Archive for Dezembro, 2007

Vento no Reino Unido!

Quarta-feira, Dezembro 26th, 2007

O governo britânico, em um projeto bastante arrojado, revelou a intenção de construir mais de 7000 turbinas eólicas dispostas por toda a costa do país. De acordo com o Secretário de Estado inglês Jonh Hutton, essa turbinas poderiam gerar energia suficiente para abastecer todas as casas do país no ano de 2020.

Esse projeto não apenas criará 33 gigawatts de eletricidade limpa, mas também incrementará a indústria, criará empregos e tornará o país duas vezes maior que qualquer outro país que investe em energia eólica.

Entidades como o Greenpeace e os Friends of the Earth (amigos da Terra) apóiam a iniciativa do político britânico. Jonh Sauven, diretor executivo do Greenpeace, disse que a proposta não é nada menos que uma revolução na questão energética e um discurso que muitos países deveriam adotar.

A Grã-Bretanha tem uma das melhores condições do mundo para usar o vento para gerar eletricidade livre de carbono. No entanto, o alto custo de construção das plantas de energia eólica tem limitado o crescimento, informou a agência Reuters.

Bons exemplos que deveríamos imitar, apesar do alto custo da operação: Serão gastos 250 milhões de libras. Mas fica aqui um pensamento: O planeta tem preço?

Salvem-se!

Terça-feira, Dezembro 25th, 2007

O continuo aquecimento global vem demonstrando a sua força. Muitas espécies já se encontram ameaçadas de extinção apenas pelo fato do aquecimento da Terra. Entre as espécies mais ameaçadas se encontram, principalmente, as que têm no Ártico seu habitat natural. Muitos animais precisam dos icebergs para sobreviver, pois não agüentam permanecer muito tempo na água devido a seu peso e estrutura, diz Joel Garlach-Miller, especialista em animais marinhos. “É possível ver em apenas um pequeno pedaço de gelo muitos animais brigando para sobreviver”, explica ele.
Além disso, um relatório apresentado pela ONG WWF em Bali, sugere que a população de animais que vivem no Ártico está seriamente ameaçada, pois o degelo dificulta muito a obtenção de alimentos e faz sumir as áreas comumente usadas para a reprodução dessas espécies.


Muitos animais já estão sofrendo pelo nosso desprezo e falta de cuidado com o meio ambiente. Aceitaremos de bom grado a culpa pela extinção dessas espécies? Quem serão os próximos a desaparecer?

Prédios inteligentes

Quarta-feira, Dezembro 19th, 2007

Os “prédios verdes” entram em pauta novamente. Representantes da ONU e do setor de construção civil afirmaram, durante a Conferência do Clima em Bali, que é preciso urgentemente construir casas e prédios mais “verdes” e instalar novos sistemas de iluminação e ventilação mais eficientes e menos danosos ao meio ambiente.

Segundo essas fontes, já existem muitas tecnologias e produtos que visam explorar esse segmento da economia de forma mais ecologicamente correta, e a um preço bastante pequeno. Apesar disso, o fato dos governos não estarem investindo e subsidiando esses projetos, vem intrigando e freando essas boas iniciativas.

“Cerca de 40 % de toda a energia é consumida nos edifícios e nas construções. Esse é um fato incrível que as pessoas não percebem”, afirmou Kaarin Taipale, da Força-Tarefa Marrakesh de Edifícios e Construções Sustentáveis.

Swiss re Tower, Londres- 2004 – O edifício consome 50% menos
energia que outros do mesmo tamanho.

Um alto executivo da Philips afirmou em Bali que instalar sistemas de iluminação com baixo gasto de energia poderia significar consumir menos 1,5 bilhão de barris de petróleo por ano, montante de combustível equivalente ao utilizado por 530 termelétricas de médio porte.

A pouca divulgação dos materiais existentes e a pouca consciência por parte das empresas sobre os prédios sustentáveis, freia de maneira contundente todo esse processo de modernização e de máximo aproveitamento dos recursos naturais.

A eficiência energética talvez seja o principal pilar e a principal saída para os grandes problemas mundiais, mas essa eficiência pode ser transportada a outros segmentos sociais e industriais. Cabe a nós descobrir como.

Energia infinita!

