Patagônia sem represas!
Quem conhece ou pelo menos já viu em fotos, sabe que a Patagônia Chilena é um dos lugares mais bonitos do mundo. Bastante preservada, a região impressiona pela mistura de cores e paisagens diferentes, e faz do lugar um paraíso pra quem gosta de admirar toda a beleza e exuberância da natureza.
Porém, infelizmente, toda essa beleza pode estar com os dias contados. Um projeto de construção de uma hidrelétrica pode alterar substancialmente o ecossistema, o que seria desastroso em termos ambientais. A proposta em questão é herança do governo Pinochet, que privatizou os direitos das águas no Chile. A principal detentora dos direitos agora é de uma empresa espanhola chamada Endesa, que em conjunto com a empresa local Colbún dirigem o projeto.
O Chile vive uma crise energética em função da seca, da forte redução na importação de gás natural da Argentina e da escalada do preço do barril de petróleo.
Porém, dizem os especialistas, que a construção não é a melhor saída para a crise e que há outras maneiras mais eficientes de sanar esse problema. O Chile tem um enorme potencial para energia solar, eólica, mareomotriz e geotérmica.
Ativistas ambientais, civis e as comunidades de Tortel e Cochrane – municípios drasticamente atingidos caso se faça a obra - têm se reunido para fazer protestos contra a hidrelétrica, que teria duas barragens centrais no rio Pascua, outras duas no rio Baker e uma quinta no Rio Del Salto.

Apesar de ser uma tragédia em pontos ecológicos, o que mais preocupa os especialistas não é a construção da barragem em si, e sim a construção da linha de transmissão que servirá para conectar essa rede de alta voltagem de 2.000 quilômetros de extensão e que atravessará cinco parques nacionais e duas reservas de vida selvagem.
A construção em alta escala de barreiras hidrelétricas é uma maneira primitiva do mundo para obter energia. Com a atual conjuntura ambiental deste planeta, é preciso, urgentemente, procurar soluções ecologicamente corretas para a demanda de energia.
Vide sites: “Patagônia sem represas” e “International Rivers“.
Agora me digam, isso não é um crime contra a humanidade?
postado em: 16 de Abril de 2008 por Flávio Vieira


23 de Abril de 2008 às 11h34
As represas não são a unica soluçao..!
mais é sim ..a mais economica para as companhias.
e elas nãi importam dos costos sociais, culturais e meio ambientais.
Acho que o articulo (estrato) embaixo é o pensamento de muitas pessoas:
Por:
Manfred Max Neef. (Libro:Patagonia Sin represas)
A economia como hoje é ensinada e praticada, tornou-se cúmplice do um mundo indesejável para a grande maioria.
Indesejável porque o valor fundamental subjacente é a ganância (o egoísmo), a fim de que a acumulação é mais importante do que bem-estar, e a satisfação imediata estão acima dos direitos das gerações futuras.
Tentemos um Chile ou Brasil imaginário. Apresentemos uma reforma fiscal, do modo que deixamos do tributar por os bens (mercadorias, renda (trabalho)), e começam a tributar os males. Ou seja, o consumo de combustíveis fósseis, a poluição, a produção do CO2, a destruição do meio ambiente, e similares. Essa mudança (só) faz que se gere investigação imediata, investimento e produção da novas alternativas. Por exemplo, a energia eólica, solar e geotérmica. Desses investimentos irão surgir novas fontes de emprego e criar novas profissões: engenheiros eólicos, cartógrafos do vento, técnico na geotérmica, e assim por diante. Como já aconteceu em países como Dinamarca e Alemanha, onde o emprego aumentou significativamente como resultado da uma reforma fiscal como tal.
Curiosamente nossa tradição fiscal (Lat Am) penaliza nosso trabalho e nos libera do pagamento - impostos - por poluir e destruir.
19 de Novembro de 2008 às 03h41
Eu gostaria sabe, de saber qual é o malefícil da energia GEOTERMICA, e não sobre Patagonia. ok . vamos melhorar isso!