Papel do plástico

 

Cientistas brasileiros conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco.

Depois de 6 anos de estudos, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos chegaram ao resultado: Uma folha de papel.

Mas a invenção não é apenas uma simples folha de papel. É o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima ao invés da celulose. A fabricação consome menos água e energia do que a produção do papel que usamos hoje. A matéria-prima para produzir esse tipo de papel pode vir de qualquer embalagem plástica jogada no lixo, por exemplo. O plástico é triturado e misturado a outras substância, além de submetido a vários processos.

Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado. O processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens.

“É resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta”, afirmou o pesquisador Cristiano de Santi.

A idéia já foi testada em larga escala e patenteada. “Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros”, disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor.

Oitocentos e cinqüenta quilos de plástico reciclado são necessários para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

Fonte: VivaGreen

postado em: 09 de Fevereiro de 2009 por Flávio Vieira

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1 comentário para “Papel do plástico”

  1. MARCOS ANDRÉ Says:

    A transformação do plástico lançado na natureza, através da “ciência ecolôgica” é uma verdadeira arte que produz vida e evita morte. Tal invenção fruto da pesquiza e com ela a obtenção do conhecimento desvela a esperança no futuro melhor, através da “inteligência sustentável”. FANTÁSTICO!

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