Archive for the ‘eficiência energética’ Category

Mais um prédio sustentável!

Quinta-feira, Março 4th, 2010

Selecionado por meio de um concurso internacional, o projeto do escritório norte-americano AS+GG inova no aspecto energético.

Isso porque o edifício é capaz de gerar mais energia elétrica do que consome por meio dos painéis fotovoltaicos estrategicamente incorporados nas fachadas.

“Nunca os painéis fotovoltaicos foram usados com tanta eficiência por um edifício”, afirma o arquiteto Adrian Smith, da AS+GG. Ele e seu sócio, o arquiteto Gordon Gill, descobriram uma maneira inteligente de explorar o subsídio da energia solar oferecido pelo governo sul coreano para justificar o acréscimo de custo que a tecnologia traria à construção.

A energia excedente produzida pelos dispositivos solares do prédio será vendida para as empresas de eletricidade a um preço sete vezes mais caro do que o da energia elétrica gerada convencionalmente.

O envelope multifacetado foi idealizado de forma a otimizar o recebimento de luz solar, sobretudo nas fachadas sudoeste e nordeste, onde os painéis são inclinados 30º em relação ao sol. A posição dos painéis maximiza a quantidade de energia coletada no edifício, ao mesmo tempo em que o recurso também minimiza o ganho de calor pela edificação.

“A solução que adotamos é comum em coberturas, mas não em torres”, acrescenta Smith, que não se considera o proprietário da idéia. “Não patenteamos a idéia, pois todos estão buscando avanços do desempenho dos edifícios”, afirma o arquiteto. A torre, que tem mais de 240m de altura, deverá estar concluída em 2013.

Vale ressaltar que o projeto desenvolvido pelo AS+GG para a Federação das Indústrias Coreanas, de Chicago, prevaleceu sobre os de competidores como Foster + Partners, Pei, Cobb e Freed.

Fonte: ArqBacana

A Hora do Planeta 2010

Quarta-feira, Março 3rd, 2010

Será lançada hoje, dia 3/2, no Rio de Janeiro, a 4a. edição da Hora do Planeta, movimento  há 3 anos pelo WWF em todo o mundo.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, Austrália. Em 2008 (veja post), 371 cidades participaram. No ano passado (veja post), quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

Esse ano, a Hora do Planeta será no sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30. Diversos monumentos e locais simbólicos do país serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.

Você também pode fazer a sua parte, apagando as luzes no dia e horário combinados. Também é recomendado que você se cadastre no site da WWF, para que o número de participantes seja contabilizado e comparado com o dos outros países. Faça a sua parte e junte-se agora ao movimento!

Luzes sustentáveis - Postes de luz Philips

Quinta-feira, Fevereiro 25th, 2010

Sustainable City Lights, criado pela Philips, são postes de iluminação inspirados na própria natureza.

O conceito é simples: dar utilidade aos postes de luz durante o dia e usar a luz do sol como fonte de energia para a iluminação.

Durante o dia, as “pétalas” (vide fotos) ficam abertas captando toda a luz solar. De acordo com a luz - ou a falta dela - as pétalas vão se fechando e iluminam totalmente o lugar.

Os postes de luz também têm sensores quedeixam a luz mais forte apenas quando há pessoas por perto, economizando energia. Os excedentes serão devolvidos à rede principal de energia para serem usados em outros lugares.

Fantástico, não?

Impressora sem tinta!

Quarta-feira, Fevereiro 10th, 2010

Mesmo com os recursos que temos hoje em dia (e-readers,smartphones, internet móvel, etc), ainda é bem difícil viver sem o papel.  Mesmo que se reciclem estes papéis, há um gasto enorme na produção e logística: o papel precisa ser recolhido, processado, transportado…

E se a própria impressora reciclasse o papel? Essa é a ideia da PrePeat, lançada no Japão. Ela não usa tinta e necessita de folhas de papel especial, que contêm pigmentos ativados pelo calor - e, por isso, pode ser apagado e reutilizado mais de 1000 vezes. Assista ao vídeo.