Segunda-feira, Dezembro 17th, 2007

Elemento mais abundante do universo e em primeiro lugar na tabela periódica, o hidrogênio é uma molécula com grande capacidade de armazenar energia. Por este motivo, sua utilização como fonte renovável de energia elétrica e também térmica vem sendo amplamente pesquisada.
Se produzido a partir de fontes – como o etanol e a água - e tecnologias renováveis, como as células fotovoltaicas, turbinas eólicas e turbinas de hidrelétricas, o hidrogênio torna-se um combustível renovável e ecologicamente correto.
Pode-se produzir hidrogênio a partir de uma grande variedade de fontes, entre elas o gás natural, o carvão ou a água. A fonte de energia também apresenta a vantagem de não produzir gases que provocam o aquecimento global e podem ser usados no setor de transporte.
Hoje, aproximadamente a metade da produção de hidrogênio no mundo provém do gás natural, mas a água deverá ser uma das principais fontes de hidrogênio no futuro. Companhias de energia no Brasil estão começando a pesquisar a viabilidade econômica de se produzir hidrogênio a partir da água utilizando os reservatórios das grandes usinas hidrelétricas brasileiras. A idéia é fazer a produção durante a madrugada, período em que a demanda por energia é baixa e de menor custo.
Nenhum país tem tantas possibilidades como o Brasil de aproveitar a energia de forma abundante e limpa. Somos o país que mais utiliza energia renovável no mundo, com aproximadamente 40% do total. Precisamos fazer apenas o que os grandes países desenvolvidos fizeram com a abundância de energia e utilizar esses recursos para o desenvolvimento tecnológico e social.
Porém, diferente de outros tempos, buscando a evolução e sem poluir o meio ambiente.

Ilha da Páscoa iluminada!

Sexta-feira, Dezembro 14th, 2007

Descoberta em um domingo de Páscoa no ano de 1722 pelo holandês Jacob Roggeveen, a Ilha de Páscoa, famosa por suas enormes estátuas de pedra, é um dos pontos mais isolados do planeta. Está a mais de 3600 quilômetros de distância do continente e possui apenas 160 quilômetros quadrados de terras áridas, originárias das erupções de vulcões, todos inativos. É também conhecida como “o umbigo do mundo”, por estar em meio ao Oceano Pacífico, numa área bastante remota da Terra.
Pertencente ao Chile, sua beleza e mistérios permanecem intactos, atiçando a curiosidade de todos que têm a oportunidade de chegar por lá. Os Moais – estátuas de pedra que chegam a medir 22 metros de altura – são considerados uma das maiores heranças místicas para o mundo.
Por sua distância do continente e por não contar com fontes naturais de energia, a Ilha da Páscoa utiliza cinco geradores a diesel, e está quase em sua capacidade máxima de consumo.


Em 2006, visando diminuir este consumo e melhorar a qualidade de vida dos habitantes locais, a Philips iluminou toda a ilha usando lâmpadas mais econômicas e implementando um projeto de educação ambiental junto aos moradores do local.
Esse projeto, feito em parceria com o governo local e a ONG Casa de la Paz, obteve uma redução de energia em iluminação de cerca de 40%. Por causa desses resultados tão positivos, já há um estudo em andamento para aplicar esse conceito de eficiência energética em outros patrimônios da humanidade espalhados pelo mundo.

Game energético

Quinta-feira, Dezembro 13th, 2007

Cabe a você providenciar energia suficiente para uma cidade de 3.9 milhões de habitantes. Sua tarefa é manter a cidade próspera, limpa e segura. Saiba que todas as decisões tomadas agora terão conseqüências num futuro bem próximo. Você pode escolher entre as mais variadas formas de obtenção de energia, mas saiba que cada um delas tem um impacto econômico, tecnológico e ambiental.
Pronto?
Entre, divirta-se e compartilhe conosco as suas preferências energéticas!

Diversão garantida!

Este simulador foi desenvolvido por especialistas que calcularam os pontos ganhos baseados em dados reais e impactos no meio ambiente.

Água que vale ouro

Quarta-feira, Dezembro 12th, 2007

Apesar da quantidade gigantesca de água existente no planeta, apenas 3% desse volume constitui uma fonte de água potável. De acordo com a ONU, são precisos 110 litros/dia para cada pessoa para atender suas necessidades de consumo e higiene. No Brasil a média gira em torno de 200 litros/dia com enormes variações de acordo com a região do país. O padrão americano é de 300 litros/dia. Isso sem contar o gasto de água das indústrias de bens e serviços.
Com base nesses números, uma pesquisa mostra que em 2050, quase a metade da população já não terá a quantidade mínima necessária para suas necessidades básicas.


Como quase tudo nesse mundo, a água também é muito mal distribuída e, num futuro bem próximo, pode vir a ser um dos grandes pilares para conflitos internacionais. Apesar de sermos privilegiados nesse quesito – 13,7% da água doce do mundo estão no Brasil -, temos também uma grande parcela no desperdício.
Sem entrar muito nos méritos educacionais e culturais, há pequenas e amplamente divulgadas ações que contribuiriam muito para a diminuição desse desperdício.

Você já parou para pensar nas suas ações diárias? Aonde você desperdiça mais água?

Novas tecnologias

Segunda-feira, Dezembro 10th, 2007

Em busca de novas tecnologias.

Provavelmente todas as pessoas acreditem que a indústria automobilística já utiliza a mais alta tecnologia na construção e fabricação de seus produtos. Uma excelente iniciativa junto a universitários brasileiros mostra que as grandes indústrias ainda têm muito que aprimorar.

Realizada entre os dias 1 e 3 de novembro no kartódromo de Interlagos, em São Paulo, a Maratona de Eficiência Energética contou com palestras e uma competição em duas categorias: carros movidos a eletricidade e à gasolina.
O resultado não poderia ser mais animador: 22 equipes de doze universidades brasileiras criaram protótipos de veículos automotores de acordo com as exigentes regras da competição.

