Archive for the ‘aquecimento global’ Category

Crônica de Arnaldo Jabor

Sexta-feira, Março 6th, 2009

Muitas vezes amado e algumas odiado, Arnaldo Jabor é sempre contundente. Na crônica abaixo, feita para a rádio CBN, Arnaldo Jabor faz uma interessante análise dos hábitos humanos que contribuem para o estado caótico que o nosso planeta vive. Vale a pena ouvir. Aproveitem e tirem alguma lição disso.

Bom final de semana!

Tinta branca nos telhados!

Terça-feira, Março 3rd, 2009

Uma campanha contra o aquecimento global: Tinta branca nos telhados!

One degree less” (Um grau a menos!) é o nome da campanha do Green Building Council Brasil e tem como principal objetivo fazer com que as pessoas se conscientizem da importância de pintar os seus telhados. Pintar os telhados?É isso mesmo. A campanha incentiva e pede para que todos os telhados e tetos das grandes cidades sejam pintados de branco para diminuir os efeitos do aquecimento global.

Segundo estudos da Universidade de Berkeley (CA, USA), cerca de 25% da superfície de uma cidade é composta de telhados.A imensa maioria desses telhados são escuros e refletem apenas 20% da luz solar. Se fossem pintados de branco, compensariam 10t de emissão de CO2 a cada 100m2. O telhado branco reflete mais a luz solar e absorve menos calor.

Para se ter uma idéia da grandiosidade do projeto, se 70% dos telhados  fossem pintados de branco, geraria uma compensação ambiental equivalente à emissão de 11 bilhões de carros por ano.Isso significaria tirar das ruas cerca de 600 milhões de carros por 18 anos!Se em 20 anos todos os telhados forem pintados, teremos o efeito de retirar metade dos carros que rodam em todo o mundo!

Veja o vídeo da campanha:

Com uma atitude extremamente simples podemos fazer alguma coisa. Esses dados foram pesquisados cientificamente.

Homem derretido

Sexta-feira, Dezembro 12th, 2008

 

A agência Leo Burnett, de Buenos Aires, desenvolveu para a Cruz Roja (divisão Argentina da Cruz Vermelha - Red Cross) uma ação de guerrilha inusitada para alertar sobre o aquecimento global e suas consequências utilizando um “homem derretido” para distribuir folhetos com dicas de como economizar energia. A Cruz Vermelha Argentina gasta grande parte do seu orçamento em zonas afetadas por catástrofes naturais ligadas ao aquecimento global, como inundações, secas, tempestades e assim por diante.

Genial a ação, não?

Fonte: It’s green design

A fome no mundo

Segunda-feira, Outubro 20th, 2008

Pela primeira vez na história a Conferência do Clima da ONU vai discutir um assunto que antigamente parecia tão distante de nós. Além do aquecimento global, a preocupação agora é com os chamados “refugiados do clima”.

Numa estimativa feita, até 2050, as mudanças climáticas podem levar 200 milhões de pessoas a abandonar suas cidades vítimas das secas, desertificação e enchentes. A Conferência reúne 400 especialistas de mais de 80 países e tem o objetivo de identificar as atuais dimensões do problema, suas causas e as medidas de prevenção.

Atualmente a ONU já estima ter mais de 25 milhões de pessoas vítimas de catástrofes ambientais. O aumento do nível do mar, alagamentos, a temperatura do planeta podem inviabilizar a agricultura e a subsistência em várias regiões do globo. Nem é preciso dizer que os países pobres serão mais afetados.

A estimativa atual é de que até o ano de 2100 o nível do mar deverá aumentar em um metro e a temperatura da Terra aumente, no mínimo, 2,4°C. Só esses dados já são o suficiente para gerar catástrofes por todo o planeta.

O que você pensa sobre isso? Isso te preocupa de alguma forma?

Video do Greenpeace

Quarta-feira, Outubro 8th, 2008

Para divulgar a campanha contra o desmatamento na Amazônia (Meia Amazônia Não!), o GreenPeace Brasil divulgou em seu canal do YouTube, um novo vídeo que mostra uma dupla de dinossauros como âncoras do jornal. Parece maluquice, né?
Veja!

6 bilhões de pessoas!

Segunda-feira, Setembro 22nd, 2008

Seis bilhões de pessoas. Essa é a atual população humana na Terra, o mais alto índice já registrado. Com certeza você já notou as mudanças nas grandes cidades, cheias de gente para todos os lados, engarrafamentos, filas e tumultos.


O número de seis bilhões de vidas humanas nunca teria sido atingido se não fosse por causa dos combustíveis fósseis. A energia que retiramos do sol, segundo especialistas, seria o suficiente “apenas” para sustentar pouco mais de 2 bilhões de pessoas. As reservas de combustíveis fosséis foram a alavanca potencializadora da vida na Terra. Porém, como já sabemos, tudo tem seu preço. O uso desses combustíveis produziu e produz um impacto bastante significativo no planeta. A liberação de dióxido de carbono e outros gases que geram o efeito estufa em números alarmantes são decorrentes dessa superpopulação.