A PrePeat é bem cara (sai por US$ 5500 a máquina e cada folha por US$ 3).

No futuro, quem sabe todo mundo não adere a esta tecnologia. Muito bom!

Fonte: SuperInteresante

Mas no futuro, quem sabe, todas as impressoras adotem essa tecnologia. Cool.

Energia do lixo

Quinta-feira, Janeiro 21st, 2010


O gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, será usado como combustível. Um acordo assinado entre empresas, a prefeitura do Rio e o governo do Estado prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.

A empresa Gás Verde processará o gás que será retirado da montanha de lixo. Ela vai separar o gás carbônico do metano. Um duto de 6 quilômetros levará o combustível até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.

O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.

“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2″, disse Minc.

Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
Por Vitor Abdala - Agência Brasil

Agência Brasil/EcoAgência

Estimulo à venda de moto preocupa especialista em poluição

Segunda-feira, Dezembro 21st, 2009

UOL Ciência -

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (17) a retomada da alíquota zero de Cofins para motocicletas de até 150 cilindradas, medida que deve aumentar em 16% a venda desse tipo de veículo em 2010. A decisão, tomada na semana em que o mundo se voltou para o clima, com a conferência de Copenhague, preocupa especialistas, já que as motos emitem muito mais poluentes que os automóveis.

“A frota de motos já vem crescendo de forma extraordinária e um possível aumento seria preocupante”, opina o professor Paulo Artaxo, coordenador do laboratório de física atmosférica da USP (Universidade de São Paulo).

Como ele explica, a maior parte das motocicletas ainda não tem mecanismos de controle de poluentes tão sofisticados quanto os carros, como injeção eletrônica, filtros e catalisadores. Um dos obstáculos para adoção desses equipamentos, segundo os fabricantes, é o próprio tamanho da moto.

De acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o Estado tem a maior frota automotiva do país, com 18,3 milhões de veículos automotores em 2008. Desse total, 3,5 milhões são motocicletas.

Só na região metropolitana de São Paulo, há 1,2 milhão de motos, cerca de 1/5 to total nacional. A frota é responsável por 17% do total de emissões de monóxido de carbono (CO). Em quantidade bem maior, os veículos a gasolina representam 42% das emissões de CO; os movidos a álcool, 12,86%, e os a diesel, 25,6%.

As motos nacionais de 151 a 500 cilindradas emitiram 0,98 grama de CO por quilômetro rodado em 2008, quase o dobro dos automóveis a gasolina. E a emissão de hidrocarbonetos, outro tipo de poluente, chegou a 0,25 gramas por quilômetro, cerca de quatro vezes mais que o índice dos automóveis, de 0,069.

Como lembra Artaxo, as motos mais antigas eram ainda piores e continuam nas ruas. Dados da Cetesb indicam que, em 2000, uma motocicleta nova emitia quantidade mais de 16 vezes maior de CO do que os carros da época: 12 gramas por quilômetro rodado para 0,73 grama por quilômetro de um automóvel.

Para tentar controlar a poluição emitida pelos veículos de duas rodas, a Cetesb lançou em 2003 o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot). Apesar de ter imposto restrições mais severas, o projeto refere-se apenas à produção e venda de veículos novos. Em 2008, quase metade das motos que circularam na região metropolitana de São Paulo não passou por controle de emissões.

LED abastecidos com energia solar!

Terça-feira, Dezembro 1st, 2009

Cerca de 1,6 bilhões de pessoas no mundo não conseguem se conectar a uma fonte de eletricidade. Absurdo, não? Tenho certeza de que você aí na sua casa não tem a menor ideia do que seja isso. Imagine você querer fazer algo à noite e não ter luz suficiente para isso. Imagine você ou seu filho querer jogar uma simples partida de futebol e não conseguir por este simples “detalhe”.

Foi pensando nisto que a Philips criou um sistema que permitirá que comunidades em desenvolvimento possam ter energia para atividades sociais, educativas, culturais e comerciais.

