Archive for the ‘Sem Categoria’ Category

Gas Cube

Segunda-feira, Dezembro 28th, 2009

A COP-15 - “Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas”, realizada em dezembro, em Copenhague, terminou sem que nenhum acordo fosse efetivamente firmado para limitar a emissão de gases causadores de efeito estufa. Pena!

Um dos destaques do evento, no entanto, foi o “The CO2 Cube: Visualize a Tonne of Change”, escultura multimídia flutuante criada pelo arq norte-americano Christophe Cornubert, em parceria com o artista plástico dinamarquês Alfio Bonanno.

Em forma de um gigantesco cubo, a obra de arte foi criada para demonstrar, volumetricamente, uma tonelada de dióxido de carbono, quantidade média de CO2 produzida por mês por uma pessoa num país industrializado.
Além de materializar a tal “pegada ecológica”, o objeto também funciona como tela para projeção de imagens que fazem pensar sobre o consumo de energia e o papel da sociedade global no presente momento.

Fonte: Arqbacana

Blog Action Day

Quinta-feira, Outubro 15th, 2009

Hoje, 15 de outubro, é o tão esperado Blog Action Day. Um dia para todos os blogs falarem sobre um só assunto: mudanças climáticas!

Como todos nós sabemos - e estamos sofrendo -, o planeta Terra já não é mais o mesmo. Muitas coisas vêm mudando, e, na maioria das vezes, pra pior, ecologicamente falando. As estações já não são mais tão bem definidas, muitos fenômenos naturais vêm acontecendo fora de época e a população sofre mais a cada dia. E o que estamos fazendo pra mudar isso?

Falar que nada está acontecendo seria uma blasfêmia, mas também não podemos ser assim tão otimistas. O que podemos dizer com certeza é que as pessoas (países, empresas, governantes e cidadãos) estão se tornando mais conscientes, mas ainda não se pode sentir essa efetividade na prática.  O dinheiro ainda está muito a frente dessa “ideologia” verde, infelizmente.

Nos resta proclamar, reivindicar e lutar pra que políticas surjam e nos afetem de maneira positiva. Falta um pouco de imediatismo também.

Overshoot Day 2009!

Terça-feira, Outubro 13th, 2009

Como já se tornou costume aqui no Energia Eficiente, mais um ano de OverShoot Day!

A notícia passou quase despercebida e não foi manchete em nenhum jornal. Mas, em 25 de setembro a humanidade entrou no “cheque especial” da natureza. A data marcou o Earth Overshoot Day, que pode ser traduzido como o Dia da Ultrapassagem do Limite da Terra - quando os seres humanos passaram a consumir mais recursos naturais e serviços ecológicos do que o planeta poderia oferecer neste ano. Entre esses recursos e serviços estão, por exemplo, absorver o CO2 emitido pela queima de combustíveis ou proporcionar solo e água suficientes para garantir plantações de alimentos.


O cálculo foi feito pela Global Footprint Network, instituição que desenvolve e aplica a ferramenta da pegada ecológica. Pegada ecológica é uma medida que calcula a área produtiva necessária, de terra e de mar, para produzir tudo o que consumimos (como alimentos, roupa e energia) e também para absorver os resíduos que geramos (incluindo a emissão de gases de efeito estufa). Quando a pegada ecológica da humanidade é comparada à disponibilidade de recursos oferecidos pelos ecossistemas, sabemos se consumimos mais ou menos do que deveríamos. E estamos há muito tempo nos empanturrando do que já é escasso.

Se alguém fica devendo no cheque especial, o banco cobra juros. A natureza não pode fazer isso, mas nos manda a conta à sua maneira: se pescamos mais peixes do que a capacidade dos cardumes de se recomporem, aquela população decresce e pode até mesmo desaparecer, como vem ocorrendo em várias partes do oceano. A capacidade do planeta de absorver a quantidade de CO2 que emitimos há muito foi superada, resultando no aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, o que tem provocado o aquecimento global e pode levar a mudanças climáticas irreversíveis.

