Archive for the ‘eficiência energética’ Category

Quando as ideias são levadas ao extremo

Segunda-feira, Junho 14th, 2010

Criar um cinturão ao redor da Terra com placas de energia fotovoltaica. Parece uma boa ideia?

Foto: Shimizu/Divulgação

O Japão planeja executar essa ideia para gerar toda a eletricidade que precisamos na Terra. Para isso, seria construído um cinturão com largura de 11 mil quilômetros de placas fotovoltaicas ao redor do equador.

A eletricidade gerada por essas células seria transportada em microondas ou laser em forma de radiação para a Terra. Para isso teríamos que instalar uma antena de 20 quilômetros de diâmetro para fazer a captação. Por outro tipo de antena, a radiação será convertida de novo em eletricidade em estações de energia.

Com o tempo, o cinturão poderia ter uma largura de até 400 quilômetros e seria suficiente para gerar energia limpa para toda a humanidade.Ele seria construído por robôs montados no espaço e levados para a superfície lunar por uma equipe humana de suporte. O cinturão seria construído com o máximo de materiais que possam ser retirados do próprio solo lunar.

A Teoria é perfeita e resolveria uma série de problemas que andamos enfrentando por aqui. Mas será que isso é possível? Quais os tipos de problemas que isso geraria?

Deixe sua opinião nos comentários.

Uma guitarra verde, literalmente

Terça-feira, Março 16th, 2010

Dois brasileiros - Bruno Barbosa de Araujo e Eduardo Medeiros Cardoso -  lançaram a primeira linha de instrumentos musicais ecologicamente corretos e sustentáveis do mundo, a Echo Music.

As cordas são feitas de garrafas PET, a madeira é certificada e o verniz não agride a natureza, além de outras ações ecologicamente corretas - veja vídeo.

Bela iniciativa, digna de aplausos. Mais importante do que a guitarra em sim, é a intenção e a ideologia do projeto, que visa conscientizar toda a população da importância de ser responsável ambientalmente.

Clap, clap.

Tinta branca ou telhado vivo?

Sexta-feira, Março 12th, 2010

Muita gente chega aqui procurando pela matéria publicada em 03/03/09 - Tinta Branca nos Telhados (leia). As dúvidas são muitas, mas a principal que chega até nós é a diferença entre um telhado vivo (e seus benefícios) e um telhado pintado de branco. Nas pesquisas para escrever, me deparei com essa matéria (editada) que saiu no Fórum da Construção:

Um estudo recente do Laboratório Nacional Lawrence Berkley, na Califórnia, mostrou que pintar os telhados de branco ajuda a combater o aquecimento global. Enquanto as coberturas escuras absorvem 80% do calor externo, as claras refletem até 90% da luz solar.

Foto: Maria-José Viñas/American Geophysical Union

Com isso, cidades com mais telhados brancos sofreriam menos com as ilhas de calor. Além disso, a temperatura interna também diminui e, assim, os ambientes exigem menos ar condicionado - o que reduz o consumo de energia e as emissões de gás carbônico.

Em contra partida, moradores ecologicamente corretos criam jardins no topo de casas e prédios.

Telhados verdes ou EcoTetos também contribuem para a causa. Além de combater o aumento das temperaturas do globo, como as coberturas brancas, têm a qualidade de reduzir a velocidade de vazão da água das chuvas, evitando enchentes.

O interesse crescente em se livrar de telhas, deve-se a boa vontade de moradores ecologicamente corretos em preservar o meio ambiente. Os telhados verdes, literalmente, consistem na instalação de um jardim - leia-se terra, sementes, mudas e, em alguns casos, árvores - em cima de casas, empresas ou apartamentos de cobertura.

Quem opta por esse recurso consegue reduzir em até 30% o valor da conta de luz. O ecoteto garante temperatura 5 graus menor no verão e 5 graus maior no inverno, o que diminui a necessidade do uso do ar-condicionado e aquecedor. A longo prazo, a economia compensa os gastos iniciais: enquanto um revestimento de cerâmica sai por até 100 reais o metro quadrado, o telhado sustentável custa a partir de 120 reais.

Benefícios de ter um ecoteto

- Mantém boa a umidade relativa do ar,

- Enriquece a biodiversidade ao atrair animais como pássaros, borboletas e joaninhas,

- Minimiza o problema da impermeabilidade do solo,

- Valoriza e embeleza o projeto do imóvel,

- Garante sensação térmica agradável (5 graus a mais no inverno e 5 graus a menos no verão),

- Diminui em até 30% o valor da conta de luz.

