Archive for the ‘curiosidades’ Category

Impressora sem tinta!

Quarta-feira, Fevereiro 10th, 2010

Mesmo com os recursos que temos hoje em dia (e-readers,smartphones, internet móvel, etc), ainda é bem difícil viver sem o papel.  Mesmo que se reciclem estes papéis, há um gasto enorme na produção e logística: o papel precisa ser recolhido, processado, transportado…

E se a própria impressora reciclasse o papel? Essa é a ideia da PrePeat, lançada no Japão. Ela não usa tinta e necessita de folhas de papel especial, que contêm pigmentos ativados pelo calor - e, por isso, pode ser apagado e reutilizado mais de 1000 vezes. Assista ao vídeo.

A PrePeat é bem cara (sai por US$ 5500 a máquina e cada folha por US$ 3).

No futuro, quem sabe todo mundo não adere a esta tecnologia. Muito bom!

Fonte: SuperInteresante

Mas no futuro, quem sabe, todas as impressoras adotem essa tecnologia. Cool.

Quem não quer uma cozinha assim?

Sexta-feira, Fevereiro 5th, 2010

Já imaginou uma cozinha ecológica, que reaproveita todos os resíduos? Pois é, a cozinha “Ekokook“*, como é chamada, tem um sistema que consegue reutilizar os resíduos líquidos, sólidos e orgânicos.

A geringonça funciona em três etapas. Primeiro, os restos sólidos que não têm cheiro, como o vidro, papel, plástico e metal são esmagados até ficarem bem pequenos. Depois, uma bola de aço, parecida com uma bola de uma máquina de fliperama, quebra os vidros, compacta as latas e tritura o papel até transformar tudo em briquete, ou seja, uma fonte concentrada e comprimida de material energético.

O segundo passo é coletar e reciclar a água. O líquido é filtrado e depois pode ser reaproveitado para irrigar plantas domésticas. Já os restos orgânicos são jogados em containers com vermes dentro. Após três meses, vira um excelente adubo para plantas.

E você, acha que essa será a cozinha do futuro?

Vi no Planeta Sustentável

Aproveitamento dos desertos

Quarta-feira, Fevereiro 3rd, 2010

Um centro de pesquisa e complexo de reaproveitamento verde chamado projeto Sahara Forest está previsto para começar em 2010 e pode servir como uma fonte de novas tecnologias planejadas para ambientes desérticos.

O projeto “utiliza recursos abundantes como terreno árido, luz do Sol e água do mar para produzir recursos-chave que estão em alta demanda, como, por exemplo, buscar converter água do mar em água fresca.

O projeto lembra que as florestas estão desaparecendo, enquanto os desertos aumentam em área.

Trata-se de um “oásis” de energia renovável, nas palavras da revista “National Geographic”, cujo site divulgou o projeto no fim de janeiro.

O nome do projeto não significa que será realizado na África; Saara significa “deserto” em árabe, e o centro almeja ser uma versão em pequena escala de complexos verdes que os gerentes do projeto esperam construir em desertos por todo o planeta.

O site do projeto afirma que passava por seu cronograma apresentá-lo na conferência do clima de Copenhague, de dezembro; e em alguns anos obter múltiplos locais para funcionamento.

Os especialistas responsáveis, da Bellona Foundation, Noruega, agora examinam locais áridos na Austrália, Estados Unidos, Oriente Médio e África para iniciar os testes.

Fonte: UOL

Navios: da poesia ao desastre

Segunda-feira, Fevereiro 1st, 2010

Ver a chegada de um navio ao porto é uma coisa poética, bonita de se ver. A gente fica imaginando a vida lá dentro, a dificuldade de ser um marinheiro, além de sempre nos remeter ao pensamento de como é possível aquele gigante ficar boiando no mar…

Mas chega de poesia.

Vamos falar agora de uma assunto sério. Seriíssimo. Água de Lastro.

Wikipédia: água de lastro é a água do mar captada pelo navio para garantir a segurança operacional do navio e sua estabilidade. Em geral, os tanques são preenchidos com maior ou menor quantidade de água para aumentar ou diminuir o calado dos navios durante as operações portuárias.
Resumindo e simplificando: se você já viu um navio chegando ao porto, pode reparar que muitas vezes eles estão “jorrando” água no mar. Quando estão com pouca carga, os navios precisam de mais peso para otimizar e maximizar a potência de seus motores, além de precisar do equilíbrio. O problema está no fato de um navio que sai da Índia, por exemplo, enche seus tanques com água de lá e vai despejar essa água em outro porto do mundo.

