudanças climáticas!

Quinta-feira, Outubro 29th, 2009

O mundo deveria se tornar vegetariano para combater com sucesso a mudança climática, já que o efeito estufa do gás metano liberado por vacas e porcos é 23 vezes mais potente que o do dióxido de carbono, segundo uma das maiores autoridades britânicas no assunto.

Em declarações ao jornal “The Times”, lorde Stern, autor de um relatório sobre a economia da mudança climática encomendado pelo Governo do Reino Unido, disse que a pecuária destinada ao consumo de carne representa “um desperdício de água e contribui poderosamente para o efeito estufa”.

Segundo números da ONU, a produção de carne é responsável por pelo menos 18% das emissões globais de CO2 no planeta. Para esta liberação, contribuem tanto a destruição de florestas para a pecuária extensiva como a produção de ração para animais.

A ONU também já disse que, caso a tendência atual se mantenha, o consumo mundial de carne poderá dobrar até 2050.

Com base nessas informações, Stern propõe que a cúpula sobre mudança climática de Copenhague (Dinamarca), marcada para dezembro, sobretaxe o preço da carne e de outros alimentos que, durante seu processo de produção, são responsáveis pela liberação de uma quantidade significativa de gases estufa.

O especialista britânico, que é vegetariano, prevê ainda que o hábito das pessoas em relação ao consumo de certos gêneros alimentícios mudará até que comer carne se tornará algo inaceitável.

“Acho que é importante as pessoas refletirem sobre suas ações, e isto também tem a ver com o que se come”, diz lorde Stern, ex-economista do Banco Mundial e atual professor da London School of Economics.

Ainda segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deveria participar pessoalmente da cúpula de Copenhague, já que a liderança americana é extremamente necessária para alcance de um acordo significativo.

“Minha mensagem ao presidente Obama seria a seguinte: ‘Vá a Copenhague, participe com um espírito de colaboração e leve essa mensagem ao povo americano’”, declarou o cientista ao “The Times”.

Fonte: UOL

Blog Action Day

Quinta-feira, Outubro 15th, 2009

Hoje, 15 de outubro, é o tão esperado Blog Action Day. Um dia para todos os blogs falarem sobre um só assunto: mudanças climáticas!

Como todos nós sabemos - e estamos sofrendo -, o planeta Terra já não é mais o mesmo. Muitas coisas vêm mudando, e, na maioria das vezes, pra pior, ecologicamente falando. As estações já não são mais tão bem definidas, muitos fenômenos naturais vêm acontecendo fora de época e a população sofre mais a cada dia. E o que estamos fazendo pra mudar isso?

Falar que nada está acontecendo seria uma blasfêmia, mas também não podemos ser assim tão otimistas. O que podemos dizer com certeza é que as pessoas (países, empresas, governantes e cidadãos) estão se tornando mais conscientes, mas ainda não se pode sentir essa efetividade na prática.  O dinheiro ainda está muito a frente dessa “ideologia” verde, infelizmente.

Nos resta proclamar, reivindicar e lutar pra que políticas surjam e nos afetem de maneira positiva. Falta um pouco de imediatismo também.

CDs ou MP3 - o que é melhor para o planeta?

Quarta-feira, Outubro 14th, 2009

Um estudo de quatro grandes institutos de pesquisa dos Estados Unidos mostrou que as emissões de carbono, um dos principais gases de efeito estufa, podem ser reduzidas em até consideráveis 80% quando o modelo de distribuição de música é via internet.

De acordo com o documento, elaborado pela Universidade Carnegie Mellon, o Departamento de Engenharia Civil e Ambiental, o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e a Universidade de Stanford, quando são considerados fatores como o processo de encarte dos discos, combustível gasto pelo transporte até as lojas e a maneira como os clientes se deslocam até os locais de compra, a redução das emissões podem girar entre 40% e 80%.

O relatório considera, ainda, a energia gasta pelo computador do cliente para baixar uma música e para manter os servidores da loja rodando. É preciso contabilizar esse fator caso a geração de energia seja feita a partir de fontes sujas, como a queima do carvão em usinas térmicas. Mesmo assim, o estudo conclui que a economia na emissão de carbono do processo de distribuição de música online em relação ao modelo tradicional compensa.

