Com que energia eu vou?

 

Ainda neste mês começará a circular em São Paulo o primeiro ônibus brasileiro com célula a combustível de hidrogênio.  Em testes feitos em Caxias do Sul (RS), os testes indicaram que o ônibus tem capacidade para rodar 300km sem precisar reabastecer, já que carrega nove tanques de combustível com 5 kg de hidrogênio em cada tanque. O novo ônibus tem emissão zero de poluentes, liberando para a atmosfera apenas vapor d´água, além de não fazer nenhum barulho.

Carlos Zundt, gerente de planejamento da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), afirma que o hidrogênio é obtido por meio da eletrólise, que possui um “ciclo fechado e limpo”. Não é a forma mais barata de obter o hidrogênio, mas ela não deixa nenhum subproduto para ser tratado - diferente do que acontece se for usado gás natural para extrair o hidrogênio.

 O preço final do ônibus é sigiloso, porém Zundt ressalta que “é bastante competitivo”. E o desempenho do protótipo é igual ao de um trólebus e superior à tecnologia diesel - são mais rápidos e apresentam maior torque do que a tecnologia convencional.

Agora, diz ele, o país juntou-se a outros três capazes de fazer ônibus a hidrogênio: Estados Unidos, China e Alemanha.

O veículo circulará durante quatro anos no Corredor Metropolitano ABCD (São Mateus-Jabaquara), que tem 33 km de extensão. A estação de abastecimento ficará na garagem da concessionária Metra, em São Bernardo do Campo.

A previsão é que sejam construídos mais quatro ônibus dentro do projeto, que é do Ministério de Minas e Energia e coordenado pela EMTU. Os recursos para sua realização somam US$ 16 milhões vindos do GEF (Global Environment Facility), Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e do MME/Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)

Jogos de Inverno

Assim como aconteceu nas Olimpíadas de Pequim no ano passado, as Olimpíadas de Inverno também terão ônibus movidos a hidrogênio para levar atletas e espectadores para a estação de esqui em Whistler, Canadá. O esporte sempre dando o bom exemplo. Basta aos governantes aderirem a essa boa e essencial causa.

Você acha que estamos no caminho certo?

postado em: 07 de Abril de 2009 por Flávio Vieira

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6 comentários para “Com que energia eu vou?”

  1. helil Says:

    A notícia é ótima - não há dúvida. Mas, ainda que todos os ônibus fossem movidos à diesel, o impacto positivo no ambiente de possuir um transporte coletivo de qualidade, com ampla cobertura, confiabilidade e preço baixo ao passageiro seria imenso. As cidades terão que enfrentar a questão da retirada efetiva de carros individuais das ruas - o que não vai ocorrer sem choro.

  2. LUIZ NASCIMENTO Says:

    a notícia é excelente. O fato de não gerar poluição, nem mesmo a sonora, não tem preço que pague isto. A propósito, tenho sempre como conceito que os parâmetros que hoje são usados para comparar se este ou aquele custo são viáveis, quando se relaciona com o meio ambiente, estão equivocados. E o motivo desta colocação é porque nunca se leva em consideração, quanto custa para reparar os danos causados ao meio ambiente. Portanto, este ônibus por mais caro que custe nunca será mais caro que reparar os danos causados pelos ônibus atuais e seus custos devem ser sim subsidiados, pois neste país o que mais se subsidia é a CORRUPÇÃO.

  3. Ana Says:

    Obs: Caxias do Sul é no RS - Rio Grande do Sul e não em Santa Catarina.

  4. Flávio Vieira Says:

    É verdade Ana, muito obrigado e volte sempre!

  5. Ana Says:

    Notícia antiga, mas vou comentar mesmo assim: trabalho na EMTU e já conheci o ônibus e um pouco do projeto. Só pra constar, essa não é a foto do ônibus…
    Bom, economicamente é complicado falar mesmo, mas ambientalmente esse projeto seria muito viável. Obtenção do H a partir da eletrólise é um processo simples e viável, mesmo necessitando de bastante energia. Investir em mais desses ônibus (que realmente têm um desempenho impressionante), seria investir em qualidade de vida aqui em SP, e sabemos que a qualidade de vida é um dos indicadores do desenvolvimento. Mas fica difícil com os tipos de governantes que costumamos ter…
    … quem sabe no próximo projeto de expansão.

  6. Institutos brasileiros desenvolvem protótipo movido a hidrogênio Says:

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