Archive for the ‘aquecimento global’ Category

Copa do Mundo sem exemplo.

Segunda-feira, Junho 28th, 2010

A Copa do Mundo seria uma ótima oportunidade para dar ao mundo um grande exemplo de sustentabilidade. Infelizmente, não é o que acontece.

Segundo estudo da Embaixada da Noruega/Governo da África do Sul, a Copa do Mundo 2010 será o evento com as maiores emissões do mundo dentre aqueles que se propuseram a ser “neutros” em carbono:  2,75 milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas.

A principal responsável por essas emissões é a quantidade de viagens internacionais ligadas ao evento, responsáveis por 1.856.589 toneladas de CO2, ou 67% do total. Ainda assim, excluindo este número, a pegada de carbono do mundial da FIFA 2010 é mais de oito vezes a estimada da Copa de 2006 na Alemanha.

 O maior problema, segundo eles, é a falta de meios de transporte “limpos”.

Isso sem contar, é claro, com a inacreditável poluição sonora… vuvuzelas vêm poluindo não só os estádios da Copa, mas a casa de todos que estão assistindo as transmissões.

Você é a favor ou contra a proibição das vuvuzelas nos estádios?

Vídeo de impacto - literalmente

Quinta-feira, Junho 10th, 2010

Tudo bem, pode ser um pouco sensacionalista, mas o vídeo causa um impacto e tanto.

Cenas fortes. Os responsáveis deixam bem claro que nenhum animal foi ferido durante a produção do filme.

Legenda: Um voo regular pela Europa produz 400kg de gases do efeito estufa por CADA passageiro… esse é o peso de um urso polar adulto.

Pense.

Parabéns Curitiba!

Quarta-feira, Abril 7th, 2010

Curitiba - A cidade de Curitiba foi escolhida para receber o prêmio Globe Award Sustainable City 2010, ofertado pelo Globe Forum, entidade sueca que reúne empreendedores preocupados com a sustentabilidade global. “É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse o presidente do comitê de jurados do Globe Award, Jan Sturesson, ao anunciar a escolha hoje. A entrega será em 29 de abril no Museu Nórdico de Estocolmo, com a presença do prefeito Luciano Ducci (PSB).

A capital paranaense disputava o prêmio com Sidney, na Austrália; Malmö, na Suécia; Múrcia, na Espanha; Songpa, na Coreia do Sul; e Stargard Szczecinski, na Polônia. Curitiba foi escolhida por unanimidade pelo comitê, do qual faz parte o diretor de Relações Internacionais da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda.

A nota do Globe Forum destacou que “particularmente, a abordagem holística com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade é bem delineada e gerenciada numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”. O principal programa apresentado por Curitiba foi o Biocidade, que condiciona todas as ações do município à questão ambiental.

Uma política que começou há anos e não sofreu descontinuidade. Em razão disso, Curitiba tem hoje média superior a 50 metros quadrados de área verde por habitante. De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, a preservação é possível em Curitiba em razão do planejamento urbano de longo prazo, da prioridade para criação de parques, de políticas de educação ambiental e de políticas de incentivo.

Fonte:

14 medidas essenciais ao planeta

Terça-feira, Abril 6th, 2010

A eficiência energética tem um sentido econômico racional: menos energia utilizada, mais dinheiro poupado. Essa é a lição de uma série de esforços propostos pelo grupo OPOWERs.

Um novo estudo do Natural Resources Defense Council (NRDC) e o Garrison Institute Climate, Mind and Behavior Project revela que ações simples, como pegar um vôo a menos por ano e desperdiçar menos alimentos, devem ser adotadas. O grupo estima que, se todos os americanos adotassem 14 medidas durante a próxima década, o país evitaria 1 bilhão de toneladas de emissões de gases de efeito estufa, ou o equivalente a toda a emissão de um ano de gases de efeito estufa da Alemanha.

“A essência disso é eliminar o desperdício, pois quanto maior o desperdício mais dinheiro gasto”, diz o diretor executivo do NRDC, Peter Lehner. “Se todos os americanos adotassem atividades um pouco mais modestas, a maioria realmente pouparia dinheiro e faria uma grande diferença.”

