Archive for Julho, 2008

Produtos Verdes?

Quarta-feira, Julho 30th, 2008

 

Como já postado aqui anteriormente, as grandes empresas descobriram que, hoje em dia, ser ambientalmente correto vale a pena do ponto de vista do mercado, além de contribuir para o meio ambiente. Estudiosos do assunto, porém, revelaram que muitas vezes as empresas apelam, vendendo um produto  com propaganda ambiental enganosa. É o chamado Greenwashing. Recente estudo realizado com 1.758 promessas encontradas nas embalagens de 1.018 produtos disponíveis no mercado dos Estados Unidos, revelou os seis maiores pecados das empresas.

São eles:

Pecado dos malefícios “esquecidos”
O principal pecado encontrado na pesquisa é o fato do produto destacar apenas um benefício ambiental e “esquecer”dos outros. Exemplos: “Meu produto é reciclável”, mas se “esquece” de dizer que é extremamente gastador de energia e  outros recursos naturais.

Pecado da Falta de Provas
Representando 26% das promessas encontradas, é utilizado por produtos que anunciam benefícios ambientais sem comprovação científica ou certificação respeitável.

Pecado da Promessa Vaga
Entre as promessas vagas, encontradas em 11% dos produtos pesquisados, estão produtos “não-tóxicos” (e sabemos que qualquer produto em excesso pode intoxicar uma pessoa); produtos “livre de químicos” (o que é impossivel, porque todos os insumos de todos os produtos têm elementos químicos em sua composição); “100% natural” (urânio, arsênico e outros venenos também são “naturais”); “ambientalmente produzido”, “verde”, “conscientemente ecológico”, todas promessas sem comprovação científica.

Pecado da Irrelevância
Pecado encontrado em 4% dos produtos pesquisados, se caracteriza por destacar um benefício que pode ser verdadeiro, mas não é relevante. A mais irrelevante das promessas foi a relacionada ao CFC, banido do mercado norte-americano nos anos 70: inseticidas, lubrificantes, espumas de barba, limpadores de janelas e desifetantes, por exemplo, todos livres de CFC. A promessa é irrelevante porque se não fossem livres de CFC estes produtos não teriam licença para estar à venda no mercado.

Pecado da Mentira
Encontrado em 1% dos produtos, é simplesmente uma mentira deslavada.

Pecado dos Dois Demônios
Encontrado em 1% dos produtos, são benefícios verdadeiros, mas aplicados em produtos cuja categoria inteira tem sua existência questionada, como cigarros orgânicos, inseticidas ou herbicidas orgânicos.

E no Brasil?

Você conhece algum exemplo citado acima?

Fonte: Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP

Cartão verde!

Segunda-feira, Julho 28th, 2008

O cartão de visita produzido pela Tatil Design, agência especializada em branding e design, conquistou o 2o. lugar no prêmio IDEA (International Design Excelence Awards) na categoria Ecodesign. O projeto recebeu o nome de Greencard. O cartão é produzido a partir de embalagens Tetra Pak (visite o site e conheça a “Rota da Reciclagem”) reaproveitadas do lixo caseiro. Os próprios funcionários levam as embalagens para a empresa reciclar. Após a entrega das embalagens, elas são limpas e encaminhadas para gráfica, onde são cortadas e recebem a impressão dos dados de cada profissional e do logo da agência.

“Fazer muito com pouco é o que a Tátil busca e os novos cartões representam isso. Possuem um alto impacto sensorial e baixo impacto ambiental”, explica Fred Gelli, sócio e diretor de criação da agência.

Coisas simples que fazem imensa diferença!

Fonte: BlueBus

Combustível do Lixo!

Sexta-feira, Julho 25th, 2008

A empresa britânica Ineos Bios anunciou ter tecnologia para produzir álcool a partir do lixo em escala industrial dentro de dois anos.

A produção do combustível será feita a partir de lixo biodegradável municipal, lixo orgânico comercial e resíduos de agricultura, entre outros. Segundo a empresa, a tecnologia já foi testada em um projeto piloto nos Estados Unidos.