Cada lugar do mundo tem um ecossistema próprio, com seus organismos e animais equilibrados. Quando estes organismos se deparam com um novo ecossistema, eles alteram o meio em que passarão a viver. Isso tem causado muitos desastres ambientais.

Um grupo de cientistas fez um estudo sobre estas espécies invasoras de ecossistemas e acaba de prestar um serviço com a publicação de um mapa detalhado das rotas dos navios cargueiros entre os portos do mundo.


O estudo, realizado por ecólogos da Universidade Carl von Ossietzky, da Alemanha, só foi feito após os pesquisadores descobrirem que a Organização Marítima Internacional nunca tinha produzido os dados.

Fonte: Folha OnLine

Casa de Garrafa: ambientalmente correto?

Quarta-feira, Janeiro 27th, 2010

Vamos partir do princípio que você é uma pessoa consciente das suas ações em relação meio ambiente.

Você deve reciclar seu lixo, não jogá-lo na rua, nos córregos, etc. Você também deve ter algum cuidado em escolher os aparelhos que compra levando em conta o gasto de energia que eles têm (vide etiqueta Procel). Você deve economizar água e saber a importância que isso tem para o planeta. Possivelmente, você deve ter consciência de todos os seus atos e se considerar um amigo da natureza.

Se todos fossem como você, o mundo não estaria esse caos. Tudo isso pra dizer que há algumas pessoas que vão mais longe.

A casa de garrafa:

Temos certeza que a intenção foi a melhor possível, mas construir uma casa de garrafas é realmente benéfico ao meio ambiente?

Isso nos leva a uma questão maior: reciclagem é qualquer reaproveitamento de material?

No caso em questão, as garrafas não voltarão a ser utilizadas como garrafas. O destino certo delas seria a reciclagem e a posterior utilização delas como… garrafa! É o chamado “ciclo fechado da reciclagem”: vidro volta a ser vidro, plástico volta a ser plástico e assim por diante. É lógico que há casos onde isso é impossível ou ainda não há tecnologia suficiente para tal.

Embutir as garrafas em um muro fará com que mais vidro e plástico tenham de ser extraídos/produzidos, e isso apenas para economizar tijolos, cimento ou areia, produtos cujo processo de extração/produção é muito menos danoso ao meio ambiente se compararmos nas quantidades necessárias para construir a casa e a quantidade de garrafas embutidas nas paredes.

Recado dado. Pesquise muito bem antes de fazer um projeto que demande materiais recicláveis. Nem sempre é o que parece ser…

Vi o projeto no EcoHarmonia

Colheita Feliz!

Terça-feira, Janeiro 26th, 2010

Seria o sonho poder comprar frutas e legumes diretamente dos produtores, não? Além do menor preço e da diminuição do impacto ambiental, essa prática aumenta muito a qualidade dos produtos. Levando em conta estes princípios, a dupla de arquitetos americanos Joseph Grima e Jeffrey Johnson criaram a “LandGrabCity”, um enorme “pomar” no meio da cidade de Shenzen, na China.

“Não há motivo para segregar o meio rural e a cidade. É preciso haver uma maior conexão entre o campo e a cidade”. LandGrabCity é um dos muitos projetos que têm como príncipio esta integração. Na primeira colheita do projeto, as famílias ajudaram e batizaram os alimentos de “happy vegetables”.

“Pense globalmente, aja localmente”.

Fonte: www.szhkbiennale.org

Energia do lixo

Quinta-feira, Janeiro 21st, 2010


O gás resultante da decomposição do lixo no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, o maior da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, será usado como combustível. Um acordo assinado entre empresas, a prefeitura do Rio e o governo do Estado prevê que 200 mil metros cúbicos diários de gás metano sejam utilizados como fonte de energia pela Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.

A empresa Gás Verde processará o gás que será retirado da montanha de lixo. Ela vai separar o gás carbônico do metano. Um duto de 6 quilômetros levará o combustível até a Reduc. A previsão é que a produção se inicie até o final deste ano. Segundo a Gás Verde, a reserva de gás do aterro deverá durar pelo menos 15 anos.

O uso do gás, que iria parar na atmosfera, também renderá créditos no mercado internacional de carbono. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parte do dinheiro obtido com a venda do gás será revertida para as prefeituras de Duque de Caxias e do Rio de Janeiro (operadora do aterro), a projetos ambientais e a um fundo para catadores de lixo do aterro sanitário.

“O Jardim Gramacho é um dos maiores aterros da América Latina. Durante 30 anos, mais de 9 milhões de pessoas colocaram lixo lá. Isso é um dos emissores de gás do efeito estufa da Região Metropolitana. Ao capturar isso e transformar em gás natural, vamos deixar de emitir centenas de milhares de toneladas de CO2″, disse Minc.

