Archive for Setembro, 2009

Tic Tac Tic Tac: mais do que uma simples campanha.

Terça-feira, Setembro 8th, 2009

 

A campanha TCK TCK TCK (tique-taque de um relógio em inglês) chegou ao Brasil para conscientizar a população sobre as mudanças climáticas. O movimento já é conhecimento globalmente e tem como objetivo a assinatura de um novo acordo sobre o clima durante a Conferência das Partes (COP-15), entre os dias 7 e 18 de dezembro, em Copenhagen na Dinamarca.

Os conselheiros brasileiros do movimento apresentaram os planos para o país, que engloba vários órgãos da sociedade civil. O mercado publicitário conheceu a ação durante o Festival de Cannes, com a apresentação da Euro RSCG e da ONG Advertising Comunity Together (ACT), que contou com a participação de Bob Geldof e Kofi Annan (ex-secretário geral das Nações Unidas).

Dez capitais brasileiras vão sediar, neste fim de semana, eventos comemorativos aos 100 dias para o começo da conferência. Entre as ações estão a instalação, na Praia de Copacapana (RJ), Parque do Ibirapuera (SP) e Farol da Barra (BA), de relógios de 10m de altura com contagem regressiva, que serão alimentados por energia solar.

No Brasil, a campanha Tictactictac arrecadou US$ 150 mil e pode chegar a US$ 6 milhões no mundo. Além disso, o site da ação está com quase um milhão de assinaturas. O movimento terá anúncios na revista Veja, já negocia com jornais e com a Globo para veicular um comercial de 30 segundos durante duas semanas, de acordo com Sandra Sinicco, CEO do Grupo Casa e voluntária responsável pela comunicação da causa. A peça para a TV foi criada pela EuroRSCG de Paris foi adaptada pela Rebouças & Associados.

Vários países também vão contar com um grande evento no dia 21 de setembro, quando acontece a Assembleia Geral das Nações Unidas. Entre as ações de publicidade estão: as estratégias de marketing pela Agência Salve e as peças de entidades como Greenpeace e WWF.

A campanha também está presente na política, nas áreas sindicais e sociais. Todos os esforços visam pautar a agenda dos participantes da conferência e alertar a população sobre a causa.

Prancha de surf ecológica

Sexta-feira, Setembro 4th, 2009

A e-board seria uma prancha de surf comum senão fosse pelo fato dela ser feita com materiais naturais, livres de emissão de gases ou resíduos que agridem a natureza, especialmente desenvolvidos para aplicação em pranchas de surf. Estas características fazem da e-board ser a primeira prancha ecológica do mundo, certificada pelas maiores empresas ambientais e apoiada pela Osklen Surfing, uma das marcas “beach culture” mais tradicionais do país.

A inovação partiu do engenheiro de materiais Daniel Aranha, ao perceber que cuidar do planeta não é mais uma tendência, e sim uma necessidade. O seu trabalho tem o conceito “custom hand made”. Além de o processo ser todo manual e artesanal, o atendimento é personalizado, e, melhor ainda, quando isso pode ser feito sem agredir o meio-ambiente”, comenta. A emissão de gases liberada pelas pranchas tradicionais fabricadas em PU e poliéster é enorme. Todo material usado nas pranchas tradicionais é derivado da extração do petróleo, gerando uma quantidade incalculável de gases liberados de CO2 na natureza.

Já os materiais utilizados na fabricação da e-board não dependem da extração de petróleo ou qualquer outra matéria-prima de origem mineral. São todos orgânicos ou reciclados. Todo processo de fabricação é neutralizado com o plantio de árvores em áreas de reflorestamento, tudo certificado pela CANTORCO2e / GPSA, parceiras do projeto.  Por isso, a e-board é considerada a primeira prancha do mundo a receber um selo carbon free.

Matéria-prima:

Resina: especialmente formulada para pranchas, ela possui características mecânicas de resistência e flexibilidade superior as demais do mercado. Não tem cheiro. A sobra do processo de cura - secagem da resina - com o endurecedor é H2O.  Resina com filtro de proteção UV para terardar os efeitos causados pelo sol.

Bloco: de EPS (poliestireno expandido) com a vantagem do uso de água para sua expansão. Apenas 2% de sua massa são compostos de poliestireno, os 98% restantes são ar. Sua massa é 100% reciclável.

Longarina: em caixeta ou bambu, ambas têm o certificado de reflorestamento ambiental FSC.