“Planejamos produzir quantidades comerciais de combustível de álcool de lixo para ser usado como combustível para carros dentro de dois anos”, afirmou Peter Williams, diretor executivo da Ineos Bio. A transformação se opera em três estágios. Primeiro, o lixo é superaquecido para a obtenção de gás. Este gás é usado para alimentar bactérias anaeróbicas (biocatalizadoras) que produzem o álcool. No estágio final, o álcool é purificado para ser usado como combustível puro ou misturado à gasolina.

A empresa alega que esta tecnologia tem a vantagem de não afetar a produção de alimentos. Uma tonelada de lixo seco pode ser transformada em cerca de 400 litros de álcool, informou a empresa.

“O fato de termos conseguido separar a segunda geração de biocombustíveis dos alimentos é um grande passo. Esperamos que a tecnologia garanta combustíveis renováveis e sustentáveis a um custo competitivo”, disse Williams. A empresa, no entanto, precisará da cooperação dos governos locais para ter acesso ao lixo.

Para quem se lembra do filme dirigido por Steven SpielbergDe volta para o Futuro“, isso não é novidade. Em uma das cenas da consagrada trilogia, o herói Marty McFly abastece sua máquina do tempo apenas com lixo. Será que estamos chegando nessa época?
Só por nostalgia, veja o trailer da trilogia. A música da trilha é a empolgante “The Power of Love” da banda Huey Lewis and The News

Carros etiquetados!

Quarta-feira, Julho 23rd, 2008

Ambientalistas e a indústria automobilística juntaram-se para introduzir uma etiqueta energética nos carros novos a partir de outubro desse ano.  A nova etiqueta energética pretende ser nos mesmos moldes das utilizadas em eletrodomésticos, com um código de letras, uma escala de cores e o fator médio de emissão de dióxido de carbono (CO2). Por meio da etiqueta, o consumidor poderá comparar modelos a partir do consumo de combustível, entre outras coisas.

Na Europa a etiqueta energética se tornou comum nas lojas e concessionárias de carros novos. Aqui, ao contrário da tendência mundial, os fabricantes tendem a esconder o real consumo, com medo da reação cada vez mais “verde” dos consumidores.

Essa ótima iniciativa permitirá, por exemplo, a adoção das mesmas etiquetas à disposição dos consumidores europeus, de visualização facílima e um fator importante de compra, especialmente em tempos de combustível fóssil em declínio e aquecimento global em escala ascendente.

Fique atento às etiquetas na hora da compra!

Um mundo para chamar de seu!

Segunda-feira, Julho 21st, 2008

Uma boa dica de programa na TV a cabo (Infelizmente!) é o novo programa da GNT Um mundo para chamar de seu“. A cada programa a jornalista Rosana Jatobá e o ator Daniel Dottori visitam ambientes e dão dicas de atitudes mais ecologicamente corretas às pessoas.

Abusando do humor, os apresentadores mostram que ser ecologicamente responsável é menos complicado do que parece. Serão 13 episódios que trarão dicas de como viver sem agredir planeta. Cada episódio traz um tema diferente, como viagem, convivência em condomínio, reforma em casa, vida no escritório, trânsito na cidade, festa, entre outras situações que todos nós vivemos

Veja o vídeo e acompanhe o programa que vai ao ar todas as sextas-feiras, às 21h30.
Horários alternativos: sábados, às 5h30 e às 13h; quartas, às 18h30; e quintas, às 13h30.

Restaurante Ecológico

Quarta-feira, Julho 16th, 2008

 

Um restaurante não é considerado excelente apenas pela comida que oferece aos visitantes. Incluído na nova edição do Guia de Restaurantes de Londres, o Acorn House tem recebido críticas favoráveis de importantes jornais e críticos. Todo esse sucesso não vem apenas da sua cozinha ou do seu chef, mas está se tornando famoso pela sua postura de extremo respeito ao meio ambiente.

O restaurante usa ingredientes produzidos de forma sustentável por produtores independentes locais e tem por meta transformar todas as sobras em adubo ou lixo reciclável, além de usar apenas fontes renováveis de energia. Recentemente, em um jantar e palestra em Londres, o chef da Acorn House, Arthur Pott-Dawson, disse que seu sonho é abolir o papel higiênico nos banheiros do restaurante. E insistiu em apagar todas as luzes para economizar eletricidade.

À luz de velas, a platéia saboreou uma seleção de legumes orgânicos cultivados no jardim de Pott-Dawson, mussarela fresca do tipo burata, frutas e merengue orgânicos, vinhos orgânicos e suco de maçã industrializado, também orgânico.