As recomendações, além de voar menos e desperdiçar 25% menos de comida, incluem:

  • dar ou ir de carona, ao menos uma vez por semana (equivalente a 75 milhões de toneladas de CO2 não emitidas até 2020, o CO2e);
  • manutenção do veículo, calibrando corretamente os pneus (45 milhões de toneladas de CO2e);
  • reduzir o tempo gasto em um veículo em marcha lenta pela metade (40 milhões de toneladas de CO2e);
  • um melhor isolamento térmico em casa (85 milhões de toneladas de CO2e);
  • termostatos programáveis (80 milhões de toneladas de CO2e);
  • redução do consumo de energia por aparelhos desligados mas no modo “standby”, a chamada demanda fantasma (70 milhões de toneladas de CO2e);
  • utilizar água quente de forma mais eficiente, como lavar roupa com água fria (65 milhões de toneladas de CO2;
  • substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas (30 milhões de toneladas de CO2e);
  • comer carne de frango duas vezes por semana (105 milhões de toneladas métricas toneladas de CO2e);
  • aumentar a reciclagem de papel, plásticos e metais (105 milhões de toneladas de CO2e);
  • comprar aparelhos da linha EnergyStar apenas quando os velhos estiverem imprestáveis (55 toneladas métricas de CO2e);
  • e consumo “consciente”, como, por exemplo, comprar menos água engarrafada (60 milhões de toneladas de CO2e).

O bom dessas ações é dar visibilidade e concretizar que cada um de nós podemos fazer a diferença. As políticas públicas são importantes, mas lembrem-se: quem faz o mundo somos nós!

Divulgue essa notícia!

Números da Hora do Planeta

Segunda-feira, Março 29th, 2010

Como todos sabem - e participaram - a Hora do Planeta foi um sucesso, pelo menos em relação à participação da população.

Os números são impressionantes:

121 países apagaram suas luzes por 60 minutos.

3700 cidades de todo o mundo se inscreveram oficialmente.

Mais de 1.2 bilhões de pessoas ficaram no escuro pela Hora do Planeta.

No Twitter, houveram mais de 5 milhões de menções à Hora do Planeta (Earth Hour).

O Energia Eficiente, obviamente, também aderiu. Gostaríamos de agradecer a todos os que retuitaram as mensagens e fizeram parte dessa grande mobilização.

Mas não podemos parar por aí. Continue fazendo a sua parte!

Abraços a todos e parabéns para nós.

Fonte: Hora do Planeta, Earth Hour;

Os cavaleiros do Apocalipse

Quarta-feira, Dezembro 16th, 2009

O Greenpeace deixou mais um sinal do que poderá acontecer caso não seja assinado um Acordo climático vinculativo, justo e ambicioso em Copenhagen. Na segunda-feira, dia 14 de Dezembro, a organização juntou à porta do Parlamento dinamarquês, em Copenhagen, os quatro cavaleiros do Apocalipse. Lá estavam eles, caracterizados e simbolizando a morte, a fome, a guerra e a peste. São estas as 4 catástrofes que a humanidade poderá ter de enfrentar no futuro caso não sejam tomadas medidas fortes para conter as alterações climáticas.

Pode parecer engraçado, mas o assunto é sério. Bem sério.

Veja o vídeo:

Previsões ambientalistas

Quinta-feira, Dezembro 3rd, 2009

As ONGs ambientalistas Greenpeace e TicTacTicTac (organização que nos Estados Unidos se chama TckTckTck) criaram outdoors que criticam a falta de ações mais concretas dos líderes mundiais contra o aquecimento global.As fotos mostram diversos líderes mundiais - Barack Obama, Lula, Sarkozi, Zapatero, etc - já velhos e com os cabelos brancos.

O texto que acompanha a fotomontagem diz “Sinto muito! Nós poderíamos ter impedido mudanças catastróficas no clima… mas não fizemos”.Tudo isso para ilustrar e chamar a atenção do mundo para a Conferência do Clima das Nações Unidas. Confira as emissões e propostas de corte de CO2 de vários países.Veja as fotos:

 

Brasil: 2x mais que a média mundial!

Segunda-feira, Novembro 23rd, 2009

 

Cada brasileiro é responsável, em média, pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano. O número é duas vezes maior do que a média mundial. Os dados são da Rede-Clima, ligada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Somos o país em desenvolvimento com a maior média mundial”, disse Carlos Nobre, um dos coordenadores da Rede-Clima, ao participar de comissão geral na Câmara para discutir a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15). O encontro será realizado em dezembro, em Copenhague (Dinamarca).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2 graus Celsius (°C). “Ela já subiu 0,8°C nos últimos 100 anos. Falta 1,2°C. Já chegamos muito próximo do limite”, disse Carlos Nobre.