“É um simples caso de renda versus gasto”, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network, ao anunciar o Earth Overshoot Day deste ano. “Durante vários anos, nossa demanda sobre a natureza tem superado, por uma margem cada vez mais crescente, o orçamento do que a natureza pode produzir. As ameaças urgentes que estamos vendo agora - principalmente as mudanças climáticas, mas também a perda de biodiversidade, a redução de florestas, o declínio da pesca, a erosão do solo e o stress hídrico - são todos sinais claros: a natureza está ficando sem crédito para continuar emprestando.”

Consumo desigual entre os países

Atualmente, de acordo com a pegada ecológica, cada habitante do planeta tem 2,1 hectares disponíveis em recursos naturais para atender suas necessidades de casa, comida, roupas e energia. A pegada ecológica global, entretanto, é de 2,7 hectares por habitante. Esse sobreconsumo não é distribuído igualmente entre os países, pois enquanto alguns se empanzinam, outros passam fome. Veja a pegada ecológica de alguns países (em hectares/habitante):

  • Emirados Árabes Unidos - 9,5
  • Estados Unidos - 9,4
  • Kuait - 8,9
  • Dinamarca - 8,0
  • Austrália - 7,8
  • Nova Zelândia - 7,7
  • Brasil - 2,4
  • Índia - 0,9
  • Bangladesh - 0,6
  • Afeganistão - 0,5
  • Haiti - 0,5
  • Congo - 0,5

A primeira vez que a humanidade exigiu da Terra mais recursos do que ela pode prover foi em 1986. Dez anos mais tarde, já usávamos 15% a mais do que havia disponível, e o Earth Overshoot Day acontecia em novembro. Atualmente, usamos os recursos naturais a uma velocidade 40% maior do que o planeta é capaz de recompor. Nem mesmo a crise econômica que começou em meados de 2008 e se estendeu por 2009 foi capaz de alterar o quadro.

É certo que, a cada ano, graças à nossa crescente voracidade, o Earth Overshoot Day acontecia entre quatro e seis dias mais cedo do que o ano anterior. Em 2009, ele ocorreu um dia mais tarde do que em 2008, o que não significa grande alívio. “O fato é que, apesar de uma situação econômica mundial muito grave, nós ainda estamos muito além do orçamento em nosso uso da natureza”, disse Wackernagel. “O desafio é encontrar um jeito de reduzir a ultrapassagem do limite em tempos de fartura assim como em anos de vacas magras. Como podemos manter economias saudáveis e prover o necessário ao bem estar dos seres humanos de um jeito que não dependa da liquidação dos recursos e do acúmulo de CO2? Essa será a questão crucial do século XXI.”

Fonte: Instituto Akatu

Uma imagem vale por mil palavras.

Quinta-feira, Setembro 24th, 2009

Como uma foto pode dizer tanto sobre uma cidade?

Promovido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de SP, em parceria com o Senac, Porto Seguro e a revista Photo Magazine, o Concurso de Fotografia “Árvores da Cidade de SP” foi um sucesso e contou com mais de 1200 fotos inscritas. Os resultados foram divulgados no último dia 21, Dia da Árvore.

A foto vencedora você vê abaixo, de autoria de Ulysses Martins Moreira Neto. Uma visão assustadora da cidade que só cresce e as poucas árvores que ainda resistem em meio ao caos.

Tire suas próprias conclusões.

Um exemplo para o mundo

Quarta-feira, Setembro 23rd, 2009

Independentemente da sua posição política ou da visão que você possa ter do comunismo de Cuba, esse texto é apenas uma sequência de fatos que nos mostram que o consumo é altamente perverso para o planeta. Se você ler o texto sem julgamentos e apenas analisando um modo de viver em sociedade, verá que a sustentabilidade está muito mais perto de Cuba do que no resto do mundo. Não queremos aqui deixar nenhum juízo de valor sobre o comunismo.

Leia, reflita e deixe seu comentário!

O relato foi publicado por John Bachtell, People’s Weekly World Newspaper, 09/03/09. (a tradução é minha, feita de forma livre.)

Durante recente visita a Cuba, paramos por uma cooperativa agrícola na periferia de Havana. Seus agricultores e as cooperativas de todo o país fazem parte do que é amplamente reconhecido como o maior experimento do mundo da agricultura biológica. Centenas de milhares de agricultores orgulhosamente se proclamam parte do movimento de Cuba “ambiental”.