Em entrevista à BBC Brasil, ele disse que não quer impor sua visão, apenas deseja que as pessoas se conscientizem de como seu comportamento afeta o meio ambiente e de que há alternativas possíveis ao atual estilo de vida. “Se você compra os produtos da estação, sai mais barato. Estamos recebendo um grande apoio do público e não estamos perdendo dinheiro. Dentro de seis meses ou um ano seremos um modelo comercial de sucesso.”

No Acorn House os clientes são incentivados a beber água filtrada, servida de graça, ao invés da engarrafada. O restaurante aboliu o ar condicionado, usando água fria de um canal atrás do prédio para refrigerar o ambiente. A iluminação é feita com lâmpadas de baixo consumo de eletricidade e velas. Entregas que chegam e saem do restaurante são feitas com veículos que usam biocombustíveis ou energia elétrica. Pott-Dawson disse, no entanto, que está repensando o uso de biocombustíveis. Segundo ele, esses combustíveis têm efeito danoso sobre o terceiro mundo.

Essa notícia abriu seu apetite? Coma e seja “verde”!

Fonte: BBC Brasil

Etanol: Custos & Benefícios

Segunda-feira, Julho 14th, 2008

Mauro Kahn, analista da geopolítica do petróleo e do meio ambiente, foi o fundador do Clube do Petróleo. Nessa breve exposição, Mauro nos explica de forma clara e simples o que é mito e o que é verdade acerca do Etanol.

Vale a pena ler!

Os biocombustíveis se encontram no centro da discussão energética global, especialmente o programa brasileiro para a produção de álcool - sendo odiado e amado com o mesmo fervor por diversos especialistas e integrantes do setor energético. Deste debate, muitas vezes desviado pela desinformação do público, decorre uma série de mitos.

Analisando os mitos:

  • Mito 1 - O Brasil poderá ser responsabilizado pelo aumento dos alimentos no mundo.

MK: O argumento é exagerado, uma vez que o aumento dos alimentos decorre de uma serie de fatores que independem do Brasil. Por outro lado, é possível afirmar que esta demanda crescente por alimentos não deixa de ser uma ótima oportunidade para que o país venha a se tornar o maior exportador de alimentos do mundo. É possível visualizar o problema quando projetamos o avanço dos canaviais através dos estados do Paraná, Matogrosso, Goiás e Minas Gerais. É certo que o Brasil necessitará de uma organização e controle agrários acima daquele que dispomos hoje para impedir que essa expansão prejudique a pecuária e culturas geradoras de grãos.

Sem dúvida alguma, a plantação da cana-de-açúcar é bastante rentável, apresenta resultados rápidos e demanda investimentos relativamente menores do que outras atividades substitutas. A cana-de-açúcar é - de fato - uma monocultura com expressivas “barreiras de saída”. Por outro lado (ou justamente por isso), torna-se quase inviável o retorno para a atividade anterior. E, destarte, não é recomendável colocarmos todos os nossos os ovos em uma única cesta.

  • Mito 2 - O álcool é um combustível de extrema eficiência e capaz de substituir o petróleo com o espetacular aumento no preço do barril.

MK: Esse é um aspecto raramente colocado em xeque, no entanto de máxima importância. Ao contrário do que pode parecer a princípio, a cana-de-açúcar não produz tanta energia quanto setores interessados parecem sugerir. Lembremos que um hectare (10 000 m²), caso totalmente plantado, produz em média cerca de 7 000 litros de álcool. Levando em consideração que um carro movido a álcool consome, também em média, cerca de 3 500 litros por ano, pode-se calcular que será necessário meio hectare para abastecê-lo.

A título de exemplo, os jardins do Aterro do Flamengo - no Rio de Janeiro - possuem uma dimensão estimada em 120 hectares. A partir daí, não fica difícil imaginarmos que, se transformássemos a região em um extenso canavial, iríamos atender ao consumo de uma frota com apenas 250 automóveis (aproximadamente).

Observe que, para atendermos ao consumo da frota de automóveis da cidade do Rio de Janeiro - estimada em 2,5 milhões de veículos - seriam necessários cerca de 10 mil aterros!

