Prédios energicamente eficientes!
Uma notícia animadora e que precisa virar tendência no mundo inteiro o mais rápido possível.
O Conselho Mundial de Empresas pelo Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês), uma organização global que representa aproximadamente mil das maiores e mais influentes corporações do mundo, acabou de lançar seu primeiro relatório de eficiência energética nas construções. Algumas das companhias envolvidas no projeto são a Lafarge, Dupont e Philips. As construções e suas funções são responsáveis por 40% do consumo de energia na maioria dos países e essa porcentagem cresce rapidamente devido à urbanização e ao vasto aumento do consumo. Embora pareça haver uma recessão global que pode desacelerar as coisas por um ou dois anos, as expectativas são de que as tendências de crescimento de consumo de energia continuem no futuro.

De acordo com o WBCSD, os prédios deveriam ser “energia zero”, ou seja, neutralizar seu consumo de energia. Em outras palavras, um prédio como um todo deveria gerar energia equivalente à que produz em um ano, o que tem sido visto como viável em alguns projetos ao redor do mundo. Alguns designers e construtoras têm sugerido que os prédios poderiam se tornar geradores de eletricidade, retornando à rede mais do que consomem. Existem muitas práticas e tecnologias diferentes que contribuirão para alcançar esse objetivo. Entre elas, recuperação da ventilação, bombas geotérmicas de calor, trocas de calor com o solo, paredes solares, sistemas solares de aquecimento de água, painéis fotovoltaicos e coleta e reúso de água da chuva. Também se inserem neste contexto as turbinas eólicas, a orientação da construção, tetos verdes e sombreamento solar.
Uma propriedade em Melbourne, Austrália, utiliza várias dessas tecnologias e tem reduzido seu consumo de eletricidade da rede em 82% e seu consumo de gás natural em 87%, resultando em economia anual de 272 mil dólares. No Centro de Ecoeficiência, no Canadá, é possível ver diversas oportunidades de eficiência energética em construções em relatórios de energia e meio ambiente dos últimos dez anos, mas poucos proprietários parecem se beneficiar deles. Talvez o custo da eletricidade e do combustível não esteja alto o suficiente. Infelizmente, atualmente eles estão baixando, embora seja importante lembrar que isto é temporário. Existem, ainda, outras barreiras, como falta de informação sobre performance de equipamentos e contabilidade do custo total. Contudo, a barreira mais significativa é a complexa relação entre a financiadora, a construtora, o proprietário, o gestor e o inquilino.
Deveriam ser criados incentivos, assim as partes interessadas poderiam compartilhar os benefícios derivados da adoção de novas tecnologias e do incentivo à prática de redução do consumo de energia
Fonte: Eletrobrás
postado em: 09 de Janeiro de 2009 por Flávio Vieira


11 de Janeiro de 2009 às 09h34
Caro Flavio Vieira
Sou estudante do mestrado em gestão empresarial pelo ISCTE-Lisboa, e estou muito interessado sobre estudos de casos que envolvam a utilização de energia fotovoltaica em predios “energia zero”.
Muito obrigado