Em 2008, Cuba foi devastada por três grandes furacões que causaram cerca de US$10 bilhões em danos, incluindo 400.000 casas destruídas e danos à agricultura. Os cubanos culpam, provavelmente de maneira certa, o crescente poder destrutivo e frequência dos furacões à mudança climática global. Compreensivelmente, a consciência ambiental ea necessidade de medidas radicais para reduzir o aquecimento global estão em alta.

Notavelmente, em 2006, o World Wildlife Federation avaliou Cuba como o único país que combina elevados padrões de desenvolvimento humano, tendo como parâmetros a alfabetização, os índices de saúde e a baixa “pegada ecológica”, onde se avalia a quantidade de dióxido de carbono emitido por habitante.

Fica a pergunta: como pode um país subdesenvolvido com tão poucos recursos económicos têm um desempenho ambiental melhor do que seu vizinho ricos? A história dá uma grande esperança de que o planeta Terra pode ser salvo.

O esforço para reverter a destruição ambiental e seguir um caminho de desenvolvimento sustentável é ainda mais notável considerando a história de Cuba, o bloqueio econômico imposto pelos EUA e os contínuos esforços para derrubar seu governo.

Assim como na maioria dos países, a história é marcada por inúmeras agressões ao meio ambiente na busca de se obter crescimento econômico em nível internacional e não foram poucas as degradações que a ilha sofreu. Mas o que mudou na Ilha?

Quando a Revolução Cubana ocorreu em 1959, a proteção ambiental se tornou uma prioridade, pois líderes revolucionários já eram ecologicamente comprometidos. A primeira Reforma Agrária, em 1959, nacionalizou o latifúndio e continha uma cláusula sobre “A conservação das florestas e solos”, deixando de lado grandes reservas de alguns dos maiores tesouros naturais de Cuba.

Nos anos subseqüentes a legislação ambiental foi aprovada e consagrada na Constituição, embora a legislação tenha sido bastante descumprida. A educação ajudou a criar um senso de responsabilidade ambiental, que tinham como maiores entusiastas professores e estudantes.

Os cubanos cometeram erros graves durante os anos sob a imensa pressão do desenvolvimento econômico e da escassez. Mas eles também aprenderam com seus erros e as políticas. Não é de surpreender que eles começaram a construir o socialismo imitando o modelo soviético, que deu ênfase a industrialização sem levar em conta o impacto ambiental, mas os cubanos logo perceberam o prejuízo resultante desse modelo e adequaram a sua situação ao que era necessário.

Em 1992, sob o impacto do crescente movimento ambientalista mundial, a ECO-92 foi realizada. Castro participou e fez um discurso para  enfrentar o subdesenvolvimento econômico e da pobreza com a sustentabilidade. Ele observou,

“Se queremos salvar a humanidade da destruição de si mesmo, temos que distribuir mais equitativamente as riquezas e tecnologias disponíveis no planeta. Menos luxo em alguns países seria a solução para a redução da pobreza e da fome na Terra. Precisamos parar de influenciar o Terceiro Mundo com esse estilo de vida e hábitos de consumo que arruínam o meio ambiente “.

Com o declínio do socialismo mundial, Cuba se viu obrigada a tomar novos rumos. A mudança mais drástica foi no domínio agrícola. Os cubanos se virou para a agricultura e meios naturais de controle de pragas. OS Agricultores enfaticamente nos disseram que mesmo que o bloqueio acabe eles vão continuar a agricultura biológica porque é melhor para o ambiente, tanto para as condições de trabalho dos agricultores quanto para produzir alimentos mais saudáveis para o povo.

Além disso, os cubanos descentralizaram a produção agrícola e encontraram a responsabilidade local. Mais de um milhão de bicicletas foram importadas da China e cinco fábricas de produção de bicicletas foram construídos. Mais de 500.000 motos foram colocadas em operação em Havana.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (EPA como o nosso) foi criada para supervisionar a política ambiental e sua aplicação.