Agora só precisamos achar um modo justo dos artistas não serem pirateados e nem prejudicados com isso.

Fonte: Vírgula

Overshoot Day 2009!

Terça-feira, Outubro 13th, 2009

Como já se tornou costume aqui no Energia Eficiente, mais um ano de OverShoot Day!

A notícia passou quase despercebida e não foi manchete em nenhum jornal. Mas, em 25 de setembro a humanidade entrou no “cheque especial” da natureza. A data marcou o Earth Overshoot Day, que pode ser traduzido como o Dia da Ultrapassagem do Limite da Terra - quando os seres humanos passaram a consumir mais recursos naturais e serviços ecológicos do que o planeta poderia oferecer neste ano. Entre esses recursos e serviços estão, por exemplo, absorver o CO2 emitido pela queima de combustíveis ou proporcionar solo e água suficientes para garantir plantações de alimentos.


O cálculo foi feito pela Global Footprint Network, instituição que desenvolve e aplica a ferramenta da pegada ecológica. Pegada ecológica é uma medida que calcula a área produtiva necessária, de terra e de mar, para produzir tudo o que consumimos (como alimentos, roupa e energia) e também para absorver os resíduos que geramos (incluindo a emissão de gases de efeito estufa). Quando a pegada ecológica da humanidade é comparada à disponibilidade de recursos oferecidos pelos ecossistemas, sabemos se consumimos mais ou menos do que deveríamos. E estamos há muito tempo nos empanturrando do que já é escasso.

Se alguém fica devendo no cheque especial, o banco cobra juros. A natureza não pode fazer isso, mas nos manda a conta à sua maneira: se pescamos mais peixes do que a capacidade dos cardumes de se recomporem, aquela população decresce e pode até mesmo desaparecer, como vem ocorrendo em várias partes do oceano. A capacidade do planeta de absorver a quantidade de CO2 que emitimos há muito foi superada, resultando no aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, o que tem provocado o aquecimento global e pode levar a mudanças climáticas irreversíveis.

“É um simples caso de renda versus gasto”, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network, ao anunciar o Earth Overshoot Day deste ano. “Durante vários anos, nossa demanda sobre a natureza tem superado, por uma margem cada vez mais crescente, o orçamento do que a natureza pode produzir. As ameaças urgentes que estamos vendo agora - principalmente as mudanças climáticas, mas também a perda de biodiversidade, a redução de florestas, o declínio da pesca, a erosão do solo e o stress hídrico - são todos sinais claros: a natureza está ficando sem crédito para continuar emprestando.”

Consumo desigual entre os países

Atualmente, de acordo com a pegada ecológica, cada habitante do planeta tem 2,1 hectares disponíveis em recursos naturais para atender suas necessidades de casa, comida, roupas e energia. A pegada ecológica global, entretanto, é de 2,7 hectares por habitante. Esse sobreconsumo não é distribuído igualmente entre os países, pois enquanto alguns se empanzinam, outros passam fome. Veja a pegada ecológica de alguns países (em hectares/habitante):

  • Emirados Árabes Unidos - 9,5
  • Estados Unidos - 9,4
  • Kuait - 8,9
  • Dinamarca - 8,0
  • Austrália - 7,8
  • Nova Zelândia - 7,7
  • Brasil - 2,4
  • Índia - 0,9
  • Bangladesh - 0,6
  • Afeganistão - 0,5
  • Haiti - 0,5
  • Congo - 0,5

A primeira vez que a humanidade exigiu da Terra mais recursos do que ela pode prover foi em 1986. Dez anos mais tarde, já usávamos 15% a mais do que havia disponível, e o Earth Overshoot Day acontecia em novembro. Atualmente, usamos os recursos naturais a uma velocidade 40% maior do que o planeta é capaz de recompor. Nem mesmo a crise econômica que começou em meados de 2008 e se estendeu por 2009 foi capaz de alterar o quadro.

É certo que, a cada ano, graças à nossa crescente voracidade, o Earth Overshoot Day acontecia entre quatro e seis dias mais cedo do que o ano anterior. Em 2009, ele ocorreu um dia mais tarde do que em 2008, o que não significa grande alívio. “O fato é que, apesar de uma situação econômica mundial muito grave, nós ainda estamos muito além do orçamento em nosso uso da natureza”, disse Wackernagel. “O desafio é encontrar um jeito de reduzir a ultrapassagem do limite em tempos de fartura assim como em anos de vacas magras. Como podemos manter economias saudáveis e prover o necessário ao bem estar dos seres humanos de um jeito que não dependa da liquidação dos recursos e do acúmulo de CO2? Essa será a questão crucial do século XXI.”

