Cidade no deserto
Depois da cidade de Masdar, anteriormente publicada aqui, um novo projeto surge nas areias escaldantes do Deserto do Saara, um dos maiores do planeta. O Sahara Forest Project (SeaWater GreenHouse) é uma intervenção de enormes proporções que pretende criar uma cidade sustentável, devolvendo ao deserto a sua capacidade de produção de alimentos, água limpa e potável, energia renovável e reciclagem de todos os resíduos.
Para que esse fenômeno de transformação do deserto seja viável, o sistema de tecnologia previsto para o projeto se valerá da água do mar, do sol e de condições atmosféricas dentro de gigantescas estufas. Na entrada de cada uma delas serão instalados vaporizadores que transformarão a água marinha em puro vapor, reduzindo a temperatura e mantendo o local em condições ideais para o desenvolvimento da agricultura.
A produção e o armazenamento de água é o ponto vital do projeto. Além da geração de energia, essa água será utilizada, por exemplo, no cultivo do pinhão manso, cuja semente pode ser empregada no BioDiesel. O arbusto do pinhão pode atingir até 4 metros de altura e se adapta bem ao clima do deserto.
O Sahara Forest Project já está em fase de testes e algumas estufas já estão em funcionamento. Em Omã, país situado na península arábica, as estufas já estão produtivas. O sucesso dos testes revela que o projeto é uma alternativa racional e viável.
Além de geração de energia, produção de água e estabelecimento de agricultura, o projeto trará também vantagens ambientais indiretas ao funcionar no combate à crescente desertificação do planeta.
postado em: 03 de Outubro de 2008 por Flávio Vieira


10 de Novembro de 2008 às 01h56
[…] muitos projetos sustentáveis estão sendo feitos pelo mundo todo, como a cidade de Masdar e a cidade no meio do deserto do Saara já publicados anteriormente. O mais recente é a Academia de Ciências de São Francisco […]
24 de Junho de 2009 às 10h57
[…] muitos projetos sustentáveis estão sendo feitos pelo mundo todo, como a cidade de Masdar e a cidade no meio do deserto do Saara já publicados anteriormente. O mais recente é a Academia de Ciências de São Francisco […]
08 de Outubro de 2009 às 02h49
Fantástico.
Bom, se nós temos a capacidade de fazer obras faraônicas que detonam o nosso meio então temos também de fazer coisas boas.
A restauração da cobertura vegetal ou sua inserção em desertos é uma coisa que penso desde a adolescência e que bom que existem pesquisas muito adiantadas nesta área.
Talvez haja uma esperança para nós.