Em 1993, o Fontes do Programa de Desenvolvimento Energético Nacional foi aprovado, cujo objetivo era de conservação e eficiência energética e para começar a utilizar fontes de energia renováveis.

Como Renewable Energy World Magazine observou,

“Todas as escolas rurais, postos de saúde e centros sociais no país foram eletrificados com energia solar e, hoje, 2.364 dos sistemas de energia solar elétrico na ilha estão em escolas rurais. Fazer luzes, computadores e programas de televisão educativos acessíveis a todas as crianças da escola no país deu a Cuba o prêmio Global 500 das Nações Unidas em 2001. ”

A Revolução Energética

No entanto, estas medidas se revelaram insuficientes. Assim, em 2006, Cuba adotou o que foi chamado de Revolução Energética. Essa política consiste em cinco aspectos: conservação, modernização da rede elétrica, maior utilização de recursos renováveis, uma maior exploração do local de gás e petróleo e uma maior cooperação internacional.

Conservação foi considerada o elemento-chave. Castro comentou:

“Não estamos à espera de combustível a cair do céu, porque descobrimos, felizmente, algo muito mais importante - a conservação de energia, que é como encontrar um grande depósito de petróleo”.

O programa revelou-se um grande sucesso em parte porque o país inteiro foi mobilizado a participar através de uma campanha de educação de massa. Um exército de jovens trabalhadores sociais é responsável por ir de porta em porta para espalhar as últimas práticas ambientais.

Cuba se tornou o primeiro país a substituir totalmente as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas. A rede nacional de energia foi modernizada e descentralizada. Centenas de micro sistemas hidrelétricos foram construídas; a agricultura urbana e o uso de hidroponia tem se expandido.

Dois grandes parques eólicos foram construídos no litoral, além de milhares de sistemas que geram energia solar. Reciclagem de resíduos de açúcar é a produção de bio-combustíveis.

Outro resultado importante da ECO-92 foi um convite para preservar a biodiversidade do mundo. Cuba foi um dos primeiros países a abraçar este desafio. Biodiversidade foi visto como uma parte integrante do desenvolvimento sustentável e levou a proteção ambiental à lei. O reflorestamento aumentou para 21% e está crescendo cada vez mais. Florestas e as árvores estão sob proteção rigorosa.

Diferente de quase todos os outros lugares no mundo, Cuba está protegendo suas áreas costeiras, manguezais e recifes de coral. Seu litoral é um dos mais preservados do mundo.

O exemplo de Cuba mostra que uma sociedade voltada para o desenvolvimento socialista, onde os trabalhadores detêm o poder econômico e político, é muito superior ao capitalismo, quando se trata de lidar com a crise ambiental e realmente reverter a destruição ambiental.

Cuba também nos mostra como o socialismo coloca as pessoas em primeiro lugar, como o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade podem ser sinônimos, como um país pode aprender com seus erros e ter flexibilidade para lidar com os problemas e as crises que possam surgir. No momento em que a crise econômica mundial, a desigualdade e a pobreza são vastas e intimamente ligadas à crise ambiental e global - o socialismo oferece o único caminho viável para assegurar o futuro da humanidade. 

Casacos de pele: Crueldade!

Quinta-feira, Julho 30th, 2009

Vi este excelente post no Planeta Sustentável (Abril). Segue parte do texto. Para ver na íntegra clique no link da blog. Espero que as pessoas que ainda usam e compram esse tipo de roupa fiquem chocadas com o que acontece com os animais. É muita crueldade!

Desde focas e chinchilas até raposas e linces, milhões de animais são mortos todos os anos para confecção de casacos de pele no mundo.

Yuri Vasconcelos

Revista Mundo Estranho - 07/2009

Só na França são abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as organizações de defesa dos animais, mais do que injustificada - há tecidos sintéticos e naturais que cumprem a função -, a atividade é extremamente cruel. O sofrimento já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos caçadores - as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes e padeceriam horrores na hora de extrair a pele.

Os produtores, por sua vez, contestam o que chamam de sensacionalismo das entidades. “No caso da chinchila, a morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou sofrimento”, diz Carlos Perez, presidente da Associação dos Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos - mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da moda os animais são sacrificados apenas para alimentar a vaidade alheia.