Lançado simultaneamente na Holanda e África do Sul, o sistema está disponível como uma solução totalmente portátil. Usando a tecnologia de sistemas eficientes de iluminação LED, o sistema pode iluminar áreas de até 40×20m com luz branca brilhante. Células de bateria avançada fornecem até oito horas de holofotes com uma única carga solar. O sistema também é altamente sustentável, com um design robusto capaz de suportar os rigores extremos da vida em alguns dos terrenos mais difíceis e remotos do mundo.

“Esta é uma iniciativa fantástica”, diz Kanu, o futebolista internacional nigeriano, que está trabalhando com a Philips para ajudar a promover o sistema de holofotes do mundo inteiro. “O futebol é uma linguagem universal, especialmente na África. Permitindo que as crianças e adultos sejam ativos mesmo quando o sol se põe. O sistema vai enriquecer as suas vidas, sua saúde e seu bem-estar. ”

“Essa solução é um maravilhoso exemplo de aplicação da Philips na inovação baseada em nossa percepção e compreensão das necessidades das pessoas”, diz Marc de Jong, CEO Philips Lighting.

O sistema de LED solar já está disponível para encomenda. Philips pode proporcionar uma solução total, incluindo as luzes LED, postes portáteis, painéis solares e baterias, ou apenas o conjunto de holofotes. O sistema também pode ser usado para aplicações não-desportivos em locais sem acesso a uma rede elétrica, tais como aulas noturnas em vilarejos remotos, segurança, lojas e mercados ao ar livre, ou a iluminação de emergência para situações de catástrofe.

Mais informações podem ser encontradas no site www.philips.com / offgridlighting

Reciclando fraldas…

Segunda-feira, Novembro 16th, 2009

Todas as vezes que pensamos em fraldas é dificil de não associar com um bebê lindo sorrindo pra você. Porém, vocês não imaginam o impacto ambiental que essas “pessoinhas” - na verdade não são eles, e sim nós! - podem causar no meio ambiente.

Só nos Estados Unidos são jogadas fora cerca de 27 bilhões de fraldas todos os anos, que vão parar nos aterros e poluem a terra com materiais como papel e plástico.

Pensando nisso, duas empresas britânicas, a Versus Energy e a Knowaste, se juntaram para construir a primeira usina de reciclagem de fraldas do mundo. Além de evitar que as fraldas continuem a poluir os aterros, a usina irá funcionar com energia criada da matéria orgânica que vem junto com as fraldas.

As fraldas serão trituradas, lavadas, higienizadas e separadas em material orgânico, papel e plástico que encontrarão nova utilidade como telhas, solas de sapato, papel de parede e muitas outras finalidades. A água utilizada no processo será tratada e reutilizada.

A primeira usina, das cinco programadas, começará a funcionar em maio de 2010 em Birmingham na Inglaterra. As fraldas serão recolhidas em creches, asilos e hospitais.

Conhece algum serviço similar a esse aqui no Brasil?

Blecaute: bom, ruim ou uma oportunidade?

Quarta-feira, Novembro 11th, 2009

Quando as luzes se apagaram em grande parte do Brasil na noite desta terça-feira (10), coube ao rádio, único meio de comunicação disponível à maior parte das pessoas em meio ao blecaute, alertar para os riscos de se ficar nas ruas. O rádio chegou a transmitir recomendações do governo para que as pessoas não saíssem de casa para evitar a possível violência. 

Blecautes paralisam a maior parte dos alarmes contra roubo, causam caos no trânsito, permitem que criminosos atuem de forma mais fácil, mas, segundo o pesquisador norte-americano David Nye, também podem ter efeitos positivos para a sociedade. “A segurança é baseada na energia, mas um blecaute também revela como pessoas se tornaram isoladas por conta dos sistemas elétricos. Quando a TV, o som e o computador não funcionam, elas descobrem que têm vizinhos”.

Nye vem estudando os apagões registrados nos Estados Unidos desde 1935 em uma pesquisa a ser lançada no próximo ano no livro “When the lights went out” (Quando as luzes se apagaram, em tradução livre). Professor na Universidade do Sul da Dinamarca, ele tem mais de uma dezena de livros publicados sobre tecnologia e energia elétrica. 