Produtos para um telhado claro

- Impermeabilizante para lajes e marquises: Vedapren Branco (Otto Baumgart),

- Telhas claras: EuroTop Clássica Branca (de cimento) e Toptelha Mediterrânea Pérola (cerâmica),

- Tinta para pintar telhas de barro, cimento e fibrocimento: resina à base e água Metalatex Eco Telha Térmica (Sherwin-Williams),

- Cobertura metálica para casas, galpões e indústrias: painéias de aço pintados de branco, da Panisol.

E aí, tirou suas dúvidas?

E o Oscar vai para…

Segunda-feira, Março 8th, 2010

A Cova - ou A Baía dos Golfinhos -  é um exemplo surpreendente de jornalismo investigativo com o alma de um thriller de ação.

O filme é liderado por Louie Psihoyos, líder da Sociedade de Preservação do oceano; e O’Barry Richard, uma autoridade internacional em matéria de golfinho que é mais conhecido por Flipper, um seriado de sucesso dos anos 60.

O filme segue uma equipe de mergulho de alta tecnologia em um missão de descobrir a verdade sobre o comércio praticado em Taji, Japão. Utilizando verdadeiras parafernálias (coisas de detetives), incluindo microfones ocultos e câmeras, a equipe descobre como esta pequena aldeia costeira serve como uma pequena, porém expressiva amostra dos crimes ecológicos que estão acontecendo.

O filme é dirigido por Louie Psihoyos, um célebre fotógrafo da National Geographic.

O filme ganhou o Oscar de Melhor Documentário na noite de ontem, 07/03/2010. Não deixem de ver!

Mais um prédio sustentável!

Quinta-feira, Março 4th, 2010

Selecionado por meio de um concurso internacional, o projeto do escritório norte-americano AS+GG inova no aspecto energético.

Isso porque o edifício é capaz de gerar mais energia elétrica do que consome por meio dos painéis fotovoltaicos estrategicamente incorporados nas fachadas.

“Nunca os painéis fotovoltaicos foram usados com tanta eficiência por um edifício”, afirma o arquiteto Adrian Smith, da AS+GG. Ele e seu sócio, o arquiteto Gordon Gill, descobriram uma maneira inteligente de explorar o subsídio da energia solar oferecido pelo governo sul coreano para justificar o acréscimo de custo que a tecnologia traria à construção.

A energia excedente produzida pelos dispositivos solares do prédio será vendida para as empresas de eletricidade a um preço sete vezes mais caro do que o da energia elétrica gerada convencionalmente.

O envelope multifacetado foi idealizado de forma a otimizar o recebimento de luz solar, sobretudo nas fachadas sudoeste e nordeste, onde os painéis são inclinados 30º em relação ao sol. A posição dos painéis maximiza a quantidade de energia coletada no edifício, ao mesmo tempo em que o recurso também minimiza o ganho de calor pela edificação.

“A solução que adotamos é comum em coberturas, mas não em torres”, acrescenta Smith, que não se considera o proprietário da idéia. “Não patenteamos a idéia, pois todos estão buscando avanços do desempenho dos edifícios”, afirma o arquiteto. A torre, que tem mais de 240m de altura, deverá estar concluída em 2013.

Vale ressaltar que o projeto desenvolvido pelo AS+GG para a Federação das Indústrias Coreanas, de Chicago, prevaleceu sobre os de competidores como Foster + Partners, Pei, Cobb e Freed.

Fonte: ArqBacana

A Hora do Planeta 2010

Quarta-feira, Março 3rd, 2010

Será lançada hoje, dia 3/2, no Rio de Janeiro, a 4a. edição da Hora do Planeta, movimento  há 3 anos pelo WWF em todo o mundo.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, Austrália. Em 2008 (veja post), 371 cidades participaram. No ano passado (veja post), quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

Esse ano, a Hora do Planeta será no sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30. Diversos monumentos e locais simbólicos do país serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.

Você também pode fazer a sua parte, apagando as luzes no dia e horário combinados. Também é recomendado que você se cadastre no site da WWF, para que o número de participantes seja contabilizado e comparado com o dos outros países. Faça a sua parte e junte-se agora ao movimento!

Luzes sustentáveis - Postes de luz Philips

Quinta-feira, Fevereiro 25th, 2010

Sustainable City Lights, criado pela Philips, são postes de iluminação inspirados na própria natureza.