Na avaliação do diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes, a estratégia brasileira para reduzir a emissão de gases de efeito estufa deve partir de dois pontos básicos: do uso de uma matriz energética limpa e da redução do desmatamento, principal fonte de emissão de CO2 no país.

“Temos de buscar o abatimento das emissões que seja o mais barato. O Brasil tem condições de implantar mitigação de baixo custo. O combate ao desmatamento deve ser a decisão número um”, defendeu.

O embaixador extraordinário para Mudanças Climáticas do Ministério das Relações Exteriores, Sérgio Serra, disse que a meta brasileira de redução de gases de efeito estufa foram recebidas com tranquilidade na reunião que antecedeu a COP-15. “Acho que daqui até Copenhague vamos ter de fazer muitas consultas para saber o que se espera, mas o Brasil está muito tranquilo. O anúncio dos números foi muito bem recebido”, afirmou.

A meta brasileira de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020.

Será que conseguiremos ou estamos indo no caminho dos EUA?

Fonte: UOL

PowerMeter: um software que ajuda a reduzir o aquecimento global.

Sexta-feira, Outubro 16th, 2009

Uma parceria do Google com a empresa Energy Inc. vai levar aos domicílios dos EUA um software de gestão de energia.O Google está testando um software, o PowerMeter, que permite aos usuários acompanhar praticamente em tempo real em seus computadores o consumo de energia das suas casas.

O objetivo é que a informação ajude os usuários a reduzir a demanda de energia, colaborando para diminuir as emissões de gases resultantes da produção de eletricidade - e, com isso, abrandar a contribuição para o aquecimento global.

Segundo o Google, há estudos que indicam que o acesso à informaçao sobre o consumo de energia doméstico leva a uma economia de 5% a 15% por mês nas contas de eletricidade. Diz em seu blog que se metade das residências dos EUA cortarem seu consumo em 10%, seria o equivalente a tirar das ruas 8 milhoes de carros.

O PowerMeter ainda nao está disponivel ao publico - está sendo testado por funcionários do Google.A ideia é elevar a eficiência energética e substituir os medidores inteligentes. Os consumidores precisam comprar o dispositivo de medição de energia da Energy, o TED 5000, que custa cerca de USD 200, e usar o software do Google no aparelho.

Plantas que nos fazem respirar!

Sexta-feira, Setembro 11th, 2009

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriu que três plantas muito comuns nas casas brasileiras podem ajudar a diminuir os níveis de ozônio em ambientes fechados: espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum). Está aí uma boa dicade plantas para você ter em casa. Além de funcionarem de objeto de decoração, essas plantas nos fazem respirar melhor! Entenda o porquê!

Espada-de-são-jorge

Jibóia

Clorofito
Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio é um gás incolor e altamente reativo formado quando o oxigênio reage com outros elementos químicos. Embora seja associado com mais freqüência ao ar externo, ele também se faz presente em ambientes como casas e escritórios e costuma ser liberado por impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e por alguns sistemas de purificação do ar.

O gás é tóxico para os seres humanos. Uma estimativa de 1998 do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas alertava para a forte toxicidade do ar em ambientes fechados, sendo o ozônio nesses locais a causa de mais de 2 milhões de mortes por ano.

No estudo com as três plantas, os pesquisadores simularam escritórios e ambientes domésticos em uma estufa, que era dividida em câmaras equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio pudessem ser reguladas e medidas.

Dados das câmaras foram registrados a cada cinco minutos após a aplicação de ozônio. Os resultados mostraram que as taxas de depleção do ozônio eram maiores nas câmaras que continham plantas do que em outras sem, usadas como controle. Não houve diferença significativa entre as taxas apresentadas pelas três espécies de plantas.

“Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo”, destacaram os autores.

Segundo eles, a alternativa seria ainda mais vantajosa para os países em desenvolvimento, nos quais o uso de tecnologias de controle da qualidade do ar em ambientes fechados são muitas vezes economicamente inviáveis.

O trabalho foi publicado na revista HortTechnology, da Sociedade Norte-Americana de Ciência da Horticultura.

*As informações são da Agência Fapesp