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Spam evitado, energia economizada

Quarta-feira, Julho 15th, 2009

Se você já teve receio de abrir certos e-mails e já perdeu tempo apagando mensagens indesejadas, você está entre os milhares de brasileiros que sofrem com os spams. E você sabe o impacto deles? Essa dúvida é muito comum e várias empresas especializadas estão pesquisando e publicando informações a esse respeito.

A McAfee, empresa especializada em soluções de segurança eletroeletrônica e digital, verificou os efeitos ambientais do spam. O relatório publicado pela empresa e divulgado recentemente, mostra que o gasto com mensagens eletrônicas indesejadas enviadas em massa tem custos não só para o bolso, mas também para o meio ambiente.

No ano passado, o volume estimado de spam no mundo foi de 62 trilhões de mensagens. O vai-e-vem delas, segundo informações do Relatório da McAfee, significou um consumo de 33 bilhões de kWh - o equivalente à energia consumida em 2008 por 2,4 milhões de domicílios nos Estados Unidos. Para produzir essa quantidade de energia, a Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, uma das mais eficientes do sistema da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), precisa de uma quantidade de água equivalente à que cai pelas cataratas do Iguaçu durante seis anos.

A problemática do Spam está sendo tratada, também, no Relatório da Symantec, empresa especializada em segurança digital. No documento consta a informação de que o Brasil ocupa o 2º lugar na lista dos países que mais geram mensagens eletrônicas indesejadas, atingindo 10% do total de mensagens no mundo. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, geradores de 26% do spam mundial. Na continuação da lista estão Turquia, Polônia, Índia, Rússia e Coréia do Sul, cada um com 4% do total de mensagens no mundo.

É o usuário final quem paga a conta do desperdício de energia provocado pelo spam. O relatório McAfee calcula que 52% dessa energia é gasta para ler mensagens, 27% é para buscar mensagens indevidamente marcadas como spam e 16% ao processar softwares para que os filtros funcionem adequadamente. A criação e a transmissão do spam são responsáveis por uma parte quase insignificante da energia consumida.

Uma boa maneira de diferenciar o que é Spam é prestar atenção nos campos “Para:” ou “CC:”, já que geralmente as mensagens de spam não incluem seu endereço de e-mail nessas áreas. Além disso, alguns spams podem conter linguagem ofensiva ou links para web sites com conteúdo inadequado.

Seguindo algumas dicas preparadas pela Symantec, saiba como minimizar os impactos ambientais causados pelo spam

  • Instale o software de filtragem/bloqueio de spam;
  • Não responda a e-mails suspeitos;
  • Crie um filtro de spam para o seu e-mail;
  • Não publique links para endereços de e-mail em web sites;
  • Crie um nome para o e-mail que seja difícil de adivinhar: pesquisas mostram que endereços de e-mail que contêm números, letras e sublinhados são mais difíceis de adivinhar e tendem a receber um número menor de spam.
  • Esteja atento para as caixas de seleção marcadas ao inscrever-se em serviços ou boletins informativos na Web. Observe textos localizados no fim dos formulários de registro que dizem: “SIM, desejo ser contactado por terceiros sobre produtos que possam me interessar”.
  • Informe sobre o spam: rastreie o provedor que envia o spam (conhecido como spammer) e relate o ataque. Se for descoberto que o usuário usou spam, o provedor encerrará o seu serviço. Outra opção é registrar uma queixa na Federal Trade Commission (FTC) dos Estados Unidos da América sobre qualquer e-mail de spam que você tenha recebido.

Texto: Instituto Akatu

“Saco é um saco!”

Terça-feira, Julho 14th, 2009

O Ministério do Meio Ambiente lançou no mês passado a campanha nacional “Saco é um saco”, que visa conscientizar o consumidor sobre os impactos ambientais causados pelo uso excessivo e o descarte inadequado dos sacos plásticos.

Uma estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) contabiliza cerca 12 bilhões de sacolas plásticas consumidas por ano no país. No mundo, são entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas distribuídas anualmente. Uma sacolinha pode parecer inofensiva, mas o impacto ambiental coletivo desses bilhões de sacolinhas é enorme.