O conceito é simples: dar utilidade aos postes de luz durante o dia e usar a luz do sol como fonte de energia para a iluminação.

Durante o dia, as “pétalas” (vide fotos) ficam abertas captando toda a luz solar. De acordo com a luz - ou a falta dela - as pétalas vão se fechando e iluminam totalmente o lugar.

Os postes de luz também têm sensores quedeixam a luz mais forte apenas quando há pessoas por perto, economizando energia. Os excedentes serão devolvidos à rede principal de energia para serem usados em outros lugares.

Fantástico, não?

Impressora sem tinta!

Quarta-feira, Fevereiro 10th, 2010

Mesmo com os recursos que temos hoje em dia (e-readers,smartphones, internet móvel, etc), ainda é bem difícil viver sem o papel.  Mesmo que se reciclem estes papéis, há um gasto enorme na produção e logística: o papel precisa ser recolhido, processado, transportado…

E se a própria impressora reciclasse o papel? Essa é a ideia da PrePeat, lançada no Japão. Ela não usa tinta e necessita de folhas de papel especial, que contêm pigmentos ativados pelo calor - e, por isso, pode ser apagado e reutilizado mais de 1000 vezes. Assista ao vídeo.

A PrePeat é bem cara (sai por US$ 5500 a máquina e cada folha por US$ 3).

No futuro, quem sabe todo mundo não adere a esta tecnologia. Muito bom!

Fonte: SuperInteresante

Mas no futuro, quem sabe, todas as impressoras adotem essa tecnologia. Cool.

Energia do lixo

Quinta-feira, Janeiro 21st, 2010


O gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, será usado como combustível. Um acordo assinado entre empresas, a prefeitura do Rio e o governo do Estado prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.

A empresa Gás Verde processará o gás que será retirado da montanha de lixo. Ela vai separar o gás carbônico do metano. Um duto de 6 quilômetros levará o combustível até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.

O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.

“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2″, disse Minc.

Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
Por Vitor Abdala - Agência Brasil

Agência Brasil/EcoAgência

Estimulo à venda de moto preocupa especialista em poluição

Segunda-feira, Dezembro 21st, 2009

UOL Ciência -

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira (17) a retomada da alíquota zero de Cofins para motocicletas de até 150 cilindradas, medida que deve aumentar em 16% a venda desse tipo de veículo em 2010. A decisão, tomada na semana em que o mundo se voltou para o clima, com a conferência de Copenhague, preocupa especialistas, já que as motos emitem muito mais poluentes que os automóveis.

“A frota de motos já vem crescendo de forma extraordinária e um possível aumento seria preocupante”, opina o professor Paulo Artaxo, coordenador do laboratório de física atmosférica da USP (Universidade de São Paulo).

Como ele explica, a maior parte das motocicletas ainda não tem mecanismos de controle de poluentes tão sofisticados quanto os carros, como injeção eletrônica, filtros e catalisadores. Um dos obstáculos para adoção desses equipamentos, segundo os fabricantes, é o próprio tamanho da moto.

De acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o Estado tem a maior frota automotiva do país, com 18,3 milhões de veículos automotores em 2008. Desse total, 3,5 milhões são motocicletas.

Só na região metropolitana de São Paulo, há 1,2 milhão de motos, cerca de 1/5 to total nacional. A frota é responsável por 17% do total de emissões de monóxido de carbono (CO). Em quantidade bem maior, os veículos a gasolina representam 42% das emissões de CO; os movidos a álcool, 12,86%, e os a diesel, 25,6%.

As motos nacionais de 151 a 500 cilindradas emitiram 0,98 grama de CO por quilômetro rodado em 2008, quase o dobro dos automóveis a gasolina. E a emissão de hidrocarbonetos, outro tipo de poluente, chegou a 0,25 gramas por quilômetro, cerca de quatro vezes mais que o índice dos automóveis, de 0,069.

Como lembra Artaxo, as motos mais antigas eram ainda piores e continuam nas ruas. Dados da Cetesb indicam que, em 2000, uma motocicleta nova emitia quantidade mais de 16 vezes maior de CO do que os carros da época: 12 gramas por quilômetro rodado para 0,73 grama por quilômetro de um automóvel.

Para tentar controlar a poluição emitida pelos veículos de duas rodas, a Cetesb lançou em 2003 o Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares (Promot). Apesar de ter imposto restrições mais severas, o projeto refere-se apenas à produção e venda de veículos novos. Em 2008, quase metade das motos que circularam na região metropolitana de São Paulo não passou por controle de emissões.