Usando de bastante criatividade – carros feitos de bambu e folhas de bananeira - e trabalho em seus protótipos, as equipes colocaram em prática muitos conceitos que buscamos em todos os níveis da sociedade: o uso eficiente da energia e das matérias-primas disponíveis. O vencedor da categoria gasolina (UNICAMP) conseguiu percorrer 367,05 quilômetros por litro de gasolina. Na categoria de carros elétricos, o vencedor foi a Equipe da Universidade Federal de Santa Maria, com 24.349m/Wh.

Apesar do clima de festa e confraternização ser uma das características da maratona, há muitas lições que podem ser retiradas de iniciativas como essa. É uma grande oportunidade de trocar experiências e melhorar o desempenho energético não só dos protótipos, mas de carros de passeio que, cada vez mais, enchem as ruas das grandes cidades e poluem o precioso ar que respiramos.

Você pagaria um pouco mais caro em um carro ecologicamente correto?

Bate estaca ecológico

Quinta-feira, Dezembro 6th, 2007

O avanço tecnológico ao longo das últimas décadas vem produzindo muitas opções de conforto material e gerando enormes problemas no equilíbrio da natureza. A grande novidade são as tecnologias que vêm acelerando o mercado com soluções criativas e sustentáveis que o mundo corporativo e a sociedade exigem cada vez mais.

Em todos os níveis de mercado há produtos e serviços ecologicamente corretos para tentar corrigir o enorme efeito negativo que estamos causando ao nosso planeta. Até um dos grandes inimigos do meio ambiente vêm mostrando preocupação e buscando novas soluções. É o caso da construção civil que sempre foi o maior consumidor de recursos naturais e um dos grandes responsáveis pela emissão de gases do Efeito Estufa.

A engenharia civil ecologicamente correta implica no uso sustentável de energia, na redução dos impactos ambientais causados pelos processos construtivos, pelo uso e demolição dos edifícios e pelo ambiente urbanizado, promovendo alterações conscientes no entorno, de forma a atender as necessidades de habitação preservando o meio ambiente e garantindo qualidade de vida.

O que permite que uma obra seja considerada sustentável é a avaliação do local de sua implantação e o planejamento de todas as intervenções, de forma a agredir ao mínimo o meio ambiente antes, durante e depois. No Brasil, ainda não há normas para avaliação e certificação de produtos sustentáveis ou ambientalmente corretos, com exceção da madeira certificada. Mas, aos poucos, algumas práticas na linha da sustentabilidade começam a surgir como diferenciais em empreendimentos imobiliários. Entre os mais populares e disseminados estão as lâmpadas, as ventilações naturais, as torneiras e chuveiros inteligentes, as diferentes formas de captação de energia e o aproveitamento da água da chuva, entre outros.

O que é bastante animador no cenário da construção civil é a popularização desses produtos e das alternativas criadas para os construtores, independentemente do preço final da obra. A democratização desse tipo de tecnologia é imprescindível para o sucesso dessa campanha mundial de excelência em aproveitamento dos recursos naturais disponíveis.

Em escala muito maior e com preços ainda nada acessíveis estão os chamados green buildings (prédios verdes). Estas construções são submetidas a protocolos internacionais de certificação que atestam seu desempenho, inteligência e uso correto dos bens naturais. No Brasil já há alguns prédios certificados.

Você conhece ou já visitou algum?

Energia Fotovoltaica

Quarta-feira, Dezembro 5th, 2007

Não existe mágica quando o assunto é a procura de novos meios de produção de energia elétrica. Desde a crise energética que assolou nosso país, a procura por novas alternativas não pára. Um dos grandes sucessos é o uso da energia fotovoltaica. Ainda em fase de muita pesquisa, esse tipo de energia já é usada tanto em grande como em pequena escala, sendo uma das fontes de energia mais baratas – quando já instalada -, limpas e ecologicamente corretas. No Brasil é bastante usada para o aquecimento da água e ainda rara para a obtenção de energia. O principal material utilizado para a fabricação de painéis é o silício. O Brasil possui 90% das reservas mundiais de silício economicamente aproveitáveis, o que deixa o país em uma posição cômoda para investir no desenvolvimento dessa tecnologia.
Será esse o futuro da energia?

Entenda:


A energia fotovoltaica é fornecida de painéis contendo células fotovoltaicas ou solares que, sob a incidência do sol, geram energia elétrica. A energia gerada pelos painéis é armazenada em bancos de bateria, para que seja usada em período de baixa radiação e durante a noite. A conversão direta de energia solar em energia elétrica é realizada nas células solares através do efeito fotovoltaico, que consiste na geração de uma diferença de potencial elétrico através da radiação. O efeito fotovoltaico ocorre quando fótons (energia que o sol carrega) incidem sobre átomos (no caso átomos de silício), provocando a emissão de elétrons, gerando corrente elétrica. Este processo não depende da quantidade de calor, pelo contrário, o rendimento da célula solar cai quando sua temperatura aumenta.