Segundo Nye, apagões funcionam como uma “porta de entrada” que é empurrada pela sociedade e leva a uma situação completamente nova. “As pessoas podem ajudar umas às outras, podem decidir saquear lojas, podem começar uma festa nas ruas, ou apenas ficar em casa pacientemente esperando que ele termine. Muitas vezes vemos que as pessoas passam a conhecer seus vizinhos enquanto lutam para resolver os problemas advindos do blecaute, criando uma solidariedade surpreendente. No caso de um grande blecaute em Nova York em 1965, a maior parte das pessoas lembra dele como uma experiência positiva. A criminalidade foi mais baixa do que o normal, e milhões de pessoas foram às ruas e se divertiram.”

Energia alternativa

Nye explicou que as cidades industriais são dependentes demais de eletricidade, e que a tendência é de radicalização desse cenário. “Não há alternativa rápida, para o curto prazo. É tecnicamente possível, no entanto, criar um sistema energético menos centralizado, para encorajar as pessoas a produzirem parte da sua própria energia com matrizes eólicas e solares, além de ter sistemas de reserva para serviços essenciais, se tornando menos dependente de um único fornecedor”.

Se tivéssemos uma grande rede, ainda que secundária, de energias renováveis e alternativas - eólica, solar, etc. - não teríamos sofrido tanto com esse tipo de acontecimento. Esse blecaute só nos leva à certeza de que a energia como ela é hoje é insustentável, politicamente falando. Casos como esse tendem a acontecer mais vezes e é uma boa oportunidade de começar a se pensar seriamente numa política de massificação de energia alternativas, com subsídios para implementação de uma rede interligada de energia renováveis.

Nye continua: “Um blecaute de até duas horas como este deveria ser esperado periodicamente. Não importa o quão bem o sistema de transmissão seja desenhado e construído, ele é apenas uma máquina num mundo de falhas técnicas, acidentes e erros humanos ocasionais. Normalmente, quando um blecaute termina, todos começam uma ‘caça às bruxas’ para identificar o responsável. A ideia parece ser a de que ter este sistema elétrico gigantesco funcionando é perfeitamente normal e que qualquer defeito é um erro inaceitável. Mas nada vai funcionar 24 horas por dia para sempre. Quanto mais eu estudo isso, mais me impressiono com o fato de que a maioria desses sistemas funcionem bem quase todo o tempo.”

Para pensar: quantos de vocês têm acesso a algum tipo de energia renovável?

Fonte: G1

Oásis de energia!

Terça-feira, Novembro 10th, 2009

Uma disputa pelo maior parque de energia solar do mundo já começou! A disputa - muito boa para todos nós! - tem um novo líder: o deserto do Saara. Já tivemos projetos ousados no mundo (Portugal, Espanha, Chile, etc), mas acho que esse vai ser dificil de superar.

12 empresas assinaram um acordo para construir o maior projeto de energia renovável do mundo que custará cerca de US$555 bilhões.

Serão colocados milhares de painéis solares no norte da África, formando uma extensa faixa com o objetivo de fornecer cerca de 15% da demanda de energia da europa com energia limpa. Até agora as empresas que assinaram o acordo são: ABB, ABENGOA Solar, Cevital, DESERTEC Foundation, Deutsche Bank, E.ON, HSH Nordbank, MAN Solar Millennium, Munich Re, M+W Zander, RWE, SCHOTT Solar, and Siemens. O projeto irá ligar várias instalações de energia solar pela costa do norte da África e transmitir grande parte da energia para a Europa. Além disso, usinas de dessalinização serão associadas as instalações solares para levar água fresca às pessoas na África.

Apesar de faltarem muitos anos para completar o projeto, o acordo assinado irá unificar forças para o objetivo final. Muito trabalho precisa ser feito, e as empresas e governos precisam trabalhar juntos para superar questões como segurança energética, equidade, justiça social, direitos sobre a água e energia solar e compensação.