Fonte: Instituto Akatu

Um exemplo para o mundo

Quarta-feira, Setembro 23rd, 2009

Independentemente da sua posição política ou da visão que você possa ter do comunismo de Cuba, esse texto é apenas uma sequência de fatos que nos mostram que o consumo é altamente perverso para o planeta. Se você ler o texto sem julgamentos e apenas analisando um modo de viver em sociedade, verá que a sustentabilidade está muito mais perto de Cuba do que no resto do mundo. Não queremos aqui deixar nenhum juízo de valor sobre o comunismo.

Leia, reflita e deixe seu comentário!

O relato foi publicado por John Bachtell, People’s Weekly World Newspaper, 09/03/09. (a tradução é minha, feita de forma livre.)

Durante recente visita a Cuba, paramos por uma cooperativa agrícola na periferia de Havana. Seus agricultores e as cooperativas de todo o país fazem parte do que é amplamente reconhecido como o maior experimento do mundo da agricultura biológica. Centenas de milhares de agricultores orgulhosamente se proclamam parte do movimento de Cuba “ambiental”.

Em 2008, Cuba foi devastada por três grandes furacões que causaram cerca de US$10 bilhões em danos, incluindo 400.000 casas destruídas e danos à agricultura. Os cubanos culpam, provavelmente de maneira certa, o crescente poder destrutivo e frequência dos furacões à mudança climática global. Compreensivelmente, a consciência ambiental ea necessidade de medidas radicais para reduzir o aquecimento global estão em alta.

Notavelmente, em 2006, o World Wildlife Federation avaliou Cuba como o único país que combina elevados padrões de desenvolvimento humano, tendo como parâmetros a alfabetização, os índices de saúde e a baixa “pegada ecológica”, onde se avalia a quantidade de dióxido de carbono emitido por habitante.

Fica a pergunta: como pode um país subdesenvolvido com tão poucos recursos económicos têm um desempenho ambiental melhor do que seu vizinho ricos? A história dá uma grande esperança de que o planeta Terra pode ser salvo.

O esforço para reverter a destruição ambiental e seguir um caminho de desenvolvimento sustentável é ainda mais notável considerando a história de Cuba, o bloqueio econômico imposto pelos EUA e os contínuos esforços para derrubar seu governo.

Assim como na maioria dos países, a história é marcada por inúmeras agressões ao meio ambiente na busca de se obter crescimento econômico em nível internacional e não foram poucas as degradações que a ilha sofreu. Mas o que mudou na Ilha?

Quando a Revolução Cubana ocorreu em 1959, a proteção ambiental se tornou uma prioridade, pois líderes revolucionários já eram ecologicamente comprometidos. A primeira Reforma Agrária, em 1959, nacionalizou o latifúndio e continha uma cláusula sobre “A conservação das florestas e solos”, deixando de lado grandes reservas de alguns dos maiores tesouros naturais de Cuba.

Nos anos subseqüentes a legislação ambiental foi aprovada e consagrada na Constituição, embora a legislação tenha sido bastante descumprida. A educação ajudou a criar um senso de responsabilidade ambiental, que tinham como maiores entusiastas professores e estudantes.

Os cubanos cometeram erros graves durante os anos sob a imensa pressão do desenvolvimento econômico e da escassez. Mas eles também aprenderam com seus erros e as políticas. Não é de surpreender que eles começaram a construir o socialismo imitando o modelo soviético, que deu ênfase a industrialização sem levar em conta o impacto ambiental, mas os cubanos logo perceberam o prejuízo resultante desse modelo e adequaram a sua situação ao que era necessário.

Em 1992, sob o impacto do crescente movimento ambientalista mundial, a ECO-92 foi realizada. Castro participou e fez um discurso para  enfrentar o subdesenvolvimento econômico e da pobreza com a sustentabilidade. Ele observou,

“Se queremos salvar a humanidade da destruição de si mesmo, temos que distribuir mais equitativamente as riquezas e tecnologias disponíveis no planeta. Menos luxo em alguns países seria a solução para a redução da pobreza e da fome na Terra. Precisamos parar de influenciar o Terceiro Mundo com esse estilo de vida e hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente “.