Segundo o ministro, essa é a primeira grande ação brasileira de combate ao aquecimento global, desde a sanção da Lei do Clima, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2009. Segundo a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio e responsável pelo aterro, o Jardim Gramacho deverá ser fechado em dois anos, mas a produção de gás continuará depois disso, devido ao acúmulo de lixo por anos.
Por Vitor Abdala - Agência Brasil

Agência Brasil/EcoAgência

Bio-filtração: será possível?

Quinta-feira, Janeiro 14th, 2010

Reduzir a poluição da água utilizando bio-filtração. Isso é o que promete esse jardim flutuante com forma de baleia que foi elaborado para navegar nos rios de diversas cidades do mundo purificando água. Desenhado por Vincent Callebaut, Physalia é uma “eco sistema” autossuficiente que gera toda energia que precisa do sol. O telhado do Physalia é coberto por células solares, enquanto turbinas localizadas no casco geram a energia necessária para movimentá-lo pelo rio.

Uma dos recursos do “jardim” é reagir a raios ultravioletas para limpar a água poluída. A água adicional gerada desse processo é utilizada para regar o sistema hidráulico do jardim que biologicamente filtram os poluentes. Dentro do “jardim” existem jardins temáticos chamados “Terra”, “Vento”, “Fogo” e “Água”.

O nome foi inspirado por um tipo de medusa e o projeto foi criado para multiplicar a consciência que existem cerca de um bilhão de pessoas que não possuem acesso a água potável no mundo. Mesmo sem uma data para ser concretizado, o projeto prima pela imaginação e pelo esforço para uma causa nobre.

A humanidade conseguiu avanços inacreditáveis em termos de tecnologia. Você nunca achou estranho que essas tecnologias nunca fossem aplicadas para fins como esse? Demorou, mas até que os projetos estão saindo…

Queria tanto ver uma “baleia” dessas no Rio Tietê, na Lagoa Rodrigo de Freitas, etc, etc, etc.

Fonte: Vincent Callebaut (via Muito Legal)

E vamos rodar a bateria…

Terça-feira, Janeiro 12th, 2010

 

Rebobinar a fita cassete no dedo não significa nada se você tem menos de 20 anos. Mas, acredite, essa era uma prática comum em meados dos anos 90. E pode voltar a ser utilizada… pelo menos para quem quiser ser consciente ambientalmente.

Song Teaho e Hyejin Lee criaram um modelo de bateria para celular que é recarregado rodando a bateria no dedo. Como se trata de um protótipo, tudo ainda está no campo das especulações. Teaho e Lee acreditam, no entanto, que se a bateria cair nas graças do mercado e passar a ser  comercializada, vão ser necessárias aproximadamente 130 rodadas para uma conversa de dois minutos no celular. A tecnologia pode ser aplicada ainda para outros dispositivos, como notebooks, por exemplo.

Pode ser divertido e até plausível de ser aplicada. Mas imagine rodar a bateria do seu laptop no dedo: 130 rodadas para dois minutos de uso do seu PC portátil não parece a coisa mais atraente do mundo.

Mas até então é apenas um protótipo. Se chegar a ser comercializado, esperamos que haja uma melhoria e não precisemos ficar horas a fio rodando a bateria no ar…

Fonte: MSN Tecnologia

Previsões para 2010

Segunda-feira, Janeiro 11th, 2010

Qual a porcentagem que os produtos verdes têm no mercado? Eis as previsões dos especialistas. Diana Verde Nieto, CEO da Clownfish, uma consultoria britânica de comunicação e sustentabilidade, apontou em um texto na Advertising Age que não acredita que a sustentabilidade seja mais um modismo, mas sim algo que veio para ficar. O problema, segundo ela, é que aqueles que não são especialistas no assunto têm dificuldade em saber se os produtos e as marcas estão fazendo a coisa certa ou se é apenas uma jogada para se promover.

Para ajudar esses consumidores e também marcas que desejam abraçar a causa mas não sabem como, apontou as 10 tendências ‘verdes’ para o ano que acaba de começar. Acredito que também sejam válidas para o mercado brasileiro, só que em uma proporção menor.

1. Do verde premium para o verde acessível

Muitos consumidores não compram produtos ‘verdes’ em função do preço premium. Uma campanha da Mintel na Europa detectou que 54% dos consumidores comprariam mais produtos do tipo se o preço não fosse tão alto em comparação aos produtos convencionais. A tendência, segundo ela, é que, em 2010, esses produtos poderão se tornar até mais baratos do que as alternativas.

