Logística contra o meio ambiente
O transporte de alimentos no mundo vem se tornando um dos maiores emissores de gases que contribuem para o aquecimento global. A globalização e a eficiência dos meios de transporte globais tem tornado o mercado mundial de alimentos num grande absurdo.
Tomemos por exemplo o bacalhau pescado na Noruega. Após a pesca, o bacalhau é enviado para a China para ser transformado em filés e então enviado de volta para a Noruega para ser vendido. Tudo isso em busca de mão-de-obra mais barata. Este é apenas um dos muitos exemplos dessa prática que tem se tornado comum no mundo todo.
Mas essa prática mundial pode ter um preço muito maior que o taxado nas prateleiras dos supermercados. A poluição causada por esse transporte é o principal causador dos efeitos do aquecimento global.
Segundo antigos acordos comerciais ainda vigentes hoje, o combustível para carga internacional transportada por mar ou ar não é taxado. Agora, muitos economistas, ambientalistas e políticos dizem que é hora de fazer com que as transportadoras e consumidores paguem pela poluição, por meio de impostos e outras medidas.
Algumas grandes empresas de alimentos já estudam colocar nos rótulos, ao lado da quantidade calórica dos produtos, o rastro de carbono que o produto produziu até ser colocado nas prateleiras.
Não sejamos ingênuos para achar que podemos frear a globalização ou estancar por completo essas práticas, mas será que um pouco de bom senso nos faria mal?
Fonte: NY Times
postado em: 13 de Junho de 2008 por Flávio Vieira

13 de Junho de 2008 às 07h58
Flavinho, suas palavras são cheias de bom senso.
Um ótimo fim de semana.
Eliana
16 de Junho de 2008 às 07h51
Estou insentivanto muitos a consumir somente o necessario.
É possivel que uma pessoa retire da natureza, somente o nessesario para a sua sobrevivencia.
E não consumir de forma insustentável, deixe condições para que futuras gerações tenha condições de continuar a sua missão.
Não podemos fazer o que não podemos se desfazer.
LUIZ CARLOS.
(AMBIENTALISTA)