Cor: a pigmentação e coloração da prancha utilizam bases naturais e orgânicas.

Mais leve e resistente, a e-board se diferencia das demais graças ao desenvolvimento de uma resina especial para esse fim. A capacidade de absorção de impactos da e-board é superior, e sua distribuição acontece na maior área possível. Não amarela e nem amassa com a mesma facilidade que as tradicionais.
A inovação partiu do engenheiro de materiais Daniel Aranha, ao perceber que cuidar do nosso Planeta não é mais uma tendência, e sim uma necessidade. Surfista desde pequeno e responsável pelo projeto, ele desenvolveu uma resina ecológica a base de água e, é no seu estúdio localizado na Vila Madalena, em São Paulo, que o shaper e designer, cria as e-boards.

Um projeto sustentável e social

O objetivo maior deste projeto desenvolvido pelo engenheiro e designer de pranchas de surf, Daniel Aranha, é viabilizar a fabricação de pranchas sem agredir o meio em que vivemos. Atualmente o mundo percebe a necessidade e a importância imediata de um comportamento consciente diante do meio ambiente. “Todo resíduo gerado na fabricação das pranchas é reciclado e vira material processado para ser incorporado ao asfalto na pavimentação de `vias verdes’, em um projeto inédito no Brasil”, explica Daniel. A e-board é um produto 100% reciclável e livre da ação de poluentes ou resíduos em sua fabricação. Toda cadeia produtiva é livre de sobras e desperdício, reduzindo o uso desnecessário de matéria-prima. Todo gasto gerado e oculto na fabricação da prancha - desde energia elétrica até a entrega da prancha ao cliente via transportadora. Além disso, a cadeia produtiva da e-board também pratica os 3R’s, reduzindo, reaproveitando e reciclando o lixo. Quem compra uma e-board, além de ajudar a natureza, incentiva o trabalho social em comunidades carentes, que costuram as e-bags de tecido em lona PVC reciclável, e escolhe um projeto de proteção ambiental no qual a e-board faz uma doação a cada prancha comprada.

Ex.: Proteção das araras silvestres da mata atlântica pela Ecovias;
Proteção das baleias pela SEA Shepherd;
Proteção e manutenção das praias pela Surfrider Foundation;

Hoje a e-board é um produto autenticado e certificado pelo Instituto-e também conta com o apoio da ONG WWF.

Energia renovável: e o Brasil?

Quarta-feira, Setembro 2nd, 2009

A empresa Canadian Solar está desenvolvendo um projeto para implementar 500 megawatts de energia solar em Baotou, na China.

Baotou é uma cidade manufatureira às margens do rio Amarelo, na Mongólia. Sua população chega a mais de 2 milhões de pessoas, de acordo com oficiais do governo chinês.

O projeto demonstra a determinação e o compromisso para obter energia limpa e desenvolvimento sustentável da região. A empresa Canadian Solar tem subsidiárias na China, que já fabricam células solares e sistemas de painéis solares, entre outras coisas. O projeto Baotou ainda está sujeito à aprovação regulatória e vai se desenvolver em três fases.

Uma fase incluirá a instalação de 100 megawatts de energia fotovoltaica, entre setembro de 2009 e dezembro de 2011, seguida por mais duas fases de desenvolvimento, cada, incluindo instalações de 200 megawatts.

Essa iniciativa não é a primeira do tipo. Em 2008 foi anunciada uma fazenda solar térmica de 500 megawatts de energia solar térmica em Fort Irwin, Califórnia.

E o Brasil, o que acontece por aqui? Nós vemos mobilização no mundo todo para obtenção de energias renováveis e o Brasil só consegue falar no pré-sal. Ok, é importante, mas não seria a hora de investir em outros tipos de obtenção de energia?

Energias renováveis!

Terça-feira, Setembro 1st, 2009

A empresa alemã RWE lançou uma campanha para incentivar o uso de energias renováveis. Mostra um gigante criando novas fontes de energia de modo bastante fácil.

Na legenda ao final do vídeo, está escrito “Pode ser muito fácil fazer as coisas acontecerem. Se você for um gigante!”

Será que realmente precisamos nos tornar gigantes para ajudar o planeta a ser mais limpo? Talvez se a união e a consciência ambiental e social das pessoas melhorasse a gente nem veria um vídeo como esse. Assistam. Vale a pena!