E olha que estamos falando apenas dos combustíveis fosséis, tirando as outras formas de poluição e o desmatamente necessário para alojar tanta gente e para plantar tanta comida.

O problema é matemático: Quanto mais gente, mais poluição e desmatamento. Quanto maior o desmatamento e a poluição, menos poder de regeneração a Terra tem.

Alguém sabe o resultado dessa conta?

350!

Sexta-feira, Setembro 19th, 2008

Nos dias atuais o ar na Terra concentra, em média, 387 partes de gás carbônico por milhão. Para a ONG 350, esse volume deveria parar em 350 partes por milhão, o que seria um número razoável para a vida no planeta continuar existindo sem maiores problemas.
Do que estou falando?
Veja o vídeo e entenda!

O ar condicionado vem para esquentar?

Quarta-feira, Setembro 17th, 2008

O desperdício de eletricidade nas residências brasileiras tem um efeito inesperado: vai levar a um aumento no consumo brasileiro de energia elétrica de 9%, até 2030, apenas em função do maior uso de aparelhos de ar condicionado. Um uso causado pelo próprio desperdício. A previsão foi apresentada na pesquisa “Mudanças Climáticas e Segurança Energética no Brasil“, desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pode parecer que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas, na verdade, resulta de uma bola de neve que os brasileiros estão fazendo crescer há muito tempo: quanto mais gastamos energia elétrica, mais lançamos gases de efeito estufa - como o dióxido de carbono (CO2) - na atmosfera, o que torna o planeta mais quente e mais seco. E quanto mais quente o planeta, mais precisamos dos aparelhos de ar condicionado. Hoje, em muitas regiões brasileiras, não seria possível deixar de usar o ar condicionado e nem é isso que está aqui sendo proposto. Afinal o aparelho tem uma grande utilidade. O que é importante é ter um uso consciente de toda energia elétrica utilizada. Só desse modo haverá uma redução considerável da emissão de gases, contribuindo para combater o aquecimento da Terra, as mudanças climáticas, e contribuindo para a sustentabilidade do planeta.

Aqui está um exemplo de como você pode evitar o aquecimento do planeta: sabe aquela “horinha” em que você sai para pegar o jornal na banca e deixa o ar condicionado ligado sem ninguém aproveitando o ar fresco por ele gerado? Pois é! Um ar condicionado de 21.000 BTUs ligado em um ambiente de 30m2 a 40m2, gasta por hora 2KWh. Ao fim de dois meses, aquela “horinha” de uso do equipamento todos os dias representa um desperdício de 120 KWh. A produção dessa quantidade de energia causa a emissão de 30 quilos de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, segundo dados do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel).

Ao fim de 15 anos, por falta de um simples “click” que desligaria o equipamento durante o pequeno período de busca do jornal, você terá perdido a oportunidade de evitar a emissão desnecessária de 2.740 quilos de CO2, ou seja, a mesma quantidade emitida por um carro 1.0, movido à gasolina, ao percorrer 18 mil quilômetros.

É possível imaginar, então, como atitudes simples podem dar uma grande contribuição para a sustentabilidade do planeta: basta desligar não só o ar condicionado, mas todos os eletroeletrônicos quando não os estiver usando.

Infelizmente, não é isso que tem acontecido nas residências brasileiras. De acordo com a Empresa de Pesquisaequivalente a 9,2% do total de eletricidade no setor residencial. Para 2030, foi projetado um aumento para 14,8 TWh, ou 5,2% do consumo residencial. Esse aumento revela que mais famílias vão comprar aparelhos de ar condicionado até 2030. E vale lembrar que o gasto de energia elétrica não ocorre apenas quando usamos um aparelho elétrico. Ocorre também quando o equipamento é produzido, dado que é necessário o uso de energia elétrica no processo de produção e de energia de combustíveis no seu transporte, o que significa emissão de mais gases de efeito estufa para a atmosfera, tornado o tempo cada vez mais quente e seco por efeito do aquecimento do planeta.

Aqui estão algumas dicas sobre como gastar menos energia elétrica e, ainda assim, manter sua casa refrescada no verão:

  • Ao instalar o aparelho de ar-condicionado, escolha uma localização que evite a incidência direta do o sol diretamente sobre o aparelho;
  • Mantenha fechadas as janelas e as portas do ambiente refrigerado e desligue o aparelho quando o ambiente estiver vazio;
  • Feche janelas e cortinas do ambiente refrigerado, impedindo que o sol bata diretamente sobre o ambiente, pois isso vai aumentar a temperatura interna e exigir mais trabalho do ar-condicionado;
  • Ao comprar um aparelho de ar-condicionado, prefira os que têm o selo Procel, pois são mais eficientes e gastam menos energia elétrica. Como o ar-condicionado gasta muita energia, escolher um equipamento que tem o selo faz grande diferença no gasto de energia;
  • Procure comprar um equipamento de tamanho adequado para o ambiente em que será instalado, evitando o uso de um aparelho com potência excessiva (e que gasta mais energia) para as dimensões do lugar;
  • Mantenha os filtros sempre limpos, pois a sujeira prejudica a circulação de ar pelo aparelho, exigindo que o motor trabalhe mais, aumentando o gasto de energia.