Com o lema “Saco é um saco. Pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você”,  a campanha quer mostrar ao consumidor que com pequenas atitudes como recusar uma sacolinha plástica na hora de comprar um pequeno item, utilizar uma sacola retornável para as compras no supermercado ou exigir do varejista uma sacolinha mais resistente, ele pode estar contribuindo para a preservação do meio ambiente e construção de uma sociedade sustentável.

No blog da campanha - www.mma.gov.br/sacolasplasticas - o internauta poderá deixar sua opinião e tirar dúvidas, além de encontrar o material da campanha e dicas de como reduzir o consumo de sacolas plásticas. Veja o vídeo:

Já são parceiros dessa iniciativa a rede varejista Wal-Mart, o Grupo Cultural AfroReggae, o Instituto Akatu e a Revista Eco 21. A campanha terá um Selo de Adesão para empresas e instituições interessadas em serem parceiros da campanha e que se comprometerão a implementar ações que ajudem o consumidor a adotar este novo hábito. Nós já aderimos!

Precisamos reduzir o consumo dessas sacolas, pois há alternativas viáveis e fáceis para substituí-las. Faça sua parte, nós precisamos de você!

Campanha contra o desperdício!

Terça-feira, Junho 16th, 2009

Você sabia que 1/3 de tudo que você compra vai direto pro lixo?

Acreditem, não é retórica. A campanha do Instituto Akatu surgiu da constatação de que, no Brasil, aproximadamente 1/3 de todos os alimentos comprados em uma casa é jogado no lixo. Junto com eles, todas as suas embalagens, toda a água e energia usadas na sua produção, todo o CO2 emitido em sua produção e transporte, etc; Imaginem o impacto negativo para a sociedade, a economia e o meio ambiente. O número é ainda mais alarmante quando pensamos que estamos em um país onde 14 milhões de pessoas vivem em domicílios que não suprem suas necessidades básicas em termos alimentares. (Fonte: IBGE 2004)

A campanha (genial, por sinal!) alerta os brasileiros sobre este fato e mostra que é possível mudar este quadro por meio de gestos diários que estão sendo divulgados pela mídia com base nas sugestões do Instituto Akatu.

As peças da campanha mostram, com mensagens criativas e instigantes, que todo consumo tem impacto - negativo ou positivo - e que cada gesto de consumo tem poder transformador. O consumidor, comprometido e ciente dos efeitos de seus atos de consumo, pode ter um papel protagonista nessa transformação. A nova campanha pretende motivar o cidadão a responder ao desafio do desperdício dos alimentos gerando a construção de um planeta sustentável.

Não deixe de visitar o site da campanha e faça os testes. Vale a pena!

Veja o vídeo da campanha

Perigo Submerso - Post Especial AKATU!

Sábado, Abril 12th, 2008

Publicação da SBPC informa que usinas hidrelétricas podem emitir até 10 vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.

Além disso, nosso relevo e nossos rios caudalosos nos permitem produzir eletricidade por meio do movimento das águas, libertando-nos das terríveis e poluentes termelétricas que abastecem as nações mais desenvolvidas. E ainda contamos com Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo. Melhor ainda! Temos muitos e muitos trechos de rios disponíveis para construção de novas usinas para produzir a nossa “bendita” energia hidrelétrica, que é renovável e limpa. Será?

Uma reportagem publicada no último número da revista CiênciaHoje, editada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), dá um banho de água fria em nosso entusiasmo hidrelétrico. A matéria apresenta um comparativo entre as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas termelétricas e pelas hidrelétricas instaladas em regiões tropicais e conclui que as hidrelétricas podem emitir até dez vezes mais carbono por MWh do que as termelétricas.

O problema das usinas hidrelétricas, especialmente as maiores, é que elas exigem a inundação de imensas áreas. Com o alagamento, a vegetação fica submersa, morre e se decompõe. Nesse processo, libera metano, um gás 23 vezes mais poderoso em seu efeito sobre o aquecimento global do que o gás carbônico, emitido pela queima de combustíveis fósseis pelas termelétricas.