Naturalmente, estes dados não excluem o valor do álcool como combustível complementar ao petróleo e ao gás natural. Quem viveu a década de 80, ainda se recorda da ajuda que o álcool nos proporcionou em plena crise do petróleo. Entretanto, cabe ressaltar que, naquela época, nossas reservas petrolíferas eram infinitamente inferiores às atuais, e que o GNV nem sequer era cogitado no Brasil. Hoje, não se pode mais colocar a questão sob a mesma perspectiva e nem o mesmo contexto. Não se pode olhar para trás.

  • Mito 3 - O álcool é um combustível ecológico e o planeta será favorecido por seu uso intensivo.

MK: Não há qualquer dúvida de que o álcool propriamente dito seja um combustível muito mais limpo do que os derivados do petróleo. No entanto, ao aprofundarmos a questão, este suposto ganho ecológico não se sustenta da mesma maneira.

Em primeiro lugar, o álcool não evita o consumo do óleo diesel, consideravelmente mais poluente do que a gasolina (muito pelo contrário: na realidade, ele indiretamente estimula este consumo, uma vez que o combustível é utilizado no transporte do álcool para os grandes centros). Além disso, não podemos ignorar as queimadas realizadas antes da colheita, outra fonte expressiva de poluentes.

A conclusão a que se chega, após todas as questões expostas, é de que o álcool surge ideal para metrópoles como São Paulo, onde uma frota incrivelmente grande acaba por gerar uma poluição insuportável. Já para uma cidade como Manaus - que por muito tempo poderá contar com as expressivas reservas de petróleo e gás de URUCU - o consumo de álcool não encontra justificativa razoável.

Fonte: Clube do Petróleo

Meia Amazônia não!

Quinta-feira, Julho 10th, 2008

Mais uma campanha de relevância para a sociedade brasileira e que precisa de urgente mobilização do povo brasileiro. Segundo o Greenpeace, passou no Senado um projeto de lei que, se aprovado, será devastador para as florestas brasileiras. Hoje, o projeto se encontra na pauta da Câmara dos Deputados. De autoria do senador Flexa Lima (PSDB-PA) e modificado pela comissão de agricultura do congresso, o projeto autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia, além de autorizar outras barbáries em termos ambientais. Entre no site para saber mais e assine contra. A divulgação é muito importante!

Veja o vídeo da campanha e participe!

Responsabilidade Social

Segunda-feira, Julho 7th, 2008

Uma pesquisa realizada com estudantes universitários mostra que o emprego dos sonhos não é apenas numa empresa de grande porte, mas também ecologicamente responsável.

O levantamento foi elaborado pela Quorum Brasil, empresa que faz pesquisas estratégicas para o setor privado. Foram entrevistados 200 alunos (de até 29 anos) do último ano da graduação, entre março e abril.

As conclusões apontam para uma realidade otimista: a juventude de hoje passou a assimilar a importância do meio ambiente e da responsabilidade social. Seja por altruísmo ou por pressão, os questionários apontam também que trabalhos sociais são importantes na hora de pleitear um emprego. A maior parte dos recém-formados, que ingressaram em programas de trainees nos últimos anos, tinham trabalhado em ONGs ou em defesa do meio ambiente.

Além da preocupação com o meio ambiente (98% dos respondentes), os alunos dizem que gostariam de trabalhar em empresas abertas para ouvir opiniões dos funcionários (95%) e que tivessem programas voltados para a sustentabilidade.

Você trabalha ou já trabalhou em prol do meio ambiente? Sua empresa age de forma responsável?

Fonte: Envolverde / GIFE.

Falta de consciência!

Sexta-feira, Julho 4th, 2008

Li no Faça Sua Parte uma notícia que me deixou perturbado. Uma pesquisa do IBOPE constatou que a consciência ambiental do brasileiro é bastante grande. Sabemos o que fazer e como fazer para preservar o ambiente em que vivemos. O povo tem a consciência exata do que é certo e o que é errado em matéria ambiental. Sabemos separar o lixo, dar destinação a pilhas e baterias e que temos nossa parcela de responsabilidade no rumo que a sociedade está tomando. Porém, quando se fala em ações práticas, estamos deixando muito a desejar.

Veja a tabela abaixo:

Triste não? Assim como a Lucia Freitas, fiquei de mau humor!