Post Especial AKATU! Visite o site!

Um dia de paz!

Segunda-feira, Setembro 15th, 2008

Jeremy Gilley é um inglês que está fazendo alguma coisa pelo mundo, ou pelo menos tentando. Em 1998 ele teve a idéia de fazer um filme / documentário propondo um dia pela paz no mundo. Um dia de cessar fogo, um dia sem violência ou guerra, um dia em que as pessoas só fizessem o bem, tanto para si quanto para os outros. Então ele começou a mobilizar as pessoas à sua volta para tornar isso possível. Viajou o mundo todo e conheceu tudo que é tipo de gente e conseguiu apoio de pessoas como o Dalai Lama, Angelina Jolie, Kofi Annan, entre outras pessoas não menos importantes. No vídeo abaixo, Gilley explica com suas próprias palavras todo o caminho que o levou a fazer isso.
O dia da paz foi estabelecido. Dia 21 de setembro. Um dia para fazermos algo.
Veja o vídeo, faça a sua parte e divulgue! Conheça também o site: Peace One Day!

Se junte ao movimento e não deixe o dia 21 de setembro passar em branco!

Dossiê Universo Jovem 4 - MTV

Sábado, Setembro 13th, 2008


De cada 10 brasileiros, 6 não fazem idéia do significado da palavra sustentabilidade. Essa é uma das muitas respostas que o Dossiê Universo Jovem, uma ampla pesquisa realizada pela MTV em 9 cidades,  apurou. A maioria dos entrevistados entende, erroneamente, que sustentabilidade se refere à maneira que uma pessoa se sustenta economicamente.

De acordo com a pesquisa, os assuntos que mais preocupam os jovens são a violência, o desemprego e as drogas. Apenas 20% desses jovens se preocupam com o aquecimento global e os efeitos da poluição. O que é ainda mais alarmante foram os dados pessoais coletados, que diferem muito do perfil das pessoas preocupadas com o meio ambiente. Vaidade, egocentrismo, acomodação e imediatismo foram constantes na avaliação dos jovens.

Os jovens, para efeito da pesquisa, foram divididos em 5 categorias:

  • Comprometidos - 17% - conhecem e valorizam as causas ambientais. Praticam seus conhecimentos cotidianamente e valorizam as empresas e produtos ecologicamente corretos.
  • Teóricos - 26% - depois dos comprometidos, são os que mais valorizam as causas ambientais. Têm muita informaçao e preocupam-se em nao jogar lixo nas ruas e economizar água e energia. Mas não estao dispostos a sacrifícios pessoais, como reduzir o uso do carro.
  • Refratários - 20% - é o grupo que menos valoriza as causas ambientais e que nao faz e nem pretende fazer nada em favor do planeta. Acreditam que a degradação do meio ambiente é um problema para ser resolvido pelas próximas gerações.
  • Intuitivos - 21% - não demonstram domínio do assunto ou consciência ecológica. Nesse grupo, a prática, quando acontece, é mais intuitiva. Acham que a linguagem que a mídia utiliza para falar sobre o assunto muito difícil.
  • Eco-alienados - 16% - são os que menos conhecem conceitos, fatos e acontecimentos relacionados a preservação do meio ambiente. São resistentes a reciclagem, não se preocupam com o futuro dos filhos e contribuem muito pouco para defesa do planeta.

É dificil acreditar que 57% dos entrevistados (refratários+intuitivos+eco-alienados) não têm a menor informação dos problemas mundiais que afetam o meio-ambiente. Pior que isso, além de não conhecerem, não têm a menos preocupação com o assunto.

Outro dado importante apresentado foi a forma que os jovens contribuem para a preservação do meio ambiente. 55% respondeu que não joga lixo em lugares públicos e tem nessa ação sua maior contribuição para o planeta. Apenas 21% se preocupa com a reciclagem, 23% com a economia de água e 10% se preocupa em poupar energia. O consumo consciente foi citado apenas por 3% dos pesquisados.

Com relação à sustentabilidade, o jovem brasileiro se preocupa com o desmatamento (27%), sendo que as principais fontes de informação sobre o meio ambiente são: televisão (71%), jornal (33%), internet (29%) e escolas e faculdades (28%). Porém, os jovens acreditam que a mídia poderia ser mais mobilizadora, trazendo mais notícias (39%) e publicidade (23%) sobre o tema.
“Temos que fazer os nossos clientes patrocinar boas causas”, afirmou Mário Sérgio Cortela, filósofo e responsável por comentar a pesquisa.

UPDATED: A pesquisa foi feita pela empresa Aartedamarca. Obrigado a Cecília Novaes pelos esclarecimentos.

Uma pesquisa que nos mostra que ainda há muito trabalho a fazer.

As perguntas que ficam são: O que VOCÊ faz pelo meio ambiente? Em que categoria de pessoa você se enquadra? Quantas pessoas que você conhece são “Eco-alienados”?