Tudo isso já era conhecido dos cientistas, constando inclusive dos inventários brasileiros de emissões de gases de efeito estufa. O que os autores da reportagem, os pesquisadores Alexandre Kemenes, Bruce Forsberg e John Melack, descobriram é que os valores apresentados nos documentos dizem respeito somente às emissões que acontecem na represa, não contabilizando as liberações que ocorrem quando a água passa pelas turbinas nem posteriormente, ao longo do rio.

Essa informação serve para alertar ainda mais o consumidor a respeito da necessidade de usar a eletricidade com parcimônia. Mesmo em um país com uma matriz energética considerada limpa, a produção de eletricidade contribui, e muito, com o aquecimento global.

Por isso, lembre-se de fazer sua parte. Além de apagar as luzes ao sair dos ambientes e desligar todos os aparelhos elétricos e eletrônicos quando não estiverem sendo usados, busque sempre optar por equipamentos que consumam menos energia. O selo Procel é um bom indicador. E aproveite para trocar as lâmpadas convencionais pelas fluorescentes mais econômicas, que além de gastar menos eletricidade, duram muito mais. Você economizará o seu dinheiro e dará uma grande contribuição para a sociedade e o planeta.

Post Especial pelo consumo consciente - Akatu

Terça-feira, Fevereiro 26th, 2008

Computadores de cabeça quente.

Os processadores usados em computadores já são responsáveis por 2% da emissão mundial de CO2 e, caso nada seja feito, essas emissões crescerão até 10% ao ano.

Para se ter uma idéia do impacto da produção e utilização de computadores basta conhecer o resultado de uma pesquisa da empresa de consultoria Gartner Group. Ela revela que a área de TI (tecnologia da informação) já é responsável por 2% de todas as emissões de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera. O estudo ainda alerta que, caso nada seja feito, essas emissões tendem a crescer de 5% a 10% ao ano.

Segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), a estimativa é que as vendas de PCs para o mercado brasileiro tenham atingido 10,1 milhões de unidades em 2007, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. Já para os notebooks, é estimado um crescimento de 211% em comparação com 2006 e vendas de 2,1 milhões de unidades.

Somando novos e velhos equipamentos, o Brasil possui atualmente 40 milhões de computadores em uso corporativo e doméstico, de acordo com pesquisa do Centro de Tecnologia da Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. O mesmo relatório estima que em 2010 o Brasil terá 60 milhões de computadores. No mundo todo, o número de PCs superará a barreira do bilhão até o final de 2008, prevê o relatório da Forrester, empresa de pesquisas dos Estados Unidos.

Dicas para um uso consciente do computador!

Para que você possa usufruir do seu computador provocando o menor impacto possível sobre o meio ambiente, aqui vão algumas dicas úteis.

1. Use, mas não abuse!
Lembre-se que o cpu é um equipamento que consome energia elétrica e emite gases que contribuem para o efeito estufa.
2. Desligue seu PC quando não estiver em uso.
3. Desligue o monitor quando for deixá-lo inativo por mais de 15 minutos.
4. Configure o computador para economizar energia.
5. Desligue todos os equipamentos/periféricos que não estão em uso.
6. Diga não ao lixo eletrônico!
Não envie desnecessariamente spams e correntes que congestionam caixas postais e poluem o mundo virtual. De acordo com levantamento feito pela Barracudas Networks, uma grande empresa norte-americana de gerenciamento de correio eletrônico, 95% dos e-mails enviados no mundo todo são spams.
7. Conserte em vez de trocar.
8. Não se deixe fascinar pelas novidades.
9. Pesquise e conheça os equipamentos que consomem menos energia.
10. Avalie a eficiência energética ao escolher um monitor.
11. Doe seu computador velho

Algumas entidades que utilizam os computadores usados ou comercializam sua sucata com empresas recicladoras.

Associação Brasileira de Redistribuição de Excedentes

Casas André Luiz

Comitê pela Democratização da Informática

Museu do Computador de São Paulo

Casas Hope

Comlurb
A companhia de coleta e limpeza municipal do Rio de Janeiro mantém cestas coletoras espalhadas pela cidade. Na área “Serviços” do site da companhia esta a lista de bairros em que é possível encontrá-las.

Centro de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores do Distrito Federal (CRC/DF)

Matéria enviada especialmente pelo parceiro Instituto AKATU – Pelo consumo consciente.
Leia na íntegra!