2. Mensuração dos gastos de energia em tempo real

Segundo a Diana Verde Nieto, será a vez dos consumidores exercerem um controle maior sobre os gastos com eletricidade, gás, e outros tipos de energia, segundo a segundo. Os medidores inteligentes, diz, serão indispensáveis em qualquer domicílio. No Brasil, já há previsão para a chegada de medidores e controladores do uso de energia elétrica, além de um aparelho que vai por fim ao consumo indesejado dos aparelhos eletrônicos que ficam em stand by.

3. De compras rápidas a compradores bem informados

Segundo a The Drum, 81% dos consumidores britânicos dão mais valor ao que as empresas fazem do que ao que dizem. A tendência, segundo a autora, é que, este ano, os consumidores passem a investigar mais sobre o que empresas e marcas estão realmente fazendo. Graças à internet e ao poder dos mecanismos de busca, nunca foi tão fácil ver o que as marcas estão fazendo em relação ao meio ambiente e responsabilidade social, além do acesso direto ao que os outros consumidores estão dizendo.

4. O surgimento das celebridades ‘verdes’

O ‘verde’ é, segundo a CEO da Clownfish, um novo símbolo de status. Produtos, e até estilos de vida, sustentáveis, não são mais coisa de ativistas. Os produtos eco-fashion, por exemplo, nunca estiveram tão em voga entre os mais abastados e isso está chegando ao mundo das celebridades. Ela cita como exemplo a atriz Lindsay Lohan, que veste roupas de segunda mão por motivos ambientais e o ator Leonardo DiCaprio, que escreveu, co-produziu e narrou um eco-documentário chamado 11th Hour.

5. Do greenwash para a verificação do ‘verde’

Muitas empresas vêm tentando capitalizar essa tendência verde, mas a maioria acaba no chamado ‘greenwash’ - uso enganoso do marketing verde. Como resultado, 50% dos consumidores britânicos não confiam nas iniciativas sustentáveis das empresas, de acordo com um estudo do LOHAS (Lifestyles of Health and Sustainability). Começam, então, a surgir iniciativas para verificar tais esforços, como a parceria entre a Coca Cola e a World Wildlife Federation. A tendência, segundo a autora, é que 2010 será o ano em que muitas empresas fecharão parcerias com organizações de alta credibilidade para realizar tais verificações e ajudar os consumidores a acreditar nas suas iniciativas.

6. Do modismo verde a uma mentalidade global

No século passado, conta a autora, os assuntos ambientais eram bem específicos, como a preservação de animais como o urso polar. Agora, o tema passou a ser uma causa encabeçada por ONGs globais como a WWF e o Greenpeace. Com isso, as campanhas e assuntos ambientais são menos específicos e mais ligados à realidade global, e a consciência ambiental está cada vez mais se tornando uma mentalidade de todos.

7. De gadgets alternativos a tecnologias inteligentes

Em 2009, diz a autora, os gadgets ‘verdes’ desenvolveram um mercado próprio. A tendência, segundo ela, é que aparelhos até agora considerados alternativos, como secadores de cabelo ecológicos que produzem uma quantidade mínima de ar quente ou decompositores para restos de comida começarão a chegar ás massas. Ela conta que até as grandes empresas já estão entrando nessa, com iniciativas como computadores feito de alumínio reciclado e 34% a menos de embalagem do que os anteriores e o celular feito de garrafas plásticas recicladas.

8. Rôtulos confiáveis

Ainda faltam critérios bem definidos e transparência para rotular produtos orgânicos e ‘verdes’, segundo a Diana Verde Nieto. A tendência é que, em 2010, surjam selos e credenciais para fazer a certificação.

9. Embalagens reduzidas

Pacotes menores ganharão espaço ao longo do ano, para evitar desperdícios, conta. Terão destaque as marcas que ajudarem os consumidores a pensar menor, consumir conscientemente e reciclar.

10. De sacolas plásticas às sacolas alternativas

A autora destaca que já estamos cansados de ouvir sobre os males que as sacolas plásticas trazem ao meio ambiente, como os mil anos que elas levam para se decompor. 2010, segundo ela, será o ano das sacolas alternativas, como as de algodão e as recicláveis. Elas crescerão muito em popularidade, diz. Aqui no Brasil, é algo ainda incipiente, com iniciativas isoladas.

Tomara que todas essas previsões se concretizem, não? O que mais que você gostaria que se concretizasse nesse ano de 2010?

Fonte: CHMKT