MATADO PARA VESTIR

Confira o polêmico passo-a-passo da confecção de um casacão de madame

1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante 2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados - método indolor, segundo os produtores - ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.

3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.

Veja mais.

E aí, você ainda quer fazer parte disso? Pare, pense e reflita antes de ser conivente com esse tipo de absurdo que nós ainda nos deparamos!

Jet Ski elétrico

Terça-feira, Maio 26th, 2009

Todo mundo sabe o quão barulhentos e poluidores são os Jet Skies. Se você ainda não sabe, basta frequentar qualquer praia em pleno verão e verá do que estamos falando.

Esses dias parecem estar contados. A empresa Eco WaterCraft lançou recentemente o ECO Jet Ski, totalmente elétrico, muito rápido e, pasmem, silencioso! Possui uma bateria 100% alternativa que tem até 3 horas de autonomia e pode alcançar até 80 km/h.

A empresa, fundada por triatletas, assumiu o compromisso de redução das emissões de carbono e acredita na necessidade de um desenvolvimento sustentável na economia mundial. “Acreditamos que, seguindo estes métodos iremos inspirar uma necessidade de mudança e construir uma empresa que irá transcender o futuro dos esportes náuticos”, afirma Lewis Elliot, gerente de marketing da empresa.

Veja o vídeo do projeto e repare no silêncio da máquina:

Eficiência Energética, criatividade, tecnologia e responsabilidade social devem ser os nossos aliados na busca por um planeta mais saudável. Isso é fato!

Poluição faz bem? Como assim?

Segunda-feira, Abril 27th, 2009

Uma pesquisa publicada esta semana pode ser considerada, no mínimo, estarrecedora. Publicada na revista Nature, a pesquisa afirma que a poluição do ar pode ajudar no combate ao aquecimento global, pois vem melhorando a forma como as plantas absorvem o gás carbônico

Os cientistas sugerem que o aumento do nível de poluição atmosférica provocou uma expansão da capacidade das plantas em capturar dióxido de carbono. Isso representa um aumento de 10% de absorção desde os anos 60.

O estudo acaba com um dogma da ciência, que tinha como verdade que as plantas crescem mais em dias de sol. Cientistas acreditam agora, que as plantas se beneficiam dos dias cinzentos, porque as nuvens e partículas na atmosfera difundem melhor a luz do sol e espalham mais a luminosidade, atingindo mais folhas, aumentando o processo da fotossíntese.


Eles acreditam que a poluição e suas consequências foram responsáveis por aumentar a produtividade das plantas em 23,7% entre 1960 e 1999.

O estudo mostra que, na medida em que o mundo tenta reduzir a fumaça e as partículas da atmosfera para beneficiar a saúde da população, isso fará com que seja necessário aumentar ainda mais os esforços para captura de dióxido de carbono, já que as plantas absorverão menos gás carbônico quando o ar está mais puro.

“[Com o combate ao aquecimento global], o ar ficará mais puro, e a contribuição que a difusão da radiação dá ao ambiente vai desaparecer”, disse à Nature a cientista Lina Mercado, do Centro de Ecologia e Hidrologia de Wallingford, no Reino Unido. “Nós precisamos levar isso em conta”.

Coisa inacreditável, não? Por favor, não saiam poluindo o ar com o intuito de salvar o meio ambiente!

Você acredita nisso? Tem algum especialista aí?

Fonte: BBC

Ilustração: Chris Madden

Luz, câmera, ação! Uma Hollywood sustentável!

Sexta-feira, Abril 24th, 2009

É muito bom ver que pessoas públicas cada vez mais participam de campanhas e dão bons exemplos a seus fãs. Uma onda de boas iniciativas verdes têm “pipocado” ao redor do mundo, em especial nos EUA. Atrizes, atores, músicos e celebridades em geral têm aparecido constantemente na mídia para dizer ao mundo o quanto estão preocupadas com a situação do planeta e para dizerem o que fazem para a melhorar o meio ambiente. Vejam só:

Jennifer Aniston ainda é ridicularizada por uma declaração dada a uma revista em que dizia que gastava apenas 3 minutos para tomar banho e escovar os dentes. Você acredita nisso? Acho que ninguém acreditou. Mas, por outro lado, a eterna atriz de Friends, não pára de dar bons exemplos. Além das inúmeras campanhas em prol do meio ambiente, a atriz americana acaba de comprar uma casa ecologicamente correta, o que deve ser uma tendência nos EUA. A nova casa - ou seria uma mansão? - terá painéis solares, uma cobertura de telhado para conservar energia e o jardim terá plantas resistentes à seca, além de outras soluções sustentáveis. Disse ainda: “Quando as pessoas se tornarem conscientes das coisas e os efeitos dessas coisas, a mudança será mais fácil, pois vamos querer mudar pra melhor!”. Ponto pra ela!

Ativista engajada na causa verde, Alicia Silverstone, vegetariana convicta, foi apontada como a mais ecológica estrela do cinema pelo Daily Green Heart of Green Awards em Nova York. A cerimônia premia celebridades e pessoas que dedicam a vida promovendo a sustentabilidade em seus meios. Diz ela: “Coma verde. Porque a produção alimentar faz com que a maioria dos danos ao planeta sejam dimunuídos!”. Agora ela é a divulgadora de uma campanha por todo a mundo que visa diminuir o consumo de carne. “Qualquer ação, por menor que seja, faz a diferença”.

Enquanto sua mulher, Mariah Carey, é considerada uma das celebridades menos “verdes” pelo seu estilo de vida, Nick Cannon parece estar gostando de juntar sua imagem a causas ambientais. Tem feito aparições incentivando os jovens a conservar energia e participado de ações em prol da sustentabilidade. No dia da Terra - 22 de abril - participou de um evento da Nickelodeon (um canal de televisão para crianças) ao lado do personagem Bob Esponja, que desligou todas as luzes do Empire State Building durante 60 segundos para marcar a celebração. Será que teremos letras ecologicamente corretas em seus raps?

Outra celebridade que sempre prezou pelo meio ambiente - e faz questão de contar pra todo mundo - é a queridinha da América. Julia Roberts já deu diversas declarações preocupadas com o mundo em que seus filhos viverão. Adepta de dietas de alimentos orgânicos, a atriz diz viver de acordo com as regras da sustentabilidade e também já participou de campanhas de conscientização da importância de preservar os recursos naturais. “Acho importante meus filhos conhecerem os alimentos e as atitudes que podem nos levar a um mundo mais saudável e verde”.

Que ser verde - ou ecologicamente correto - está na moda, ninguém duvida. Mas será que essas atitudes são só pra mídia ou fazem parte de uma real e importante mudança? Tirem suas próprias conclusões!

Gelo inflamável

Quarta-feira, Abril 1st, 2009

 

Uma descoberta no mínimo improvável pode ser uma das maiores e mais limpas fontes de energia do planeta. Gelo pegar fogo é uma coisa que não estamos acostumados a ver todo dia.   Segundo a revista New Scientist, o processo se resume a aprisionar gás natural dentro de cubos de gelo e criar uma substância que elimina CO2 na queima do combustível.

Como é possível ver, a olho nu, a queima desse combustível parece algo impossível de acontecer. Isso porque o clatrato hidratado parece gelo normal em chamas. No entanto, isso só é possível porque em sua composição as moléculas de água são organizadas como “gaiolas” que aprisionam moléculas de metano (altamente inflamável).

A pesquisa sobre o clatrato hidratado foi apresentada na reunião da American Chemical Society e cientistas acreditam que essa pode ser uma das fontes de energia mais limpa do planeta pois, comparado com os combustíveis fósseis, o metano libera naturalmente menos dióxido de carbono. Ainda, segundo os cientistas, a estrutura do clatrato hidratado aprisiona o CO2, tornando possível, com a tecnologia certa, a existência de um combustível que não agrave o aquecimento global.

Ainda não se sabe como esse processo pode vir a ser feito em larga escala, mas a possibilidade é real e imediata. É ótimo ver novas formas de obtenção de energia limpa. Definitivamente, esse é o caminho certo!

Veja o vídeo da experiência:


Flammable Ice Experiment - The funniest bloopers are right here

Fonte: New Scientist