Com o declínio do socialismo mundial, Cuba se viu obrigada a tomar novos rumos. A mudança mais drástica foi no domínio agrícola. Os cubanos se virou para a agricultura e meios naturais de controle de pragas. OS Agricultores enfaticamente nos disseram que mesmo que o bloqueio acabe eles vão continuar a agricultura biológica porque é melhor para o ambiente, tanto para as condições de trabalho dos agricultores quanto para produzir alimentos mais saudáveis para o povo.

Além disso, os cubanos descentralizaram a produção agrícola e encontraram a responsabilidade local. Mais de um milhão de bicicletas foram importadas da China e cinco fábricas de produção de bicicletas foram construídos. Mais de 500.000 motos foram colocadas em operação em Havana.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (EPA como o nosso) foi criada para supervisionar a política ambiental e sua aplicação.

Em 1993, o Fontes do Programa de Desenvolvimento Energético Nacional foi aprovado, cujo objetivo era de conservação e eficiência energética e para começar a utilizar fontes de energia renováveis.

Como Renewable Energy World Magazine observou,

“Todas as escolas rurais, postos de saúde e centros sociais no país foram eletrificados com energia solar e, hoje, 2.364 dos sistemas de energia solar elétrico na ilha estão em escolas rurais. Fazer luzes, computadores e programas de televisão educativos acessíveis a todas as crianças da escola no país deu a Cuba o prêmio Global 500 das Nações Unidas em 2001. ”

A Revolução Energética

No entanto, estas medidas se revelaram insuficientes. Assim, em 2006, Cuba adotou o que foi chamado de Revolução Energética. Essa política consiste em cinco aspectos: conservação, modernização da rede elétrica, maior utilização de recursos renováveis, uma maior exploração do local de gás e petróleo e uma maior cooperação internacional.

Conservação foi considerada o elemento-chave. Castro comentou:

“Não estamos à espera de combustível a cair do céu, porque descobrimos, felizmente, algo muito mais importante - a conservação de energia, que é como encontrar um grande depósito de petróleo”.

O programa revelou-se um grande sucesso em parte porque o país inteiro foi mobilizado a participar através de uma campanha de educação de massa. Um exército de jovens trabalhadores sociais é responsável por ir de porta em porta para espalhar as últimas práticas ambientais.

Cuba se tornou o primeiro país a substituir totalmente as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas. A rede nacional de energia foi modernizada e descentralizada. Centenas de micro sistemas hidrelétricos foram construídas; a agricultura urbana e o uso de hidroponia tem se expandido.

Dois grandes parques eólicos foram construídos no litoral, além de milhares de sistemas que geram energia solar. Reciclagem de resíduos de açúcar é a produção de bio-combustíveis.

Outro resultado importante da ECO-92 foi um convite para preservar a biodiversidade do mundo. Cuba foi um dos primeiros países a abraçar este desafio. Biodiversidade foi visto como uma parte integrante do desenvolvimento sustentável e levou a proteção ambiental à lei. O reflorestamento aumentou para 21% e está crescendo cada vez mais. Florestas e as árvores estão sob proteção rigorosa.

Diferente de quase todos os outros lugares no mundo, Cuba está protegendo suas áreas costeiras, manguezais e recifes de coral. Seu litoral é um dos mais preservados do mundo.

O exemplo de Cuba mostra que uma sociedade voltada para o desenvolvimento socialista, onde os trabalhadores detêm o poder econômico e político, é muito superior ao capitalismo, quando se trata de lidar com a crise ambiental e realmente reverter a destruição ambiental.

Cuba também nos mostra como o socialismo coloca as pessoas em primeiro lugar, como o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade podem ser sinônimos, como um país pode aprender com seus erros e ter flexibilidade para lidar com os problemas e as crises que possam surgir. No momento em que a crise econômica mundial, a desigualdade e a pobreza são vastas e intimamente ligadas à crise ambiental e global - o socialismo oferece o único caminho viável para assegurar o futuro da humanidade.