A goma de mascar, ou chiclete, é tido como algo tipicamente norte-americano devido ao sucesso que fez - e faz! - nos Estados Unidos. No entanto, foi copiado dos indíos da Guatemala, que mascavam a resina extraída de uma árvore, o chicle, para estimular a produção de saliva e evitar que a boca ficasse seca durante longas caminhadas.
É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono”, afirma o coordenador do
departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva.
O primeiro chiclete foi patenteado em 1869 pelo dentista americano William Semple. Usando a borracha como matéria-prima, ele produziu gomas para que seus pacientes exercitassem a mandíbula e estimulassem as gengivas.
Mas a notoriedade do chiclete ficou para o fotógrafo Thomas Adams Jr. Ele descobriu que a goma servia como guloseima.
Chiclete e o meio ambiente
Cigarros, chicletes, cascas e bagaços de frutas, latas de refrigerante ou garrafas de plástico. Diante de tudo o que se descarta sem maior preocupação, em qualquer lugar e todos os dias, é surpreendente que a Terra ainda não tenha se transformado num enorme lixão. Isso só não acontece graças ao processo natural de biodegradação. Por meio dele, bactérias, leveduras, fungos e outros micróbios se alimentam da matéria orgânica do lixo, transformando-a em compostos mais simples, que são devolvidos ao meio ambiente.
A matéria orgânica é formada de extensas cadeias de carbono à qual se penduram outros átomos. Os microorganismos quebram a cadeia junto ao carbono e aproveitam a energia encerrada na ligação química. Os micróbios tendem a quebrar o maior número de ligações e arrancar do composto original a maior quantidade de energia possível. No final, restam materiais extremamente simples. Mas isso depende do tipo de degradação: quando ela é aeróbia, que utiliza oxigênio, o processo é muito eficiente. Seus restos são elementos como o nitrogênio e o enxofre, anteriormente pendurados às cadeias de carbono. Na decomposição anaeróbia, sem oxigênio e menos eficiente, os restos são mais complexos, como o gás metano e sulfídrico.
Esse trabalho pode demorar um século ou mais. O tempo depende de vários fatores. O calor e a umidade do solo, por exemplo, estimulam o crescimento e a atividade dos microorganismos aeróbios. Assim, quanto mais quente e úmido for o local, mais rápida será a decomposição. Por outro lado, as águas e terrenos ácidos limitam a capacidade de desenvolvimento dos microorganismos. Os ácidos, metais pesados e substâncias tóxicas prejudicam as bactérias, podendo chegar a matá-las.
Tempo de decomposição
Papel: 03 meses
Palito de fósforo: 6 meses
Ponta de cigarro: 1 a 2 anos
Chiclete: 5 anos
Lata: 10 anos
Garrafa de plástico: mais de 100 anos
Tecido: 100 a 400 anos
Vidro: 4.000 anos
_____
SOLUÇÕES PARA O DESCARTE DE CHICLETES
Agora me diga, o que você faz quando o chiclete perde o gosto? Joga na rua, cola na mesa, na cadeira ou no cabelo de alguém?
Eis uma ótima solução:



Fonte: YouPix ;